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Candidato quer responsabilizar pais que ignorarem tratamento de filhos com obesidade grave
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“Criança não escolhe sozinha o que compra, o que come nem o estilo de vida que tem dentro de casa”, afirma Sérgio Fialho

 

Bicampeão do Mister Universo e candidato a deputado federal pelo Paraná, Sérgio Fialho, de 40 anos, defende que pais e responsáveis possam ser responsabilizados quando ignorarem repetidamente o tratamento de filhos com obesidade grave e risco comprovado à saúde. Para ele, a medida deve valer apenas quando a família tiver recebido orientação profissional e acesso ao atendimento, mas permanecer indiferente às recomendações.

Ao explicar a proposta, Fialho afirma que a responsabilidade não pode ser transferida para uma criança que ainda depende dos adultos para definir sua alimentação e sua rotina. “Não é razoável cobrar que ela mude sozinha os hábitos construídos dentro de casa. Antes de qualquer responsabilização, o Estado precisa oferecer acompanhamento médico, nutricional e psicológico. Mas, se o tratamento existe e os responsáveis escolhem ignorá-lo, é preciso intervir”, diz.

Para o candidato, o desconforto provocado pelo tema não pode impedir que situações extremas sejam tratadas como negligência. “É óbvio que existem casos em que os responsáveis precisam responder. Se uma criança corre risco, tem acompanhamento médico e os pais deixam de seguir todas as orientações, isso deixa de ser apenas uma decisão familiar. Pais e responsáveis têm o dever de protegê-la, principalmente quando ela ainda não tem condições de fazer essas escolhas sozinha”, declara.

Essa não é a primeira vez que Fialho leva uma discussão sobre corpo e saúde para a política. O candidato já defendeu regras mais duras contra o uso de anabolizantes no fisiculturismo e a criação do “recreio ativo” para colocar as crianças em movimento durante os intervalos escolares. “Não quero criar uma regra para vigiar o corpo das crianças. Quero impedir que um caso grave seja tratado como se não fosse responsabilidade de ninguém. Quando o Estado oferece atendimento e os responsáveis escolhem ignorar um risco comprovado, alguém precisa agir”, conclui.

 

Créditos: @fialho._ | CO ASSESSORIA

 

 

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