Com 53% das intenções de voto no segundo turno contra Leandro Grass, governadora do DF demonstra resiliência política após histórico de desdém de adversários e aliados
A consolidação de Celina Leão (PP) na liderança da corrida pelo Palácio do Buriti é mais do que um reflexo estatístico; representa um marco da força da mulher na política tradicionalmente dominada por homens. Segundo a mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (12), a governadora do Distrito Federal desponta no segundo turno com 53% das intenções de voto, abrindo uma vantagem de 20 pontos percentuais sobre o candidato do PT, Leandro Grass, que aparece com 33%.
O levantamento, encomendado pela TV Globo, aponta ainda que 8% dos eleitores pretendem votar em branco, nulo ou anular, enquanto 6% estão indecisos. Com uma margem de erro de três pontos e 88% dos entrevistados declarando que o voto já é definitivo, o cenário desenha uma vitória que coroa uma trajetória de superação contra o ceticismo e o desdém político.
A Linha do Tempo da Resiliência: Como Celina venceu o desdém
A trajetória de Celina Leão até o topo do Executivo local foi marcada por episódios em que sua capacidade de liderança e viabilidade eleitoral foram reiteradamente postas em xeque por opositores e, por vezes, pelo próprio grupo político. A resposta da progressista, no entanto, foi dada nas urnas e na articulação de bastidores.
O “Pragmatismo” de Ibaneis Rocha: No início da formação da chapa majoritária em eleições passadas, o entorno do ex-governador Ibaneis Rocha frequentemente balançava sobre a força de Celina como vice, testando outros nomes e subestimando sua densidade eleitoral no DF. Celina não apenas garantiu o espaço, como assumiu o governo com protagonismo técnico e político, desfazendo a imagem de “vice decorativa” e conquistando a máquina pública com luz própria.
O Machismo de Arruda: Desde o início da campanha eleitoral, o ex-govrernador José Roberto Arruda (PSD) desferiu ataques de cunho machista e assédio político contra Celina Leão, que os rebateu de imediato. Arruda, considerado o maior corrupto da história do Distrito Federal, teve a candidatura cassada pelo TSE e sepultou de vez sua carreira política, enquanto Celina voa cada vez mais alto.
A Polarização de Leandro Grass: Durante a atual campanha, o candidato da oposição, Leandro Grass (PT), apostou na nacionalização do debate e tentou carimbar a gestão de Celina como frágil ou temporária. O desdém das forças de esquerda, que subestimaram a penetração de Celina nas regiões administrativas — como o recente caso da QNL 23 em Taguatinga, onde a governadora atendeu pessoalmente demandas históricas —, ruiu no primeiro turno. Celina bateu na trave da vitória direta em 4 de outubro, conquistando 49,93% dos votos válidos (825.530 votos) contra os 34,47% (569.930 votos) do petista.
O Peso do Voto e o Cenário Nacional
A força demonstrada por Celina Leão na pesquisa reflete sua capacidade de transitar entre diferentes espectros políticos em Brasília, mantendo o foco em entregas locais e na eficiência administrativa. O segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, ocorrerá em paralelo à acirrada disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Conservadora, Celina apoia Flávio Bolsonaro para presidente da República.
O levantamento da Quaest ouviu 1.104 pessoas entre os dias 8 e 11 de outubro, possui um nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número DF-08737/2026.
“Se os números se confirmarem nas urnas, Celina Leão não apenas garante mais um mandato, mas se consolida como uma das maiores forças políticas do centro-oeste, provando que o desdém de seus adversários foi o combustível para sua consolidação”, afirma o jornalista Donny Silva.
Fonte: www.donnysilvanews.com.br


