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Escolas de samba do DF devem retomar desfiles em 2023, prevê Secretaria de Cultura

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A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) divulgou, nesta quinta-feira (30), o projeto “Escola de Carnaval”, que vai capacitar integrantes de agremiações da capital para a retomada dos desfiles em 2023. O edital prevê a contratação de uma Organização da Sociedade Civil (OSC) para prestar o serviço, com investimento de R$ 1,5 milhão.

De acordo com nota da pasta, a previsão é promover “capacitação de até 500 membros de cada comunidade” em gestão de carnaval e projetos sustentáveis, além de “financiar eventos esporádicos, de produção dos agentes para vivenciarem suas composições, reuniões, e festejos fora de época”.

Os desfiles das agremiações não ocorrem no DF desde 2015. Segundo a secretaria, o objetivo do projeto é “recompor a tradição”.

As atividades iniciais da formação devem ocorrer até 12 de dezembro deste ano. O projeto terá duração de oito meses a partir da assinatura.

Organizações interessadas em prestar o serviço devem enviar proposta pela internet, com planejamento de atividades, a partir desta sexta-feira (1º) até 30 de outubro. Veja todos os detalhes no edital do chamamento público.

Sem desfile

As 21 escolas de samba do Distrito Federal estão há seis anos sem desfilar pelas ruas da capital. O governo alega falta de verba para financiar o evento. Em 2019, as agremiações acabaram se apresentando junto a blocos de grande porte.

Para o carnaval de 2020, a União das Escolas de Samba do Distrito Federal (Uniesb) tentou recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), mas foi considerada inabilitada na seleção que avalia, entre outros aspectos, a importância cultural das propostas.

Para o ano passado, havia a previsão de um desfile fora de época, no aniversário de 60 anos de Brasília, em abril. No entanto, a pandemia suspendeu todos os eventos coletivos no Distrito Federal.

Fonte: G1.

 

Quais são as novas regras para a entrada de brasileiros na Europa?

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O turista proveniente do Brasil teve sua entrada vetada em grande parte dos países do mundo devido à alta incidência do coronavírus, à vacinação lenta contra a Covid-19 e à circulação de novas variantes.

Mas a boa notícia é que alguns países da Europa já reabriram suas fronteiras para turistas vindos do Brasil que estão ou não totalmente vacinados, mesmo que eles não possuam passaporte europeu, visto ou autorização de residência de algum país da União Europeia (UE) ou do Espaço Schengen.

Espanha, Finlândia, Portugal e Suíça são algumas das nações que aceitam a entrada de turistas do Brasil totalmente vacinados. Alemanha e França também aceitam, mas fazem restrições à Coronavac.

Outros – como Reino Unido e Itália – aceitam atualmente somente a entrada de pessoas que se encaixam em certas exceções, como cidadãos do país ou de outro membro da União Europeia.

Ainda que um turista vindo do Brasil totalmente vacinado consiga desembarcar em alguma das nações que reabriram suas fronteiras, não é garantido que ele conseguirá transitar por outros países da União Europeia ou do Espaço Schengen.

Isso porque cada nação tem suas regras específicas para quem esteve nos últimos dias em um país de alto risco, como o Brasil. Se for o caso, o viajante brasileiro deverá ainda observar as regras da nação europeia onde realizará escala para chegar ao seu destino final.

Veja abaixo os requisitos de entrada em dez países europeus selecionados pela DW Brasil: Alemanha, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Portugal, Reino Unido e Suíça.

Alemanha

A Alemanha deixou de considerar o Brasil como área de alto risco a partir de 19 de setembro. No entanto, as restrições de entrada da União Europeia ainda se aplicam quando passageiros do Brasil entram na Alemanha.

De acordo com o site da Embaixada da Alemanha no Brasil, as exceções às restrições de entrada se aplicam aos seguintes grupos de pessoas:

  • Cidadãos alemães e seus familiares do chamado “núcleo familiar” (cônjuge, filhos menores não casados, pais de filhos menores)
  • Cidadãos da UE e cidadãos do Liechtenstein, Suíça, Noruega e Islândia e seus familiares do chamado “núcleo familiar” (cônjuge, filhos menores não casados, pais de filhos menores)
  • Nacionais de países terceiros com um direito de residência de longa duração em um Estado da UE ou de Schengen e membros da sua família do chamado “núcleo familiar”
  • Pessoas totalmente vacinadas com um imunizante aprovado pela União Europeia. As seguintes vacinas são aceitas: Pfizer-Biontech, Janssen (Johnson&Johnson), Moderna e AstraZeneca.

O país aceita também a chamada vacinação cruzada, em que a pessoa toma a AstraZeneca na primeira dose, e a Pfizer-Biontech ou Moderna (ainda não aplicada no Brasil) na segunda dose. A imunização é considerada completa somente 14 dias depois da segunda dose ou da dose única da Janssen.

Desembargador suspende ‘passaporte da vacina’ contra a Covid no Rio

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O desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Paulo Rangel, da 3ª Câmara Criminal, decidiu nesta quarta-feira (29) pela suspensão dos efeitos de parte decreto municipal do Rio que exigia o chamado “passaporte de vacinação” para a entrada em determinados locais e estabelecimentos.

Em nota, a Procuradoria-Geral do Município informou que vai apresentar um recurso contra a decisão.

A partir da decisão de Rangel, fica suspensa a medida do prefeito Eduardo Paes, em vigor desde o dia 15, que determinava que fosse exigido o comprovante da vacina para a entrada de público em locais como academias, cinemas, teatros, estádios, entre outros.

A decisão do desembargador atende a pedido de uma aposentada que apresentou a ação alegando que “sua liberdade de circular pela cidade livremente está cerceada”.

Notificação às forças de segurança

Na decisão provisória, Rangel determinou que sejam notificadas as polícias Federal e Militar, a Guarda Municipal e o Exército Brasileiro.

No caso do Exército, o magistrado ordenou que comandantes devem orientar os subordinados a garantir o “direito à liberdade de locomoção de todo e qualquer cidadão que for impedido de ingressar em qualquer estabelecimento citado no decreto”, restringindo esta ordem a instituições militares.

Jovem de 17 anos dedica tempo livre para cortar cabelo de pessoas em situação de rua

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O barbeiro Caio Ramos da Silva Mendes, de 17 anos, resolveu dedicar os domingos e as segundas-feiras para realizar um ato de solidariedade. Há seis meses, ele corta, de graça, os cabelos de pessoas em situação de rua e também de pessoas carentes, que não podem pagar pelo serviço. Algumas ações já foram realizadas em Santos, litoral paulista.

O corte normalmente é realizado em espaço aberto, com poucos equipamentos. Quando Caio chega no local, logo as pessoas já se interessam e, às vezes, até formam uma fila. Caio é de Barueri e, além de realizar ações solidárias em São Paulo e em sua cidade, também já fez os cortes de cabelo em Santos, onde tem familiares.

Algumas pessoas que passavam pelas ruas em que o barbeiro presta os serviços, se encantaram com a ação e compartilharam o ato nas redes sociais. Uma delas, inclusive, explicou que o conheceu pelas ruas do litoral paulista.

“Eu comecei com a ação há seis meses. Já corto cabelo há oito meses, mas comecei o ato quando aprendi melhor. Então, me dediquei a cortar o cabelo de pessoas que não têm condições de pagar nos meus tempos vagos porque vi que isso pode ajudar alguém e aumentar a autoestima. Como faço de coração, como algo natural, nunca fui de filmar, tirar foto ou ficar postando. Mas aí aconteceu de pessoas verem e compartilharem. E muitas pessoas passaram a me mandar mensagens. Isso me deixa muito feliz”, disse ele.

Caio afirma que quer fazer um corte solidário na barbearia em que trabalha, para estender ajudar ainda pessoas. “Esses cortes gratuitos eu sempre fiz sozinho, quase ninguém sabia, até repercutir por meio de outras pessoas que veem minhas ações”, contou.

Ele trabalha de terça-feira a sábado, das 10h às 20h, em uma barbearia, e aos domingos e segundas se dedica ao ato solidário. Para o jovem, dedicar o tempo livre a ajudar outras pessoas é muito gratificante.

“Meu maior retorno é a gratidão de ver as pessoas bem. Meus familiares que sabem, sempre me apoiaram. Depois que aprendi a cortar o cabelo, tive vontade de ajudar os outros com esse simples gesto. E, fiquei feliz de saber que existem muitas pessoas boas, porque muitas vezes fui cortar os cabelos em área livre e algumas pessoas cediam as tomadas das casas para eu fazer o gesto. Isso já faz tudo valer a pena, ver o bem se multiplicar”, relatou.

Fonte: G1.

Homem imobiliza jacaré de quase dois metros no Rio de Janeiro

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Um jacaré da espécie papo amarelo foi capturado na manhã desta quarta-feira (29), no bairro Trindade, em São Gonçalo, região metropolitana no Rio.

Em um vídeo feito por moradores do local, que viralizou na internet, o animal aparece passeando pela Rua Barbacena e para no portão de uma casa. Momentos depois, um homem o encontrou embaixo do carro e conseguiu imobilizá-lo utilizando um pano e o peso do corpo.

De acordo com o corpo de Bombeiros, o quartel de São Gonçalo foi acionado para conduzir o animal até a Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim e Estação Ecológica da Guanabara.

Segundo os pesquisadores da instituição, o jacaré que mede 1,70 de cumprimento, apresenta um bom estado de saúde, e será reinserido no habitat natural amanhã (30).

Fonte: CNN Brasil.

Motim em prisão no Equador deixa 116 mortos; seis foram decapitados

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O número de mortos no motim em uma das maiores prisões do Equador subiu para 116, disse o presidente Guillermo Lasso na quarta-feira (29), acrescentando que enviaria forças de segurança adicionais e liberaria fundos para evitar uma repetição.

Outros 80 presos ficaram feridos durante os confrontos da noite de terça-feira (27) na Penitenciaria del Litoral, na província de Guayas, que tem sido palco de lutas sangrentas entre gangues pelo controle da prisão nos últimos meses.

“É uma pena que grupos criminosos estejam tentando converter as prisões em um campo de batalha para disputas de poder”, disse Lasso a repórteres em Guayaquil, a maior cidade do Equador. “Peço a Deus que abençoe o Equador e que possamos evitar mais perdas de vidas humanas”.

O confronto, que ocorreu na terça-feira, foi o ato de violência mais mortal já registrado no sistema penitenciário do Equador. Conflitos semelhantes ocorreram em fevereiro e julho de 2021 em várias prisões em todo o país. Pelo menos 79 pessoas morreram na violência de fevereiro e, em julho, pelo menos 22 vidas foram perdidas.

Dezenas de pessoas chegaram à prisão para buscar informações sobre parentes e exigir a responsabilização dos encarregados ​​pela segurança dos internos. O governo reforçou a presença militar fora das instalações. Lasso disse que o estado ajudaria as famílias dos presos mortos e feridos.

A promotoria do país sul-americano disse na quarta-feira que seis dos prisioneiros mortos na Penitenciaria del Litoral foram decapitados.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) já havia condenado a violência e a Human Rights Watch instou o governo do Equador a investigar exaustivamente a violência nas prisões e levar os responsáveis ​​à justiça.

Em agosto, Lasso disse que o governo forneceria mais fundos para o sistema prisional superlotado para construir novas enfermarias e instalar novos equipamentos para melhorar a segurança.

 

(Reportagem de Alexandra Valencia em Quito; Edição de Bill Berkrot, Sam Holmes e Lincoln Feawst)

Fonte: CNN Brasil.

Mortes em Anchieta: Polícia Civil admite que duplicou depoimento de um PM para não ouvir o outro

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A Polícia Civil do RJ admitiu que duplicou o depoimento de um dos PMs envolvidos na ação em Anchieta que deixou filho e padrasto mortos, no último sábado (25).

Segundo a TV Globo apurou, o inspetor que colheu os relatos acabou repetindo a versão de um militar e não ouviu o segundo, a fim de “facilitar o trabalho”.

Investigadores já tinham percebido que as versões apresentadas pelos PMs Leonardo Soares Carneiro e Edson de Almeida Santana eram muito parecidas. A polícia não detalhou qual deles foi de fato ouvido. Ambos vão prestar um novo depoimento.

Os corpos de Samuel Vicente e de Willian da Silva foram enterrados nesta terça-feira (28). Sobrevivente da ação, Camily Polinário, namorada de Samuel, não pôde ir à cerimônia por estar em choque. Ela precisou levar 54 pontos nos ferimentos a bala.

Contradição sobre arma

Os depoimentos atribuídos a Leonardo e a Edson — e agora invalidados — já apontavam para uma contradição.

Primeiro, eles disseram Samuel estaria com um fuzil e mirou na direção dos policiais e por isso eles teriam reagido. Depois, disseram que o jovem estava com uma arma menor — uma pistola com 4 munições.

Nos depoimentos, os policiais militares disseram que, quando faziam patrulhamento na Rua Capri, na altura da boca de fumo da Manilha, precisaram se abrigar porque foram atacados a tiros.

Eles contaram que, nesse momento, veio na direção deles uma moto com três pessoas, e que a última pessoa na moto parecia estar com um fuzil e teria mirado nos policiais.

Mas não especificam, em nenhum momento, disparos feitos por essa pessoa na moto.

Apesar disso, afirmaram que, imediatamente, em legítima defesa, fizeram sete disparos de fuzil 762 contra os ocupantes da moto.

Ainda de acordo com os relatos duplicados, uma troca de tiros aconteceu a uma distância de 15 metros de onde os policiais estavam e que, mesmo ainda sendo alvo de disparos na comunidade, eles socorreram os baleados.

No fim, o policial ouvido se contradiz e afirma que Samuel — a pessoa que ele pensava estar com um fuzil —estava, segundo ele próprio, com uma arma muito menor: uma pistola com 4 munições e um radiotransmissor.

A Corregedoria da Polícia Militar está investigando o caso, segundo informações do porta-voz da PM, tenente-coronel Ivan Blaz.

Namorada passou mal em uma festa

A família nega que os dois tivessem envolvimento com o crime. Segundo familiares, Samuel e Camily eram namorados e estavam em uma festa. A jovem teria passado mal e desmaiado. Samuel ligou para o padrasto, que foi ao local de moto a fim de levá-la até a UPA de Ricardo de Albuquerque.

No caminho, os três, que estavam na motocicleta, foram surpreendidos por uma equipe de policiais militares que já teriam atirado. Os três e mais uma quarta pessoa, ainda não identificada, foram baleados e levados para um hospital.

“Eles estão falando que eles eram bandidos, mas não eram bandidos não. Que eles trocaram tiros. Mas se trocaram tiros, cadê o policial ferido? Não tem. E, se não tem, é porque não teve troca de tiros. Eles atiraram neles”, disse Sônia.

Fonte: G1.

Os super-ricos que decidiram não deixar fortuna para seus herdeiros

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Declarações do apresentador americano Anderson Cooper, âncora da emissora CNN, a respeito de não deixar sua fortuna para seu filho voltaram a agitar o debate a respeito de heranças milionárias e meritocracia.

Cooper, cuja fortuna é estimada em cerca de US$ 200 milhões (mais de R$ 1 bilhão na cotação atual) e que recebe anualmente em torno de US$ 12 milhões da CNN, declarou que não pretende deixar “um pote de ouro” para seu filho, que hoje tem um ano e meio de idade.

“Não acredito em passar adiante grandes quantidades de dinheiro”, disse Cooper em episódio que foi ao ar neste fim de semana no podcast Morning Meeting.

“Não estou tão interessado em dinheiro, mas não pretendo passar adiante algum tipo de pote de ouro para meu filho. Vou fazer o que meus pais me disseram: ‘Sua faculdade será paga, e em seguida você precisa seguir [por conta própria]’.”

Cooper é descendente, por parte de mãe, dos Vanderbilts, que foram em seu tempo uma rica dinastia americana e que começou a definhar antes de o apresentador nascer — e sobre a qual ele escreveu um livro.

O apresentador afirmou ao podcast que “cresceu vendo dinheiro ser perdido” pelos Vanderbilts e sempre evitou ser associado à família de sua mãe. Segundo ele, a fortuna do magnata Cornerlius Vanderbilt, erguida ainda no século 19, “foi uma patologia que infectou as gerações seguintes”.

“[O dinheiro] não os levou a grandes atos de generosidade ou à criação de fundações duradouras que ajudassem outras pessoas, mas sim ao anseio de entrar para a alta sociedade [de Nova York]”, disse.

A fala de Cooper se insere em um debate maior entre uma parcela de milionários e bilionários internacionais a respeito da destinação de suas riquezas — e também em meio a críticas sobre responsabilidade social e impostos sobre fortunas em um momento de grande desigualdade e concentração de renda em todo o mundo.

Além disso, traz à tona também a lembrança de casos famosos de magnatas que ativamente evitaram deixar o dinheiro para seus herdeiros.

Andrew Carnegie

Quando vendeu sua Carnegie Steel Company, no início dos anos 1900, o magnata do aço escocês-americano Andrew Carnegie obteve uma soma que, à época, já era gigantesca: US$ 480 milhões. E fez dele o homem mais rico do mundo em seu tempo.

Esse dinheiro, porém, não foi para seus herdeiros. Carnegie foi autor de um hoje centenário manifesto chamado “O Evangelho da Riqueza”, que tem esta como uma de suas frases mais famosas: “o homem que morre rico morre em desgraça”.
A fortuna de Carnegie foi usada em sua maioria para financiar a construção de bibliotecas, institutos educacionais, fundos e fundações nos EUA e na Europa.

“É por esse motivo que o clã Carnegie não aparece na lista da Forbes de famílias mais ricas dos EUA”, aponta reportagem da própria revista de 2014.

Quando Andrew Carnegie morreu, em 1919, deixou para sua mulher alguns bens pessoais, como uma casa em Manhattan (Nova York) e uma residência de férias na Escócia — que acabaria sendo vendida por conta de seus altos custos de manutenção.

Sua única filha, Margaret, herdou um pequeno fundo, “o suficiente para ela [e o restante da família] viverem confortavelmente, mas nunca tanto dinheiro quanto [receberam] os filhos de outros magnatas, que viviam em enorme luxo”, disse à Forbes o biógrafo de Carnegie, David Nasaw.

Chuck Feeney

A trajetória de Andrew Carnegie foi marcante para outro bilionário americano — este contemporâneo —, Charles “Chuck” Feeney.

Em 2020, o empresário, então com 89 anos, já havia doado para ações de filantropia os US$ 8 bilhões acumulados ao longo de sua carreira (ele foi cofundador, ainda nos anos 1960, da empresa de varejo em aeroportos Duty Free Shoppers, ou DFS).

Feeney defendeu em entrevistas que “com a riqueza vem a responsabilidade”.

“As pessoas devem se definir ou sentir a responsabilidade de usar parte de seus recursos para melhorar a vida de seus pares, ou então criarão problemas insolúveis ​​para as gerações futuras.”

Feeney leva uma vida frugal, sem casas ou carros de luxo, embora em 2012 tenha dito à “Forbes” que havia reservado cerca de US$ 2 milhões para a aposentadoria dele e de sua mulher.

Sobre sua filosofia de doar uma quantidade bilionária para causas ainda em vida, ele declarou à revista: “Vejo poucos motivos para adiar essa doação, quando tanto bem pode ser alcançado ao apoiar causas valiosas. Além disso, é muito mais divertido doar enquanto você está vivo do que quando já está morto.”

Kevin O’Leary

“Você amaldiçoa uma criança quando elimina todo o risco de suas vidas”, disse à emissora americana CNBC, em setembro deste ano, o empresário canadense Kevin O’Leary.

“Muitos de nós conhecemos crianças ricas e mimadas que não se importam em buscar uma carreira e não têm incentivo para tal porque sua vida foi totalmente desprovida de risco.”
O’Leary é um empreendedor que começou sua fortuna com softwares de informática e se tornou celebridade televisiva em seu país por aparecer em programas como Shark Thank (na versão brasileira, Negociando com Tubarões).

Por conta dessa filosofia, ele contou à CNBC que, quando ganhou dinheiro com seu primeiro IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês), estabeleceu um fundo para todas as crianças de sua família.

Esse fundo garante, até mesmo depois da morte de O’Leary, que todas elas tenham suas despesas pagas desde seu nascimento até sua universidade. “Depois disso, ninguém recebe nada.”

Yu Pengnian

Ainda em 2010, o empresário chinês Yu Pengnian, que teve uma vida humilde mas tornou-se bilionário dos ramos imobiliário e hoteleiro, anunciou que já havia doado cerca de US$ 1,2 bilhão a causas filantrópicas.

Quando Yu morreu, em 2015, aos 93 anos, não deixou nada para seus herdeiros: seu testamento, segundo a imprensa chinesa, previa que todo o dinheiro restante fosse destinado à filantropia.

“Se meus filhos são mais capazes do que eu, não é necessário que eu lhes deixe muito dinheiro. Se eles são incompetentes, muito dinheiro será prejudicial a eles”, disse Yu ainda em 2009, segundo o jornal China Daily.

Ele afirmou que seus filhos concordavam com sua decisão de doar sua fortuna.

Em seu testamento, ele também pediu que sua família mantivesse vivo seu legado de benfeitorias, que vão desde cirurgias de catarata para pessoas necessitadas a bolsas de estudo em universidades chinesas.

Fonte: G1.

Vale diz que todos os 39 funcionários foram resgatados de mina subterrânea no Canadá

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A Vale anunciou na manhã desta quarta-feira (29) que todos os 39 funcionários que ficaram presos na mina subterrânea Totten, no Canadá, foram resgatados e estão em superfície.

“O resgate foi concluído de forma segura e todos passam bem”, informou a empresa, em comunicado.
Os 39 empregados ficaram presos no domingo (26), após um acidente que danificou o elevador que transporta os funcionários para dentro e para fora da mina subterrânea, que produz níquel.

No momento do acidente, os trabalhadores estavam a uma profundidade entre 900 e 1,2 mil metros. Eles precisaram saíram da mina por meio de um sistema de escada de saída secundária.

Nenhum dos mineiros que ficaram presos é brasileiro.

“Gostaria de parabenizar nossa equipe de resgate”, disse o presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, que foi a Sudbury, em Ontário, e encontrou com os empregados e a equipe de resgate. “Esta é uma grande notícia vinda de circunstâncias muito difíceis”, acrescentou.

Investigação

A mineradora brasileira afirmou que vai fazer uma investigação, “para que a empresa possa aprender com o incidente e tomar medidas para garantir que isso nunca aconteça novamente”.

“Trazer nossos 39 empregados seguros e saudáveis para casa era nossa principal prioridade e estamos felizes que nosso plano de emergência funcionou”, disse Bartolomeo. “Todos estão seguros agora”.

O acidente

Os trabalhadores ficaram presos após um acidente danificar na tarde de domingo o eixo do meio de transporte (espécie de elevador) entre a superfície e o subsolo.

Segundo a Vale, uma pá escavadeira que estava sendo transportada no acesso à mina se desprendeu, bloqueando um acesso e deixando o elevador inoperante.

Os empregados saíram da mina com o apoio da equipe de resgate da Vale por meio de um sistema de escada de saída secundária.

A mina Totten entrou em operação em fevereiro de 2014. O projeto prevê a a produção de cobre, níquel e metais preciosos ao longo de 20 anos.

A Vale possui 6 minas na região da bacia de Sudbury. A companhia tem cerca de 4 mil funcionários na área, sendo cerca de 200 na mina Totten.

Nos primeiros seis meses de 2021, a mina de Totten produziu 3.600 toneladas de níquel no local.

Fonte: G1.

Balneário Camboriú libera trecho de nova faixa de areia; guarda-vidas mudam estratégias para reforçar segurança de banhistas

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A Prefeitura de Balneário Camboriú, no Litoral Norte catarinense, liberou na terça-feira (28) o acesso do público de um trecho de alargamento da faixa de areia da Praia Central. A área vai da altura da Rua 4000 até o molhe da Barra Sul. A megaobra, que segue em direção ao Norte da orla, deve ampliar a faixa de areia de 25 para 75 metros. A conclusão está prevista para novembro.

O espaço de aproximadamente 2 quilômetros foi concluído há dez dias e estava interditado para a retirada da tubulação utilizada nas obras e para que houvesse acomodação do aterro, especialmente dentro da água.

Por conta da abertura da área ao público, os bombeiros precisaram rever as estratégias de trabalho para garantir a segurança de banhistas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o monitoramento foi reforçado já que aumentou a distância entre os postos fixos de guarda-vidas. A corporação aumentou o uso de quadriciclos e planeja trabalhar, a partir deste verão, com cadeirões, que são estruturas móveis para ficar mais próximas da água.

Uma das principais preocupações dos guarda-vidas é a adaptação dos banhistas a eventuais mudanças nas características da praia. No entanto, de acordo com os bombeiros, a alteração não ocorreu até o momento.

Os bombeiros têm se reunido semanalmente com a equipe técnica da obra para avaliar os dados do alargamento, e têm feito o monitoramento da dinâmica das correntes e possível formação de buracos.

Por enquanto, a praia continua com as mesmas características de declividade suave, sem alterações. A Barra Sul, por onde começou o alargamento, é o trecho naturalmente mais protegido da praia, o que favorece as condições para os banhistas.

Considerado um dos maiores “engordamentos de praia” da América Latina, o aterro fará com que as sombras dos arranha-céus não atrapalhem mais o banho de mar no local.

Os trabalhos com a draga começaram em 22 de agosto na parte Sul da praia. Essa etapa, da altura da Rua 3700 até a Barra Sul, terminou em 17 de setembro. O trecho tem 2 quilômetros. A média de avanço da obra é de 90 metros por dia, disse um dos fiscais e engenheiro, Toni Frainer, na sexta-feira (24).

Monitoramento dos bombeiros

De acordo com o capitão Marcus Vinícius Abre, que é subcomandante do 13º Batalhão do Corpo de Bombeiros em Balneário Camboriú, o objetivo das ações é agilizar os atendimentos. Ele explica que os guarda-vidas já atuam com rondas, circulando em duplas pela praia, e os cadeirões devem ser uma estratégia adicional no processo.

Os cadeirões também devem ser utilizados na região da Barra Sul, que foi a primeira a ser alargada e recentemente liberada aos banhistas, e onde não há postos fixos. O posto guarda-vidas na região fica na altura da Rua 3.700.

Após o término das obras de engordamento de praia, o projeto dos bombeiros é aumentar de seis para dez o número de postos na orla da Praia Central. A instalação deve ocorrer em conjunto com as obras de reurbanização.

Fonte: G1.