Início Notícias Distrito Federal Alerta nos Céus: Aeroporto JK de Brasília Já É o Segundo do...

    Alerta nos Céus: Aeroporto JK de Brasília Já É o Segundo do País em Colisões de Aviões com Aves

    0
    46
    Crescimento da fauna urbana nos arredores do terminal aumenta os riscos de “bird strikes” e acende o sinal amarelo para a segurança de voos no Distrito Federal 

     

    O Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, segundo maior terminal em fluxo de passageiros do país, ostenta agora outra marca no cenário da aviação nacional — esta, motivo de constante preocupação para autoridades e companhias aéreas. O terminal da capital federal ocupa a segunda posição no ranking nacional de colisões entre aeronaves e aves, fenômeno conhecido no setor aeronáutico como bird strike.

    Os dados, consolidados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), mostram que o número de incidentes no aeroporto de Brasília só fica atrás do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).

    Por que o risco no DF é elevado?

    Especialistas e biólogos apontam que a localização do Aeroporto JK é um dos fatores determinantes para a alta ocorrência desses eventos. Cercado por áreas verdes, próximo ao Lago Paranoá e a regiões com presença de cursos d’água e vegetação nativa do Cerrado, o sítio aeroportuário atrai diversas espécies de aves de médio e grande porte, como urubus, carcarás, quero-queros e garças.

    Além dos aspectos naturais, a ação humana ao redor do aeroporto contribui diretamente para o problema:

    • Descarte irregular de resíduos: Lixo orgânico jogado em áreas próximas atrai urubus, que buscam alimento e voam alto nas rotas de aproximação dos aviões.

    • Corpos d’água urbanos: Piscinões de drenagem e lagoas atraem aves aquáticas e migratórias.

    O perigo real para a aviação

    Embora a maioria das colisões resulte apenas em susto ou danos menores às aeronaves, a ingestão de uma ave por uma turbina durante momentos críticos do voo — como a decolagem ou o pouso — pode causar perda de potência, falha nos motores e a necessidade de pousos de emergência.

    Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), além do risco potencial à vida de passageiros e tripulantes, o impacto de fauna gera prejuízos milionários anuais às companhias aéreas em reparos de motores, substituição de peças e atrasos em voos.

    Ações de mitigação e manejo

    Para tentar conter o avanço do problema, a concessionária responsável pelo Aeroporto JK (Inframerica) mantém equipes especializadas em Manejo de Fauna. As estratégias utilizadas incluem:

    1. Uso de falcoaria: Aves de presa treinadas (como gaviões) são utilizadas para espantar espécies invasoras da pista.

    2. Alertas sonoros e pirotecnia: Equipamentos que emitem sons de predadores para afugentar bandos.

    3. Manejo do ecossistema: Corte constante da vegetação rasteira e controle do solo para evitar a presença de insetos e pequenos roedores que servem de alimento para as aves.

    Autoridades reforçam que o combate ao problema não depende apenas do aeroporto, mas de um esforço conjunto com o Governo do Distrito Federal (GDF) e a população local para evitar o acúmulo de lixo e a proliferação de focos de atração de fauna no entorno do terminal.

    O que fazer ao observar lixo irregular perto do aeroporto?
    Denúncias sobre descarte inadequado de resíduos em áreas próximas ao sítio aeroportuário podem ser feitas diretamente aos órgãos ambientais do DF e à Ouvidoria da Concessionária. A colaboração da comunidade é fundamental para garantir a segurança dos voos.

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui