Operação envolve aporte de cerca de US$ 100 milhões por aproximadamente 8% do capital social da companhia brasileira
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu aval à compra de uma fatia da Azul Linhas Aéreas pela American Airlines. O negócio, estimado em cerca de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 500 milhões na cotação atual), garantirá à gigante norte-americana uma participação de cerca de 8% no capital social da empresa brasileira.
A aprovação, no entanto, veio acompanhada de remédios concorrenciais. Para evitar que a aproximação entre as duas companhias reduza a disputa por passageiros e afete os preços das passagens, o órgão antitruste estabeleceu restrições operacionais à transação.
O escopo da operação
A transação consolida uma parceria comercial e estratégica que já vinha sendo desenhada entre as duas aéreas nos últimos anos. Com o aporte, a American Airlines passa a deter uma participação minoritária relevante na estrutura acionária da Azul, além de fortalecer acordos de compartilhamento de voos (codeshare) e programas de fidelidade.
O objetivo das empresas com a aliança é ampliar as conexões entre a malha regional da Azul no Brasil e a rede internacional da American Airlines nas Américas.
As restrições impostas pelo Cade
A análise do Cade buscou resguardar o mercado de aviação civil, evitando concentrações que pudessem prejudicar os consumidores em rotas estratégicas entre o Brasil e os Estados Unidos.
Com as condicionantes aceitas pelas companhias, o tribunal do órgão regulador considerou que os potenciais ganhos de eficiência e integração da rede compensam os riscos concorrenciais, permitindo a conclusão da transação dentro do arcabouço regulatório brasileiro.


