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Decisão histórica obriga Amazon a acabar com jornadas de até 12 horas em pé para funcionários
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Sentença trabalhista exige que a gigante do e-commerce forneça assentos e restructure a rotina nos galpões de logística para combater o desgaste físico e lesões ocupacionais

Uma recente decisão da Justiça do Trabalho impôs uma grande mudança na rotina operacional da Amazon. A gigante do e-commerce foi proibida de submeter seus funcionários a jornadas de trabalho de até 12 horas em pé contínuas em seus centros de distribuição, prática que vinha sendo alvo de recorrentes denúncias sobre condições degradantes e desgaste físico extremo.

A sentença atende a uma ação civil que questionava a ergonomia e a falta de pausas estruturadas nos galpões da empresa. A investigação apontou que os trabalhadores passavam quase a totalidade do turno realizando tarefas repetitivas — como empacotamento, triagem e movimentação de cargas — sem o suporte adequado para descanso dos membros inferiores e da coluna.

O que muda com a decisão
  • Instalação de assentos: A empresa deverá disponibilizar cadeiras ou apoios ergonômicos em todos os postos de trabalho onde a atividade puder ser executada sentada ou com alternância de postura.

  • Pausas obrigatórias: Criação de intervalos regulares de descanso durante a jornada para aliviar a fadiga muscular, sem prejuízo da remuneração ou de metas de produtividade.

  • Revisão de metas: Readequação das métricas de desempenho para evitar que a exigência por velocidade force o descumprimento das normas de saúde e segurança.

Impacto na indústria do e-commerce

Expertas em direito do trabalho apontam que a medida estabelece um precedente importante para o setor de logística e comércio eletrônico, que cresceu aceleradamente com base em rotinas de alta intensidade e prazos de entrega cada vez mais enxutos.

A Amazon informou que está analisando a decisão e que reitera seu compromisso com a saúde e a segurança de seus colaboradores, enquanto entidades sindicais e defensores dos direitos trabalhistas comemoraram o veredito como um marco fundamental para a preservação da dignidade e da integridade física dos trabalhadores.

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