Com projetos antagônicos para a capital federal, governadora em exercício e candidato da oposição medem forças na etapa final da disputa pelo Governo do Distrito Federal
A eleição para o comando do Distrito Federal atingiu seu ponto mais alto de definição com a confirmação do segundo turno entre Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PV/Federação Brasil da Esperança). A disputa coloca frente a frente duas visões políticas bem delineadas para o futuro da capital: a continuidade do grupo político que comanda o Buriti e uma proposta de renovação alinhada ao campo progressista.
Continuidade versus Mudança
De um lado, Celina Leão aposta no peso da máquina pública, no apoio de lideranças conservadoras e nas entregas das gestões recentes para garantir a permanência no cargo. Sua campanha foca em pautas de infraestrutura, fortalecimento do comércio local e ampliação dos serviços de saúde e segurança pública, defendendo a estabilidade administrativa como principal ativo.
Do outro lado, Leandro Grass busca consolidar os votos da oposição e expandir seu eleitorado para além da base progressista. Defendendo prioridade absoluta para a saúde pública, transporte coletivo de qualidade e políticas sociais integradas com o governo federal, a candidatura aposta na insatisfação de parcelas da população com gargalos históricos da gestão local.
Perfis em Confronto
| Candidato | Partido / Coligação | Principais Bandeiras |
| Celina Leão | Progressistas (PP) | Continuidade das obras, parcerias público-privadas e fortalecimento do desenvolvimento econômico. |
| Leandro Grass | PV (Federação PT/PCdoB/PV) | Reestruturação da saúde pública, mobilidade urbana e integração com programas sociais federais. |
Estratégias para a Reta Final
Com pouca margem para erros, os próximos dias serão marcados pela busca incansável por alianças e pelo voto dos eleitores indecisos. A capacidade de articular apoios com candidatos derrotados no primeiro turno e o desempenho nos debates na televisão e no rádio serão determinantes para definir quem ocupará a cadeira mais alta do Palácio do Buriti nos próximos quatro anos.


