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CPI pediu buscas no Ministério da Saúde na operação desta sexta, mas PGR opinou contra

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A CPI da Covid pediu buscas também no Ministério da Saúde na operação da Polícia Federal desta sexta-feira (17), mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) opinou contra, e o pedido acabou negado pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A PF saiu às ruas nesta manhã para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços da empresa Precisa Medicamentos. A operação foi pedida pela CPI e autorizada por Toffoli.

A CPI quer documentos sobre a negociação da vacina indiana Covaxin. A Precisa, que intermediou o contrato de compra entre o laboratório indiano Bharat Biotech e o governo federal, é investigada por supostas irregularidades no acordo.

Ao pedir buscas também no Ministério da Saúde, a CPI queria especialmente documentos do departamento de Logística da pasta. O ex-diretor da área, Roberto Dias, foi demitido após denúncias envolvendo a atuação dele na compra de vacinas.

A PGR, no entanto, entendeu que buscas no ministério poderiam comprometer informações “sigilosas e sensíveis” que não fazem parte do escopo da CPI.

“Se deferida a medida em tela, de forma precipitada, informações sensíveis e sigilosas, que não dizem respeito ao objeto da CPI, podem ser indevidamente capturadas, e prejudicar o interesse público da função exercida naquele ministério”, escreveu a procuradoria.

Recusa de entrega

Segundo os senadores, a CPI requisitou à Precisa todos os contratos firmados com a Bharat Biotech, inclusive aqueles que têm cláusula de confidencialidade, e também o contrato firmado entre a empresa e o laboratório indiano. Mas a CPI disse ter recebido apenas o memorando de entendimentos.

A PGR concordou com buscas em endereços da Precisa.

“Não se afigura razoável negar à CPI o fornecimento de documentos indispensáveis ao exercício do seu múnus [tarefa] público consistente na elucidação de possíveis crimes, com vistas a preservar a intimidade da citada empresa privada.”

Em depoimento na CPI no dia 14 de julho, a diretora-executiva da Precisa Emanuela Medrades foi questionado pelos senadores sobre detalhes do contrato com a Bharat. Eles pediram que Medrades mostrasse o contrato. Mas a executiva alegou que era um documento confidencial.

“Na questão da participação da Precisa, ela tem cláusula de confidencialidade, e eu não tenho autorização para compartilhar aqui”, afirmou Medrades na ocasião.

Fonte: G1.

‘Na hora, eu só senti medo’, diz pai de bebê de 1 ano picado por cobra em SC

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A família de Benjamin Vicente Machado, de 1 ano e meio, respira aliviada após três dias de internação do menino no Hospital Santo Antônio, em Blumenau, no Vale do Itajaí. O bebê foi picado no pé esquerdo por um filhote de jararaca na segunda-feira (13) enquanto brincava no quintal da casa da avó.

Na tarde de quarta (15), o garoto foi avaliado pelo corpo médico do hospital e recebeu alta.

“Estamos aliviados e cansados psicologicamente e fisicamente por estes dias no hospital. Ele ficou muito assustado [na hora da picada]”, afirma o pai, Paulo Henrique de Almeida Machado.

A serpente foi levada junto com o bebê para o hospital e, no atendimento, a equipe conseguiu identificar a espécie e encontrar o antídoto. Foi um vizinho que matou o animal e ajudou a família.

“Ainda não consegui conversar direito com o vizinho, mas ele já é conhecido da família. Sempre está presente e é um cara muito bacana. Com certeza a gente pretende agradecê-lo”, afirma.

Medo e pressa

Momentos depois da picada, a família afirma que foi imediatamente para o hospital. Na cabeça de Paulo, além do medo, a pressa também foi imperativa.

“Na hora, eu só senti medo. Eu sabia que eu não podia chorar e nem sentir fraqueza. Era só o medo e a pressa que me invadiam naquele momento”, relembra.

Paulo conta que, na hora da picada, além do susto, ele lembrou o que aconteceu com o menino de 2 anos de Salete, na mesma região, que morreu após ser picado por um animal não identificado.

“A gente que tem filho, essas coisas [da morte do garoto picado] doem na gente de um jeito absurdo. Minha recomendação para os pais, quando lemos uma matéria como essa de Salete, é que levantem da cadeira e vão em seus jardins, vão na calçada, olhem embaixo da cama. Atitude, essa é a palavra. Levantar e fazer”, recomenda Paulo.

Ele afirma que, na semana passada, já havia limpado a área externa onde aconteceu o acidente com Benjamin. Para o pai, o esgoto e o lixão a céu aberto, que existem próximos a região onde a casa fica, podem ter contribuído para o aparecimento da cobra no quintal da casa da família.

Picada

A picada ocorreu na segunda-feira (13). Paulo afirmou que o filho brincava no quintal da casa da avó no final da tarde quando ocorreu o acidente. O menino corria atrás de uma bola e começou a gritar e a chorar quando foi picado.

Um vizinho encontrou a cobra perto do bebê, matou-a, colocou o animal em um pote e a família levou até a unidade de saúde. Com o filhote de jararaca identificado, a equipe prestou o atendimento com o soro antiveneno para a picada.

“A médica atentamente bateu foto da cobra e mandou para o órgão responsável. Em poucos instantes já tivemos a resposta de que era um filhote de jararaca e a doutora iniciou com o antídoto e a hidratação”, disse o pai.

Após a identificação, a cobra foi descartada.

O que fazer em caso de picada?

  • Caso seja picado por uma cobra, não se deve amarrar o local. Segundo o biólogo Christian Lempek, o torniquete pode aumentar o risco de necrosar o local e resultar até em amputação;
  • Não se deve cortar o local, fazer perfurações ou sucção;
  • O local da picada deve ser lavado com água e sabão;
  • A vítima deve ser levada o mais rápido possível ao hospital;
  • É importante tentar identificar a serpente (pode ser por foto, se possível) pois isso facilitará para escolha do soro antiofídico a ser aplicado.

Onde ligar

  • Entrar em contato com os Bombeiros (193) ou com a Polícia Ambiental da sua cidade (190);
  • Em caso de acidente com serpente, entre em contato com o Samu (192), os Bombeiros (193) ou se dirija ao hospital público mais próximo;
  • Em caso de dúvidas ou orientações sobre procedimentos de primeiros socorros, ligue para o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), pelo telefone: 0800 643 5252.
  • Moradores de Jaraguá do Sul podem ter atendimento na Fujama pelo telefone (47) 3273-8008, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h.

Fonte: G1.

Piloto e copiloto mortos em queda de avião são velados nesta quinta-feira em Piracicaba

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O piloto e copiloto mortos em acidente aéreo, em Piracicaba (SP), na terça-feira (14) serão velados e enterrados nesta quinta-feira (16). Os corpos dos dois foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) na tarde de quarta-feira.

No mesmo acidente morreram o empresário sócio da Raízen Celso Silveira Mello Filho, de 73 anos, sua mulher e três filhos. A família foi velada na quarta, em um espaço de eventos em Piracicaba, e depois houve cortejo até o Cemitério da Saudade.

O velório do piloto Celso Elias Carloni, de 39 anos, teve início por volta das 8h e segue até às 11h, com sepultamento na sequência, no Cemitério Parque da Ressurreição, em Piracicaba.

Celso trabalhava há quase 20 anos com aviação. Foi comandante desde 2002 até 2008 em uma empresa. A partir de 2008 assumiu posto como copiloto em outra e, desde 2008, atuou comandante em mais quatro empresas. Celso era piracicabano, mas atualmente morava em Sorocaba (SP).

Já o copiloto Giovanni Dedini Gullo, de 24 anos, será velado a partir das 10h, também nesta quinta, na sala 6 do Velório da Saudade, em Piracicaba. O sepultamento será realizado no Cemitério da Saudade, às 13h.

Giovanni era nascido em São Paulo (SP), mas morava em Piracicaba, onde a família tem uma empresa de equipamentos industriais. A assessoria da empresa preferiu não se posicionar sobre o acidente. Não há informações sobre a carreira dele na aviação.

Investigações

Corpo de Bombeiros, polícia e aeronáutica atuaram durante toda a manhã e tarde da terça-feira no local onde o avião caiu. O caso será investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo apuração da EPTV, afiliada da TV Globo, equipes conseguiram localizar no local do acidente a caixa preta do avião, que é uma espécie de gravador de voz e que deve ajudar nas investigações.

A Força Aérea Brasileira informou que os investigadores do Cenipa vieram para Piracicaba para identificar indícios, fotografar o local e retirar partes da aeronave para análise, além de ouvir testemunhas e reunir documentos.

Não há prazo definido para a conclusão desse trabalho, que tem o objetivo de evitar que novos acidentes com as mesmas características ocorram, segundo o órgão.

A Polícia Civil informou que vai investigar o caso por meio do 4º Distrito Policial. Foram requisitadas perícias ao Instituto de Criminalística (IC) e Instituto Médico Legal (IML). Também não há prazo para a conclusão da investigação policial.

O acidente

A aeronave caiu em uma área de mata no bairro Santa Rosa e, com a explosão, um incêndio teve início no local.

Segundo o Corpo de Bombeiros, no avião bimotor modelo King Air B200, ano 2019, prefixo PS-CSM, estavam o sócio da Raízen Celso Silveira Mello Filho, 73 anos, sua esposa Maria Luiza Meneghel, 71 anos, e os 3 filhos do casal: Celso Meneghel Silveira Mello, 46 anos, Camila Meneghel Silveira Mello Zanforlin, 48 anos, e Fernando Meneghel Silveira Mello, 46 anos. Também morreu o piloto Celso Elias Carloni, 39 anos, e o copiloto Giovanni Dedini Gullo, 24 anos.

As vítimas foram carbonizadas e morreram no local. O Corpo de Bombeiros localizou os sete corpos ainda durante a tarde.

Ainda de acordo com os bombeiros, o avião saiu do Aeroporto Municipal Pedro Morganti, em Piracicaba, com destino ao Pará e caiu logo depois, pouco antes das 9h, em uma área verde ao lado da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec).

A queda da aeronave aconteceu em uma plantação de eucaliptos.

Fonte: G1.

Mega-Sena, concurso 2.409: ninguém acerta as seis dezenas e prêmio vai a R$ 23,5 milhões

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Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.409 da Mega-Sena, realizado na noite desta quarta (15) no Espaço Loterias Caixa, no terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. O prêmio acumulou.

Veja as dezenas sorteadas: 02 – 29 – 39 – 49 – 52 – 58.

A quina teve 23 apostas vencedoras; cada uma receberá R$ 67.950,86. A quadra teve 1.364 apostas ganhadoras; cada uma levará R$ 1.636,85.

O próximo concurso (2.410) será no sábado (18). O prêmio é estimado em R$ 23,5 milhões.

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 4,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Fonte: G1.

Macron anuncia morte do chefe do Estado Islâmico no Grande Saara

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O chefe do Estado Islâmico no Grande Saara (EIGS), Adnan Abu Walid al Sahraoui, foi morto por forças francesas, anunciou o presidente da França, Emmanuel Macron, na madrugada desta quinta-feira (15).

“Adnan Abu Walid al Sahraoui, chefe do grupo terrorista do Estado Islâmico no Grande Saara, foi neutralizado pelas forças francesas”, anunciou Macron.

Ele era considerado o responsável pela maioria dos ataques no Mali, no Níger e em Burkina Faso. “Trata-se de um novo grande sucesso no combate aos grupos terroristas no Sahel”, disse o presidente francês.

Sahraoui é ex-membro da Frente Polisário no Saara e da Al-Qaeda do Magrebe Islâmico e fundou em 2015 o EIGS, grupo que é classificado pelo governo francês como um “inimigo prioritário” na região.

Segundo a RFI (Rádio França Internacional), o terrorista foi morto no mês passado, no vilarejo de Menaka, no Mali, na fronteira com o Níger, durante uma operação militar francesa.

Ataques no Sahel

O Sahel é uma região da África que corta o continente de leste a oeste, entre o deserto do Saara ao norte e a savana do Sudão ao sul.

Dois grupos terroristas atuam na área: o Estado Islâmico no Grande Saara (EIGS) e o Grupo de Apoio ao Islã e os Muçulmanos, vinculado à Al-Qaeda.

Sahraoui ordenou, em 9 de agosto de 2020 no Níger, o assassinato de seis trabalhadores humanitários franceses e do guia e do motorista nigerianos que os acompanhavam.

Entre junho e julho deste ano, o exército francês matou e capturou diversos dirigentes do EIGS.

Fonte: G1.

Entenda a condição rara que fez com que filhos de casal nascessem com mechas brancas no interior de SP

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Olhares curiosos e perguntas sinceras fazem parte do dia a dia da família formada por Isis Besenski e Thiago Menezes. Enquanto muitos querem saber se o casal pinta os cabelos dos filhos, outros questionam se Beatriz, Rafael e Gabriel realmente nasceram com mechas brancas.

“Aconteceu a mesma coisa com os três. Todo mundo perguntava o que era no hospital. Alguns pediram para tirar fotos. Também sempre vemos pessoas olhando para a nossa família quando saímos”, diz Isis.

Três dos quatro filhos herdaram de Thiago uma condição genética rara conhecida como piebaldismo, explica Isis. A principal característica é a mecha branca nos cabelos, mas a condição também pode fazer com que áreas específicas da pele fiquem mais claras.

“Meu marido herdou o piebaldismo do bisavô materno. A condição foi para a avó materna do meu marido e, depois, para a minha sogra. Minha sogra tem seis irmãos, mas só quatro tiveram piebaldismo. O meu marido tem, mas o meu único cunhado não. Dos nossos quatro filhos, somente o Benjamin veio sem. Eu também não tenho”, explica Isis.

Isis e Thiago são de Guarulhos (SP), porém, se mudaram para Votuporanga (SP) há cerca de um ano. Beatriz, de 19 anos, foi a primeira filha do casal a nascer com a mecha branca. Em seguida, Rafael, de 9 anos, e Gabriel, de apenas dois meses.

“Por incrível que pareça, nunca tivemos episódios de preconceito ou algo do tipo. O apelido da Bia no colégio era Frozen, mas ela levava numa boa. Sempre brinco que a autoestima do pessoal em casa é bem alta. O Rafael conta que as meninas dizem que ele é bonito”, conta Isis.

“As gerações mais novas estão vindo mais tolerante com as diferenças. O Thiago, em si, não chama tanto a atenção. Acho que o pessoal acaba pensando que a mecha é por conta da idade. Mas as pessoas ficam olhando para os nossos filhos. Não tem como, né? É diferente, mas levamos numa boa. É bem tranquilo”, complementa.

Afinal, o que é o piebaldismo?

De acordo com a dermatologista Fernanda Cação, o piebaldismo é uma alteração genética que afeta a migração dos melanócitos durante a vida embrionária.

“É uma condição genética autossômica dominante. Autossômico quer dizer que pode afetar tanto o sexo feminino ou masculino. Dominante quer dizer que se um dos pais tem o gene do piebaldismo, ele tem 50% de chance de enviar este gene ao seu filho. E se a criança receber este gene, ela terá o piebaldismo, pois este gene é dominante”, explica.

Combinação de tipos diferentes de vacinas contra a Covid pode ser vantajosa e gerar mais resposta

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A falta de vacina AstraZeneca levou os estados do Rio de Janeiro e São Paulo a utilizar o imunizante da PFizer na aplicação da segunda dose na vacinação contra a Covid-19.

Combinar vacinas de diferentes fabricantes é seguro e eficaz? Os estudos já divulgados sobre o tema apontam que, em determinados casos, a mistura pode sim ser vantajosa e gerar uma maior resposta imune.

A estratégia de Rio de Janeiro e São Paulo é baseada justamente nos dois tipos de vacinas com mais resultados já conhecidos das pesquisas sobre a chamada “vacinação heteróloga” ou “intercambialidade de vacinas”.

Veja abaixo o que se sabe sobre o tema:

Vacina com mais estudos sobre a combinação é a AstraZeneca, que usa a tecnologia de “vetor viral”, ou seja, é baseada em um vírus modificado para introduzir parte do material genético do coronavírus no organismo e induzir a proteção;

Pesquisadores da Universidade de Oxford investigam desde fevereiro de 2020 as combinações;

Primeira pesquisa, batizada de “Com-COV1”, a combinação AstraZeneca e Pfizer em 850 voluntários com mais de 50 anos;

Combinação da 1ª dose de AstraZeneca com a 2ª da Pfizer gerou mais anticorpos e células T do que o regime completo com AstraZeneca;

Na Espanha, estudo CombiVacs, do Instituto de Saúde Carlos III, reuniu 676 pessoas entre 18 e 59 anos. Os resultados divulgados em maio apontam que a mistura AstraZeneca e PFizer resultou em mais que o dobro dos anticorpos gerados por duas doses de AstraZeneca;

Na Coreia do Sul, estudo com 499 profissionais de saúde, concluiu no final de julho que a combinação de AstraZeneca com Pfizer gerou níveis seis vezes maiores de anticorpos neutralizantes;

Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel, de 66 anos, recebeu a 1ª dose de AstraZeneca e depois foi vacinada com a Moderna na segunda dose: objetivo era incentivar nova estratégia de vacinação após o país recomendar a AstraZeneca apenas para maiores de 60 anos. A Moderna também usa a tecnologia do RNA mensageiro (mRNA), capaz de codificar a proteína S da coroa do vírus, e o introduz no corpo com a ajuda de uma nanopartícula de gordura para induzir a proteção natural do corpo.

Pesquisa na Dinamarca apontou que o regime AstraZeneca/PFizer reduziu em 88% o risco de infecção, número comparável aos 90% para o regime exclusivo da PFizer.

No Brasil, desde o fim de junho as grávidas que tomaram AstraZeneca foram autorizadas a receber a Pfizer na segunda dose.

Ministério da Saúde anunciou, em julho, um estudo para avaliar a necessidade de uma terceira dose para os vacinados com CoronaVac: o objetivo é avaliar eficácia da dose de reforço com um imunizante diferente. Resultados ainda não foram divulgados.

Mistura com a Sputnik V
Por causa de problemas no fornecimento da Sputnik V, países da América Latina precisaram adotar tática semelhante. O imunizante russo também utiliza o vetor viral.

Na Argentina, a ministra da Saúde, Carla Vizzotti, anunciou no começo de agosto que os resultados preliminares indicavam resultados “satisfatórios” e “encorajadores” na combinação da Sputnik V com a AstraZeneca. Também houve testes com o imunizante da Sinopharm, mas até então os resultados não foram “conclusivos”.

Fonte: G1.

Polícia de SP prende quadrilha que fingia ser do call center de bancos para furtar dinheiro de clientes

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A Polícia Civil de São Paulo prendeu na terça-feira (14) uma quadrilha que criou um “call center do crime” para furtar dinheiro de contas de clientes de bancos no país.

A 4ª Delegacia de Crimes contra o Patrimônio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) investigou e deteve quatro mulheres. Elas seriam indiciadas por estelionato e associação criminosa.

As mulheres, que têm entre 18 e 19 anos de idade, operavam uma central clandestina com telefones celulares e cinco computadores em Perus, na Zona Norte da capital paulista. Nenhuma delas tinha passagens criminais anteriores. A polícia investiga se mais pessoas participavam do esquema criminoso.

De acordo com a investigação, elas fingiam ser atendentes do call center de bancos, ligando para clientes das agências, de preferência idosos. Segundo a polícia, as falsas atendentes diziam às vítimas que apareceram compras suspeitas nos cartões bancários delas pelo sistema de monitoramento.

E que para checar se a compra era irregular seria preciso digitar a senha do cartão no celular. Em seguida, um programa de computador identificava os números, repassando-os à quadrilha.

Em alguns casos, os bandidos enviavam motoboys para as residências das vítimas. Eles pediam o cartão bancário atual com a falsa promessa de que seria substituído por um novo.

Com o cartão e as senhas dos clientes, o bando fazia saques de dinheiro em caixas eletrônicos e compras online. Para ajudar no ‘disfarce’, as atendentes colocavam músicas de espera dos respectivos bancos das vítimas.

O Deic ainda apura quantas vítimas caíram no golpe e quanto de dinheiro já foi retirado das contas delas. “Cuidado com quem liga para vocês. Essa é uma quadrilha muito articulada, onde geralmente eles usam o telefone fixo. Então cuidado quando receberem ligação via telefone fixo”, disse o delegado Jacques Ejzenbaum, da 4ª Delegacia de Crimes contra o Patrimônio.

Fonte: G1.

Seca vai deixar alimentos ainda mais caros; entenda

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Energia elétrica, combustível, alimentos… o aumento generalizado de preços na economia já apertou muito o orçamento dos brasileiros, que não estão vendo os seus salários acompanharem o ritmo acelerado da inflação.

Com menos renda disponível e desemprego elevado, as famílias já fizeram substituições e diminuíram a qualidade do prato. E a tendência é de que não haja muita trégua nos próximos meses, diante da maior seca no país em 91 anos.

Veja mais abaixo como vão ficar os preços do café, açúcar, hortaliças, carne bovina, frango e ovos, leite, feijão e arroz.

A falta de chuvas que atinge o campo do Centro-Sul desde 2020 já provocou queda na produção de diversas culturas como café, laranja, cana-de-açúcar, milho, carne bovina, feijão, entre outros.

Não bastasse a redução de oferta, o baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas fez com que o governo acionasse as termelétricas, que produzem energia mais cara, elevando, assim, os gastos de produção das fazendas, indústrias e comércios, causando um efeito em cascata em toda a economia.

Como as mudanças climáticas impactam a produção de alimentos

“Os custos com energia elétrica vão ficar pressionados por um bom tempo, afetando, principalmente a agroindústria, que consome mais energia do que os produtores. Naturalmente, isso vai aparecer no preço final dos produtos”, diz Felippe Serigati, professor da Escola de Economia de São Paulo, da FGV.

A volta das chuvas neste mês deve favorecer culturas que são plantadas agora, como a soja. Mas o nível de precipitação ainda é baixo para encher reservatórios, gerando incertezas para as lavouras que dependem de irrigação, como hortaliças, arroz e feijão.
Veja o impacto da seca e a tendência dos preços em cada alimento:

Café pode subir até 40%

O café é uma das culturas que já foi severamente impactada pela seca desde o ano passado. A estiagem nas principais regiões produtoras, como Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, prejudicou a florada e o crescimento dos frutos.

E, em julho, os cafezais sofreram mais um baque com três ondas de geadas. As lavouras atingidas perderam folhas e, em algumas, houve até mesmo morte de plantas.

O resultado será uma produção menor nesta temporada que, naturalmente, seria mais baixa por conta da bienalidade da cultura: ano par é de safra alta, ano ímpar é de safra baixa.

Essa queda de oferta, somada aos custos dos insumos e dólar, deve provocar um aumento de até 40% nos preços do café nos supermercados até setembro, segundo o diretor-executivo Celírio Inácio, da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

Ele explica que 70% do valor final do produto é definido pela cotação do grão no mercado internacional, que disparou nos últimos dias, puxado, dentre outros fatores, pela redução da oferta no Brasil.

Os custos da indústria com energia elétrica também serão repassados para o preço final do café, mas Inácio ainda não sabe precisar de quanto será.

O café é colhido em meados do ano e, nesses meses de setembro e outubro, a chuva é essencial para o desenvolvimento da florada. “Então é preciso que chova o suficiente para que o produtor tenha uma estimativa sobre a sua produção”, afirma Inácio.

Combinação de seca e geadas que afeta preço do café e açúcar
A próxima temporada do café é de safra alta, mas por conta dos problemas climáticos que já ocorreram, essas podem vir menor do que o normal, destaca Renato Garcia Ribeiro, pesquisador da equipe de café do Cepea.

“Estamos vindo de um período de 1 a 2 anos com as plantas sofrendo com a seca, uma geada que derrubou bem as folhas e matou algumas plantas. Então, talvez a gente não tenha uma safra de alta tão alta sim”, afirma.

Açúcar em alta

O açúcar que acompanha o cafezinho também deve continuar pesando no bolso do brasileiro. No acumulado de janeiro a agosto, o preço do refinado já subiu 27%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta é resultado de uma redução da oferta provocada, em boa parte, por uma seca que atingiu as lavouras de cana de abril de 2020 a meados deste ano, explica Antonio de Padua Rodrigues, diretor-técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Somando com as geadas e os incêndios recentes, a expectativa é de que a safra atual tenha uma queda de 75 milhões de toneladas em relação à temporada anterior.

“Se você tem uma redução da oferta, uma quebra agrícola, você impacta preços até um determinado limite, até o incremento da próxima safra que vai acontecer em abril. E aí a gente depende das chuvas que vão ocorrer daqui a até lá”, diz Padua.
“A gente precisa de chuvas de novembro a março, que é o período desenvolvimento da planta, para uma melhora da safra”, acrescenta.

Salada mais ‘salgada’
Cultivo de hortaliças depende de irrigação e preocupação do setor é se terá água suficiente nos reservatórios até o próximo ano.

O cultivo hortaliças é muito dependente da irrigação e, por isso, a principal preocupação do setor é se terá água suficiente nos reservatórios até o próximo ano, diz Margarete Boteon, professora e coordenadora do Projeto Hortifruti Brasil, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

“Apesar de já ter um efeito da estiagem nas folhosas, cenoura, por exemplo, o mais preocupante é quanto a reserva hídrica a partir de outubro e no primeiro semestre de 2022. O maior limitador é não ter disponibilidade para irrigação”, afirma Margarete.
O déficit hídrico pode gerar redução na oferta de hortaliças, que já foram prejudicadas pelas geadas em julho, provocando aumento de preços. Mas, segundo Margarete, não vai dar para colocar tudo na conta da seca.

“Vamos supor que chova e o preço suba da mesma forma. Isso vai acontecer por uma série de variáveis: geadas, custos de produção em alta – os insumos sofrem a influência do dólar, a própria conta de energia para quem irriga -, a disputa por terras para arrendamento com a cultura de soja”, diz.
Segundo Margarete, o repasse do custo de produção para os preços ao consumidor pode ser limitado, entretanto, pelo orçamento apertado das famílias.

Deu pepino: entenda por que a hortaliça foi ‘vilã’ da inflação anual
Pasto mais seco

O setor de carnes também precisa que chova para aumentar a qualidade das pastagens que alimentam os bovinos.

“A base da alimentação é pasto. Se não chove, eu tenho menos produção de pasto, menos boi gordo para o abate e o preço sobe”, diz Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador da equipe de pecuária do Cepea.

Já faz tempo que o consumidor enfrenta preços altos da carne por conta dessa situação e, segundo Carvalho, não deve ter muita trégua.

“Nós já tivemos uma redução da oferta por causa da falta de chuvas desde outubro do ano passado. O primeiro impacto foi a diminuição do boi de pasto. O segundo é o retardamento da engorda dos bezerros que estão desmamando agora”, afirma.
Até os produtores que criam gado em confinamento também enfrentam aumento de custos com o milho e a soja por causa da quebra de safra causada pela seca. Esses grãos viram ração para os animais.

André Braz, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, reforça que a tendência para os próximos meses é de mais alta no preço do carne.

Isso deve ser resultado de um verão que tende a ser “pouco chuvoso”, o que reduz ainda mais a qualidade das pastagens, e de um dólar ainda muito valorizado em relação ao real, estimulando aumento da exportação e queda da oferta interna.

Frango e ovos mais caros

O frango e o ovo, que costumam substituir a carne bovina, também ficarão ainda mais caros nos próximos meses.

Nas granjas, o principal fator de pressão continua sendo os altos preços da ração, que representa 75,8% dos custos de produção, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Já os gastos com energia elétrica, usada para aquecer e resfriar os ambientes, representam apenas 1,35% dos custos dos aviários.

“Nas plantas frigoríficas, o custo com energia é maior e já está sendo repassado para os preços [ao consumidor], junto com outros custos: milho, farelo de soja, papelão, diesel”, diz Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Em 12 meses até agosto, o preço nos mercados do frango em pedaços subiu 25%, enquanto os ovos registraram alta de 23%, segundo o IBGE.

Leite depende de energia

A seca também pode aumentar ainda mais os preços do leite por causa da redução da oferta e aumento dos gastos com energia elétrica.

A falta de chuvas tem prejudicado o desenvolvimento da alimentação volumosa do rebanho, que corresponde às gramíneas das pastagens, silos e fenos.

E, assim como na produção de carnes e ovos, produtores convivem preços altos do milho e soja, além da energia elétrica, diz o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges.

“A atividade leiteira utiliza energia elétrica para equipamentos como bombas de água, ordenhadeiras mecânicas, tanques resfriadores de leite, ventiladores, sistemas de irrigação, principalmente nos sistemas com maior tempo confinado ou irrigação”, diz Borges.
Ele afirma que, em algumas propriedades, como as com pastejo rotacionado irrigado, o gasto com energia elétrica pode chegar até 50% do custo total de produção.

Faltou água para o feijão

Os efeitos da crise hídrica ainda não foram totalmente repassados para os preços do feijão, que devem ter aumento daqui até o início de 2022, diz Marcelo Eduardo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais (Ibrafe).

A alta do valor do alimento nos supermercados deve ocorrer por causa de uma queda na oferta da leguminosa em função da seca que atingiu as lavouras. Sem chuvas suficientes desde o ano passado, o desenvolvimento do feijão das 1ª e 2ª safras foi prejudicado, principalmente no Paraná, que é o principal estado produtor do grão.

Além disso, parte dos agricultores desistiram de plantar a 3ª safra entre maio e julho, que depende de 95% de irrigação, por causa da insuficiência de água nos reservatórios.
Para o próximo ano, a Conab prevê um aumento da produção do feijão, mas destaca que a crise hídrica continua sendo um dos principais fatores que podem prejudicar essa estimativa.

A menor oferta já impactou os preços no campo. O valor médio pago ao produtor pela saca de feijão chegou a R$ 288,22 em agosto, alta de 30% contra igual mês de 2020. Até julho do próximo ano, a Conab estima que a saca deve subir mais, para algo em torno de R$ 310,13.

Lüders diz, no entanto, que os custos para produzir também subiram, como a conta de energia (nas áreas irrigadas esse custo pesa mais) e preços de insumos, como fertilizantes e defensivos, que sofrem a influência do dólar.

Segundo ele, consumidor ainda não sentiu totalmente os efeitos da seca nos preços pois há um pico de colheita de feijão nos meses de agosto e setembro. Passados esses meses, os impactos devem começar a aparecer.
“Com as perdas que aconteceram, o mercado, mais do que nunca, tem sido pressionado para manter os preços. Por outro lado, temos uma limitante que é o consumidor”, afirma.

Arroz vai continuar caro

A maioria da produção do arroz é irrigada e, por isso, os custos de produção aumentam com a conta de energia em alta. Os produtores também dependem dos níveis dos reservatórios para definirem a área que será plantada a partir desse mês.

No Rio Grande do Sul, que responde por 70% da produção nacional, os reservatórios ainda não estão 100% e a previsão é de pouca chuva nos próximos dias, diz João Batista Camargo Gomes, diretor comercial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

“Dois fatores influem diretamente na intenção de plantio. Um deles é a disponibilidade hídrica: o produtor só pode plantar área para a qual tenha água suficiente. Ele não pode arriscar. O outro é o custo de produção, que aumentou muito em relação à safra anterior”, diz Gomes, ressaltando que a área de plantio deve ser ser definida nos próximos dias no estado.

Por outro lado, esses fatores não devem se traduzir em uma disparada de preço tão forte como a do ano passado.

“O preço do arroz deve se estabilizar em torno de R$ 5 o quilo. Não vai subir aos níveis de 2020, mas também não vai baixar”, afirma a diretora executiva da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), Andressa Silva.
Ela, que prevê manutenção da área plantada em relação à safra anterior, diz que o preço pago ao produtor pela saca de arroz está, agora, em um nível que consegue remunerá-lo, diferentemente do cenário pré-pandemia.

“O preço do arroz estava defasado há muito tempo e aumentou na pandemia porque importantes países produtores, como a China e a Índia, trancaram as exportações e o Brasil acabou exportando muito. O preço ainda se mantém alto porque a demanda por arroz continua elevada”, explica.

Fonte: G1.

‘Não foi negligência, foi política pensada’, diz jurista sobre ações de Bolsonaro ‘a favor’ do coronavírus

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O jurista e ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr. disse em entrevista à GloboNews nesta quarta-feira (15) que o presidente Jair Bolsonaro atuou a favor da disseminação do coronavírus no país ao longo da pandemia e que isso não foi negligência, mas sim uma política pensada.

Reale Jr. afirmou que Bolsonaro quis colocar a economia à frente da proteção da vida e da saúde pública, o que levou o país aos cemitérios e às UTIs.

O ex-ministro da Justiça coordena o grupo de juristas que apresentou um parecer à CPI da Covid listando os crimes cometidos por Bolsonaro na pandemia.

“Houve essas medidas, política de governo. Não foi negligência. Foi uma política pensada. Uma ação toda ela dirigida à valorização da economia. Tanto que em março de 2020, a Secom, Secretaria de Comunicação da Presidência, lança uma campanha: ‘o Brasil não pode parar’. E, na verdade, ele estava parando no cemitério, nas UTIs”, afirmou Reale Jr.

Ele disse ainda que a opção de Bolsonaro de priorizar a economia e descartar medidas de contenção do vírus configura crime de responsabilidade. E que, além do mais, se mostrou uma opção errada até do ponto de vista econômico, porque os países em que a economia avançou após a crise foram aqueles que combateram o vírus.

“O Presidente da República praticou atos de manifestação pública e atos normativos claramente no sentido de causar a propagação da epidemia, seja para buscar a imunidade de rebanho, seja para supostamente privilegiar a economia em detrimento da vida e da saúde da população brasileira”, aponta o parecer.

CRIME DE INFRAÇÃO DE MEDIDA SANITÁRIA PREVENTIVA

Este crime é caracterizado quando alguém desrespeita medidas que têm por objetivo evitar a propagação do vírus, como a quarentena ou isolamento.

Nesse ponto, os juristas citaram passeios que Bolsonaro fez por Brasília, ocasiões em que e o presidente, sem máscara, abraçou pessoas.

CHARLATANISMO

O termo se refere ao ato ilegal de anunciar a cura de uma doença por um meio secreto.

“O estímulo ao uso de cloroquina e outros medicamentos não comprovados cientificamente foi um braço da política de estímulo à propagação da doença. Ao vender e propagar uma pretensa cura para a Covid-19, a partir da utilização de medicamentos sem eficácia comprovada e com possíveis efeitos colaterais sérios, o Presidente demonstra um absoluto desprezo à saúde dos brasileiros, revelando que a sua preocupação está única e exclusivamente voltada ao rápido retorno das pessoas ao trabalho”, disse o parecer.

INCITAÇÃO AO CRIME

A conduta apontada no relatório também está relacionada ao estímulo para que os apoiadores do governo desrespeitassem normas municipais, estaduais e federais de isolamento e proteção.

“O Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, ao estimular a população a se aglomerar, a não usar máscara e a não se vacinar, incitou a população a infringir determinação do poder público destinada a impedir a propagação de doença contagiosa”, afirmam os juristas.

PREVARICAÇÃO

A prevaricação fica caracterizada quando um funcionário público dificulta ou atrasa alguma obrigação de seu cargo.

A comissão de juristas menciona episódio em que o deputado Luis Miranda (DEM-DF) e seu irmão, o chefe de importação do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, afirmaram ter alertado Bolsonaro sobre suspeitas de irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin. “Diante do conjunto fático probatório produzido pela CPI, é possível afirmar que os irmãos Miranda não faltaram com a verdade quando denunciaram fatos graves de corrupção no Ministério da Saúde”, justificam os juristas.

CRIMES CONTRA A HUMANIDADE

Aqui, os juristas falam em um ataque generalizado à população que causa danos duradouros à saúde física e mental de pacientes.

Neste ponto, o parecer faz referência à falta de abastecimento de oxigênio na cidade de Manaus e aos surtos de contaminação entre as populações indígenas.

Fonte: G1.