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Vazamentos de dados em empresas expõem senhas de funcionários do governo, diz relatório

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A presença de senhas ligadas a e-mails governamentais em vazamentos de dados conhecidos cresceu 236% no segundo trimestre de 2021, segundo relatório da empresa de segurança digital Axur.

O levantamento aponta que os e-mails com terminação “.gov.br” apareceram 160.478 vezes nas bases identificadas entre abril e junho. No primeiro trimestre de 2021, a empresa encontrou esse tipo de credencial 47.654 vezes.

Segundo a Axur, os números podem não equivaler a quantidade total de e-mails governamentais expostos. Isso porque um e-mail pode aparecer em mais de uma base de dados vazada.

Além disso, o relatório não trata de incidentes nos sistemas de governos, e sim de empresas privadas que armazenam dados de usuários que têm contas com e-mails “.gov.br”.

Para o CEO da Axur, Fabio Ramos, ainda que as bases não tenham ligação com sistemas de governo, a exposição das senhas usadas por servidores públicos representa um risco de segurança.

Ele aponta que pode haver um descuido de funcionários que usam e-mail e senha do trabalho em outros serviços.

“Você pega uma base vazada e vê que tem gente que usa e-mail do governo com uma senha que certamente é a mesma que usa para acessar sistemas internos do governo”, afirma Ramos.

A presença de e-mails e senhas ligados a servidores públicos em vazamentos de dados pode ajudar cibercriminosos que tentam acessar sistemas governamentais.

Senhas corporativas

De acordo com a Axur, os vazamentos também podem afetar empresas. O relatório indica que, entre abril e junho de 2021, os e-mails com terminação “.com.br” apareceram 444.329 vezes nos vazamentos identificados.

O resultado representa um crescimento de 263% sobre o primeiro trimestre, quando as senhas ligadas a este tipo de e-mail apareceram 122.356 vezes.

O número inclui alguns e-mails pessoais criados em serviços que usam a terminação “.com.br”. E, segundo a Axur, o número de empresas brasileiras que tiveram seus e-mails expostos pode ser até maior, visto que algumas usam endereços com final “.com”, “.net”, entre outros.

Ramos explica que a exposição dos e-mails e senhas nos vazamentos acaba contribuindo para ações indevidas. Ele afirma que cibercriminosos podem usar as bases para procurar credenciais de um determinado domínio e testá-las em sistemas usados por esse alvo.

“Essa técnica de detectar vazamentos e verificar se aquela senha é a mesma que o usuário utiliza em outros sistemas e, dessa forma, invadir um sistema da empresa ou até o e-mail corporativo, e usar isso como um vetor de ataque é a principal técnica dos criminosos hoje”, aponta.

O executivo afirma que a quantidade e o tamanho das bases de dados vazadas têm aumentado nos últimos anos. Para ele, o cenário atual é causado por uma transformação digital, em que há mais serviços sendo oferecidos pela internet.

“As empresas estão investindo mais em produtos digitais, estão correndo para entregar produtos rápidos e muitas estão falhando e deixando dados expostos”, afirma.

A orientação para usuários é não repetir senhas em mais de um serviço. Para isso, a solução indicada pela Axur é adotar um gerenciador de senhas como o oferecido por navegadores.

Para as empresas, falhas no tratamento de dados dos usuários podem causar sanções caso as determinações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) não forem cumpridas.

Fonte: G1.

Afeganistão: Airbnb oferece acomodação gratuita a 20 mil refugiados afegãos

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A plataforma online de serviço de hospedagem Airbnb disse que vai oferecer acomodação gratuita a 20 mil refugiados afegãos para ajudar no reassentamento deles pelo mundo.

O CEO da empresa, Brian Chesky, disse que a medida é uma resposta a “uma das maiores crises humanitárias da nossa era” e que era sua responsabilidade fazer algo para ajudar.

“Eu espero que isso inspire outras empresas a fazer o mesmo. Não temos tempo para desperdiçar”, disse Chesky, que é cofundador do Airbnb.

“À medida que milhares de afegãos refugiados são reassentados pelo mundo, onde eles ficam será o primeiro capítulo de suas novas vidas. Para esses 20 mil refugiados, minha esperança é que a comunidade do Airbnb garanta a eles não apenas um lugar seguro para descansar e recomeçar, mas também boas-vindas calorosas à casa”, completou.

A oferta começa imediatamente e a empresa diz que está trabalhando com organizações não-governamentais in loco para ajudar com as necessidades mais urgentes.

O Airbnb explicou que vai colaborar com agências de reassentamento e ONGs “para ir onde a demanda está” e adaptar a iniciativa e o tipo de apoio à necessidade.

“Começando hoje, o Airbnb vai acomodar 20 mil refugiados afegãos pelo mundo de graça”, escreveu Chesky no Twitter.

“Nós vamos pagar por essas estadias, mas não poderíamos fazer isso sem a generosidade dos nossos ‘hosts’ (as pessoas que alugam suas propriedades pela plataforma)”, disse.

A empresa disse que os custos das estadias seriam financiados por meio de contribuições do Airbnb e de Chesky, bem como de pessoas que doam ao Airbnb.org Refugee Fund, um fundo criado pela empresa para políticas de apoio a refugiados.

Chesky pediu que hosts interessados em ajudar entrem em contato com ele.

“O deslocamento e reassentamento de refugiados afegãos nos Estados Unidos e em outros lugares é uma das maiores crises humanitárias da atualidade”, ele disse.

Doações

Faz tempo que pessoas que alugam suas propriedades no Airbnb são encorajadas pela plataforma a doar estadias para “pessoas em situação de crise”.

O esquema começou em resposta ao Furacão Sandy, em 2012, quando mais de mil pessoas precisaram de acomodação de emergência depois que Nova York foi atingida.

Desde então, ele ajudou mais de 75 mil pessoas, segundo o Airbnb.

A empresa lançou a iniciativa Open Homes (Casas Abertas) em 2017, para permitir que a sua comunidade de hosts ofereça suas propriedades de graça a pessoas atingidas por desastres e que estão fugindo de conflitos.

Desde então, a iniciativa ofereceu estadias gratuitas a pessoas afetadas pelo terremoto na Cidade do México, os incêndios na Califórnia e na Austrália e outros desastres.

Depois, a empresa fundou a sua própria ONG, a Airbnb.org, que foca em ajudar as pessoas a trocarem e compartilharem acomodações e recursos em tempos de crise.

Na semana passada, deu financiamento emergencial ao Comitê Internacional de Resgate e ao Church World Service para garantir estadia temporária a mil refugiados afegãos.

E, no último fim de semana, deu hospedagem a 165 refugiados pouco depois de desembarcarem nos EUA.

“Acomodação acessível é urgentemente necessária e essencial”, disse David Miliban, presidente do Comitê de Resgate Internacional.

Fonte: G1.

Chefe da CIA teve reunião secreta com líder do Talibã em Cabul

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O diretor da CIA (agência de inteligência do Estados Unidos), William Burns, se reuniu secretamente no Afeganistão com Mullah Abdul Ghani Baradar, um dos cofundadores do Talibã e chefe político do grupo extremista.

A informação foi revelada pelo jornal “The Washington Post” e depois noticiada pelo “The New York Times”, a rede de televisão CNN e outros veículos de comunicação americanos.

A reunião ocorreu em Cabul na segunda-feira (23) e é o maior encontro entre o governo Joe Biden e o Talibã desde que o grupo extremista tomou a capital afegã e voltou ao poder após 20 anos.

Procurada pelo jornal, a CIA se recusou a comentar a reunião com o Talibã. Segundo o “The Washington Post”, Burns é o diplomata mais condecorado do gabinete de Biden.

Baradar liderou o acordo de paz do Talibã com os EUA, durante o governo Donald Trump, e também negociava um cessar-fogo com o antigo governo afegão, antes da sua queda.

Ele havia sido preso em 2010 em Karachi, no sul do Paquistão, e foi libertado em 2018, a pedido de Trump, para participar das negociações de paz.

Ironicamente, Baradar ficou preso por oito anos após uma operação conjunta entre a CIA e o governo paquistanês.

O confudador do Talibã era próximo ao líder supremo do grupo extremista, Mohammad Omar, que o governo afegão disse ter matado em 2013 e o grupo extremista diz que morreu em 2015.

Baradar lutou contra as forças soviéticas durante a ocupação do Afeganistão, na década de 80, e foi governador de várias províncias na década de 90, quando o Talibã governou o país pela primeira vez.

Fonte: G1.

Advogada usa emoji de banana para responder colega negra e vira ré por injúria racial, no DF

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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) tornou ré a advogada Isabela Bueno de Sousa, de 49 anos, por injúria racial. A mulher é acusada de usar imagens (emoji) de banana para responder uma colega de profissão negra em um grupo de WhatsApp.

O caso ocorreu em 11 de janeiro deste ano. A advogada Thayrane Evangelista, de 31 anos, que moveu a ação, contou que mandou uma “figura aleatória”, um GIF, no grupo e foi respondida com imagens de bananas. Sem entender, ela disse que questionou o comentário. Já Isabela, a acusada, escreveu que foi uma “reserva de pensamento” e que pensou “alto”.

O caso foi investigado pela Polícia Civil e, a partir do inquérito, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apresentou denúncia contra a advogada, acatada pela Justiça na última quinta-feira (19). No documento, os promotores explicaram a referência racista na ocasião de uso da fruta.

“As bananas são historicamente utilizadas como ofensas raciais uma vez que utilizadas metaforicamente para relacionar pessoas negras aos primatas macacos, reforçando o estereótipo de subalternidade social desse segmento populacional, tratando-se, claramente, de uma ofensa à honra que faz referência à cor e raça da vítima”, considerou o MP.

Além disso, o MPDFT destacou que a acusada não respondeu com bananas a outros integrantes do grupo. O valor mínimo de indenização no processo é de R$ 6 mil.

O caso

De acordo com a denúncia, Isabela, “agindo com vontade livre e consciente”, ofendeu a dignidade e o decoro de Thayrane, “valendo-se de elementos referentes à sua raça e cor”.

O processo narra que os advogados debatiam sobre a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), quando Isabela respondeu a vítima com imagens de bananas. O grupo tem 256 membros.

Ao se sentir ofendida, Thayrane respondeu não ter entendido o motivo das bananas dirigidas a ela, e a denunciada respondeu “reserva de pensamento. Pensei alto, sorry [desculpa, em inglês]“.

Após ser ofendida, Thayrane ainda encaminhou ao grupo a pena de injúria racial. Por sua vez, Isabela disse:

“Banana é a fruta que mais gosto, mas ela representa pessoas sem personalidade. Acho fácil de entender.”

Em seguida, Thayrane remeteu o caso ao Ministério Público e acionou a Polícia Civil. A reportagem também aguarda um posicionamento da OAB-DF sobre o caso.

Decisão da Justiça

Ao receber a denúncia, o juiz Wellington da Silva Medeiros negou pedido de Isabela de manter o processo sob sigilo.

De acordo com o magistrado, “eventuais dissabores porventura sofridos pela ré não decorrem diretamente da existência desta ação penal, mas sim do próprio ato, em tese, por ela praticado, o qual foi, antecipadamente, divulgado na imprensa local, inclusive porque envolveu outras pessoas em grupo de aplicativo de comunicação”.

Tipos de racismo

Thayrane contou que já sofreu “vários tipos de racismo” ao longo da vida, mas nunca tinha denunciado. “Como foi uma advogada, dentro de um grupo de advogados, decidi procurar meus direitos. Vários integrantes tiveram o mesmo entendimento que eu, até mesmo a Justiça, que a tornou ré”, afirmou.

A vítima disse que, agora, vai aguardar o decorrer do processo, para se ver se o Tribunal de Justiça vai inocentar ou condenar Isabela. “Por agora, foi uma decisão assertiva. Temos um código de ética que devemos seguir, o que foi notado pelo juiz”, afirmou.

Racismo e injúria racial

De acordo com a legislação brasileira, o crime de racismo é aplicado quando a ofensa discriminatória é contra um grupo ou coletividade. Por exemplo, impedir que negros tenham acesso a um estabelecimento comercial privado.

Já com base no Código Penal, injúria racial se refere a ofensa à dignidade ou decoro, utilizando palavra depreciativa referente a raça e cor com a intenção de ofender a honra da vítima.

Fonte: G1.

AOS 75 ANOS, LULA SURGE DE SUNGA AO LADO DA NOIVA DURANTE BANHO DE LUA NO CEARÁ; CLIQUE REPERCUTE NA WEB

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O ex-presidente Lula, de 75 anos, surgiu mais à vontade ao lado da noiva, a socióloga Rosângela Silva, conhecida como Janja. Os dois curtiam um banho de lua no Ceará. Na imagem, o casal aparace abraçado e bastante sorridente. Na ocasião, Lula usava apenas um boné, camiseta e sunga.

“Boa noite com essa lua cheia no Ceará”, resumiu Janja, que compartilhou o clique, feito pelo fotógtafo Ricardo Stuckert, nas redes sociais.

Fonte : Extra globo.

Do ‘apocalipse’ ao céu azul: luta de Pequim por ar limpo é rara vitória para dissidência pública

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Pequim já foi conhecida como uma das cidades mais poluídas do mundo, com densa fumaça e um ar irritante como a realidade diária para seus moradores. Agora, o céu está quase todo azul, um sinal de que a capital da China está em uma nova era de ar puro, afirmou o ministro da Ecologia e Meio Ambiente do país na última quarta-feira (18).

“O ‘azul de Pequim’ gradualmente se tornou nosso novo normal”, disse Huang Runqiu, o ministro, de acordo com o tabloide estatal Global Times, enquanto a cidade registrava sua melhor qualidade mensal do ar desde o início da série histórica, em 2013.

Embora as cidades chinesas há muito tempo liderem as classificações globais da pior qualidade do ar do mundo, elas têm mostrado uma melhora constante ao longo dos anos.

Pequim registrou apenas 10 dias de forte poluição do ar no ano passado, disse Huang – uma queda de quase 80% desde 2015. Fotos recentes da cidade mostram céu azul e sol de verão, uma raridade na cidade de aproximadamente 21 milhões de habitantes.

A reviravolta na qualidade do ar de Pequim ilustra o sucesso da campanha antipoluição do país desde que começou em 2013, ano do infame “air-pocalypse” (mistura das palavras “ar” e “apocalipse”, em inglês) de Pequim, quando a poluição ficou tão forte que os níveis de PM2,5, um poluente microscópico, atingiu 900 microgramas por metro quadrado, 90 vezes maior do que o nível diário recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O apocalipse do ar atraiu a atenção da mídia global e levou o assunto ao mainstream da China – tanto que uma cervejaria local até mesmo deu o nome de uma cerveja em sua homenagem, prometendo descontos em dias úmidos.

Durante anos, a poluição na capital foi eufemisticamente chamada de “névoa”, mas agora, armados com novas informações sobre os efeitos perigosos da má qualidade do ar, os residentes não estavam mais dispostos a tolerar dias de respiração difícil.

“Não era simplesmente a tosse irritante de Pequim que estava atacando os residentes diariamente – era algo muito pior”, disse Daniel Gardner, professor emérito do Smith College e autor de “Poluição Ambiental na China: O que todos precisam saber”.

“Quando tossiam, era um sinal de que estavam ingerindo material particulado que leva à morbidade e mortalidade”, acrescentou. “Então, acho que as pessoas agora começaram a ver essa qualidade do ar de forma muito diferente em 2013.”

Termos como PM2,5 logo se tornaram parte do vocabulário cotidiano, à medida que as pessoas começaram a organizar suas vidas em torno dos vários níveis de poluição. E com o aumento da conscientização pública, protestos contra as usinas de carvão começaram a surgir em cidades como Kunming e Shenzhen.

Na época, o Global Times relatou que a indignação pública estava “atrapalhando” o crescimento econômico do país, mas, segundo Gardner, o governo já havia começado a mudar sua mentalidade.

Fonte : CNN Brasil.

Estado do Rio deve receber R$ 50 bi em 3 anos para setor de petróleo, diz Firjan

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A sexta edição do Anuário do Petróleo no Rio aponta uma expectativa de R$ 50 bilhões de investimentos no setor, no estado, nos próximos três anos, em ações que gerariam aproximadamente 63 mil empregos. O documento é produzido pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e sinaliza uma recuperação do setor, após um ano de queda das atividades relacionadas a petróleo e gás por conta da pandemia de Covid-19. A participação do estado na produção continua a subir e atinge 80% do petróleo brasileiro. A maior parte dele, extraído da camada do pré-sal.

Em abril, houve pico de 2,97 milhões de barris de petróleo por dia, um patamar próximo dos 3,16 milhões diários registrados no primeiro mês do ano passado. E a perspectiva é de aumento ainda este ano, com o início das operações do FPSO Carioca previsto ainda para este mês, no campo de Sépia. A estrutura terá capacidade para produzir mais 180 mil barris diários.

Segundo projeções da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), o Brasil passará do patamar de produção de três milhões de barris diários para 5,3 milhões, com a possibilidade de exportar diariamente 3,4 milhões barris por dia. Casos essas projeções se confirmem, o país poderia se tornar um dos cinco maiores exportadores de petróleo do mundo e seria um dos que apresentariam maior crescimento de produção fora do ambiente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

O montante de investimentos esperados anima Thiago Valejo, coordenador da Divisão de Conteúdo Estratégico da Gerência de Petróleo, Gás e Naval. Ele destaca ainda uma perspectiva de ações que combinem o uso de diferentes matrizes energéticas, diante dos esforços globais para implementação da agenda ESG (traduzido do inglês, governança ambiental, social e corporativa). O documento destaca o aspecto complementar das matrizes, e ressalta que o surgimento de novas fontes não levou à extinção de outras, como o carvão, que segue utilizado.

“Esse valor é uma projeção que fazemos com base em investimentos que foram anunciados, é um potencial. O Brasil já tem uma matriz diferente do restante do mundo, por isso, é importante olharmos para as regionalidades. O Rio tem uma diversidade de fontes, que vai da nuclear à eólica e, por isto falamos muito no conceito de integração energética. O petróleo é necessário para compor esse mix, ao lado do gás natural. São produções combinadas”, afirma Valejo.

Uma das opções apontadas como uso complementar é o uso de energia eólica offshore, associando o uso da tecnologia para o impulsionar a revitalização de campos maduros de petróleo, como os da Bacia de Campos, no norte fluminense, ampliando sua vida útil.

O anuário destaca a perspectiva de conclusão do gasoduto Rota 3, previsto para 2022, que levará à Unidade de Tratamento de Gás Natural (UTGN), do Polo Gas Lub (antigo Comperj), em Itaboraí. Há a expectativa de que seja construída ali uma usina termelétrica, para melhor aproveitamento deste gás, considerado por especialistas um combustível de transição energética, por ser o menos poluente entre os combustíveis de origem fóssil.

Fonte : CNN Brasil.

Intenção de Consumo das Famílias avança 2,1% em agosto ante julho, diz CNC

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A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), indicador apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cresceu 2,1% em agosto ante julho, para 70,2 pontos, informou nesta segunda-feira (23) a entidade. Em relação a agosto de 2020, a alta é de 6,1%. A leitura deste mês do ICF é a maior desde abril deste ano.

Apesar da alta, a CNC destacou, em nota, que o ICF segue abaixo do nível de satisfação, de 100 pontos. Desde 2015, quando a economia ainda estava na recessão que durou de 2014 a 2016, o indicador da CNC está abaixo de 100 pontos.

Em agosto, todos os subíndices do ICF apresentaram resultados positivos, com destaque para o que mede a Perspectiva de Consumo, que cresceu 5,6% ante julho, atingindo 70,7 pontos, no melhor resultado desde maio de 2020.

“O item foi o de maior crescimento em agosto e revelou melhora na percepção dos brasileiros em relação a compras no segundo semestre”, diz a nota divulgada pela CNC. O Nível de Consumo Atual cresceu 3,7% ante julho, alcançando 55,2 pontos, o maior patamar desde março deste ano.

“O ICF deste mês mostra que a expectativa das famílias brasileiras é que o ambiente econômico mais positivo, percebido no curto prazo, se prolongue para o longo prazo”, diz a nota da CNC.

Ainda entre subíndices que compõem o ICF, a Renda Atual cresceu 1,8% ante julho, “continuando a tendência de aumento pelo terceiro mês, enquanto na comparação anual houve crescimento pela primeira vez desde abril de 2020, de 1,2%”. Já o Emprego Atual mostrou um crescimento mensal tímido, de 0,4%, o menor, na passagem de julho para agosto.

“O número absoluto atingido por este item na pesquisa (87,3 pontos), no entanto, foi o maior no mês e mostra sua força na base da recuperação do consumo”, diz a nota da CNC.

Fonte : CNN Brasil.

PMI composto dos EUA recua a 55,4 em agosto, menor nível em 8 meses

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O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos EUA, que engloba os setores industrial e de serviços, caiu de 59,9 em julho para 55,4 em agosto, atingindo o menor nível em oito meses, segundo dados preliminares divulgados pela IHS Markit.

Apesar da queda, a leitura acima da marca de 50 mostra que a atividade da maior economia do mundo segue se expandindo, ainda que em ritmo mais contido.

O PMI industrial americano recuou de 63,4 para 61,2 no mesmo período, tocando o menor patamar em quatro meses. A previsão de analistas consultados pelo jornal Wall Street Journal era de recuo bem menor, a 63,1.

O PMI de serviços dos EUA, por sua vez, diminuiu de 59,9 em julho para 55,2 em agosto, menor nível em oito meses. Neste caso, a projeção era de declínio a 59,4.

Fonte : CNN Brasil.

Uma em cada cinco cidades sofre com escassez de vacinas, aponta CNM

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Uma nova edição do boletim da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que uma em cada cinco cidades brasileiras registrou escassez de vacinas contra a Covid-19 na última semana. O levantamento foi realizado entre os dias 16 e 19 de agosto, e contou com a participação de 1,5 mil prefeitos.

A confederação aponta que 80,9% dos municípios ouvidos receberam doses suficientes para a imunização no período, mas 19,1% tiveram que interromper a campanha por falta do imunizante.

Esse é o caso do Rio de Janeiro. O município suspendeu no domingo (22) a vacinação por idade de adolescentes, por falta de doses. Nesta segunda-feira (23) serão imunizadas apenas pessoas com deficiência, gestantes, puérperas e lactantes.

Os dados da CNM apontam que a escassez afeta principalmente a primeira dose, o que ocorreu em 81% dos casos. Mas, em 19% das ocorrências, atingiu a segunda aplicação. Os dados apontam, no entanto, que problema já foi maior: no fim de abril, a porcentagem chegou a 41,6%.

O avanço da campanha de imunização já faz com que a maior parte das cidades brasileiras imunize a população mais jovem neste momento.

Segundo a CNM, 57% dos municípios já vacinam pessoas com idades entre 18 e 24 anos. Em 24,5% dos casos, a campanha é destinada à faixa etária dos 25 aos 29 anos, e 10% se concentram em proteger pessoas de 30 a 34 anos.

Apenas 3% das prefeituras já aplicam o imunizante contra o novo coronavírus em adolescentes de 12 a 17 anos.

Fonte : CNN Brasil.