Documentos inéditos entregues à família vão integrar a segunda edição do livro “O Paciente: O Caso Tancredo Neves”
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) autorizou a quebra do sigilo médico sobre o tratamento e a morte do ex-presidente Tancredo Neves. A decisão atende a um pedido da família e obriga o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o CRM-DF a liberarem prontuários, exames e relatórios ético-profissionais da época.
Os documentos serão utilizados na atualização do livro “O Paciente: O Caso Tancredo Neves”, escrito por Luis Mir, que analisa as falhas e os bastidores do atendimento médico prestado ao político em 1985.
Principais Pontos da Decisão:
Direito à memória: A Justiça entendeu que o sigilo médico pode ser flexibilizado por herdeiros diretos, especialmente quando há relevante interesse histórico para o país.
Fatos inéditos: A nova edição da obra trará detalhes precisos sobre o diagnóstico inicial, o histórico das cirurgias e eventuais apurações éticas conduzidas sobre a equipe médica.
Fim do mistério: A liberação dos dados encerra quase 40 anos de sigilo sobre um dos momentos mais marcantes da redemocratização brasileira.


