A poucos dias do segundo turno das eleições para o governo do Tocantins, a corrida eleitoral entrou em uma fase de forte polarização. Vendo-se ameaçada pelo avanço consistente do candidato Vicentinho Júnior (PSDB) nas pesquisas de intenção de voto, a campanha da adversária, a candidata Dorinha (União), apostou em uma estratégia de desespero na reta final: requentar fatos antigos e superados da vida pessoal para tentar atingir a honra do concorrente.
No entanto, a tentativa de desviar o foco do debate político por meio de ataques à família tem sido interpretada por analistas e eleitores como um verdadeiro “tiro no pé”.
O passado esclarecido e a harmonia familiar
Vicentinho com os filhos Júlia, Samuel e José Vicente. E está a caminho, uma linda para completar a missão.
O episódio requentado pela oposição diz respeito a uma ocorrência antiga, de 2009, que já foi totalmente pacificada e resolvida de maneira tranquila e serena entre os envolvidos há muitos anos. A própria condução madura e respeitosa da família desmonta qualquer narrativa eleitoreira.
A maior prova da verdade e da harmonia familiar é a filha do casal, hoje com 19 anos, que testemunha publicamente o excelente relacionamento e o respeito mútuo que sempre prevaleceram entre os pais, mesmo após a separação. Tentar usar uma questão superada há mais de uma década para obter vantagens políticas no apagar das luzes da eleição demonstra falta de propostas concretas para o Tocantins.
Eleita pelo bolsonarismo, Dorinha abraçou o lulismo
Enquanto Vicentinho Júnior foca em propostas e no diálogo direto com a população, a candidatura de Dorinha simboliza a continuidade de um grupo político atrelado a gestões marcadas por polêmicas, questionamentos e investigações.
Eleita em 2022 apresentando-se como candidata bolsonarista (de direita e conservadora), a senadora do Tocantins, Dorinha Rezende (União Brasil), seguiu durante todo o seu mandato até março de 2026, todas as orientações do líder do governo no Senado Federal, e simplesmente votou em matérias favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 88% das votações nominais.
Em 2022, Dorinha foi eleita no mesmo campo político que majoritariamente votou em Jair Bolsonaro – ela recebeu os votos do eleitorado que se identifica desta forma, e durante o seu mandato a parlamentar apresentou o maior índice de apoio ao esquerdista Lula entre os três senadores do estado.
A sociedade tocantinense percebeu claramente que a candidata adversária é totalmente refém do atual sistema de poder, que impôs mais impostos, taxas e que mergulhou o Brasil numa crise moral e econômica sem precedentes na história. Ao votar com a velha política lulista baseada em falsos números, corrupção desenfreada, gastança desenfreada e ataques à direita, Dorinha representa apenas o “mais do mesmo”, enquanto o eleitorado clama por renovação, independência administrativa e coragem para transformar o estado.
O fato é que Dorinha conseguiu enganar o alto escalão do PL, ao fingir que continua sendo de “direita”. O presidenciável Flávio Bolsonaro precisa estar atento, porque Dorinha é apenas mais uma infiltrada no bolsonarismo, assim como ocorreu como Soraya Thronicke.
Desespero na reta final e o clamor por mudança
As investidas agressivas nos últimos dias de campanha não passam de um reflexo matemático do cenário eleitoral que envolvem até mesmo seu partido, o União Brasil, que encolheu nas eleições no primeiro turno, ao perder 6 cadeiras na Câmara dos Deputados, passando de 52 para 46 deputados. Além disso, o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda é investigado pela Polícia Federal (PF) sobre esquemas do PCC. Rueda foi citado em depoimento de ex-piloto sobre fuga de alvos em aeronaves ao Uruguai.
Apavorada com os números das pesquisas que apontam a força da onda de mudança liderada por Vicentinho, a campanha de Dorinha recorreu ao vale-tudo da baixaria e até finge que é de direita.
A população do Tocantins, contudo, mostrou estar atenta e madura. O eleitorado rejeita a política do ataque pessoal e sabe que a verdadeira resposta nas urnas será dada com o voto pela esperança, pelo desenvolvimento e por um governo que realmente olhe para o futuro do estado.
Tocantins não pode ser enganado por uma candidatura que diz ser de direita mas que flertou durante quatro longos anos com o governo Lula que afundou o país, ao empobrecer a população e afugentar investimentos.
Fonte: www.donnysilvanews.com.br



