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Republicanos declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno, mas sinaliza cobrança por governabilidade
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Partido formaliza aliança com o candidato do PL após liderança na primeira etapa, mas presidente da sigla afirma que o endosso “não é um cheque em branco”

A executiva nacional do Republicanos oficializou o apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. O anúncio consolida a movimentação da sigla de centro-direita após o encerramento do primeiro turno, no qual o parlamentar terminou na liderança com 47,03% dos votos válidos (56.104.503 votos), ante 45,16% (53.879.538 votos) obtidos pelo candidato do Partido dos Trabalhadores (PT).

O endosso foi anunciado pelo presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP). Durante a coletiva de imprensa realizada na capital federal, Pereira chegou a se referir a Flávio Bolsonaro como “nosso próximo presidente da República”, mas destacou que o apoio partidário vem acompanhado de exigências sobre o estilo de gestão e a condução política do país no próximo mandato.

“O apoio do Republicanos não é um cheque em branco. O voto de milhões de brasileiros dá poder, mas também responsabilidade. Se o povo te eleger, você terá que governar para quem votou em outro candidato e olhar nos olhos de quem pensa diferente”, declarou Marcos Pereira ao tratar dos compromissos institucionais esperados do candidato.
Pautas institucionais e articulação política

Ao condicionar a adesão, a liderança do Republicanos ressaltou a importância da responsabilidade fiscal, da continuidade de reformas estruturantes e da pacificação das relações entre os Poderes. O movimento do partido junta-se ao de outras legendas do centro e da direita que passaram a integrar a coligação de Flávio Bolsonaro nesta reta final de campanha.

Em resposta ao endosso, o candidato do PL agradeceu o respaldo do partido e declarou que está preparado para assumir os desafios da governabilidade, reiterando o discurso de conciliação e manutenção do diálogo com o Congresso Nacional.

Com a definição das alianças regionais e partidárias, os dois candidatos focam agora no início da propaganda eleitoral na televisão e no rádio e na busca por eleitores indecisos até o dia da votação no segundo turno.

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