Mesmo após o cancelamento do rodízio de paralisações no transporte público, milhares de passageiros preferiram não arriscar e lotaram as estações antes do amanhecer
A incerteza sobre o funcionamento do transporte coletivo no Distrito Federal transformou o início da manhã desta segunda-feira em uma verdadeira corrida contra o tempo. Temendo ficar sem condução ou enfrentar ônibus e estações de metrô superlotados, os passageiros do DF anteciparam o despertador e saíram de casa bem mais cedo do que de costume.
Nas primeiras horas do dia, o movimento nas principais rodoviárias e paradas de ônibus já era intenso. Em regiões administrativas como Ceilândia, Samambaia e Taguatinga, muitos trabalhadores chegaram aos pontos de embarque antes mesmo de o sol nascer, impulsionados pelos alertas de possíveis paralisações divulgados ao longo do fim de semana.
O impacto do receio na rotina
Embora as rodadas de negociação tenham avançado e o indicativo de greve tenha sido suspenso pelas categorias, a informação sobre o cancelamento do movimento não chegou a tempo para tranquilizar a todos. Para grande parte da população que depende diariamente do transporte público, o receio do impacto na rotina falou mais alto.
“Preferi garantir e sair com uma hora de antecedência. A gente que depende de ônibus não pode correr o risco de chegar atrasado no trabalho ou nem conseguir embarcar”, relatou a auxiliar de serviços gerais Maria das Graças, enquanto aguardava sua linha na Rodoviária do Plano Piloto.
Nas vias de acesso ao centro da capital, como a Estrutural e a EPTG, o reflexo foi sentido no fluxo de veículos, que registrou retenções mais cedo do que o padrão para o horário. Além do transporte coletivo, o uso de carros de aplicativo e veículos próprios também teve um pico logo nas primeiras horas da manhã.
Apesar da rotina alterada e do cansaço extra para quem teve que pular da cama mais cedo, o serviço operou dentro da normalidade ao longo da manhã, sem o registro de grandes interrupções nos itinerários previstos.


