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INSS: quase 5 milhões têm de fazer prova de vida até 2022

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A prova de vida ainda precisa ser feita por 4.979.617 de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) até 2022. Segundo levantamento do órgão, feito a pedido do g1, do total de 36.238.880 de pessoas que precisam realizar a prova de vida nos bancos todos os anos, 31.259.263 já fizeram o procedimento entre 2020 e 2021 (até agosto).

Enquanto no ano passado apenas 6,5 milhões de pessoas fizeram a prova de vida devido à suspensão da obrigatoriedade em decorrência da pandemia, neste ano, até agosto, já chega a 24,7 milhões o número de segurados que comprovaram que estão vivos para continuar recebendo os benefícios do INSS.

Os estados com maior número de segurados que ainda não fizeram a prova de vida são São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

A prova de vida é obrigatória para aposentados e pensionistas que recebem benefícios por meio de conta corrente, poupança ou cartão magnético. O procedimento serve para evitar fraudes e garante a manutenção do pagamento.

Calendário

O INSS divulgou um calendário para segurados fazerem a prova de vida e não terem os benefícios suspensos. A comprovação voltou a ser obrigatória a partir de 1º de junho.

Para saber quando a prova de vida deve ser feita, o segurado terá que verificar qual foi a última prova de vida realizada e conferir o calendário. Por exemplo: quem fez prova de vida em novembro de 2019 e não a fez em novembro de 2020, deverá fazê-la até outubro de 2021.

Ainda de acordo com o calendário, os segurados que não fizeram a prova de vida até setembro e outubro de 2020, por exemplo, têm até o dia 30 de setembro deste ano para fazer a comprovação de que estão vivos para continuar recebendo os benefícios.

O segurado fica sabendo que precisa fazer a prova de vida no próprio banco em que recebe o benefício, pelo aplicativo do Meu INSS, caso tenha sido selecionado para fazer a biometria facial, ou pelo telefone 135.

Fonte: G1.

 

Pantanal, 1 ano depois: fotógrafo retrata resiliência após queimada histórica e impacto da seca

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Um jacaré morto, seco e com a pele se confundindo com as crateras do chão do Pantanal. Uma anta no meio de uma reserva que já teve água com os urubus à espreita, só esperando a morte. Ricardo Martins, ganhador do Jabuti de fotografia em 2012, fez uma expedição pelo bioma em agosto e retratou, 1 ano após o fogo histórico, como está o ecossistema da região.

“O Pantanal é um ciclo, ele enche, ele seca, só que eu nunca tinha visto uma seca desse jeito. E conversando com as pessoas de lá todo mundo me falava: muito seco, muito tempo sem chover, e eu vi cenas bem dramáticas, principalmente de jacarés na busca pela água”.

O fotógrafo contou que seu pai “é do bioma” e que, por isso, sempre esteve lá. “Por esse motivo, quis fazer um livro e homenagear a região, que aliás me inspirou a ser fotógrafo de natureza”. Ele está lançando o livro “Pantanal, um patrimônio natural e sua cultura”.

Ricardo Martins andou pela região e chegou a achar que todos os jacarés estavam mortos, mas, em alguns momentos, se surpreendeu.

“Nem passava pela minha cabeça que aquele bicho pudesse estar vivo, para mim ele era pele e osso. Tanto é que nem imaginei, mas, na hora que você chega perto, ele começa a se mexer. Então, pareciam zumbis andando”, contou.

Outra cena marcante, segundo o fotógrafo, foi a de uma anta tentando aproveitar o resto de água em uma reserva que já foi alagada: “Era um tanque de água, e hoje você encontra já totalmente seco. Ela estava se enfiando naquele barro até onde dava, com os olhos fechados de desespero, ali como se fosse um oásis, no meio do nada, e é o que ela tinha. E eu andei no meio dela e ela nem se preocupou de sair de tão exausta. Tinham urubus em volta verificando se ela estava morta”.

Em 2020, o Pantanal registrou o maior número de focos de fogo desde o início do monitoramento do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Pesquisadores estimaram que mais de 17 milhões de vertebrados morreram devido às queimadas.

Veja imagens de Ricardo Martins em sua expedição pelo Pantanal:

Fonte: G1.

Gabby Petito: corpo é achado nos EUA durante buscas pela influenciadora desaparecida

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Um corpo que corresponde à descrição da jovem Gabrielle “Gabby” Petito, de 22 anos, foi encontrado em um parque nacional em Wyoming, nos Estados Unidos, onde a influenciadora digital estava sendo procurada, anunciou o FBI no domingo (19).

O desaparecimento de Gabby Petito, que viajava de carro com o noivo, comoveu o país. Autoridades haviam iniciado uma ampla operação de busca para encontrar a jovem, desaparecida desde o dia 11.

Seus pais tiveram contato com a jovem pela última vez quando ela estava na área do Parque Nacional Grand Teton, no estado de Wyoming, onde o corpo foi encontrado.

“Hoje bem cedo foram encontrados restos humanos que coincidem com a descrição de Gabrielle ‘Gabby’ Petito”, relatou o agente do FBI Charles Jones em entrevista coletiva. “Gostaria de expressar minhas mais sinceras e profundas condolências à família de Gabby”.

Gabby Petito deixou o emprego em julho para viajar pelos Estados Unidos em uma van com o namorado, Brian Laundrie, de 23 anos. Ela documentava a viagem pelo Instagram.

Laundrie voltou sozinho para casa em North Port, no estado da Flórida, há mais de duas semanas, com a van de Gabby. Ele foi declarado “pessoa de interesse” pelos investigadores e desapareceu.

Os pais de Laundrie não o veem desde terça-feira (14), segundo a polícia de North Port, que agora trabalha em um caso de “desaparecimento múltiplo”.

Fonte: G1.

Alta do IOF entra em vigor e encarece o crédito a partir desta segunda; veja como ela pode afetar o seu bolso

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O crédito para pessoas físicas e jurídicas fica mais caro a partir desta segunda-feira (20), quando começam a valer as novas alíquotas do IOF, (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários) anunciadas pelo governo para financiar o novo Bolsa Família.

O decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro eleva a alíquota do IOF nas operações de crédito efetuadas por pessoas jurídicas (empresas) da atual alíquota anual de 1,50% para 2,04%, e para pessoas físicas dos atuais 3,0% anuais para 4,08%.

A alta do IOF vai encarecer o custo do crédito para empresas e famílias e pode ter impactos também na inflação e na atividade econômica. Entre as operações de crédito que passarão a cobrar mais imposto estão o cheque especial, o cartão de crédito, o crédito pessoal e os empréstimos para empresas.

A mudança valerá até 31 de dezembro. De acordo com o governo, a alta do IOF permitirá uma arrecadação extra de R$ 2,14 bilhões para custear o novo Bolsa Família.

Veja abaixo os impactos da medida na economia e simulações de como o aumento do IOF pode afetar o seu bolso.

Mais imposto = crédito mais caro

A elevação do IOF irá encarecer o custo de empréstimos e financiamentos. Isso porque, além das taxas de juros cobradas pelos bancos, o imposto cobrado pelo governo sobre as operações vai subir.

No crédito pessoal, por exemplo, além dos juros cobrados pelos bancos, o consumidor paga atualmente R$ 33,73 de IOF num empréstimo de R$ 1.000, com prazo de pagamento de 12 meses. Com a nova alíquota, passará a pagar R$ 44,61 – R$ 10,88 ou 32,25% a mais de imposto.

Para a pessoa jurídica, o IOF num empréstimo de R$ 10 mil para capital de giro para pagamento em 12 meses subirá de R$ 187 para R$ 242, uma alta de 28,98%, de acordo com a simulação.

Ribeiro explica que o aumento do IOF impactará não só novas contratações de crédito como também refinanciamentos, ou seja, rolagem de dívidas, e operações de antecipação de recebíveis.

“Os juros já estão subindo por conta a subida da Selic e agora temos o aumento do IOF. Ou seja, o custo Brasil se multiplica significativamente”, afirma o CEO da ROIT.
A taxa básica de juros, que no início do ano ainda estava na mínima histórica de 2% ao ano, já sofreu 4 elevações e está atualmente em 5,25% ao ano. Para os próximos meses são esperadas novas altas e parte o mercado já projeta uma taxa de 8% na virada do ano.

Mais pressão na inflação e no PIB

Economistas e tributaristas criticaram a solução encontrada pelo governo para elevar o benefício médio paga aos beneficiários do Bolsa Família. O governo prevê elevar o valor dos atuais R$ 189 para cerca de R$ 300.

“A solução é ruim pois dificulta mais o crescimento do país. Precisamos sim de políticas sociais como Bolsa Família ou Auxílio Brasil, mas que precisam ser perenes. Precisamos de planejamento na área social e não de medidas que funcionem por pouco tempo”, afirma Alvaro Bandeira, economista-chefe do banco Modalmais.

“Os mais afetados são as empresas que foram afetadas pela pandemia e que estavam descapitalizadas, e pessoas físicas sem trabalho e com dívidas”, acrescenta.

A alta do IOF também deve pressionar ainda mais a inflação – que chegou a 9,68% no acumulado em 12 meses até agosto –, uma vez que as empresas que precisarem fazer financiamentos terão que pagar mais caro imposto e provavelmente repassarão esse aumento ao consumidor final.

“As empresas estão passando por dificuldades e, como se diz, empresa não paga imposto, empresa repassa. Isso certamente vai ter efeito no aumento valor de serviços, valor de mercadorias, leia-se inflação”, afirma a tributarista Elisabeth Libertuci, sócia de Lewandowski Libertuci.

Febraban diz que alta do IOF dificulta retomada

Em nota, a Febraban afirmou que o aumento de impostos sobre o crédito, mesmo que temporário, agrava o custo dos empréstimos, em um momento em que o Banco Central precisará subir ainda mais a taxa básica de juros para conter a alta da inflação.

“O resultado é o desestímulo aos investimentos e mais custos para empresas e famílias que precisam de crédito. Esse aumento do IOF é um fator que dificulta o processo de recuperação da economia. Para enfrentar as dificuldades fiscais, evitar impactos negativos no custo do crédito e propiciar a retomada consistente da economia, só há um caminho: perseverarmos na aprovação da agenda de reformas estruturais em tramitação no Congresso”, destacou a federação dos bancos.

‘O certo era fazer corte de despesas’, diz Acrefi
A Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento) também criticou a solução encontrada pelo governo para bancar o seu novo programa social, destacando que o encarecimento do crédito acontece em meio a um cenário de inflação persistente e de piora das expectativas de crescimento para 2022.

“É mais um ônus. A essa altura, com o atual cenário econômico, e com uma carga tributária já elevada, o certo era fazer corte de despesas”, afirma Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi.

Sem impacto nas operações de câmbio

O especialista em direito tributário e econômico Gabriel Quintanilha explica o aumento do IOF atinge apenas operações de crédito, sem efeitos em operações de câmbio.

“Não há nenhum impacto no mercado internacional, pois o câmbio não foi afetado pelo aumento do IOF. É uma medida que demonstra a necessidade do governo em aumentar a arrecadação para que possa financiar um programa social com possíveis reflexos nas eleições do próximo ano”, diz.

Onde é cobrado? Quais operações são isentas?

O IOF é cobrado em operações de crédito, como empréstimos, câmbio, seguro ou operações relacionadas a títulos ou valores mobiliários. O valor da alíquota varia de acordo com a operação. O imposto é recolhido pelos bancos e repassado ao governo.

O IOF é apurado diariamente. Pelas regras atualmente em vigência, a cobrança máxima do tributo é de 3% ao ano para pessoa jurídica e de 6% para pessoa física.

Estão isentas de IOF operações de financiamento imobiliário residencial, empréstimos em moeda estrangeira entre duas pessoas físicas e pagamento de dividendos a um investidor internacional.

Levantamento da tributarista Elisabeth Libertuci mostra que o aumento do IOF anunciado pelo governo afetará as seguintes operações:

  • empréstimo, sob qualquer modalidade, inclusive abertura de crédito;
  • operação de desconto, inclusive na de alienação a empresas de factoring de direitos creditórios resultantes de vendas a prazo: base de cálculo é o valor líquido obtido;
  • adiantamento a depositante: base de cálculo é o somatório dos saldos devedores diários, apurado no último dia de cada mês;
  • empréstimos, inclusive sob a forma de financiamento, sujeitos à liberação de recursos em parcelas, ainda que o pagamento seja parcelado: base de cálculo é o valor do principal de cada liberação;
  • excessos de limite, ainda que o contrato esteja vencido;
  • financiamento para aquisição de imóveis não residenciais, em que o mutuário seja pessoa física.

Fonte: G1.

 

Lava de vulcão nas Canárias chega a casas, e milhares de pessoas fogem

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A erupção do vulcão do parque Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias, a primeira em 50 anos, forçou a retirada de cerca de 5.000 pessoas (entre elas, cerca de 500 turistas), disseram nesta segunda-feira (20) os responsáveis pela operação. A expectativa é que não seja necessário retirar mais gente.

Não há registro de nenhuma morte.

O vulcão entrou em erupção no domingo. A lava tomou casas e florestas. A rocha derretida fluiu em direção ao Oceano Atlântico. Veja abaixo um vídeo do vulcão nesta segunda-feira (20).

Adolescente é atingido nos olhos por spray de guarda civil enquanto gritava de dor no chão

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Um adolescente recebeu spray de pimenta nos olhos por duas vezes durante abordagem da Guarda Civil Metropolitana em frente ao Parque Mutirama, em Goiânia. Um vídeo mostra quando o rapaz, de pé, recebe o primeiro jato e se joga no chão gritando de dor. Ainda caído, a mãe tenta protege-lo, mas ambos são atingidos por segundo jato (assista acima).

A confusão aconteceu na manhã de domingo (19). A GCM relatou que o adolescente “se recusou a se identificar, recusou a aceitar a abordagem” por isso o uso do spray foi necessário como forma de “alerta”.

“Ela foi para notificar o pessoal, só que, já na chegada, eles foram hostilizados pelo pessoal da banca. Se for o caso de excesso, será encaminhado para Corregedoria para que o procedimento seja tomado”, disse o comandante operacional da corporação, Vilmar Rodrigues.

A família contou que o rapaz foi levado para a Central de Flagrantes de Goiânia, ficou apreendido até por volta de 20h e foi liberado.

Confusão

Segundo a Guarda, houve uma denúncia de que a barraca de espetinho estaria atrapalhando uma atividade na quadra e estaria irregular no local.

Imagens feitas durante a abordagem mostram que houve discussão entre os guardas e a família responsável pelas vendas.

Outro vídeo mostra quando um dos GCMs puxa o adolescente pela camiseta e o coloca no chão, enquanto a mãe tenta protegê-lo entrando no meio. Enquanto isso, a irmã filma e diz:

“Olha que absurdo, fazendo isso com ele! Olha que absurdo. Está louco, é?”.

Logo depois, outro vídeo mostra o momento em que o rapaz é atingido nos olhos por spray de pimenta disparado por um guarda. O rapaz está de pé quando é atingido pela primeira vez e se joga no chão, gritando de dor.

Enquanto isso, a irmã grita: “Aqui, gente! Socorro! Socorro!”.

A mãe do adolescente vai ao chão para ajudá-lo e o GCM joga o segundo jato.

Fonte: G1.

Pfizer e BioNTech anunciam que vacina é segura e induz resposta imune em crianças de 5 a 11 anos

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As empresas Pfizer e BioNTech anunciaram, nesta segunda-feira (20), que a vacina desenvolvida por elas contra a Covid-19 é segura e induziu uma resposta imune “robusta” em crianças de 5 a 11 anos.

Os dados são preliminares e ainda precisam passar por avaliação de outros cientistas para serem publicados em revista científica. Até agora, a vacina da Pfizer pode ser aplicada em pessoas a partir dos 12 anos – tanto no Brasil como em outros países.

Veja resumo do anúncio:

  • Os resultados em crianças vêm de testes de fases 2/3 que estavam sendo conduzidos pelas empresas. Participaram 4,5 mil bebês e crianças com idades entre 6 meses e 11 anos de quatro países: Estados Unidos, Finlândia, Polônia e Espanha.
  • Dos 4,5 mil participantes no total, 2.268 tinham idades entre 5 e 11 anos. Essas crianças receberam uma quantidade menor da vacina: duas doses de 10 µg (microgramas) administradas com 21 dias de intervalo. Nas pessoas a partir dos 12 anos, a dose era de 30 µg.
  • As respostas de geração de anticorpos nos participantes que receberam doses de 10 µg foram comparáveis às registradas em pessoas de 16 a 25 anos, segundo a Pfizer. A concentração (título) de anticorpos foi medida um mês após a segunda dose da vacina.
  • A vacina foi “bem tolerada, com efeitos colaterais geralmente comparáveis aos observados em participantes de 16 a 25 anos de idade”, disse a farmacêutica.
  • A empresa afirmou que a dose de 10 µg foi “cuidadosamente selecionada como a dose preferida para segurança, tolerabilidade e imunogenicidade” (geração de anticorpos) em crianças de 5 a 11 anos.
  • A expectativa é de que os resultados da faixa etária de 6 meses até 5 anos sejam divulgados ainda neste ano. Essas idades foram divididas em dois grupos: de 6 meses até 2 anos e de 2 a 5 anos. Ambos os grupos receberam doses abaixo de 3 µg.

A Pfizer e a BioNTech disseram, ainda, que “planejam compartilhar esses dados” com a Food and Drug Administration (FDA), a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e outras agências regulatórias “o mais rápido possível”.

As empresas também anunciaram que “planejam enviar dados do estudo completo de fase 3 para publicação científica”.

Vacinação em adolescentes

No Brasil, a vacina da Pfizer pode ser usada em adolescentes a partir dos 12 anos, segundo autorização concedida em junho pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ela é a única que pode ser aplicada em menores de idade no país até agora.

Na semana passada, entretanto, o Ministério da Saúde determinou que a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos contra a Covid-19 só deveria ser feita naqueles que tivessem deficiência permanente, comorbidades ou que estivessem privados de liberdade.

Antes da mudança de regra, ao menos 22 estados e o Distrito Federal já haviam começado a vacinar essa faixa etária contra a Covid-19 sem determinar outras restrições – como comorbidades ou gestação.

Para justificar a decisão, a pasta afirmou que “os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos”.

A nova determinação do Ministério, entretanto, foi criticada por especialistas e contestada pela própria Anvisa – que afirmou não haver “evidências” que justifiquem a alteração da recomendação para uso da vacina em adolescentes.

Ao menos 20 capitais e o Distrito Federal anunciaram, no fim de semana, que vão continuar vacinando a faixa etária de 12 a 17 anos.

Fonte: G1.

Risco de tsunami na costa brasileira após alerta de erupção de vulcão é remoto, dizem especialistas

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Um alerta amarelo de risco de erupção do vulcão Cumbre Vieja emitido nesta quinta-feira (16) reacendeu a discussão de possibilidade de formação de tsunamis que poderiam atingir a costa brasileira. No entanto, especialistas em geociências e sismologia afirmam que a chance do desastre acontecer é remota.

Localizado na ilha de La Palma, nas Ilhas Canárias, próximo à costa do continente africano, o vulcão, que estava adormecido há décadas, deu sinais de atividades sísmicas.

O alerta emitido pelo governo espanhol indica que não há certeza de abalos, mas que o cuidado se estende para os próximos dias ou semanas.

O Instituto Geográfico Nacional da Espanha detectou 4.222 tremores no parque nacional Cumbre Vieja, em volta do vulcão. Nos últimos dias, além de aumentar o volume de movimentos sísmicos, a intensidade aumentou com abalos que tiveram magnitude superior a 3.

Segundo o pesquisador Saulo Vital, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Coordenador do Núcleo de Estudos e Ações em Urgências e Desastres (NEUD), não existem estudos aprofundados com simulações numéricas sobre os impactos para a costa brasileira, então seria difícil especificar com clareza quais estados seriam afetados por um possível tsunami.

Porém, devido ao formato da costa brasileira, a região do Nordeste se torna a região mais vulnerável, principalmente o litoral setentrional, formado por Ceará, Rio Grande do Norte e nordeste do Maranhão.

Alerta não é preocupação para o Brasil

O professor e pesquisador Saulo Vital explica que existem quatro níveis de alerta, o amarelo é o segundo nível, que trata-se, na verdade, de um estado de observação por causa dos pequenos sismos dos últimos dias. O pesquisador afirma que o alerta é importante, mas não é dos mais graves.

Segundo ele, o que poderia causar uma tsunami seria uma erupção explosiva, ou seja, o desmoronamento de parte do vulcão. Isso porque, de acordo com ele, os sismos que costumam ocorrer na área do Cumbre Vieja são moderados, e o que pode gerar tsunamis são abalos sísmicos de alta intensidade.

Caso haja uma erupção capaz de desestabilizar a estrutura rochosa do vulcão, causando um desmoronamento, essa queda iria gerar um movimento de massas d’água. Esse movimento criaria altas ondas, que atingiriam toda a costa do Atlântico.

O coordenador do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Aderson Nascimento, explica que nenhum alerta foi feito ao órgão.

“Essa chance é muito pequena de acontecer. A gente como órgão de sismologia, ninguém soube de nenhum alerta que foi emitido pelo serviço geológico espanhol ou algum órgão oficial dizendo que isso está acontecendo”.

Ele compartilha a opinião do pesquisador paraibano e afirma que não há motivos para preocupação com um desastre tão grande no Brasil.

“A gente não tem essa preocupação no Brasil, porque esse evento é muito pouco provável”, diz. “Agora, eu não estou dizendo que a chance é zero de acontecer, eu estou dizendo que é muito baixa”.

Falta de plano de contingência é preocupação

Apesar dos alertas não demonstrarem riscos iminentes, a ausência de plano de contingência preocupa os especialistas em desastres. A preparação para lidar com fenômenos naturais que resultam em grandes estragos é uma das agendas desses pesquisadores, que reafirmam as problemáticas do Brasil nesse sentido.

Para o pesquisador Saulo Vital, acreditar que as chances são baixas é importante para não gerar alarde, mas assumir que, quando se trata de natureza, o imprevisível é possível deve ser um motivo para que o poder público se atente a preparar as cidades e proteger a população.

“Não há, por exemplo, um plano de contingência para fenômenos assim em João Pessoa, assim como várias outras cidades, é necessário que haja essa preparação para reduzir os danos”, explica.

Pesquisa levantou a possibilidade de tsunami

A pesquisa mais conhecida sobre o fenômeno foi publicada pelo pesquisador Mauro Gustavo Reese Filho, da Universidade Federal do Paraná.

O trabalho observou que o Oceano Atlântico não é famoso pela sua capacidade de gerar tsunamis, mas que o vulcão ativo Cumbre Vieja poderia ser o agente responsável por um evento desta natureza na região.

Segundo o pesquisador, “uma próxima erupção poderia desestabilizar a encosta da ilha e gerar um tsunami que percorreria distâncias transatlânticas, que atingiria praticamente todos os países banhados pelo Oceano Atlântico”, atesta no estudo.

Apesar do risco, pesquisas publicadas no exterior indicam que casos como esse são raros e nunca foram registrados na história. A distância entre João Pessoa e a Ilha de Palmas é de 6.309,41 quilômetros.

Tsunami na costa do Brasil em 1755

Uma pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro encontrou evidências da chegada de um tsunami em praias da costa brasileira em 1755, como resultado de um terremoto que atingiu Lisboa. A onda gigante atravessou o Atlântico e causou estragos na costa brasileira. O estudo foi liderado pelo professor Francisco Dourado, do Centro de Pesquisas e Estudos sobre Desastres.

Ao todo, foram 270 quilômetros de trabalho de campo em 22 praias entre Rio Grande do Norte e o sul de Pernambuco, com quatro pontos de coleta de amostras. Mas a onda gigante atingiu toda a costa nordestina, com relatos de ter chegado também ao Rio de Janeiro, no sudeste do País.

“No material coletado, a gente vê elementos químicos que não eram pra ser encontrados ali. Eram pra ser encontrados em regiões com mais profundidade. Ou seja, algo trouxe aqueles elementos até ali. Da mesma forma, há vestígios de microanimais que não deveriam ser encontrados na praia”, afirmou o pesquisador à UERJ na época da pesquisa.

Na região da praia de Lucena, na Paraíba, as ondas variaram entre 1,8 e 1,7 m de altura. Na região de Pitimbu, no mesmo estado, a altura das ondas ficou entre 1,5 e 1,1 m; na região pernambucana de Tamandaré, variou entre 1,9 e 1,8 m. As ondas não chegaram muito altas, mas o volume de água foi grande.

As ondas inundaram até 4 quilômetros distantes da linha de costa, principalmente em locais com influência de rios, nas proximidades da Ilha de Itamaracá (PE). Em Tamandaré a inundação foi de até 800 metros. Já em Lucena foi de aproximadamente 300 metros.

Fonte: G1.

Mulher recebe cachorro morto após banho em pet shop no DF e se desespera

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Uma moradora de Brasília tenta descobrir a causa da morte de seu cachorro, Flock, da raça Lulu da Pomerânia. Cerca de duas horas após levá-lo para banho e tosa, em um pet shop da Asa Norte, ela foi informada pelos atendentes de que o animal passou mal durante a secagem.

Em vídeo publicado nas redes sociais, a empresária Larissa Marques chora com o cão no colo. “Eles devolveram meu filho morto”, diz, aos prantos.

O caso ocorreu na quarta-feira (15), na Clínica Veterinária Personal Dog, e é investigado pela Polícia Civil. Em nota, o estabelecimento disse que o animal “desmaiou” durante a secagem, e que “recebeu todos os procedimentos de primeiros socorros aplicáveis, incluindo técnicas de reanimação cardiorrespiratória”, no entanto, não resistiu.

Conforme a 2ª DP, da Asa Norte, responsável pela investigação, o pet shop também registrou uma ocorrência contra a dona do cachorro. Segundo os responsáveis pela loja, a mulher quebrou equipamentos da clínica após o ocorrido.

De acordo com a PCDF, a tutora do cachorro foi autuada por dano.

Investigação

Segundo Larissa, Flock era um cachorro jovem, sem qualquer histórico de doenças pré-existentes e já tinha tomado banho no mesmo local outras vezes. Ela conta que deixou o animal no pet shop por volta das 10h de quarta-feira.

“Quando foi 12h30 avisaram que tinha uma intercorrência e que a gente precisava ir até o pet. Eu e meu marido saímos correndo de casa e, chegando lá, fomos avisados que o Flock tinha falecido”, diz Larissa.
Larissa afirma que, ao examinar o corpo de Flock, encontrou machucados (foto acima). Ela encomendou um exame de autópsia do animal, que será feito pela Universidade de Brasília (UnB). O resultado será apresentado à Polícia Civil.

Segundo a empresária, o veterinário “não soube dizer” o que ocorreu. “Falou que não sabia o que aconteceu, não me deu nenhum esclarecimento”.

O que diz o petshop?

“Ontem, dia 15 de setembro de 2021, recebemos a senhora Larissa Carvalho e seu cão, o spitz alemão FLOCK, para realização de banho. O animal foi recepcionado na Clínica Veterinária Personal Dog às 9:30h e estava aparentemente saudável e bem.

O banho foi feito sem intercorrências. Passou-se então para a secagem dos pelos de FLOCK, com secador comum e utilizando as melhores e seguras práticas veterinárias. Durante esse processo, por volta das 11:00h, notou-se que Flock havia desmaiado, sendo trazido às pressas para a Clínica. O animal foi examinado e recebeu todos os procedimentos de primeiros socorros aplicáveis, incluindo técnicas de reanimação cardiorrespiratória.

Flock estava hipotenso e, apesar de todos os esforços de nossa equipe, não melhorou. Ao meio-dia seu falecimento foi infelizmente constatado, sendo a senhora Larissa Carvalho imediatamente contactada e avisada a respeito do acontecido.

Nós da Personal Dog nos solidarizamos com a família de FLOCK e entendemos perfeitamente a dor que a morte de um animal querido causa a uma família. Dessa maneira, colocamos-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos necessários à família ou autoridades sobre o ocorrido, reforçando nosso posicionamento a favor dos animais e seu bem-estar”.

Fonte: G1.

Voo da SpaceX com civis: primeiras fotos dos tripulantes são divulgadas

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A missão Inspiration4, levada à órbita da Terra pela SpaceX na última quarta-feira (15), divulgou na madrugada de sexta (17) as primeiras imagens dos tripulantes no espaço.

As fotos mostram os integrantes da missão no domo de vidro da cápsula, que oferece uma visão de 360º do espaço (veja todas mais abaixo).

O bilionário Jared Isaacman, a assistente médica Hayley Arceneaux, o engenheiro aeronáutico Chris Sembroski e a professora de geologia Sian Proctor orbitam a 590 quilômetros acima do nível do mar. Todos são novatos no espaço.

A SpaceX afirma que esta é a maior janela de observação com peça única a ser levada ao espaço. Ela fica no nariz da cápsula Crew Dragon, que pode ser aberto durante o voo.

“A tripulação da Inspiration4 teve um primeiro dia incrível no espaço! Eles completaram mais de 15 órbitas ao redor da Terra desde a decolagem e fizeram uso total da cúpula”, escreveu a equipe no Twitter.

A missão Inspiration4, bancada por Isaacman, fundador da empresa de comércio eletrônico Shift4 Payments, realiza ações beneficentes em prol do St. Jude Children’s Research Hospital, um centro de tratamento de câncer pediátrico.

O objetivo é arrecadar US$ 200 milhões para o hospital, que publicou em seu perfil do Twitter que seus pacientes conversaram com os tripulantes na quinta (16) e fizeram perguntas a eles – ainda não há gravações ou registros desse momento.

A expectativa é que os tripulantes retornem à Terra 3 dias após o lançamento, que ocorreu na quarta-feira. Ainda não foi divulgado o dia e o horário exato porque é preciso que as condições climáticas estejam adequadas.

Durante esse período em órbita, eles terão o sono, a frequência cardíaca, o sangue e as habilidades cognitivas examinadas.

Os tripulantes passarão por testes depois da missão para um estudo do impacto da viagem em seus corpos. A ideia é acumular dados para futuras missões com passageiros privados.

Fonte: G1.