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Paciente em cuidados paliativos no Hospital de Base recebe visita de animais de estimação
São João de Maracanaú se torna case de sucesso em segurança inteligente com uso de IA
Tecnologia desenvolvida pela cearense HowBe integrou Inteligência Artificial, videomonitoramento e análise em tempo real para reforçar a segurança de um dos maiores festejos juninos do Brasil
O São João de Maracanaú, um dos maiores eventos juninos do país, tornou-se um exemplo de como a Inteligência Artificial pode transformar a segurança de grandes eventos. Responsável pela operação tecnológica do festejo, a cearense HowBe implementou uma plataforma integrada de videomonitoramento inteligente, análise de imagens em tempo real e apoio à tomada de decisão, reforçando a atuação das forças de segurança e elevando o padrão de proteção ao público durante toda a programação.
A operação foi estruturada para oferecer monitoramento contínuo de áreas estratégicas, utilizando recursos de Inteligência Artificial capazes de identificar padrões de comportamento, analisar imagens em tempo real e ampliar a capacidade de resposta das equipes envolvidas na segurança do evento. A integração entre tecnologia e operação permitiu uma atuação mais preventiva, eficiente e coordenada.
Para o CEO da HowBe, Salim Bayde, o case demonstra que a Inteligência Artificial já deixou de ser uma tendência para se consolidar como uma ferramenta essencial na gestão da segurança pública e privada.
“Grandes eventos exigem respostas rápidas, inteligência operacional e decisões baseadas em dados. A tecnologia permite que as equipes atuem de forma mais estratégica, antecipando situações de risco e aumentando a eficiência das operações. O São João de Maracanaú mostra que a Inteligência Artificial é uma aliada fundamental para tornar eventos desse porte mais seguros”, afirma.
Mais do que fornecer equipamentos, a HowBe desenvolveu uma arquitetura tecnológica personalizada para atender às necessidades do evento, integrando câmeras inteligentes, sistemas de videomonitoramento e ferramentas avançadas de análise em uma única plataforma operacional.
Especializada em soluções de Tecnologia da Informação, Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), videomonitoramento inteligente e controle de acesso, a empresa possui atuação nacional e experiência em projetos de alta complexidade voltados tanto para o setor público quanto para o mercado corporativo.
“O nosso diferencial é compreender a realidade de cada operação. Cada evento possui desafios específicos e exige uma estratégia tecnológica própria. Desenvolvemos soluções personalizadas que unem inovação, inteligência e eficiência operacional para apoiar quem está na linha de frente da segurança”, destaca Salim Bayde.
O case do São João de Maracanaú reforça o potencial da tecnologia desenvolvida no Ceará para atender operações de grande escala e consolida a HowBe como referência em soluções inteligentes para segurança de grandes eventos, demonstrando como a Inteligência Artificial pode contribuir para ambientes mais seguros, conectados e eficientes.
Sobre a HowBe
A HowBe é uma empresa de tecnologia especializada no desenvolvimento de soluções sob medida em Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), Videomonitoramento e Segurança Cibernética.
Com DNA cearense e operação nacional abrangendo Ceará, Rio Grande do Sul, São Paulo, Brasília e Pará, a companhia gerencia cerca de 8.000 dispositivos inteligentes e conta com uma equipe de 300 especialistas focados em transformar dados e imagens em soluções estratégicas para o sucesso empresarial e governamental.
Inscrições estão abertas para o 31º Curso de Especialização em Citricultura do IAC
Capacitação on-line reúne especialistas do Instituto Agronômico e aborda, em dez semanas, os principais desafios e inovações da citricultura brasileira
Estão abertas as inscrições para a 31ª edição do Curso de Especialização em Citricultura, promovido pela Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Citricultura, do Instituto Agronômico (IAC-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Reconhecido como uma das principais capacitações da área no Brasil, o curso será realizado em formato online entre os meses de agosto e outubro, reunindo pesquisadores e especialistas para discutir desde o planejamento de pomares até a pós-colheita.
A programação contará com 18 aulas online, transmitidas ao vivo, distribuídas ao longo de 10 semanas, além de uma aula presencial facultativa no Centro de Citricultura, em Cordeirópolis (SP). Os participantes poderão interagir com os professores durante as aulas e terão acesso às gravações para assistir posteriormente, proporcionando maior flexibilidade para acompanhar o conteúdo.
O curso é destinado a citricultores, engenheiros agrônomos, técnicos, consultores, profissionais ligados à cadeia produtiva dos citros, pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação. Também é uma oportunidade para quem deseja conhecer mais sobre o setor.
“O curso foi pensado para atender tanto profissionais experientes quanto pessoas que desejam iniciar na citricultura. Não existe requisito prévio para participar, e o conteúdo contempla desde conceitos fundamentais até temas estratégicos para a produção moderna”, destaca o pesquisador Rodrigo Boaretto, do Centro de Citricultura do IAC e um dos coordenadores da especialização.
Outro diferencial é a excelência do corpo docente, por pesquisadores e especialistas de referência nacional e internacional em pesquisa agrícola, ligados a instituições de destaque como o Instituto Agronômico (IAC), Esalq/USP, Unesp e Fundecitrus.
“O grande diferencial é reunir, em um único curso, pesquisadores que estão diretamente envolvidos com o desenvolvimento das tecnologias utilizadas pela citricultura brasileira. É uma oportunidade única de atualização e troca de experiências com quem produz conhecimento para o setor”, afirma Boaretto.
Ao longo da programação, os participantes terão contato com temas como panorama econômico da citricultura, propagação de mudas, variedades de copas e porta-enxertos, climatologia, irrigação, fisiologia, solos e nutrição, manejo de plantas daninhas, poda, novas tecnologias, pragas, doenças causadas por bactérias, vírus, fungos e viróides, além de planejamento, sustentabilidade, custos de produção e pós-colheita.
Promovido pelo Centro de Citricultura Sylvio Moreira, divisão avançada de Pesquisa e Desenvolvimento em Citricultura do Instituto Agronômico (IAC), vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), o curso mantém a tradição da instituição na difusão de conhecimento científico e tecnológico para fortalecer a citricultura brasileira.
SERVIÇO – 31º CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM CITRICULTURA (IAC-APTA)
Período: de 18 de agosto a 20 de outubro de 2026
Formato: on-line, com aula presencial no encerramento
Inscrições: Link
UGT alerta para a urgência de acabar com a violência contra as crianças
É inadmissível que, em pleno ano de 2026, a sociedade ainda conviva com tantos casos de crianças vítimas de espancamento, agressões, abusos e mortes dentro do próprio ambiente familiar. A violência contra meninos e meninas, muitas vezes praticada por quem deveria ser responsável por protegê-los, revela uma ferida profunda que precisa ser enfrentada com firmeza pelo Estado, pelas instituições e por toda a sociedade.
As notícias recentes envolvendo a morte de uma criança de apenas três anos, no Rio Grande do Sul, após agressões praticadas pelo próprio pai, um missionário norte-americano, e o caso de outro menino da mesma idade, espancado pelo pai em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, causam indignação e revolta. São histórias diferentes, mas que possuem um ponto em comum: a violência doméstica e uma estrutura familiar marcada pelo medo, pela opressão e pela ausência de um ambiente seguro para o desenvolvimento dessas crianças.
No caso do menino morto no Rio Grande do Sul, a mãe relatou que também era vítima de violência doméstica. O agressor, um homem de apenas 33 anos, reproduziu dentro de casa uma lógica perversa em que a força física, o controle e a imposição do medo substituem o diálogo, o cuidado e o respeito.
Esses episódios não podem ser tratados como casos isolados. Eles fazem parte de uma realidade em que a cultura paternalista, a ideia equivocada de superioridade masculina e a chamada masculinidade tóxica alimentam ciclos de violência que atingem não apenas crianças, mas também mulheres, idosos e outros grupos vulneráveis.
A violência contra uma criança quase nunca começa nela. Muitas vezes, ela nasce em ambientes onde a agressividade é naturalizada, onde o autoritarismo é confundido com autoridade e onde relações de poder são estabelecidas pelo medo. O mesmo pensamento que transforma mulheres em vítimas de violência doméstica, que desrespeita idosos e que permite diversas formas de abuso precisa ser combatido diariamente.
A União Geral dos Trabalhadores (UGT) reafirma que sua atuação vai muito além das pautas tradicionais do mundo do trabalho. O movimento sindical brasileiro possui um papel histórico na construção de uma sociedade mais justa, participando ativamente da formulação e do aprimoramento de políticas públicas em diversas áreas.
As centrais sindicais, como a UGT, contribuem para debates e ações relacionadas à saúde, segurança pública, transporte, moradia, direitos humanos e proteção social. Um exemplo dessa atuação é a participação do movimento sindical na construção de políticas nacionais de enfrentamento ao tráfico de pessoas, que contribuiu para a criação da Lei nº 13.344/2016. O movimento sindical está presente nas mais diversas áreas como saúde, educação, moradia, segurança pública, entre outros sempre por meio da participação em Conselhos, Comissões, Conferências, Fóruns e Articulações.
Essa atuação demonstra que defender trabalhadores e trabalhadoras significa também defender suas famílias, suas comunidades e uma sociedade onde todas as pessoas possam viver com dignidade e segurança.
Para romper definitivamente com a cultura da violência, do chamado “macho alfa” e de um sentimento distorcido de posse e pertencimento dentro das relações familiares, é fundamental investir na educação. É na formação das crianças e dos jovens que construímos novos valores baseados no respeito, na igualdade, na empatia e na resolução pacífica dos conflitos.
Educar para a não violência é uma das maiores ferramentas de transformação social. Precisamos ensinar que cuidar não é controlar, que autoridade não é agressão e que amor jamais pode ser associado ao medo.
A UGT manifesta sua solidariedade às famílias vítimas dessas tragédias e reafirma seu compromisso com a defesa da vida, da infância, da dignidade humana e com a construção de um Brasil onde nenhuma criança tenha sua vida marcada pela violência.
Toda criança tem direito à proteção, ao cuidado e a crescer em um ambiente seguro. A sociedade não pode mais aceitar que o silêncio seja cúmplice da violência.
Ass.
Ricardo Patah – presidente da UGT
Eduardo Bismarck reforça apoio à criação da Comenda Padre Cícero de Desenvolvimento Regional
O deputado federal Eduardo Bismarck (PV-CE) reforçou seu apoio ao Projeto de Resolução (PRC) 34/2026, de autoria do deputado Luiz Gastão (PSD-CE), que institui a Comenda Padre Cícero Romão Batista de Desenvolvimento Regional. A proposta prevê a concessão anual da homenagem a personalidades e instituições que contribuam para o desenvolvimento econômico, social e regional do Nordeste.
Ao defender a aprovação da matéria, Bismarck destacou a importância de reconhecer o legado de Padre Cícero como uma das maiores referências históricas, religiosas e sociais da região Nordeste, especialmente para o povo cearense.
“A gente tem uma comenda com o nome do Padre Cícero que, para nós, cearenses, possui uma relevância muito grande. Além de homenagear o desenvolvimento regional, ela eterniza o nome de Padre Cícero na história do Brasil”, afirmou o parlamentar.
Segundo Eduardo Bismarck, Padre Cícero desempenhou papel decisivo no desenvolvimento do Cariri cearense, contribuindo para a integração e o fortalecimento econômico e social da região. Para o deputado, a criação da comenda representa o reconhecimento de um legado que ultrapassa a dimensão religiosa e permanece como símbolo do desenvolvimento regional.
O PRC 34/2026 propõe que a homenagem seja concedida anualmente pela Câmara dos Deputados a pessoas e instituições que se destacam pela contribuição ao desenvolvimento do Nordeste brasileiro.
Estatuto do Aprendiz: Fenavist defende aprovação imediata no Senado para evitar colapso financeiro no setor
Em audiência pública na CAS, a federação foi representada pelo Dr. Jacymar Dalcamini, que alertou os membros da comissão para o risco de fechamento de empresas pelas altas multas impostas em razão do não cumprimento da cota de aprendizes
Em audiência pública na CAS, a federação foi representada pelo Dr. Jacymar Dalcamini – Créditos Carlos Moura/Agência Senado
A Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (FENAVIST) participou, nesta terça-feira (14/07), às 14h30, de uma Audiência Pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), do Senado Federal. O debate teve como objetivo instruir o Projeto de Lei nº 6.461, de 2019, que institui o Estatuto do Aprendiz e altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A federação foi representada no plenário pelo Dr. Jacymar Daffini Dalcamini, especialista convidado, que detalhou os impactos pela não regulamentação do tema para o segmento da Segurança Privada. O encontro reuniu também representantes do setor público, da indústria, do comércio e de serviços.
No debate, a Fenavist defendeu a aprovação célere do projeto no Senado, para imediata sanção da lei. Na visão da federação, que representa 29 sindicatos patronais em todo o país, e gera aproximadamente 600 mil empregos, o texto em análise traz avanços e novas formas e possibilidades para o cumprimento da cota de aprendizagem.
Dalcamini destacou, ainda, a urgência em pacificar o entendimento sobre o tema: “Defendemos a aprovação do projeto de lei em sua redação atual, sem alterações de mérito, para que ele avance com urgência no Senado sem a necessidade de retornar à Câmara. Precisamos pacificar a fiscalização e garantir que a inclusão de jovens aprendizes ocorra de forma sustentável e segura para todos”, detalhou.
Em outro momento de sua fala, Dalcamini reforçou o compromisso do setor com a formação profissional e com a inserção do jovem no mercado de trabalho, sem comprometer o equilíbrio financeiro e econômico das empresas, ou a sua própria sobrevivência, e ainda os milhares de empregos gerados atualmente.
Sobre a Fenavist – Com 28 sindicatos filiados em todo o Brasil, a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist) é a entidade que representa, em âmbito nacional, os interesses das empresas de segurança privada e transporte de valores. Atua junto às autoridades competentes na defesa dos direitos da categoria, promovendo o diálogo institucional e a construção de soluções para o setor.
A Federação também apoia a celebração de Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho. Desenvolve parcerias com entidades públicas e privadas, fortalecendo a integração e o avanço de pautas estratégicas. Participa ainda de instâncias relevantes como a CNC, o SESC, o SENAC e a Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP). Sua missão é assegurar melhores condições para o desenvolvimento do setor, com respeito à diversidade e promoção dos direitos humanos.
Saiba mais em: https://fenavist.org.br/
ABIT DIVULGA NOTA À IMPRENSA
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) manifesta sua preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar novas tarifas às exportações brasileiras.
Medidas dessa natureza aumentam a insegurança no comércio internacional, reduzem a competitividade das empresas e geram impactos sobre investimentos, produção, emprego e integração das cadeias produtivas.
Brasil e Estados Unidos mantêm uma longa e relevante relação econômica e comercial, construída ao longo de décadas, que sempre se caracterizou pelo diálogo e pela complementaridade em diversos setores. Diante desse cenário, a Abit defende que eventuais divergências comerciais sejam tratadas por meio da negociação, do diálogo institucional e dos mecanismos previstos no sistema internacional de comércio, buscando soluções que preservem o fluxo de negócios e os interesses de ambos os países.
O atual contexto internacional, marcado por crescente fragmentação geoeconômica e maior utilização de instrumentos de política comercial, reforça a importância de o Brasil continuar avançando em sua agenda de competitividade, ampliação de mercados, diversificação das exportações e fortalecimento de sua base industrial.
A Abit acompanhará atentamente os desdobramentos dessa decisão e permanece à disposição para colaborar com o governo brasileiro e com as entidades empresariais na construção de soluções que minimizem seus impactos sobre a indústria nacional.
“Não vamos tolerar”, afirma governadora Celina após mortes de grávidas em hospitais
Segundo a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) já reuniu as equipes para apurar os casos e reforçar protocolos de atendimento na rede pública
Celina afirmou nesta quarta-feira (15/7) que o Governo do Distrito Federal “não vai tolerar nenhum tipo de falta de atendimento e humanidade”. A declaração ocorreu após a morte de duas gestantes durante o parto no hospital Regional de Samambaia (HRSam), em um intervalo de quatro dias.
“A gente já chamou várias reuniões – o secretário [de Saúde] Juracy, inclusive, ontem chamou toda a equipe –, porque a gente não vai tolerar esse tipo de atendimento nos nossos hospitais“, afirmou.
Fonte: donnysilva.com.br
Reforma Tributária transforma créditos de PIS/Cofins em ativo estratégico de R$ 140 bilhões para empresas brasileiras
A necessidade de comprovar a formação e a utilização dos créditos tributários durante a transição para a CBS coloca as ferramentas de monitoramento e auditoria entre as principais prioridades das empresas
A contagem regressiva para a implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), prevista na Reforma Tributária sobre o consumo, colocou um tema até então restrito às áreas fiscais no centro da estratégia financeira das empresas: a gestão dos saldos credores de PIS/Cofins.
Esses créditos funcionam como um “saldo a favor” das empresas junto ao Fisco. Quando bem controlados, podem ser utilizados para reduzir tributos futuros, representando um ativo financeiro importante para o caixa das organizações. Em jogo está um estoque estimado em R$ 140 bilhões em créditos tributários, segundo a Receita Federal, valor que permanecerá válido durante a transição para a CBS, desde que as empresas consigam comprovar sua origem e rastreabilidade.
Ainda segundo dados divulgados pela Receita Federal, aproximadamente 100 mil empresas brasileiras possuem créditos acumulados de PIS/Cofins. A maior parte desse montante está pulverizada: 70% das organizações detêm saldos inferiores a R$ 100 mil, enquanto 90% acumulam menos de R$ 1 milhão. Ao mesmo tempo, o Fisco identificou divergências em cerca de 12 mil empresas, envolvendo aproximadamente R$ 44 bilhões em créditos, deixando claro o desafio de comprovação e controle desses ativos tributários.
Mais do que um dado contábil, os saldos credores representam um patrimônio financeiro das empresas, e eles surgem quando, em determinada apuração, os créditos tributários superam os débitos.
Para entender melhor, imagine uma indústria que, ao comprar matérias-primas, acumule R$ 100 mil em créditos tributários, mas tenha apenas R$ 80 mil em tributos a pagar naquele período. Os R$ 20 mil restantes tornam-se um saldo credor, um valor que poderá ser utilizado futuramente, conforme as regras da legislação, para reduzir outros tributos devidos. Em outras palavras, é um recurso que pertence à empresa, desde que esteja corretamente registrado e comprovado.
Com o fim do PIS e da Cofins em 31 de dezembro de 2026 e a entrada em vigor da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) a partir de 1º de janeiro de 2027, especialistas apontam que a qualidade das informações fiscais passará a ser tão importante quanto o próprio valor dos créditos. Embora a legislação assegure o direito ao aproveitamento dos saldos existentes, somente as empresas que conseguirem comprovar a origem desses créditos, por meio de documentos, registros fiscais e histórico das movimentações, poderão utilizá-los com segurança.
Desse modo, o principal desafio será a forma como esses créditos serão gerenciados. Ainda hoje, muitas organizações controlam essas informações em planilhas, sistemas que não conversam entre si ou arquivos separados. Isso dificulta saber exatamente de onde veio cada crédito, quanto já foi utilizado e qual saldo ainda está disponível. Em muitos casos, inconsistências só são descobertas durante uma auditoria ou fiscalização da Receita Federal, aumentando o risco de questionamentos e perdas financeiras.
Para Ulisses Brondi, CEO da ASIS Tax Tech, empresa brasileira de tecnologia tributária, a Reforma Tributária muda definitivamente a forma como as empresas precisam enxergar seus créditos fiscais.
“Os saldos credores passam a exigir governança, histórico e rastreabilidade. Durante a transição para a CBS, não basta saber quanto crédito existe; será necessário demonstrar como ele foi constituído, quais movimentações ocorreram ao longo do tempo e quais documentos sustentam esse direito tributário. Empresas que organizarem essas informações desde agora terão muito mais segurança para utilizar seus créditos e responder a eventuais fiscalizações.”
A necessidade de maior controle também abre espaço para a digitalização da gestão tributária. A ASIS, por exemplo, desenvolveu um módulo de Monitoramento de Saldos Credores, que reúne, em um único ambiente, informações como saldo inicial, créditos constituídos, utilizações, ajustes e saldo final, além de registrar toda a movimentação do crédito ao longo do tempo. A plataforma também entrega rastreabilidade sobre a origem das informações, reduz a dependência de planilhas e fortalece a governança tributária, atendendo empresas de diferentes portes.
Segundo Ulisses, a gestão dos saldos credores deve fazer parte de uma estratégia mais ampla de conformidade fiscal. “O monitoramento contínuo ganha ainda mais valor quando está integrado à auditoria tributária. Não basta controlar o saldo; é preciso validar a consistência dos documentos fiscais que originaram esses créditos, identificar possíveis inconsistências antes que elas gerem riscos e garantir que todas as informações estejam alinhadas com as obrigações acessórias. Esse conjunto oferece mais segurança para as empresas atravessarem a transição da Reforma Tributária.”
Para o executivo, “a integração entre o módulo Monitoramento de Saldos Credores e o módulo de Auditoria da ASIS permite justamente essa visão completa, cruzando documentos fiscais, apurações e escriturações eletrônicas para identificar divergências preventivamente”, conclui.
Sobre a ASIS Tax Tech: www.asisprojetos.com.br
Dívidas no agronegócio devem manter aquecido o mercado de reestruturação empresarial
Para o advogado especialista em Direito Empresarial Filipe Denki, o aumento das recuperações judiciais revela uma mudança no cenário financeiro do campo e reforça a importância de mecanismos jurídicos para preservar empresas economicamente viáveis.
O agronegócio brasileiro segue registrando níveis elevados de recuperação judicial em 2026, chegando a marca de 194 pedidos já no primeiro trimestre. O dado reflete a continuidade da pressão financeira sobre produtores rurais e empresas da cadeia agroindustrial. Depois de encerrar 2025 com 1.990 solicitações, o maior volume da série histórica da Serasa Experian e um crescimento de 56,4% em relação ao ano anterior, os indicadores deste ano mostram que o movimento permanece intenso.
Para o advogado especialista em Direito Empresarial Filipe Denki, o dado evidencia que, embora o setor continue registrando safras recordes e mantendo o bom desempenho das exportações, produtores rurais e empresas da cadeia agroindustrial enfrentam uma crise de liquidez impulsionada pelo aumento do custo do crédito, alta dos insumos e redução das margens de rentabilidade. Segundo ele, a tendência é que o mercado de reestruturação empresarial continue aquecido nos próximos meses, impulsionado pela necessidade de reorganização financeira de empresas que permanecem economicamente viáveis.
Crise financeira avança mesmo com bons resultados no campo
A boa performance da produção agrícola não tem sido suficiente para proteger o caixa das empresas do setor. Levantamento da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) aponta que cerca de R$ 256 bilhões da carteira de crédito agropecuário já são considerados problemáticos, dentro de um estoque de aproximadamente R$ 1,2 trilhão em operações de crédito rural.
“O aumento de 56,4% nos pedidos de recuperação judicial em apenas um ano demonstra que a crise enfrentada pelo agronegócio deixou de ser pontual e passou a ter caráter estrutural. O produtor continua produzindo, exportando e movimentando a economia brasileira, mas enfrenta um ambiente financeiro muito mais adverso do que aquele em que grande parte dessas dívidas foi contratada. O problema hoje não é falta de produção, mas a dificuldade de transformar essa produção em capacidade de pagamento.”, avalia o especialista.
Crédito mais caro e menor proteção aumentaram a pressão financeira
Além do encarecimento do crédito, outro fator que contribuiu para agravar o cenário foi a redução da cobertura do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
“O produtor administra riscos climáticos, financeiros e de mercado simultaneamente. Quando o seguro rural cobre apenas uma pequena parcela da produção e o crédito fica mais caro, qualquer perda de produtividade ou oscilação de preços compromete diretamente a capacidade de pagamento. É justamente nesse cenário que mecanismos de reestruturação financeira passam a ser fundamentais para garantir a continuidade das atividades.”, afirma Denki.
Recuperação judicial passa a ser estratégia de reorganização
O aumento das recuperações judiciais também revela uma mudança de comportamento no meio empresarial. Segundo o especialista em Direito Empresarial Filipe Denki, a recuperação judicial deixou de ser encarada como um mecanismo destinado apenas a empresas sem perspectiva de continuidade.
“O crescimento dos pedidos de recuperação judicial não significa, necessariamente, que o agronegócio esteja quebrando. Na verdade, demonstra uma mudança importante de mentalidade. Cada vez mais empresários compreendem que a recuperação judicial é uma ferramenta de reorganização financeira capaz de preservar empresas viáveis, manter empregos, renegociar dívidas e garantir a continuidade da produção.”, explica
Buscar ajuda cedo faz diferença
Na avaliação do advogado, um dos erros mais comuns cometidos por produtores e empresários é adiar decisões importantes na tentativa de resolver problemas estruturais apenas com novos financiamentos.
“Muitos empresários insistem em contratar novas operações de crédito para cobrir dívidas antigas ou postergam negociações esperando uma melhora do mercado. Quando procuram orientação especializada, a empresa já perdeu capacidade de negociação e parte das alternativas disponíveis. A atuação preventiva amplia significativamente as possibilidades de reorganização. Desta forma, uma empresa financeiramente reorganizada tem muito mais condições de honrar seus compromissos do que uma atividade inviabilizada. A reestruturação empresarial busca justamente preservar valor para todas as partes envolvidas, mantendo empresas em funcionamento e evitando perdas ainda maiores.” conclui Filipe Denki.
Sobre Filipe Denki
Filipe Denki é advogado especialista em Direito Empresarial, com atuação em reestruturação de empresas, recuperação judicial, recuperação extrajudicial, negociação de passivos e resolução de conflitos empresariais. Atua assessorando empresas de diferentes segmentos na superação de crises financeiras, na preservação de negócios e na construção de soluções jurídicas estratégicas para garantir a continuidade das atividades e a segurança nas relações empresariais.











