Iniciativa prevê deduções fiscais para produções gravadas em solo americano, ganhando apoio de sindicatos e aproximando o republicano de demandas históricas do setor
Uma nova proposta do ex-presidente Donald Trump promete redefinir a dinâmica da indústria audiovisual norte-americana ao introduzir um modelo federal de incentivos fiscais para cinema e televisão — mecanismo comparável ao funcionamento da brasileira Lei Rouanet. A medida tem como objetivo central conter a transferência de grandes filmagens para países que oferecem subsídios mais atraentes, como Canadá, Reino Unido e Austrália.
De acordo com o plano, produtoras que optarem por rodar seus projetos em território norte-americano poderão abater percentuais significativos de impostos federais sobre o orçamento total da obra, desde que comprovem a contratação de mão de obra e serviços locais.
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Estímulo ao emprego local: Criação e preservação de vagas para técnicos, atores, figurinistas e equipes de apoio em polos como Califórnia, Geórgia e Nova York.
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Competitividade global: Redução da disparidade de custos operacionais entre filmar nos EUA e em destinos internacionais com forte tradição de subsídios.
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União setorial incomum: Apoio expressivo de entidades do setor cultural, como o SAG-AFTRA (sindicato dos atores), gerando um raro ponto de convergência entre o republicano e lideranças da indústria do entretenimento.
Especialistas e analistas do setor observam que, embora a proposta seja bem-recebida pela classe artística e pelos estúdios, o avanço do projeto dependerá de articulações no Congresso para definir a origem dos recursos e os limites teto para as deduções impostas ao Tesouro.


