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Carros ficam submersos em tesourinha da Asa Norte e criança de 1 ano precisa ser resgatada no DF

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Pelo menos dois carros ficaram submersos nesta quarta-feira (1º) na tesourinha que liga as quadras 209/409 da Asa Norte, em Brasília. Quatro pessoas, entre elas uma criança de 1 ano, foram resgatadas por pessoas que passavam pelo local.

O alagamento foi por volta das 18h, após fortes chuvas que atingiram várias regiões do Distrito Federal durante a tarde. Segundo o Corpo de Bombeiros, um terceiro carro ficou ilhado, no entanto, ninguém se feriu.

A via W3 também alagou na altura da 511 Norte e motoristas tiveram que abandonar os veículos. Alguns carros chegaram a boiar no meio da pista.

Na 311 Norte, a água escorreu pelo teto de uma academia.

Na segunda-feira (29), um temporal provocou estragos na região de Taguatinga. O asfalto cedeu na QNL 10 e mais de 10 carros foram arrastados.

Drenar DF

A promessa para resolver o problema dos alagamentos na Asa Norte se arrasta por quase 10 anos. Por nota, o GDF informou que a Novacap “realiza diariamente o trabalho preventivo de desobstrução da rede pluvial”.

O governo disse ainda que “os transtornos vistos no início da Asa Norte serão resolvidos com o Drenar-DF”. A ideia é construir um reservatório para a água pluvial, que vai funcionar como uma lagoa com volume útil entre 70 mil m³ e 96 mil m³ de armazenamento.

O projeto da Terracap prevê a instalação de novas tubulações, com ampliação e adequação da rede de drenagem pluvial na Asa Norte, na Asa Sul e em Taguatinga. Em junho passado, a Terracap anunciou que iria começar a primeira etapa do Projeto Drenar DF pela Asa Norte, nas quadras com final 2, áreas consideradas mais problemáticas da região.

No entanto, segundo a Terracap, a contratação das empresas para executar as obras de engenharia está suspensa pelo Tribunal de Contas do DF (TCDF).

Fonte: G1.

Mega-Sena, concurso 2.433: ninguém acerta dezenas, e prêmio acumula em R$ 16 milhões

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Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.433 da Mega-Sena, realizado na noite desta quarta-feira (1º) no Espaço Loterias Caixa, em São Paulo. Com isso, o prêmio acumulou e, para o próximo sorteio, está estimado em R$ 16 milhões.

Veja as dezenas sorteadas: 08 – 09 – 32 – 52 – 53 -57.

Fonte: G1.

De onde vem o que eu como: descubra a origem da dupla pastel e caldo de cana no Brasil

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O pastel com caldo de cana já é tradição nas feiras livres, principalmente nas paulistanas. A massa tem ligação com presença de imigrantes japoneses em São Paulo, nos anos 40; a bebida, por sua vez, era produzida desde o século 16 no país e consumida por pessoas negras escravizadas nos engenhos de cana-de-açúcar.

Com histórias longevas, os dois alimentos movimentam o agronegócio brasileiro até hoje com seus ingredientes. A cana-de-açúcar, por exemplo, é utilizada tanto para a garapa quanto para a cachaça (que, além de ser apreciada sozinha, dá a crocância em receitas como a do pastel).

Ela teve o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2021 estimado em R$ 1,119 trilhão, 9,9% maior em comparação ao do ano passado.

Em termos nutricionais, no entanto, apesar de os sabores combinarem, uma comida acaba anulando os benefícios da outra. O pastel, por ser frito, estimula a produção de radicais livres, que geram substâncias tóxicas no organismo, enquanto a garapa tem função antioxidante.

Pastel como ‘disfarce’

Existem duas teorias sobre como o pastel chegou ao Brasil.

A primeira é que ele teria vindo com os europeus, principalmente os portugueses, por causa das pastelarias.

Contudo, nesses lugares, os produtos feitos, em maioria, são doces – caso do próprio pastel de Belém – e, por isso, não têm tanta influência no que conhecemos como pastel de feira, afirma a professora de Gastronomia do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) São Paulo Márcia Yukie Ikemoto.

Por outro lado, a fogazza, pastel italiano feito com massa de pizza, se aproxima mais do conceito brasileiro, porém, ainda assim, não envolve a fritura, já que o prato é assado.

A segunda teoria é que a iguaria se difundiu no Brasil com os japoneses, apesar de ter sido desenvolvida pelos chineses.
Nessa versão, o pastel foi uma adaptação dos pratos guioza e rolinho primavera no Brasil, usando ingredientes locais, daí a troca da farinha de arroz pela de trigo e do vinagre e do saquê pela cachaça.

“Lá para a década de 1940, a gente tem com os japoneses o problema da Segunda Guerra Mundial. Porque o Japão se aliou à Alemanha, ficando malvisto aqui. Aí os japoneses têm que começar a se ‘disfarçar’ de chineses”, narra a professora.

Esses imigrantes, então, que não foram para o campo, usaram o pastel, uma receita chinesa, como parte do seu ‘disfarce’ e também para conseguir uma renda.
Diferente das demais iguarias asiáticas, o pastel, por ter ingredientes mais comuns aos brasileiros, começou a fazer sucesso e foi crescendo:

“E vai do litoral de Santos, por onde esses imigrantes chegaram, e foi se espalhando para a cidade de São Paulo, depois a gente vê atingindo Rio de Janeiro e Belo Horizonte, lá para 1950. Na década de 60, começa a atingir o Sul do país”.

A princípio, o recheio do pastel era uma mistura de carne de porco com a bovina, mas, conforme foi se tornando popular, isso também se “abrasileirou”. As proteínas foram separadas e depois vieram outros sabores. Em Minas Gerais, o famoso queijo. Hoje em dia encontram-se até doces, como Romeu e Julieta.

‘Casamento’ por acaso

A cana, muito mais antiga no Brasil do que o pastel, começou a ser cultivada em engenhos ainda em 1516. Nessas plantações, as pessoas negras que foram escravizadas consumiam o caldo da cana, inclusive porque ele tem um potencial energético, explica Maurício Lopes, professor de Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi.

A bebida era oferecida pelos próprios senhores de engenho, durante a moagem da cana, que exigia muitas horas de trabalho, aponta a professora especialista em história social da escravidão Maria Helena Machado, da Universidade de São Paulo (USP).

Com o tempo, a garapa também foi se popularizando e, assim como os demais sucos, começou a ser comercializada nas feiras livres.

Em paralelo, o pastel, que nasce em lanchonetes, também chega a esse comércio quando os imigrantes japoneses, principalmente os produtores do campo, recorrem às feiras para ter uma relação mais direta com os clientes, relata Márcia.
Daí para a combinação ser feita foi apenas uma questão de alguém comprar a bebida e o alimento, achar a combinação saborosa e recomendar para outras pessoas, diz Lopes.

Equação zerada

Quem nunca trocou o almoço pelo pastelzinho da feira com o caldo de cana? Apesar de ser saborosa, a substituição feita com frequência não é recomendada pela médica nutróloga Valéria Goulart.

“O pastel, do ponto de vista de saúde, não é nada interessante. Porque geralmente (os feirantes) usam aqueles óleos que ficam ali liberando substâncias até cancerígenas, que são esses óleos vegetais saturados que vão liberando gordura trans”, diz.
Além disso, essa gordura diminui o colesterol bom, eleva o ruim e estimula a produção de radicais livres, que são substâncias químicas tóxicas.

Com isso, o alimento acaba até anulando os benefícios do caldo de cana, que reduz os níveis de radicais livres, devido à sua característica antioxidante.

A garapa é considerada um combo de nutrientes, rica também em fósforo, magnésio, sódio, ferro, carboidratos e vitaminas. Um dos seus benefícios mais comuns é o efeito energético, gerado por causa do açúcar. Por isso o caldo é recomendado durante e após exercícios intensos.

Para quem sofre com o intestino preso, a garapa também pode ser uma aliada, pois ela ajuda a melhorar a função hepática do fígado, que produz a bilirrubina, que, por sua vez, ajuda misturar as gorduras, o que acaba tendo um efeito laxante e alivia dores intestinais.

As outras vantagens vão desde função calmante, ajudando a amenizar o estresse, à proteção do sistema neuronal, que previne doenças degenerativas, como o Mal de Parkinson.

Fonte: G1.

PIB do Brasil cai 0,1% no 3º trimestre e país entra recessão técnica

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O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu 0,1% no 3º trimestre de 2021, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, confirmando a entrada do país em uma nova recessão técnica, segundo divulgou nesta quinta-feira (2) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a igual período de 2020, o PIB cresceu 4%.

O resultado do 2º trimestre foi revisado para uma queda de -0,4%, resultado pior do que a leitura inicial de queda de 0,1%. A recessão técnica é caracteriza por dois trimestre seguidos de retração.

Os dados oficiais reforçam a leitura de forte desaceleração da recuperação após o PIB ter conseguido retomar no início do ano o patamar pré-pandemia.

“O PIB está no patamar do fim de 2019 e início de 2020, período pré-pandemia, e ainda está 3,4% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014”, destacou o IBGE.

Apesar da alta de 1,1% nos serviços, que respondem por mais de 70% do PIB nacional, a queda no 3º trimestre foi pressionada para baixo por conta da queda de 8% na agropecuária e também pela queda de 9,8% nas exportações de bens e serviços. Já a indústria ficou estagnada.

Pela ótica da despesa, os investimentos tiveram queda de 0,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Já o consumo das famílias teve expansão de 0,9% e a despesa de consumo do governo cresceu 0,8%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é o principal indicador usado para medir a evolução da economia.

Piora das expectativas

A economia brasileira vem perdendo o ímpeto mesmo com a reabertura do setor de serviços e fim de boa parte das medidas restritivas lançadas no país para frear o avanço da Covid-19 desde o começo do ano passado.

Desde setembro, as projeções para a economia têm sido revisadas continuamente para baixo, em meio à disparada da inflação e aumento das incertezas fiscais após as manobras do governo para driblar o teto de gastos e abrir espaço no Orçamento no ano eleitoral de 2022.

As preocupações com a saúde das contas públicas, o desemprego ainda elevado e a elevação em ritmo acelerado da taxa básica de juros para conter a inflação vêm provocando uma redução da confiança de empresários e consumidores.

Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a inadimplência subiu em novembro, para o maior patamar do ano, com 26,1% das famílias relatando ter dívidas ou contas em atraso.

A média atual das projeções do mercado financeiro apontam para alta de 4,78% do PIB em 2021 e de 0,58% em 2022, bem abaixo da média global e a pior perspectiva entre os países do G20. E parte dos analistas apontam para o risco de retração no ano que vem.

A inflação deve fechar o ano acima de 10% e a projeção para o IPCA de 2022 foi elevada para 5% – no limite do teto da meta do governo, de acordo com o último boletim Focus do Banco Central. Já para a Selic, a previsão é que ela suba na próxima semana a 9,25% ao ano, chegando a 11,25% ao ano em 2022. Vale lembrar a taxa básica de juros abriu o ano na mínima histórica de 2% ao ano.

Em 2020, no primeiro ano da pandemia, a economia brasileira registrou um tombo de 4,1%, registrando a maior contração desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996, o que tirou o Brasil da lista das 10 maiores economias do mundo.

Fonte: G1.

Prefeitura de SP decide cancelar réveillon 2022 e manter obrigatoriedade do uso de máscara

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A Prefeitura de São Paulo decidiu cancelar o réveillon 2022 e manter a obrigatoriedade do uso de máscaras na cidade.

Segundo secretário municipal da Saúde, medida será anunciada nesta manhã pelo prefeito de SP, após resultado de estudo sobre a situação epidemiológica da cidade, feito pela própria gestão municipal, apontar necessidade de cautela.

Ricardo Nunes (MDB) viajou com o governador João Doria (PSDB) aos Estados Unidos e falará com a imprensa em Nova York.

Ano novo na Av. Paulista

No final de novembro, a Prefeitura de SP anunciou o planejamento do tradicional réveillon 2022 na Avenida Paulista.

A realização do evento foi condicionada ao “quadro epidemiológico da pandemia”, mas sustentada como viável até a última terça (30).

No início da semana, o prefeito Ricardo Nunes chegou a dizer que a festa seria mantida.

O cancelamento ocorre após a confirmação de três casos da variante ômicron, sendo dois deles na capital paulista e um na cidade de Guarulhos, na Grande SP.

Ainda de acordo com a gestão municipal, um estudo próprio apontou a necessidade de manter o uso de máscaras na cidade e evitar grandes eventos que promovam aglomerações.

Uso de máscaras

A gestão municipal previa flexibilizar o uso de máscaras em ambientes externos no dia 11 de dezembro, conforme cronograma do governo estadual.

Entretanto, aguardava o resultado de um estudo próprio para definir a data.

O governo de São Paulo também deve anunciar nesta quinta se manterá ou não liberação das máscaras em locais ao ar livre no dia 11 deste mês.

Outros estados

Prefeituras de ao menos 15 capitais brasileiras anunciaram cancelamento total ou parcial das festas de réveillon por conta da Covid: Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Palmas, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Luís e Vitória.

Variante ômicron

A variante ômicron – também chamada B.1.1529 – foi reportada à OMS em 24 de novembro de 2021 pela África do Sul. De acordo com OMS, a variante apresenta um “grande número de mutações”, algumas preocupantes. O primeiro caso confirmado da ômicron foi de uma amostra coletada em 9 de novembro de 2021 no país.

No Brasil, três casos foram confirmados pelo Instituto Adolfo Lutz. Todos são monitorados, apresentam sintomas leves e passam bem.

Na terça (30), autoridades sanitárias holandesas afirmaram que a variante já estava presente na Holanda no dia 19 de novembro – uma semana antes do que se acreditava e antes da OMS classificar como variante de preocupação.

A primeira imagem da variante ômicron do coronavírus revelou mais que o dobro de mutações que a da variante delta.

Primeira imagem da variante ômicron revela mais que o dobro de mutações que a delta

Fonte: G1.

‘Fui abençoado’, diz turco com o maior nariz do mundo segundo livro dos recordes

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O turco Mehmet Ozyurek permanece como o maior narigudo do mundo há mais de duas décadas, segundo o livro dos recordes.

“Eu amo o meu nariz, é claro… eu fui abençoado”, disse em entrevista ao Guinness World Records.

Ozyurek, com seus 8,8 centímetros, é considerado o homem vivo com maior nariz desde 2001, quando teve sua primeira medição oficial.

“Eu amo essa minha característica”, disse o narigudo. “O mundo também, o Guinness e, é claro, minha esposa!”

Apesar de nariz e orelhas crescerem durante a vida, o de Ozyurek continua com a mesma medida há 20 anos – pouco maior que uma carta de baralho, da base à ponta.

Ozyurek nasceu na Turquia em 1949 é um célebre morador da cidade de Artvin, no nordeste do país, a mil quilômetros da capital Ancara.

Ele explicou ao livro dos recordes que acredita que seu narigão seja uma característica genética, que herdou do pai e dos tios, que também tinham narizes avantajados.

“Nenhum médico conseguiu me explicar o porquê”, ponderou Ozyurek.

O turco, no entanto, diz que nem sempre levou essa sua característica especial com tranquilidade. Quando criança, sofria bullying dos amigos.

“Eles me chamavam de narigão para me deixar mal”, lamenta. “Mas eu resolvi olhar para mim. Eu olhei no espelho e me descobri.”

“Deus me fez assim, não tem nada que pode ser feito contra isso. Eu aprendi a viver em paz com meu físico”, disse Ozyurek.

Fonte: G1.

Polícia diz que fazendeiro trocou tiros com homem que pode ser o caseiro suspeito de matar três pessoas em Corumbá de Goiás

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A Polícia Militar apura uma troca de tiros que aconteceu na madrugada desta quarta-feira (1º) entre um fazendeiro e um homem numa chácara a 7 km de Abadiânia. De acordo com a corporação, esse tiroteio pode ser uma pista sobre a localização do caseiro Wanderson Mota Protácio, de 21 anos, suspeito de matar a mulher grávida, a enteada e um fazendeiro em Corumbá de Goiás.

Segundo a polícia, o atirador pode ser o caseiro, que é procurado há três dias na zona rural que divide Abadiânia e Alexânia, para onde ele teria fugido após os crimes.

A informação que chegou para os militares do Batalhão Rural é que o fazendeiro foi surpreendido por dois tiros em sua propriedade: um atingiu a caminhonete dele e o outro não se sabe ainda. Mas todos os disparos foram feitos na direção do homem.

A corporação contou que o fazendeiro não foi atingido pelos disparos. A equipe de patrulha rural foi atender a ocorrência e PMs ainda vasculham a área do Lago Corumbá, que é muito próxima de onde o tiroteio aconteceu.

O dono da fazenda relatou aos policiais que revidou os tiros e também usou sua arma para atirar contra o suspeito, mas não sabe se ele foi atingido porque o local estava muito escuro.

Triplo homicídio

Os três assassinatos em Corumbá de Goiás aconteceram no fim da tarde de domingo (28), na fazenda Clementino e Pixico. Segundo a Polícia Civil, primeiro, o jovem matou a mulher dele e a enteada a facadas.

Após matá-las, o caseiro teria ido pedir ao patrão ajuda para a esposa grávida, dizendo que ela estava passando mal. O patrão saiu e foi até a casa ajudar Ranieri. Nesse intervalo, de acordo com a polícia, o caseiro entrou na residência do patrão e furtou um revólver calibre 38.

Com a arma em mãos, ele foi à casa de Roberto Clemente. A mulher do idoso, que sobreviveu e foi levada a um hospital, contou à polícia que o rapaz era conhecido da família. Ele chegou na propriedade e conversou com o marido dela. Os dois tomaram refrigerante juntos. Então, Wanderson sacou a arma e deu um tiro na cabeça do idoso, segundo a sobrevivente.

“A [mulher de Roberto Clemente] tentou correr e o Wanderson disse que a mataria. Mesmo assim, ela correu. Ele a derrubou, bateu em seu rosto e tentou estuprá-la. Não conseguindo, atirou também contra ela, acertando seu ombro. Caída no chão, se fingiu de morta. Então ele pegou a caminhonete da vítima e fugiu. A mulher conseguiu se deslocar até a propriedade vizinha para pedir ajuda”, diz trecho do boletim de ocorrência.

A produtora rural Simone de Jesus contou que ajudou a socorrer a vizinha após o ataque do caseiro.

“Ela falou: ‘Estou muito machucada’”, contou a vizinha.

A caminhonete foi abandonada na GO-225, ainda em Corumbá de Goiás, após sair da pista.

Investigação

Segundo a polícia, até a manhã desta quarta-feira (1º) o suspeito ainda estava foragido. A Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) montou uma força-tarefa com as polícias Civil e Militar e com a ajuda da Rodoviária Federal (PRF) para prender Wanderson.

O delegado Tibério Martins disse que fecharam cerco em três cidades: Corumbá de Goiás, onde os crimes aconteceram, Alexânia e Abadiânia, para onde ele teria fugido. A fuga do trecho entre Alexânia e Abadiânia foi feita de táxi, segundo a polícia.

“O suspeito fugiu para Alexânia, onde pediu ajuda a familiares e até vendeu alguns aparelhos celulares. De lá, ele fugiu para Abadiânia e está escondido na zona rural entre estas cidades”, afirmou o investigador.

A Polícia Civil divulgou telefones para receber denúncias e informações que possam ajudar a prender o caseiro: (62) 98595-6557 ou pelo 197.
Fonte: G1.

Xenobots: como funcionam os ‘robôs Pac-Man’ que podem se reproduzir sozinhos

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O porquê do nome xenobot

A espécie usada na pesquisa é o Xenopus laevis, uma rã africana, por isso o nome do robô é o “xenobot”. Ela que cede as células para os robôs.

Quantas células tem um xenobot

Os cientistas usam 3.000 células-tronco da pele de rã para criar o robô, que tem menos de um milímetro de largura. As células não são especializadas e têm capacidade de se desenvolver em diferentes tipos.

A equipe ressalta que não há nenhum tipo de alteração genética no material orgânico.

Como se reproduzem

De acordo com os cientistas, a reprodução dos xenobots começou espontaneamente. O robô coleta outras células soltas que vão se agregando e, com o passar do tempo, viram um descendente.

Este tipo de replicação é bem conhecida no nível das moléculas, mas nunca foi observada antes na escala de células ou organismos inteiros, disseram os pesquisadores.

O formato esférico inicial, no entanto, não se mostrou o mais adequado.

“Pode gerar filhos, mas o sistema normalmente morre depois disso. É muito difícil, na verdade, fazer com que o sistema continue se reproduzindo ”, diz Kriegman.

Formato de ‘Pac-Man’

Utilizando inteligência artificial (IA) em um supercomputador, um algoritmo foi capaz de testar bilhões de formas para os xenobots. Triângulos, quadrados, pirâmides e estrelas do mar foram analisados para encontrar o que fosse mais eficaz.

“Pedimos ao supercomputador da Universidade de Vermont que descobrisse como ajustar a forma dos pais iniciais, e a IA apresentou alguns designs estranhos depois de meses trabalhando, incluindo um que lembrava o Pac-Man”, disse Kriegman.

De acordo com os pesquisadores, o design certo aumentou muito o número de gerações dos xenobots.

‘Robôs vivos’ são motivo de preocupação?

Saber que pequenos robôs podem se autorreplicar pode gerar uma série de questões sobre a segurança de um experimento como esse, mas os cientistas garantem que os xenobots não sobreviveriam fora do laboratório.

Caso Kiss: começa em Porto Alegre julgamento dos quatro réus no processo do incêndio na boate

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Começa nesta quarta-feira (1º), em Porto Alegre, o julgamento dos quatro réus acusados pelas mortes de 242 pessoas e tentativas de homicídio de outras 636 no incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, em janeiro de 2013.

As sessões iniciam todos os dias às 9h, no plenário do 2º andar do Foro Central da Capital. Quando devem acabar, porém, dependerá da condução do tribunal do júri ao longo das próximas semanas.

A expectativa do Tribunal de Justiça é que demore cerca de 15 dias, pois as atividades serão diárias, inclusive aos fins de semana, até as 23h. Ainda assim, uma série de ritos e protocolos além das sustentações orais e dos interrogatórios precisam ser seguidos.

“Nós temos hoje uma das estruturas mais modernas do Brasil para a realização de atos de instrução criminal. A infraestrutura ali é absurda, tem toda uma logística preparada, as salas são amplas, há salas de apoio para todos os atores que compõem esse cenário. Existe uma preparação que é de muito tempo. São mais de 200 pessoas envolvidas nisso, 20 equipes de trabalho. É, de fato, um desafio imenso esse júri”, afirma o presidente do Conselho de Comunicação Social do TJ-RS, desembargador Antônio Vinícius Amaro da Silveira.

Na manhã desta quarta, por exemplo, o juiz Orlando Faccini Neto abre os trabalhos decidindo os casos de isenção e dispensa de jurados e pedidos formulados pelas partes. Depois, em uma urna com as cédulas de 25 jurados sorteados previamente em uma lista de 150, ele declarará instalados os trabalhos e sorteará sete dentre eles para a formação do Conselho de Sentença.

Defesa e Ministério Público poderão recusar até três jurados sorteados cada um, sem motivar a recusa. Se não houver número para a formação do conselho, o julgamento será adiado.

Instrução plenária

Se confirmado o grupo de jurados, começa a fase de instrução plenária, prevista para iniciar no período da tarde. Nesta etapa, 14 sobreviventes serão questionados pelo juiz, pelo Ministério Público, pelo assistente de acusação e pelos defensores dos réus, nessa ordem.

“Um depoimento de uma testemunha pode durar uma hora como pode durar cinco, seis horas. Depende da riqueza de detalhes que ela vai oferecer e também do detalhamento a ser buscado pelas partes. Não existe uma definição de tempo, é ilimitado”, diz o desembargador.

Depois disso, 19 testemunhas serão ouvidas. Primeiro, as cinco convocadas pelo Ministério Público e, após, as chamadas pelas defesas dos réus – na ordem, Elissandro Callegaro Spohr (5), Mauro Londero Hoffmann (5) e Marcelo de Jesus dos Santos (4). Luciano Augusto Bonilha Leão não indicou testemunhas. A ordem é a mesma da etapa anterior.

Os jurados podem fazer questionamentos às vítimas e testemunhas por intermédio do juiz. Já o Ministério Público, os defensores dos réus e os jurados também poder pedir a realização de acareações entre quaisquer das pessoas ouvidas em plenário, ou seja, colocá-las frente a frente para confronto de depoimentos.

Testemunhas e jurados ficam incomunicáveis com o mundo externo, não tendo acesso a noticiários, redes sociais, telefones e nem podem conversar entre si, sendo acompanhados por oficiais de Justiça.

Por fim, os réus serão interrogados, seguindo a mesma ordem e critérios das etapas anteriores. “Um depoimento não deverá ser interrompido. Vamos prezar para que isso não aconteça, e também não vai se iniciar um depoimento que vá ser muito longo já num período crítico do dia. Isso vai ter que ser muito bem administrado pelo magistrado e em conformidade com as partes envolvidas, para que a coisa aconteça de uma forma bem razoável”, acrescenta Silveira.

Fonte: G1.

Alemanha tem o dia com mais mortos por Covid-19 desde fevereiro

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A Alemanha teve nesta quarta-feira (1º) o registro diário com o mais alto número de mortes por Covid-19 desde fevereiro, com 446 óbitos.

Os hospitais afirmaram que o país pode ter cerca de 6.000 pessoas nas unidades de tratamento intensivo até o fim de dezembro, mais do que no ano passado.

O Instituto Robert Koch, a agência responsável pelo combate às doenças infecciosas, registrou mais de 67 mil casos de Covid-19.

A média móvel de 7 dias do índice de infecção, no entanto, caiu de 452,2 infecções por 100 mil pessoas para 442,9 por 100 mil pessoas.

O governo do país e os governos regionais concordaram em tomar ações mais enérgicas para combater a quarta onda. A ideia é intensificar a campanha de vacinação e restringir os contatos, principalmente das pessoas não vacinadas.

Os políticos já foram criticados por cientistas por demorar demais para tomar ações.

Há propostas como obrigar os clientes a mostrar prova de vacinação para que entrem em lojas ou limitar o número de pessoas em grandes eventos.

Gernot Marx, presidente da associação de médicos intensivistas, afirmou que o número de pessoas na UTI pode ser alto mesmo com a imposição dessas medidas.

Fonte: G1.