-Publicidade -

Celina Leão rebate ofensas e cobra responsabilidade do Governo Federal com o BRB
C

Governadora do DF afirma que pedido à União é apenas de aval para operação de crédito e critica uso eleitoral do banco do DF

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), reagiu com firmeza às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a situação do Banco de Brasília (BRB). Em pronunciamento divulgado nesta quinta-feira (17/9), a chefe do Executivo local esclareceu que o Distrito Federal não está solicitando doações ou recursos do Tesouro Nacional para a instituição pública, mas apenas o aval do Governo Federal para viabilizar uma operação de crédito garantida e paga pelo próprio DF.

Durante discurso no comício do candidato petista ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass, em Ceilândia, Lula afirmou que não daria dinheiro público para “salvar” o banco e dirigiu críticas à gestão local. Em resposta, Celina lamentou a postura do presidente em optar por ataques pessoais em vez de tratar do tema com a devida maturidade institucional.

“Eu lamento muito que o presidente Lula tenha escolhido partir para a ofensa pessoal, fazendo várias agressões a uma governadora mulher. Será que ele usaria as mesmas palavras para se dirigir a um governador homem? Eu não vou responder a ofensa com ofensa, vou responder com fatos”, declarou Celina Leão.

A governadora destacou a diferença técnica entre pedido de socorro financeiro e a solicitação de garantia governamental para operação de crédito. O GDF solicitou um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para reestruturar o BRB — abalado por prejuízos decorrentes da aquisição de carteiras de crédito do Banco Master —, contudo, necessita da anuência formal do Governo Federal para formalizar a transação.

“Aval não é doação, nós temos que pagar”, pontuou Celina, reforçando que o DF arcará integralmente com os compromissos assumidos. Ela criticou a politização do tema e apelou para a preservação do patrimônio público da capital federal:

“O presidente pode me atacar, apoiar meu adversário e fazer campanha contra mim. O que ele não pode fazer é transformar o BRB em uma arma eleitoral. O BRB não é meu e nem de partido algum, é um patrimônio de Brasília. Tem milhares de funcionários, clientes, empresas e famílias que dependem dele.”

Celina Leão também apontou contradições na postura do Palácio do Planalto, destacando que a União tem concedido garantias bilionárias para outras estatais e empresas públicas federais enquanto impõe barreiras ao Distrito Federal.

Ela lembrou que o governo federal concedeu garantias de R$ 12 bilhões aos Correios em 2025, além de autorizar mais R$ 8 bilhões à estatal em fevereiro de 2026. A recusa em dar o mesmo tratamento ao BRB demonstra, segundo a governadora, uma decisão estritamente política que prejudica a população da capital.

“Presidente Lula, eleição passa, governos passam, partidos passam, mas o nosso DF fica. O senhor deveria ser presidente de todos os brasileiros, inclusive dos brasilienses”, concluiu a governadora.

A disputa sobre a liberação da garantia federal para a operação do BRB junto ao FGC é alvo de análise no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Luiz Fux, que cobrou esclarecimentos do Banco Central, da União e do FGC.

-Publicidade -
spot_img

Relacionadas

-Publicidade -