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Anvisa diz que documentos enviados pelo Butantan sobre lotes interditados de CoronaVac são insatisfatórios

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta quarta-feira (8) que os documentos apresentados pelo Instituto Butantan até o momento são insuficientes para retirar as dúvidas que a agência tem sobre os 25 lotes da vacina CoronaVac interditados provisoriamente. A decisão da Anvisa ocorreu no sábado (4) após a agência dizer não conhecer ou ter inspecionado a planta onde houve o envase da vacina.

Ao todo, foram interditados 12,1 milhões de doses que foram produzidos pela Sinovac na China, em uma fábrica não inspecionada e aprovada pela Anvisa. Desse total, o estado de São Paulo já aplicou 4 milhões de doses.

Segundo a Anvisa, os “documentos apresentados pelo Butantan não respondem às incertezas sobre o novo local de fabricação” da CoronaVac.

“O Instituto Butantan não apresentou o relatório de inspeção emitido pela autoridade sanitária, essencial para avaliação das condições de aprovação da planta, que podem incluir compromissos e condicionais para permitir a operação no local”, disse em nota a agência.
“A análise de risco apresentada pelo Instituto Butantan não foi considerada suficiente para garantir a segurança do processo fabril no novo local. Tal análise não substitui uma inspeção de autoridade sanitária ou o relatório de inspeção sanitária. Somente as autoridades sanitárias possuem competência para atestar as BPFs (Boas Práticas de Fabricação) de um local de fabricação”, informou a Anvisa.

“Cabe ao Butantan apresentar a documentação faltante, incluindo o relatório de inspeção emitido por autoridade sanitária para subsidiar a análise da Anvisa ou viabilizar a realização de inspeção presencial pela própria Anvisa”, informou a agência, que salientou já ter acionado o Ministério de Relações Exteriores para buscar contato com as autoridades chinesas sobre o caso.

Em nota, o Butantan reiterou que não possui os documentos solicitados pela Anvisa.

“O órgão sanitário chinês (NMPA) não concede o relatório de inspeção diretamente ao instituto por questões internas, motivo pelo qual o Butantan solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que peça o documento junto ao órgão. O relatório já possui aprovação da planta pela autoridade sanitária local que mostram que a linha de envase tem plenas condições de operação”, disse o Butantan.
O instituto salientou que o lote de imunizantes que está sob embargo da Anvisa “é proveniente do sítio fabril da biofarmacêutica chinesa Sinovac, parceira do Butantan e que possui todas as credenciais sanitárias internacionais necessárias para a fabricação da CoronaVac”.

Força-tarefa para desbloquear as doses
O Butantan disse ter criado “uma força tarefa para atender todas as demandas e esclarecer dúvidas” da Anvisa.

“Todas as questões solicitadas pela Agência serão atendidas pelo Instituto, com a celeridade que a situação exige. Vale ressaltar que antes da distribuição para a população, as 4 milhões de doses disponibilizadas na rede de saúde estadual passaram por rigoroso controle de qualidade e foram certificadas pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade (INCQS), órgão da Fiocruz do Governo Federal, responsável pela avaliação da qualidade de todos os imunizantes distribuídos no Brasil. As vacinas foram validadas e, portanto, tiveram a qualidade garantida para a utilização na população”, defende o Butanta.

Na segunda-feira (6), o Ministério da Saúde anunciou o bloqueio no sistema das doses sob investigação e declarou ainda que as vacinas interditadas que já foram distribuídas ou aplicadas “estão sendo rastreadas pelas equipes técnicas responsáveis e serão monitoradas e controladas até a decisão final da Anvisa”.

Além disso, a pasta orientou que as autoridades de saúde registrem as doses administradas nos sistemas de informação do SUS.

As Secretarias de Saúde de pelo menos 13 estados e do Distrito Federal confirmaram que receberam vacinas desses lotes e que estão entrando em contato com os municípios para suspender a aplicação a partir da orientação.

Quatro desses estados (Rio Grande do Norte, Paraíba, Rio de Janeiro e São Paulo) confirmaram que já aplicaram na população parte das doses recebidas desses lotes.

Suspensão de lotes

De acordo com o diretor da Anvisa, Antônio Barra Torres, os estados e municípios não devem usar as vacinas desses lotes. Além disso, quem recebeu doses que foram alvo da suspensão deverá ser acompanhado pelas autoridades de saúde, disse o diretor da Anvisa no sábado.

“A primeira providência é não usar. Aquelas [doses] que eventualmente já tenham sido utilizadas, as pessoas que já tenham sido vacinadas, essas pessoas serão monitoradas”, disse Barra Torres em entrevista à GloboNews.
‘Ninguém interdita um lote vacinal tão grande sem motivo’, diz diretor-presidente da Anvisa

O porta-voz da Anvisa disse ainda que, além do monitoramento feito pelo Ministério da Saúde, haverá um acompanhamento por parte da própria agência.

“Existe a monitorização feita pelo próprio Ministério da Saúde, existe a monitorização feita pela Anvisa, e pelas vigilâncias locais. Então são pessoas que serão observadas e, obviamente, qualquer necessidade de ajuste vacinal para o futuro, ele será feito”, disse Barra Torres.

Butantan atesta qualidade

Segundo a chefe de assuntos regulatórios e de qualidade do Instituto Butantan, as vacinas envasadas em fábrica não certificada não oferecem riscos à população. Ela ressaltou ainda que essas doses passaram pelo processo de controle de qualidade do Butantan.

“Todos esses lotes que vêm da China, que vêm da Sinovac pro Butantan, eles são analisados pelo nosso time de qualidade, não só documentalmente, mas, também, a gente analisa o produto, e a gente não teve nenhum indício de problema de qualidade”, explicou Patrícia Meneguello, do Butantan.

A suspensão das doses produzidas na fábrica não certificada tem o prazo de 90 dias. Durante esse período, a Anvisa vai trabalhar na avaliação das condições de boas práticas de fabricação da unidade não inspecionada para saber se a qualidade, a segurança e a eficácia da vacina estão comprometidas, e qual o impacto para a população vacinada com essas doses.

“Não cabia outra decisão a não ser promover a interdição cautelar. Interdição cautelar é preventiva de qualquer eventual problema. Nesse meio tempo, uma vez instalada a interdição, prosseguem as tratativas, os diálogos com o instituto para que os documentos necessários sejam apresentados”, disse Barra Torres.

Em nota, o Instituto Butantan disse que “a medida da Anvisa não deve causar alarmismo”, declarou que foi o próprio instituto que alertou a Anvisa por “extrema precaução” e que “convida a cúpula da Anvisa para voltar a conhecer as instalações das fábricas da Sinovac” na China.

“Todos os lotes liberados pelo instituto estão de posse do Ministério da Saúde, como firmado em contrato. Reafirmamos, no entanto, que todas as doses que saíram da unidade fabril estão atestadas pelo rigoroso controle de qualidade do Butantan”, disse o instituto em nota.
O Instituto disse ainda que encaminhou à Anvisa, há 15 dias, a documentação necessária para a certificação do processo de produção em que foram feitas as doses agora banidas.

Reunião

Em reunião realizada nesta segunda-feira (6) com a Anvisa, o Instituto Butantan apresentou uma análise dos lotes bloqueados. “O objetivo era subsidiar a liberação dos lotes o mais rapidamente possível, considerando a urgência dentro do contexto pandêmico. Apesar do instituto ter concluído que não há indícios de desvios que possam oferecer riscos de qualidade e segurança, a documentação não foi aceita pelo órgão regulatório”, diz nota do Butantan.

“Um dos documentos solicitados pela Anvisa, para excepcionalidade de uso dos lotes da vacina, é o relatório de inspeção da autoridade sanitária chinesa (NMPA) que, por questões internas do órgão internacional, não podem ser disponibilizadas diretamente ao instituto. Por isso, o Butantan solicitou que a Anvisa requisite diretamente o documento ao NMPA.

O Butantan enviará, ainda hoje, os relatórios de não conformidade detectados durante a inspeção do órgão regulatório sanitário chinês na nova linha de envase. Além disso, o documento com o plano de ação para ajustar essas não conformidades está em tradução e será entregue até o final dessa semana à Anvisa. Vale reiterar que a fábrica chinesa tem certificação que segue boas práticas internacionais, a GMP.

Voluntariamente, o IB enviará uma análise de risco dos lotes já distribuídos ao PNI. Vale ressaltar que a CoronaVac é um imunizante seguro à disposição da população brasileira e todos os lotes do imunizante foram atestados pelo rigoroso controle de qualidade do instituto.

O Butantan reforça que, neste momento, é importante reunir esforços para que a avaliação de risco x benefício dos lotes bloqueados seja feita o mais breve possível, tendo sempre em vista o compromisso com a saúde pública”, diz nota.

Fonte: G1.

Jovem passa dois anos nas ruas de SP ouvindo histórias de amor e transforma os relatos em livros

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Michael Xavier, de 25 anos, escreveu o livro “Escuto sua história de amor” com uma coletânea de histórias reais que escutou nas ruas de Santos, no litoral de São Paulo. O jovem escritor iniciou o projeto há cinco anos e passou quase dois indo todos os dias para as ruas da cidade com uma placa e uma cadeira para escutar histórias.

Formado em letras, o autor do livro disse que o pontapé inicial para o projeto de escutar histórias de desconhecidos foi o videoclipe da música “Só sei dançar com você”, da cantora santista Tulipa Ruiz. Na produção, um homem vai para a rua com uma placa com a frase ‘Escuto sua história de amor’ e espera por desconhecidos interessados em compartilhar suas histórias amorosas.

Michael, então, decidiu trazer essa ideia para o mundo real. Em entrevista, ele conta que pegou um banco da casa da avó dele e fez uma placa com a mesma frase utilizada no videoclipe. “Eu esperava que alguém compartilhasse sua história, mas ao mesmo tempo torcia para que ninguém se aproximasse”, comentou. Os primeiros dias, segundo ele, foram os que mais sentiu vergonha.

“As pessoas tiravam fotos minhas e não sabia como reagir”, relatou o jovem sobre o início do projeto.

Com o passar dos dias, entretanto, o jovem, na época com 16 anos, foi se tornando conhecido na região do Gonzaga, onde rotineiramente ficava com seu banco e cartaz aguardando por pessoas com histórias para contar. Ele comenta, então, que a vergonha foi sumindo com o tempo.

Em paralelo, o autor do livro disse que compartilhava atualizações sobre o projeto em suas redes sociais. Dessa forma, ao mesmo tempo em que ele se tornava conhecido fisicamente, na web o projeto também foi ganhando reconhecimento, o que inclusive influenciou algumas pessoas a entrar em contato com ele para convidá-lo a participar de saraus e eventos devido ao projeto criativo.

Em entrevista, Michael comenta que, desde inicio do projeto, ele já pensava em reunir histórias para um livro. Há dois anos, em 2019, o jovem finalizou a escrita do livro. Ele comenta que as histórias inseridas em “Escuto sua história de amor” foram selecionadas com base na diversidade dos enredos, porque foram milhares de histórias compartilhadas.

Impacto social

O jovem formado em letras comenta que percebeu na prática a diferença que ter alguém para escutar pode fazer na vida de alguém. Ele relata que já lhe perguntaram se teria que pagar para contar as histórias amorosas. “Espero que, de alguma forma, tenha feito a diferença na vida de alguém. Às vezes, o que precisamos é de alguém para nos escutar”, pontua.

Michael ainda relatou que acredita que o projeto tenha atingido maiores proporções pela liberdade das pessoas em desabafar com alguém desconhecido. “Muitos comentaram que só estavam compartilhando as vivências comigo por não me conhecer”, conclui.

O autor do livro disse ter passado, também, por situações tensas e conflituosas na fase prática do projeto. “Uma vez uma mulher estava brigando com um homem na rua, viu a placa e veio falar comigo. Ela contou que estava a caminho da delegacia porque o então companheiro arrancou um chumaço de cabelo dela durante uma briga e ela estava com o cabelo na mão. Nesse dia percebi que posso ter tido um papel muito significativo na vida dela, porque ela desabafou comigo antes de ir denunciar uma briga tão forte”, finalizou.

Fonte: G1.

Zoológico de Brasília retoma visitação noturna e passeios guiados

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Com público reduzido, uso de máscara e distanciamento social, a Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB) retomou as atividades dos projetos educacionais. O trabalho estava suspenso há cinco meses, por causa da pandemia da Covid-19.

O Zoo Noturno é uma das atividades. Por meio do projeto, os visitantes conhecem a rotina dos animais que ficam ficam acordados durante a noite.

O Zoo Experiência é um roteiro onde o público pode ver, de perto, os cuidados com os bichos. Já no Zoo Escolar, alunos da rede pública e privada são convidados a conhecer o espaço (veja abaixo detalhes de cada passeio).

Para participar dos projetos, é preciso marcar pelo e-mail deam@zoo.df.gov.br. O preço do ingresso varia de R$ 5 a R$ 30, por pessoa, com exceção dos alunos da rede pública que não precisam pagar.

Zoo Noturno

O projeto Zoo Noturno é um passeio que acontece depois das 19h, as terças e quintas-feiras. O tour contempla visita aos animais de hábitos noturnos e explicações sobre temas relacionados aos bichos – como origem, características das espécies e possibilidade de extinção.

Em cada tour, pode participar grupos de quatro a oito pessoas da mesma família. O ingresso custa R$ 30 por pessoa.

O Zoo Noturno começou em 2007, quando o ônibus que transportava um grupo para um passeio à tarde quebrou e precisou ficar no local durante a noite. Diante do incidente, os biólogos da fundação resolveram mostrar aos visitantes os hábitos noturnos dos animais.

Em 2019, 1.227 pessoas fizeram o passeio. De janeiro de 2020 e até julho de 2021, o número de visitantes caiu para zero, por causa da medidas restritivas de combate à pandemia do novo coronavírus

Zoo Experiência

Nesta visita guiada, o público tem acesso privilegiado às áreas de manejo dos animais e acompanha os bastidores do tratamento de bichos.

No momento do agendamento, o visitante escolhe qual tour pretende fazer, sendo que atualmente há cinco opções de roteiros. Um dos percursos é focado nos animais ameaçados de extinção que vivem no Zoológico de Brasília.

Nesse trajeto, é possível conhecer, por exemplo, o sauim-de-coleira, espécie que ganhou mais um integrante em 2020. Outro morador especial é o tatu-bola-da-Caatinga, que só pode ser encontrado, em cativeiro, no Zoo de Brasília.

O tour ocorre todas as terças e quartas-feiras, com saídas às 9h e às 14h. Assim como no Zoo Noturno, o passeio é limitado a, no máximo, oito pessoas da mesma família. Ingressos custa R$ 30 para cada pessoa.

Zoo Escolar

O Zoo Escolar é voltado para passeios de colégios. Nesse caso, o tour não é monitorado, ou seja, ocorre sem a companhia de um profissional do Zoológico de Brasília.

Cada instituição pode levar a quantidade de estudantes que desejar, desde que não ultrapasse a marca de 2,5 mil visitantes diários que podem entrar no Zoo. O limite foi imposto como medida de prevenção a Covid-19.

É possível agendar visitas de terça a sexta-feira, para o período da manhã e da tarde. O ingresso custa R$ 5 para pessoa, com exceção dos alunos da rede público que não precisam pagar pelo bilhete.

Fonte: G1.

Após 11 dias de naufrágio na Guiana Francesa, há pelo menos 19 desaparecidos; familiares reclamam de falta de informações

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Após 11 dias do naufrágio de uma canoa no Oceano Atlântico, na costa da Guiana Francesa, ainda são pelo menos 19 brasileiros desaparecidos, de acordo com relatos de sobreviventes à polícia francesa que, até o momento, resgatou 4 tripulantes e 1 corpo ainda não identificado em alto mar.

A embarcação partiu de Oiapoque, no extremo Norte do Amapá, com destino ao departamento francês. Todos viajaram em busca de trabalho e melhores condições de vida, mas, desde o naufrágio, segue o drama de familiares em busca de respostas.

Parentes reclamam de falta de informações que ajudem a localizá-las. Ainda não há uma lista oficial de mortos ou desaparecidos da viagem.

Carlos Adriano Almeida, de 22 anos, viajava com a esposa Karine Oliveira Soares, de 18 anos. Na embarcação também estavam a mãe dela, Geane Oliveira, de 43 anos, e a irmã dela, Géssica Oliveira Soares, de 22 anos. A família diz que eles saíram em julho do Maranhão com a intenção de trabalhar num garimpo na região de fronteira.

“Eu estou desesperada, quero notícias do meu filho. Eu não quero que o pior tenha acontecido, mas faço um apelo para que nos informem o que aconteceu. Ele fez essa viagem contra a minha vontade. Eu nunca quis que meu filho fosse pra esse lugar distante, perigoso. […] Tem muitas fake news. Isso vai acabando com a gente, a falta de notícias.

Eu peço ajuda para ter uma solução, uma resposta sobre eles”, falou a mãe de Adriano, Jonilde Almeida, de 43 anos.
Os familiares dos desaparecidos que moram em outro estado contam com ajuda de conhecidos e amigos de quem viajou na canoa. É o caso de Márcia Santos, de 33 anos, que mora no Amazonas e perdeu contato com a mãe.

“Nós ficamos sabendo só no sábado (4) do que aconteceu. Amigos da minha mãe entraram em contato com a minha irmã falando que uma sobrevivente disse ter visto minha mãe sendo levada pela água. Ela contou que teve superlotação, que o mar estava muito agitado e a canoa virou, teve muito desespero. Quem está mantendo a gente informada mesmo são os próprios parentes e amigos que estão buscando lá”, relatou Márcia.

Maria da Conceição Silva Santos, conhecida como Silvia, de 58 anos, nasceu no Maranhão mas vivia com a família em Roraima antes de morar por temporadas no Suriname. Ela viaja há mais de 20 anos pela região para trabalhar em garimpos. O último contato com a família ela teve em Manaus, em 26 de agosto, 2 dias antes do embarque em Oiapoque.

“Ela começou indo para o Suriname, passava 3, 4 anos, voltava ficava um ano com a família, e ia de novo. Dessa vez uma amiga convidou para ir para um garimpo novo, numa rota nova. […] Me sinto impotente porque não sei se minha mãe tá viva, se morreu. A gente não consegue confirmação, não pode se sentir aliviada, mas também não pode viver o luto. Estamos vivendo dias angustiantes”, disse.

Ambas as famílias ainda não sabem o que fazer para achar os desaparecidos. Na terça-feira (7), a Polícia Federal (PF) informou que abriu investigação sobre o caso e convocou parentes para coleta de material genético, que será encaminhado para a Guiana Francesa para exames de DNA. De acordo com o governo francês, as buscas localizaram, até quarta-feira (1º), quatro pessoas com vida e um corpo sem identificação.

Além da convocação de familiares pela PF, uma base foi montada em Oiapoque organizada pelo governo do Amapá com órgãos como o Corpo de Bombeiros e o Centro de Cooperação Policial Franco-Brasileiro.

Nas redes sociais, Lana Silva publicou um texto pedindo ajuda para localizar a filha Ellen Pantoja dos Santos, conhecida como Keury Santos. Ela diz que Ellen estava na canoa que desapareceu no Atlântico.

“Estou desesperada pois não estou conseguindo obter notícias do lado Francês. Desde já obrigada. Que Deus nos dei forças nesse momento de aflição”, escreveu.

Ivonete de Souza Melo busca pelo irmão, Raimundo de Souza Melo, de 44 anos, que telefonou para a família pouco antes de entrar na canoa, para avisar da viagem.

“Ele estava acostumado a viajar de canoa e ia para Guiana procurar trabalho. […] Ele fez essa viagem procurando melhor para família dele, atrás de sobrevivência, do jeito que está nosso país, não está fácil com o custo de vida, ele não fez nada errado. Minha mãe está desesperada por notícias do filho. Então eu peço para as autoridades ajudarem, para dar apoio, porque independente de serem ilegais, eles são seres humanos”, afirmou Ivonete.

Ingridh de Souza Pereira, de 29 anos, também é procurada por familiares que dizem que ela estava na embarcação que naufragou no dia 28 de agosto. Segundo uma cunhada relatou, Ingridh ficaria até o fim do ano na capital da Guiana Francesa trabalhando como doméstica e então retornaria para Santana, no Amapá.

“Ela iria encontrar com um cunhado que está lá, mas ele é acostumado, sempre vai para trabalhar como pedreiro clandestino. Como ela não chegou no dia esperado, ele ligou preocupado. A irmã da Ingridh foi para Oiapoque atrás de notícias, já esteve em hospital, funerária, PF e ninguém tem notícias. Estamos desesperados”, contou Glissy Aguiar.

Exames de DNA

A convocação dos familiares de brasileiros é para comparecimento nas sedes da PF em Oiapoque e em Macapá, na quinta (9) e sexta-feira (10). Nos endereços:

Delegacia da PF em Oiapoque: Avenida Barão do Rio Branco, número 500, bairro Centro. Fone: (96) 3521-1380.
Superintendência da PF em Macapá: Entroncamento da BR-210 com a Rodovia Norte/Sul, sem número, bairro Infraero 1. Fone: (96) 3213-7500.
Naufrágio e resgate
Em comunicado, a prefeitura da região da Guiana Francesa detalhou que a operação de resgate no mar foi iniciada depois que uma embarcação encontrou uma mulher agarrada em uma boia.

Ela estava no canal de acesso ao porto de Kourou, do lado francês, e contou, segundo a nota, que estava à deriva depois que a canoa em que ela estava naufragou na noite de 28 de agosto.

Foram destinadas à região um helicóptero e embarcações especializadas “para procurar possíveis náufragos em uma ampla faixa costeira de Caiena a Sinnamary”, cidades que ficam distantes 100 quilômetros uma da outra.

As buscas foram feitas por dois dias, na terça (31) e na quarta-feira (1º), e foram resgatadas 4 pessoas com vida, em diferentes pontos do mar, e um corpo sem identificação. Com a decisão do governo francês de suspender as buscas, um grupo de voluntários resolveu procurar desaparecidos por conta própria em alto mar.

O Ministério Público de Caiena abriu um inquérito policial judicial, confiado à Brigada Marítima de Caiena. No Brasil, o inquérito é conduzido pela PF.

Fonte: G1.

 

Após atos de 7 de Setembro, Esplanada dos Ministérios permanece fechada nesta quarta-feira

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Após as manifestações de 7 de Setembro, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) anunciou, no começo da noite desta terça-feira (7), que a Esplanada dos Ministérios, na altura das vias S1 e N1, vai permanecer fechada para veículos nesta quarta (8). De acordo com a pasta, “a liberação das vias ocorrerá após avaliação do cenário por parte das autoridades de trânsito”.

Os anexos dos ministérios, que terão expediente normal de trabalho, poderão ser acessados pelas vias S2 e N2, informou a SSP.

Conforme a secretaria, por razões de segurança, a Praça dos Três Poderes segue restrita a manifestações. “As forças de segurança permanecerão monitorando toda a região central de Brasília, por meio do Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) e equipes em campo”.

Fonte: G1.

Forte terremoto atinge o centro do México

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Um forte terremoto de magnitude 7 atingiu a Cidade do México e regiões vizinhas na noite desta terça-feira (7), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).

Um homem morreu na queda de um poste de energia elétrica no município de Coyuca de Benítez, no estado de Guerrero, afirmou o governador Héctor Astudillo.

O epicentro do tremor foi a 17 km a sudeste de Acapulco, de acordo com o Instituto Sismológico Nacional do México. Alguns tremores secundários, de magnitude 4 a 5, foram registrados.

A torre de controle do aeroporto da cidade foi atingida, e o sismo também causou danos em edifícios, derrubou árvores e lançou grandes pedras nas estradas.

O presidente mexicano, Andres Manuel Lopez Obrador, disse que o terremoto felizmente não causou danos graves em nenhuma região afetada.

O terremoto deixou tensos os habitantes da Cidade do México, que guardam a trágica memória do tremor de 19 de setembro de 2017, que deixou 369 mortos no país — a maioria na capital mexicana.

A prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, tranquilizou a população e afirmou em uma rede social que “até agora, nenhum dano sério foi relatado”. A cidade fica a cerca 375 km de Acapulco.

Outro terremoto, que ocorreu em setembro de 1985, deixou mais de 10 mil mortos na capital mexicana.

Fonte: G1.

‘A gente pensou que era um avião caindo’, diz vizinha de fábrica de pastilhas que explodiu no Rio

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Vizinhos da fábrica de pastilhas Valda, cuja caldeira explodiu na tarde desta terça-feira (7), na Gardênia Azul, Zona Oeste do Rio, contaram que suas casas chegaram a tremer com o estouro. Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas sem gravidade. Ainda não se sabe a causa do incidente.

O impacto da explosão derrubou o muro de um condomínio e arrancou janelas e esquadrias.

“A gente pensou que era um avião caindo, porque foi muito forte”, lembrou a técnica de enfermagem Kelly Couto. “Eu desci descalça e de pijama”, emendou.

Para a manicure Beatriz Sá Andrade, “parecia a porta do inferno se abrindo”. “Eu me levantei com o susto e fui jogada. Eu vi tudo branco, tinha muita poeira e muito caco de vidro. Cheguei a cortar as pernas”, detalhou.

A aposentada Maria Cristina Silva de Souza disse que ainda estava em choque. “A gente tem que agradecer muito a Deus que a gente está viva.”

Vinte apartamentos tiveram danos. Quatro famílias decidiram passar a noite em hotéis com medo, mas, segundo a prefeitura, o condomínio não corre risco de desabar.

“Não houve dano estrutural. A Defesa Civil constatou que era possível os moradores permanecerem em suas residências em segurança”, afirmou a subprefeita Talita Galhardo.

“O dono da empresa garantiu que vai ajudar na recuperação dos bens materiais”, emendou.

Fonte: G1.

Em depoimento, Francisco Araújo acaba com discurso oposicionista de Izalci Lucas

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Desde o ano passado, após a deflagração da operação Falso Negativo, que prendeu a cúpula da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, o senador Izalci Lucas (PSDB) joga para a plateia, tentando surfar na onda contra o governo do emedebista Ibaneis Rocha (MDB).

Izalci apostava muito no depoimento ocorrido ontem na CPI, do ex-secretário de Saúde, Francisco Araújo, e por isso preparou uma artilharia sem fim contra o alagoano.

Entretanto, não contava com a revelação de Francisco Araújo, que afirmou em alto e bom som que enquanto comandava a Saúde do DF, por muitas vezes o senador tucano lhe pedia favores.

“Não há nem haverá a minha digital em nenhum só lugar em relação à Precisa”, disparou Araújo que ainda completou: “Na época da pandemia, o senador Izalci me mandou várias mensagens indicando pessoas”.

Encurralado pela denúncia do depoente, Izalci ficou sem rumo e deixou a CPI e enterrou seu discurso oportunista (e oposicionista) contra Ibaneis e sepultou o sonho de vencer a eleição ao GDF em 2022.

O tucano deu um tiro certeiro no próprio pé. Ibaneis agradece.

Fonte: DonnySilva.

Já comeu flor de ipê? Gastrônoma cria receita de salada com flores; aprenda

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Já pensou em preparar uma salada ou uma geleia com flores de ipê? Com cores vibrantes e perfume agradável, elas chamam a atenção por sua beleza e delicadeza e podem surpreender também na culinária.

A gastrônoma Bell Villanova explica as propriedades do ipê e ensina a preparar uma salada com as flores da planta. Para concluir o cardápio, peixe assado ao forno e molho tártaro.

“É uma planta do cerrado, varia conforme o tempo seco. Pouquíssimas pessoas sabem que as flores do ipê, assim como as folhas e o caule, são comestíveis. É uma planta alimentícia não convencional (PANC)”, explicou a gastrônoma.

Para quem deseja se aventurar e colorir o prato, as opções são muitas. As flores do ipê podem ser consumidas cruas, refogadas, recheadas com pastas e até fritas e empanadas.

A gastrônoma Bell Villanova recomenda, no entanto, que as flores não sejam utilizadas como ingrediente principal de uma receita, já que, por serem sensíveis e possuírem pouca água, podem ser facilmente dissolvidas.

“Ela tem um cheiro adocicado, que lembra um pouco a baunilha, só que na boca tem um amargor, como se lembrasse um pouco a rúcula”, contou a gastrônoma.

Segundo Bell Villanova, as flores e folhas do Ipê possuem ação anti-inflamatória e cicatrizante. Podem ser usadas no combate a dermatites, coceiras, inflamações da gengiva e da garganta, infeções renais, eczemas, varizes e doenças oculares.

A raiz da planta também apresenta benefícios e pode ser utilizada como antisséptico ou antigripal, além de ser eficaz no combate à anemia e verminoses.

Salada com flores de ipê

Ingredientes

  • Rúcula
  • Alface
  • Broto de feijão
  • Cebolinha
  • Coentro
  • Tomate
  • Picles
  • Flores de Ipê

Há variedades roxas, amarelas e brancas de Ipês com flores comestíveis.

Modo de preparo

Após colher as flores do Ipê, basta higienizá-las junto aos demais vegetais. Para o preparo, pique a rúcula, o alface, broto de feijão, cebolinha, coentro, tomate e picles. Misture-os e tempere como preferir. Finalize com as flores.

Peixe assado no forno

  • 500g de filé de tilápia
  • 300g de amendoim
  • 2 ovos
  • 1 limão
  • Alho em pó
  • Sal
  • Pimenta do reino

Modo de preparo

O primeiro passo é preparar o molho para marinar o peixe, com limão, sal, pimenta do reino e alho em pó. Deixe o filé de tilápia de molho por 20 minutos. Em seguida, quebre os dois ovos, bata-os em um prato e passe o filé. Depois utilize um liquidificador ou multiprocessador para triturar o amendoim e formar uma farinha. Passe o filé na farinha de amendoim. Por fim, leve ao forno preaquecido em 180 °C por 30 minutos.

Molho tártaro

  • 1 cebola pequena
  • 1 cenoura pequena
  • Picles
  • Cebolinha
  • Coentro
  • 1 xícara de maionese
  • 1 colher de mostarda
  • 1 limão
  • Sal a gosto
  • Pimenta a gosto

Modo de preparo

Pique a cebola, o picles e rale a cenoura. Coloque a maionese em uma tigela e acrescente o picles, a cebola, a cenoura, a cebolinha, o coentro, a mostarda e o suco do limão. Misture e tempere com sal e pimenta.

Fonte: G1.

Resumo das Paralimpíadas: Brasil tem ouro inédito no goalball e dobradinha no atletismo

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O Brasil igualou nesta sexta-feira o recorde de ouros já faturados em uma única edição de Paralimpíadas. Com um título inédito no goalball masculino vencendo a China e uma conquista de Thiago Paulino, que puxou uma dobradinha no atletismo, o país chegou a 21 medalhas de ouro nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. A marca que tem tudo para ser superada neste sábado, penúltimo dia de disputas no Japão.

Além dos dois ouros, o Brasil conquistou uma prata inédita na canoagem com Luis Carlos Cardoso, um bronze na natação com Wendell Belarmino, um bronze no parataekwondo com e Silvana Fernandes e dois bronzes no atletismo, um com João Victor Teixeira e Marco Aurélio Borges. O Brasil foi ultrapassado pela Holanda e caiu para o sétimo lugar no quadro de medalhas, mas se manteve no páreo pelo inédito sexto posto.

O dia ainda teve uma derrota do Brasil diante dos Estados Unidos na semifinal do vôlei sentado feminino. O goalball feminino brasileiro perdeu a disputa pelo bronze com o Japão e não conseguiu o pódio inédito. Mas teve também brasileiro se classificando para a semifinal no parabadminton e o anúncio do porta-bandeira do país na cerimônia de encerramento dos Jogos: Daniel Dias vai representar o país em seu último ato em Paralimpíadas.

Fonte: G1.