A crise na aliança entre o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) e o ex-senador Gim Argello (Avante) ganhou um novo e preocupante capítulo. Nos bastidores do Distrito Federal, jornalistas e profissionais de comunicação que atuavam na construção da campanha de Arruda ao Palácio do Buriti começaram a abandonar o barco e a procurar novos caminhos na disputa eleitoral de 2026.
Crise de Confiança nos Bastidores
A debandada foi motivada pela quebra de acordos políticos, com decisões cruciais tomadas sem diálogo. Profissionais que vinham construindo e blindando a imagem do pré-candidato se sentiram desautorizados e traídos pelas escolhas recentes da cúpula verde.
Na engrenagem política, o desembarque da equipe de comunicação costuma anteceder crises estruturais ainda maiores.
O Efeito Cascata do Racha Político
O azedamento do clima na comunicação é o reflexo direto do rompimento da chamada chapa “puro-sangue” do PSD. Ao preterir o empresário Jorge Argello (Jorginho), filho de Gim, para indicar Luiz Pitiman (PSD) como vice, Arruda isolou a militância do Avante e detonou uma reação em cadeia.
- Rompimento familiar: Jorginho Argello migrou para a oposição e passou a articular apoio à candidatura do petista Leandro Grass.
- Isolamento de Arruda: Embora Gim prometa manter o apoio formal, a perda do braço de comunicação deixa a campanha exposta e enfraquecida.
Um Histórico de Desgaste
O isolamento precoce da campanha acende o sinal vermelho para o grupo político, que já enfrentava forte desgaste na opinião pública. Batizado ironicamente por adversários de “Chapapapuda” — em referência ao histórico de processos judiciais de Arruda, Gim Argello e Paulo Octávio —, o bloco agora descobre que a lealdade interna também se esvai quando os aliados se sentem traídos.
A conhecida arrogância de Arruda, que levou sua ex-mulher Flávia Arruda a perder a disputa ao Senado em 2022, agora afunda o plano de chegar ao Buriti.
Está na Bíblia: A soberba precede a queda!


