A sucessão de desistências na chapa do Agir para a disputa da Assembleia Legislativa de Goiás acendeu o sinal de alerta entre os pré-candidatos que permanecem na corrida eleitoral de 2026.
A mais recente baixa é a do vereador de Goiânia Dr. Gustavo Gomides, que anunciou ter desistido da disputa por uma vaga de deputado estadual após decisão tomada em conjunto com seu grupo político.
A saída de Gomides se soma às desistências do ex-prefeito de Porangatu Eronildo Valadares e do vereador de Águas Lindas Dr. Paulo Antonietti, nomes apontados como importantes para ampliar a votação da legenda em diferentes regiões do Estado. Nos bastidores, a expectativa inicial era de que o Agir montasse uma nominata capaz de brigar por até três cadeiras na Alego.
Com as sucessivas baixas, porém, a projeção fica mais difícil e aumenta a pressão sobre os nomes que continuam no partido. Entre eles está o ex-prefeito de Planaltina de Goiás, Delegado Cristiomário. Sem uma chapa forte e equilibrada, ele poderá enfrentar uma disputa muito mais pesada por votos, inclusive contra os próprios companheiros de legenda.
Também permanecem na nominata, segundo as informações divulgadas, a deputada estadual Rosângela Rezende, a primeira-dama de Novo Gama, Joscielene Mangão, e o ex-prefeito de Cidade Ocidental Fábio Correa. Na política proporcional, não basta ter votos individualmente. O desempenho coletivo da nominata é decisivo para a conquista de cadeiras. Por isso, cada desistência reduz o potencial eleitoral do partido e pode comprometer projetos considerados competitivos.
Para Cristiomário, que deixou a Prefeitura de Planaltina de Goiás para tentar uma vaga na Assembleia Legislativa, o risco aumenta: sem votos suficientes na chapa para alcançar o quociente necessário, sua candidatura pode até obter uma votação expressiva e, ainda assim, morrer na praia.


