Ação policial interrompe esquema clandestino de comercialização de canetas emagrecedoras e esteroides sem procedência, alertando para os riscos severos à saúde pública
Uma operação ostensiva da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) interceptou e desmantelou uma rede clandestina especializada na venda ilegal de canetas emagrecedoras — como Ozempic, Saxenda e Mounjaro — e esteroides anabolizantes. O esquema, que movimentava milhares de reais por semana, comercializava os produtos sem qualquer exigência de prescrição médica, retenção de receita ou controle de armazenamento adequado.
Como Funcionava o Esquema
A investigação apontou que os envolvidos utilizavam redes sociais e aplicativos de mensagem para captar clientes em diversas regiões administrativas do DF. Os medicamentos, muitos dos quais exigem refrigeração rigorosa para manter a eficácia e evitar contaminação, eram armazenados em locais inadequados e distribuídos via entregadores por aplicativo para burlar a fiscalização.
Entre os itens apreendidos pela PCDF estão:
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Canetas de análogos de GLP-1: Lotes sem comprovação de origem legal, sob suspeita de falsificação ou desvio.
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Esteroides e anabolizantes: Ampolas e comprimidos de uso restrito, frequentemente importados de forma ilegal.
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Insumos e embalagens: Materiais utilizados para fracionar ou adulterar os produtos antes da entrega ao consumidor final.
Riscos à Saúde e Enquadramento Criminal
A Vigilância Sanitária e especialistas médicos alertam que o uso desses fármacos sem acompanhamento profissional e com procedência duvidosa pode causar graves complicações, como falência renal, problemas cardíacos, choque anafilático e infecções severas.
Os investigados responderão por crimes contra a saúde pública — especificamente pela comercialização e adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais (artigo 273 do Código Penal) —, além de associação criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem ultrapassar 15 anos de reclusão. A PCDF segue com as apurações para identificar os fornecedores primários e eventuais profissionais de saúde envolvidos na emissão ilegal de receitas.


