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‘Ataque contra a memória’: Neto de João Goulart critica veto de Bolsonaro a homenagem ao ex-presidente em nome de rodovia

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O neto do ex-presidente da República João Goulart reagiu ao veto de Jair Bolsonaro (sem partido) ao projeto de lei que dava o nome do político à BR-153. O advogado Christopher Goulart, que vive em São Borja, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, terra natal do avô, classificou o posicionamento do atual presidente como contraditório.

Bolsonaro justificou o veto dizendo que homenagens não podem ser inspiradas “por práticas dissonantes das ambições de um Estado Democrático”. Goulart foi deposto pelo golpe militar de 1964 e morreu, no exílio, em 1976.

“É lamentável, é triste, é um ataque contra a memória do povo brasileiro”, afirma Christopher.
Christopher Goulart citou manifestações de Bolsonaro em defesa do coronel Brilhante Ustra, apontado pela Justiça como responsável por torturas, e defendeu o legado do avô.

“Jango representa a luz. Jango representa a sapiência e a vontade de um estado muito mais desenvolvido, de um estado brasileiro justo, inclusive, para todos. Bolsonaro representa a ignorância. Bolsonaro representa o terraplanismo. Bolsonaro representa as trevas”, criticou o neto de Goulart.

Christopher nasceu em outubro de 1976, quando os pais estavam exilados em Londres, na Inglaterra. Dois meses depois, o avô faleceu na Argentina.

A BR-153 tem aproximadamente 3,3 mil km e liga Cachoeira do Sul, no Centro do RS, a Marabá, no Pará. O projeto foi proposto pelo então senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), aprovado pelo Senado em 2012 e, pela Câmara, em setembro de 2021.

Jango

João Belchior Marques Goulart nasceu em São Borja, em 1919. Herdeiro político de Getúlio Vargas, que governou o Brasil entre 1930 e 1945 e entre 1951 e 1954, Jango foi vice de Juscelino Kubitschek e Jânio Quadros entre 1956 e 1961.

Depois da renúncia de Jânio, o gaúcho assumiu a presidência após a Campanha da Legalidade, liderada pelo cunhado e então governador do RS, Leonel Brizola.

Goulart foi deposto em 2 de abril de 1964. Naquele dia, o Congresso Nacional fez uma sessão que declarou vaga a presidência da República. O então presidente do Congresso, senador Auro de Moura Andrade, argumentou que o presidente tinha deixado o governo.

Jango, contudo, estava no Rio Grande do Sul em busca de apoio de aliados, uma vez que estava na iminência de ser detido por forças golpistas, segundo relata o projeto de lei da BR-153.

Em 2013, o Congresso aprovou uma resolução que anulou essa sessão. O então deputado federal Jair Bolsonaro foi contra. O presidente é um entusiasta da ditadura militar, que durou até 1985 – em 2019, por exemplo, ele determinou a comemoração dos 55 anos do golpe.

Durante o regime, 434 pessoas foram mortas ou desapareceram – somente 33 corpos foram localizados, segundo a Comissão da Verdade. Em 2014, a comissão entregou à então presidente Dilma Rousseff um documento no qual responsabilizou 377 pessoas pelas mortes e pelos desaparecimentos durante a ditadura.

Fonte: G1.

Mulheres foram mais alvo de assédio sexual do que de roubos ao se deslocarem pelas cidades no país, aponta pesquisa

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Importunação e assédio sexual são os principais motivos de insegurança das mulheres ao se deslocarem pelas cidades brasileiras, segundo uma pesquisa realizada pelos institutos Locomotiva e Patrícia Galvão com apoio técnico e institucional da ONU Mulheres.

O levantamento ouviu mais de 2 mil pessoas de todo o país, entre 30 de julho a 10 de agosto, e concluiu que o público feminino é o grupo mais vulnerável quanto às violências que ocorrem nos diversos meios de transporte, seguidas de pessoas LGBTQIA+, negras, de baixo poder aquisitivo e com alguma deficiência.

Sete em cada 10 entrevistadas afirmaram já ter recebido olhares insistentes e cantadas inconvenientes enquanto se deslocavam nas cidades em que vivem. Disseram ter passado por episódios de importunação e/ou assédio sexual 36% das mulheres, número superior aos 34% que já foram vítimas de assalto, furto e/ou sequestro-relâmpago.

“Embora haja uma sensação geral de insegurança urbana, a pesquisa comprova que as mulheres sentem muito mais medo do que os homens em seus deslocamentos e que esse medo tem uma razão concreta: as experiências das mulheres com situações de violência, em especial de importunação e assédio”, afirma Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão.

No final de setembro, uma jovem caiu da bicicleta após o carona de um carro passar a mão em seu corpo sem consentimento. O caso, que ocorreu no Paraná, reflete o fato de a maioria das mulheres que citaram assédio como um motivo de insegurança, também o classificarem como uma preocupação constante.

De acordo com os dados, 83% das entrevistadas já foram vítimas de episódios violentos enquanto se deslocavam. Dessas, 24% não contaram a amigos e familiares, 53% disseram ter ficado abaladas psicologicamente e 67% acabaram mudando alguns hábitos e comportamentos. Apenas 27% afirmaram já ter reagido a alguma situação do tipo.

O meio de locomoção mais citado pelas entrevistadas como cenário de importunações e assédios sexuais foi o ônibus. Atrás dele, está o deslocamento a pé, que se destaca neste e em outros tipos de violência, como assaltos, atos racistas, agressões físicas e estupro.

Outro dado alarmante é o da porcentagem de mulheres que se privam de utilizar determinadas roupas e acessórios por medo de serem vítimas de alguma forma de violência: 83% de todas as que responderam à pesquisa.

Dentre os principais fatores de insegurança destacados pelas entrevistadas estão a falta de iluminação pública, ausência de policiamento, ruas desertas e a grande quantidade de espaços públicos abandonados, questões que podem ser solucionadas com a implementação de políticas de segurança efetivas, além de ações de zeladoria mais frequentes.

Sensação de insegurança x gênero do entrevistado

Homens também fizeram parte do público entrevistado, para que fosse possível comparar os resultados e analisar a forma como o quesito insegurança é influenciado pelo gênero de quem respondeu às perguntas.

  • 72% do público masculino concordou que espaços públicos são mais perigosos para mulheres do que para homens;
  • 24% dos homens não se sentem seguros ao se deslocar pela cidade onde vivem. No caso das mulheres, são 34%;
  • 44% dos homens concordaram que têm medo de sair sozinhos à noite no próprio bairro. Já entre as mulheres, a afirmação foi válida para 68%;
  • 89% dos entrevistados disseram que se sentiriam menos seguros se fossem mulheres.

De acordo com Jacira Melo, o levantamento confirma a hipótese de que a sensação de insegurança está diretamente relacionada ao gênero da pessoa, comprometendo a autonomia das mulheres em seus deslocamentos.

O levantamento também mostra que a sensação de segurança nos descolamentos é menor entre os negros do que entre não negros e também menor entre a população LGBTQIA+.

Outros dados da pesquisa

  • 65% das entrevistadas disseram que se sentiriam mais seguras caso fossem homens;
  • Apenas 11% disseram se sentir seguras à noite;
  • Apenas 24% disseram se sentir seguras nas ruas perto da própria casa;
  • 33% das mulheres consideram os episódios de violência sofridos em ônibus mais fáceis de denunciar e de serem punidos;
  • 20% acham que não há uma chance real de o agressor ser punido, independentemente do meio de transporte no qual ocorre o episódio.

Situações de violência levadas em conta no levantamento

  • Acidente de trânsito;
  • Agressão física;
  • Assaltos/furtos/sequestros-relâmpagos;
  • Atropelamento;
  • Estupro;
  • Importunação/assédio sexual;
  • Olhares insistentes e cantadas inconvenientes;
  • Preconceito/discriminação;
  • Racismo.

Fonte: G1.

Peixe-lua gigante é encontrado por pescadores de atum na Espanha

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O biólogo marinho Enrique Ostale não acreditou na sua sorte ao ver o enorme peixe-lua que fora chamado para avaliar depois que um barco de pesca de atum o encontrou preso em suas redes na costa mediterrânea de Ceuta, no início deste mês.

O peixe-lua mamute – uma espécie classificada como vulnerável e não consumida na Europa – tinha 3,2 metros de comprimento e 2,9 metros de largura, disse Enrique Ostale à agência Reuters na quinta-feira (14), um achado recorde para a área onde, devido às marés e padrões migratórios do peixe-lua, a espécie em si não é rara.

Mas o peixe em questão era pesado demais para a balança de uma tonelada, que quase quebrou com seu peso, disse Ostale, que chefia o Laboratório de Biologia Marinha da Universidade de Sevilha, no enclave espanhol de Ceuta.

“Olhando para outros estudos e comparando os tamanhos, ele devia pesar umas duas toneladas”, disse.

O peixe foi isolado inicialmente em uma câmara subaquática anexada ao barco antes de ser içado a bordo por um guindaste, onde permaneceu por alguns minutos enquanto Ostale e seus colegas biólogos faziam medições, fotos e retiravam amostras de DNA.

Com pele cinza escura, sulcos arredondados em seus flancos e uma grande cabeça de aparência pré-histórica, este espécime em particular era provavelmente uma mola alexandrini, uma subespécie do gênero peixe-lua mola, que apresenta uma barbatana traseira recortada distintamente em forma de toco.

“Não podíamos acreditar na nossa sorte, porque lemos livros e artigos sobre as dimensões que um peixe-lua poderia ter, mas não sabíamos que seríamos capazes de vê-lo e tocá-lo nós mesmos”, disse Ostale.

Ele acrescentou que também foi estressante: “Tivemos que lidar com a situação, avaliar os perigos porque estávamos no meio do mar com dois barcos, um guindaste, o peso e principalmente por ser um animal vivo…. Tivemos que obter os dados de que precisávamos o mais rápido possível”.

Mas a extração e o retorno do peixe à água, que ocorreu no dia 4 de outubro, ocorreram sem problemas, para alívio dos pescadores e cientistas a bordo, que viram a criatura desaparecer nas profundezas de 700 metros que são seu lar.

Fonte: G1.

Explosão em mesquita deixa dezenas de mortos e feridos no Afeganistão

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Uma grande explosão deixou ao menos 32 mortos e 53 feridos nesta sexta-feira (15) em uma mesquita xiita na cidade de Kandahar, no sul do Afeganistão, segundo autoridades e médicos locais.

Mas o número de vítimas deve aumentar, pois o ataque ocorreu durante a oração do meio-dia de sexta-feira, dia de descanso para os muçulmanos e momento em que muitas pessoas se reúnem para rezar.

Kandahar é a segunda maior cidade do Afeganistão e fica a cerca de 500 km a sudoeste da capital Cabul.

Qari Saeed Khosti, porta-voz do Ministério do Interior do governo do Talibã, falou em “pesadas baixas”, mas não informou o número de vítimas.

Homem que matou ex-companheira com mais de 30 facadas é condenado a 26 anos de prisão no DF

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O Tribunal do Júri de Taguatinga condenou, nesta quinta-feira (14), Diego Nunes Freitas pelo assassinato da ex-companheira, Rosileia Pereira Freitas, de 36 anos. O crime ocorreu em fevereiro deste ano, e foi gravado por câmeras de segurança.

A vítima foi atingida por mais de 30 facadas, na frente da própria mãe. A pena do acusado foi fixada em 26 anos de prisão, pelo homicídio, com as seguintes qualificadoras:

  • Motivo fútil;
  • Uso de meio cruel;
  • Feminicídio.

O acusado, que está preso desde o crime, não poderá recorrer em liberdade.

O crime

O assassinato ocorreu no sábado de carnaval (13), por volta das 16h30, na QND 52 de Taguatinga. Rosileia tinha ido buscar a mãe na rodoviária e acabava de voltar para casa quando foi atacada.

As imagens de câmeras de segurança mostram que Diego chegou por trás, já agredindo a ex. Ele a derrubou e esfaqueou por mais de dois minutos. A mãe dela ainda tentou impedir o crime usando um guarda-chuva, mas sem sucesso. Os golpes foram na região do pescoço e das costas.

Diego só cessou os ataques quando percebeu que Rosileia estava morta. Um vizinho chegou a se aproximar dele com uma barra de ferro e chamou a polícia. O acusado ficou no local e foi preso em flagrante.

Segundo a Polícia Civil, ele não aceitava o fim do relacionamento. As investigações indicaram que a mulher já tinha sido agredida por ele, mas não chegou a registrar ocorrência. Ela deixou dois filhos.

Fonte: G1.

Suspeito de ataque na Noruega era fichado na polícia por radicalização

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O suposto autor de ataque com arco e flechas que matou cinco pessoas e feriu duas outras nesta quarta-feira (13) na pequena cidade de Kongsberg, sudoeste da Noruega, é um convertido ao islã que aparece em uma lista de pessoas em perigo de radicalização, segundo informação divulgada pela polícia nesta quinta.

As autoridades norueguesas revelaram que os mortos são quatro mulheres e um homem, com idades entre 50 e 70 anos, e afirmaram ser muito cedo para determinar se se trata de um atentado terrorista.

Um cidadão dinamarquês de 37 anos é suspeito de realizar os ataques, que ocorreram em diversos locais da região central da cidade, segundo a polícia. Ele está sob custódia e acredita-se que agiu sozinho.

As autoridades afirmaram, ainda, que o homem está colaborando com as investigações, tendo reconhecido envolvimento nos ataques. “Ele está admitindo os fatos do caso”, disse a promotora Ann Iren Svane Mathiassen à agência de notícias NTB.

Segundo a promotora, após ser detido, o suspeito disse calmamente: “Eu fiz isso”. O homem “claramente descreveu o que havia feito e admitiu ter matado cinco pessoas”, disse Mathiassen à agência de notícia Associated Press.

Outras armas

“Ele é conhecido da polícia, mas prefiro não dar detalhes sobre os assuntos em que está envolvido”, disse a promotora ao canal TV2.

Ela informou também que ele usou outras armas além de arco e flechas, segundo a agência de notícia Efe. A agência norueguesa NTB também citou a polícia dizendo que o suspeito usou outras armas.

A polícia norueguesa não divulgou informações sobre os motivos do agressor.

“Acreditamos que apenas essa pessoa é quem cometeu os atos. É natural analisar se é um ato terrorista. Ainda é muito cedo para dizer qualquer coisa”, ressaltou o chefe de polícia da região onde os crimes ocorreram, Oyvind Aas.

Ele também revelou que um dos feridos, ambos hospitalizados, é um policial que estava em um supermercado, em seu horário de folga.

O ataque

A polícia norueguesa recebeu um alerta nesta terça-feira às 18h13 (13h13 em Brasília) de que um homem armado com um arco e flechas estava circulando pelo centro de Kongsberg – que fica a 66 quilômetros a sudoeste de Oslo e tem 26 mil habitantes. Ele foi preso cerca de meia hora depois, após um “confronto”, segundo a polícia.

“Há muitas cenas de crime. Essa pessoa passou por uma grande área do centro onde foram cometidos atos criminosos”, disse Aas sobre a rota do assassino, que também incluiu um supermercado.

Durante a perseguição, a polícia pediu aos moradores da cidade para que não saíssem de casa.

Várias unidades policiais foram mobilizadas, incluindo helicópteros e um grupo de especialistas em eliminação de bombas.

“É uma tragédia, é horrível. Você não acha que algo assim poderia acontecer em Kongsberg”, disse Kari Anne Sand, prefeita da cidade.

O ataque ocorreu pouco mais de uma década depois do pior atentado terrorista da Noruega. Em julho de 2011, o extremista de direita norueguês Anders Behring Brevik matou 77 pessoas em um atentado duplo que incluiu um carro-bomba e o uso de armas de fogo.

Fonte: G1.

Incêndio em prédio deixa mais de 80 mortos e feridos em Taiwan

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Um incêndio em um prédio na cidade de Kaohsiung, no sul de Taiwan, deixou mais de 80 mortos e feridos, informaram autoridades locais nesta quinta-feira (14).

“O incêndio deixou 46 mortes e 41 feridos”, disse o Corpo de Bombeiros de Kaohsiung em um comunicado enviado à imprensa.

O incêndio começou em prédio de 40 anos no distrito de Yancheng na madrugada e foi extinto ao amanhecer.

O prefeito de Kaohsiung, Chen Chi-mai, disse que o prédio já abrigou restaurantes, salas de karaokê e um cinema, mas atualmente estava parcialmente abandonado.

O governo está investigando as causas do incêndio, inclusive se foi um ato criminoso.

Moeda de R$ 1 é achada em bolinho de acarajé em praia na BA: ‘Para dar um charme ao prato’

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O que era para ser um dia comum em uma praia no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, durante o feriado de 12 de outubro, se tornou em algo inusitado, após o engenheiro Pedro Sabóia Ribeiro de Souza, de 31 anos, e a esposa dele, encontrarem uma moeda de R$ 1 dentro de um bolinho de acarajé que haviam comprado.

“Pedimos essa porção de bolinhos de acarajé. Depois de algum tempo, quando restavam poucos bolinhos no prato, nos deparamos com essa situação, no mínimo, inusitada”, disse.

“Um dos bolinhos veio com uma surpresa, tipo Mc Lanche Feliz ou Kinder Ovo: uma moeda de R$ 1 integrada ao lanche. Talvez tenha sido uma campanha de dia das crianças, quem sabe”, brincou.

O engenheiro compartilhou fotos do “acarajé cashback” nas redes sociais e surpreendeu os amigos e seguidores. Na legenda da publicação, ele detalhou como tudo aconteceu.

“Dia das crianças, final de tarde, sol e praia. Essa combinação já pede um acarajé com coquinha, ou cerva para os cachaceiros. Como de costume, e para quem é bom baiano e manja do quitute dos orixás, pedimos acarajé tipo bolinho, que tem mais daquela crosta crocante, que para mim é a melhor parte. Quando já estávamos pela metade da porção, vem a surpresa, tinha dinheiro na comida!”, escreveu.

“Aliás, dinheiro não, uma moeda de um real, daquelas bem ‘grandona’ e cintilante. Na verdade, a moeda estava integrada ao bolinho, fazia parte do alimento, parecendo que tinha sido estrategicamente posicionada para dar um charme ao prato, padrão raio gourmetizador. A resenha foi imediata. Teve gente que disse que era cashback, lembrança de dia das crianças, sinal dos céus, mentira, o escambau. Quando Soteropobretano largou um “Meu Deus”, ficou claro que essa experiência tinha de ser compartilhada com os mais chegados. E está aí a foto para vocês. Isso que eu chamo de valorizar a experiência do cliente”, brincou na legenda da publicação.

Questionado sobre o nome do local onde realizou a compra, o engenheiro preferiu não comentar para não prejudicar as vendas do estabelecimento. Ele e a esposa levaram a moeda para casa para guardar de recordação.

Além disso, Pedro disse que não falou com a vendedora sobre o ocorrido para não deixá-la constrangida. “Nos rendeu boas risadas, vida que segue”.

Fonte: G1.

Fotógrafo americano flagra sucuri lutando contra jacaré no Pantanal em MT

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O fotógrafo americano Kim Sullivan publicou imagens nas redes sociais de sua passagem pelo Pantanal mato-grossense. Em uma das postagens, ele mostra a luta de uma sucuri com um jacaré, na região do Porto Jofre, no município de Poconé, a 251 km de Cuiabá.

Kim chamou o golpe da cobra no jacaré de ‘neckbreaker’ (golpe em que o lutador bate no pescoço do adversário), e contou que depois de um longo período de briga, ambos nadaram e foram embora.

O registro foi feito em setembro deste ano e publicado há duas semanas no Instagram.

Kim é um fotógrafo da vida selvagem há 21 anos. Em conversa, ele revelou que visita o Pantanal continuamente desde 2015. Em cada vez, passa 10 dias andando de barco na região em busca de retratar a vida selvagem.

Sobre o registro do jacaré com a sucuri, Kim disse que estava navegando ao longo do rio em busca de onças e que o piloto do barco encontrou a cena épica.

Kim conta que nunca, em 21 anos fotografando a vida selvagem, havia registrado uma imagem como a da luta. E destaca que se perguntou como uma sucuri conseguiu se enrolar em um jacaré.

Casa onde ocorreu estupro coletivo pertence ao subtenente da PM do DF, diz polícia; veja o que se sabe e o que falta saber

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O subtenente da Polícia Militar do Distrito Federal, Irineu Marques Dias, preso desde sábado (9) suspeito de participar de um estupro coletivo contra uma jovem de 25 anos, no Entorno do DF, é dono da casa onde ocorreu o crime. A informação foi confirmada pela delegada Tamires Teixeira, responsável pela investigação.

Nesta quarta-feira (13), a vítima denunciou ter sido estuprada por seis homens. Durante o fim de semana, na delegacia, ela havia falado em cinco homens.

Além do PM, o irmão dele, Daniel Marques Dias, de 37 anos, e Thiago de Castro Muniz, de 36 anos, estão presos preventivamente. A vítima reconheceu os três como sendo os abusadores que a atacaram durante uma festa, em Águas Lindas de Goiás.

A defesa dos suspeitos diz que “a acusação é infundada”. Segundo o advogado Marcelo Almeida Alves, o PM preso “não esteve no local dos fatos durante a madrugada”.

O advogado, que se apresenta como responsável pela defesa dos três presos, informou, por meio de nota, que o subtenente estava a 50 quilômetros do local e que só chegou na casa na manhã de sábado (leia íntegra da nota da defesa mais abaixo).

O caso foi registrado, inicialmente, na Delegacia Regional de Águas Lindas, mas passou a ser apurado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). Outros três homens são procurados pela Polícia Civil de Goiás.

O que se sabe até agora

  • A festa começou na sexta-feira (8) e iria até domingo (10), em uma casa, em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do DF;
  • Durante o estupro coletivo, a jovem diz que pediu socorro, mas que ninguém que estava na casa atendeu aos apelos;
  • Após ser estuprada, a vítima conseguiu fugir e pediu ajuda na rua; duas pessoas que passavam chamaram o Corpo de Bombeiros;
  • A jovem foi levada para o hospital, onde recebeu atendimento e, depois, para a delegacia de Águas Lindas de Goiás;
  • Seis homens que estavam na festa foram levados à delegacia; a jovem reconheceu três deles, que foram presos em flagrante ainda no sábado (9);
  • No domingo (10), a Justiça goiana decidiu manter os três suspeitos presos por tempo indeterminado e considerou o crime “assustador”;
  • Um laudo preliminar confirmou que a vítima foi abusada sexualmente, mas ainda falta o relatório final do Instituto Médico Legal (IML);
  • O dono da casa onde ocorreu a festa, segundo a Polícia Civil, é Irineu Marques Dias, subtenente da PMDF;
  • A corporação decidiu afastar e investigar o militar “até a elucidação deste fato”;
    Os suspeitos presos e a defesa deles negam participação no crime.

O que falta saber

  • Quem são os outros homens envolvidos?
  • Por que nenhum participante da festa socorreu a vítima?
  • Se tratava de uma festa clandestina, tendo em vista a pandemia de Covid-19?
  • Quem já foi interrogado?
  • Qual o papel da investigação interna da Polícia Militar do DF no caso?
  • Quais os próximos passos da apuração ?

Estupro e fuga

A vítima contou que a festa começou na noite de sexta-feira (8) e iria até domingo (11). Segundo a jovem, ao amanhecer de sábado, ela foi convidada por duas mulheres para dormir em um quarto.

No entanto, depois de um tempo, as duas saíram e a deixaram sozinha. Conforme a vítima, um homem entrou no quarto e começou a tirar a roupa.

Ela disse que, depois de mostrar que estava armado, o homem a estuprou. A jovem contou ainda que, após a agressão, ele deixou a arma dentro de um guarda-roupa, como forma de ameaça, e saiu do quarto.

Foi quando outros homens passaram a se revezar para estuprá-la. A vítima disse que, durante todo o tempo, gritou por socorro, mas não foi atendida.

Depois dos abusos ela conseguiu fugir, inclusive usando a camiseta do subtenente. Ela encontrou duas pessoas na rua, que a ajudaram. O Corpo de Bombeiros foi chamado e a vítima levada ao hospital e, em seguida, à delegacia.

Seis pessoas foram presas, mas a jovem reconheceu apenas três. A arma usada no crime seria de Irineu.

“Quero a prisão de todos eles e que isso não aconteça com mais ninguém”, diz a jovem que prefere manter a identidade sob sigilo.

O que diz a defesa dos presos

“O Escritório Almeida Advogados e Consultores, por meio de seus Advogados, vem a público se manifestar com relação ao suposto fato ocorrido na cidade de Águas Lindas de Goiás/GO, no último sábado, 09/10/2021, em que se propaga a informação de “estupro coletivo” de uma jovem na mencionada cidade. Pois bem, nesse particular a Defesa dos Acusados nega de forma categórica a prática de tal crime, ressaltando, inclusive, que o Policial Militar que ora sofre as consequências da acusação infundada, não esteve no local dos fatos durante a madrugada conforme narrado pela suposta vítima, pois estava há pelo menos 50 km de distância, em seu local de trabalho, chegando ao local dos fatos somente pela manhã, conforme será comprovado às autoridades competentes em momento oportuno.

Vale esclarecer ainda, que os Acusados NÃO foram submetidos a audiência de custódia quando da conversão da prisão preventiva, conforme determina o Conselho Nacional de Justiça e que, portanto, será interposto as medidas judiciais cabíveis.”

Fonte: G1.