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Sisu do 2º semestre: universidades começam a convocar aprovados em lista de espera

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A partir desta quinta-feira (19), as instituições de ensino começam a convocar os candidatos aprovados na lista de espera do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do 2º semestre.

Os estudantes devem ficar atentos aos sites das universidades nas quais se inscreveram.

Cada uma tem seu próprio regulamento para a confirmação da vaga: documentos exigidos, prazos e formas de efetivar a matrícula.

Como o Sisu funciona?

O Sisu do 2º semestre seleciona candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 e tiraram nota superior a 0 na redação.

No momento da inscrição, o aluno pôde escolher até duas opções de curso no sistema. Depois, o Ministério da Educação (MEC) divulgou quais estudantes inscritos em cada graduação tiveram melhor desempenho no exame e garantiram a vaga desejada.

Quem não foi aprovado em nenhuma das duas opções teve a chance de manifestar interesse em participar da lista de espera e concorrer pelas vagas remanescentes. É esse resultado que está sendo divulgado a partir de agora.

Existe política de cotas?

Sim. Cada universidade pode adotar sua própria conduta na distribuição de vagas por cotas. Na hora de se inscrever, as opções ficam separadas: ampla concorrência e demais modalidades (por cor, renda ou rede escolar).

É permitido também que as instituições de ensino estipulem outro critério: todos os alunos participam da mesma classificação, mas com bônus (pontos extras) a candidatos de determinados perfis (pretos, pardos e indígenas que estudaram em escola pública, por exemplo).

Fonte: G1.

Quadrilha em Teresópolis (RJ) dopa idosa com ‘boa noite Cinderela’ e rouba cerca de R$ 11 milhões; suspeitos eram funcionários da vítima

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Uma operação da Polícia Civil de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, prendeu, na manhã desta quinta-feira (19), quatro pessoas apontadas como integrantes de uma quadrilha responsável por roubar cerca de R$ 11 milhões de uma idosa de 88 anos, que era funcionária da Justiça Federal.

De acordo com as investigações, a organização criminosa começou a atuar em 2018, quando um dos integrantes foi contratado como pedreiro e depois se tornou o motorista da vítima. Bruno de Lima Reis seria o chefe da quadrilha, segundo a polícia, e o responsável por apresentar os demais envolvidos, que também se tornaram funcionários da idosa.

Além de Bruno, nesta quinta-feira também foram presos Luiz Carlos Amorim e Márcia Souza Pereira Amorim, sogros do motorista e caseiros do sítio da vítima, e Marcelo da Silveira Reis, tio de Bruno e responsável pelas transferências bancárias, segundo a polícia. O jardineiro do sítio da idosa, Alexandre Caetano Félix, que seria integrante da quadrilha, é considerado foragido.
Segundo a polícia, a idosa era constantemente dopada com o medicamento clonazepam, utilizado no golpe “Boa noite Cinderela”, para que assinasse cheques e documentos que autorizavam a venda de imóveis e saques de contas bancárias. Caixas do medicamento foram encontradas dentro do quarto da vítima.
O patrimônio da aposentada foi então dilapidado por transferências, saques, emissões de cheques e aquisição de bens como carros de luxo.

Transferências bancárias

As transferências de dinheiro eram realizadas por meio da utilização das contas de terceiros que sacavam as quantias e repassavam aos membros da organização criminosa, ficando com 5% do valores transferidos, segundo as investigações.

Entre os suspeitos de envolvimento no esquema está o auditor fiscal chefe da Receita Estadual de 12 municípios da Região Serrana, Moacir Carvalho Correia. Na casa dele, foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Segundo a polícia, Moacir teria recebido mais de R$ 100 mil e fazia parte do esquema de transferências bancárias.

“Tivemos a expedição de vários mandados de busca e apreensão em relação aos endereços das pessoas que cederam suas contas para transferências bancárias e que ficam com 5% do valor transferido. Uma dessas pessoas que cedeu a conta é auditor da Receita Estadual […] Na casa dele foram apreendidos computadores, documentos, celular. Tudo isso vai ser objeto de uma investigação futura para analisar qual a participação dele nesse fato e em outros”, afirmou o delegado titular da 110ª DP, responsável pelo caso, Márcio Mendonça Dubugras.

Além de Moacir, outras cinco pessoas também são investigadas por envolvimentos no esquema.

Venda de imóveis

De acordo com a Polícia Civil, em 2020, a organização criminosa conseguiu forjar uma declaração de união estável entre a vítima e Bruno e passaram a vender todos os imóveis da idosa, como quatro apartamentos na Barra da Tijuca e Copacabana, por valores bem menores do que o real para que obtivessem o dinheiro mais rápido.

O sitio da vítima, localizado no bairro Cascata dos Amores, também foi transferido para um dos membros da organização criminosa.

Segundo moradores da região, Márcia e Luiz eram vistos na localidade desde 2013. Ainda de acordo com moradores, o casal trabalhou em outros imóveis até começar a trabalhar no sítio da idosa.

Suspeitas do crime

De acordo com a polícia, as suspeitas do crime começaram quando uma sobrinha da idosa recebeu uma ligação anônima, em fevereiro deste ano, afimando que a idosa estava sendo vítima de maus tratos e que os bens dela estavam sendo roubados. A mulher então acionou a 110ª DP.

Policiais civis chegaram a visitar o sítio não identificaram situação de maus tratos, mas abriram um inquérito para investigar o caso.

Um dia após a denúncia e visita dos agentes, no entanto, a vítima deu entrada num hospital com suspeita de traumatismo craniano. A idosa também teve o plano de saúde cancelado por falta de pagamento.

As suspeitas de que algo de errado estava acontecendo também foram confirmadas por amigos da idosa, que ao visitar o sítio perceberam que o local estava mal cuidado e que a vítima estava agindo de forma estranha.

Atualmente, a vítima apresenta distúrbio mental, causado, possivelmente, por uso excessivo do medicamento, segundo a polícia. A idosa está com familiares, no Rio de Janeiro.

Operação Parasita

A Operação Parasita buscou cumprir cinco mandados de prisão para os membros principais do esquema e 11 mandados de busca e apreensão para a residência de todos os envolvidos.

De acordo com a polícia, os membros principais do esquema vão responder por roubo qualificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Já as pessoas que cederam suas contas para as transferências bancárias vão responder por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Fonte: G1.

Justiça determina que família de vítima do desabamento de ciclovia seja indenizada em R$ 1,3 milhão; veja o momento da queda

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Familiares de uma das vítimas do desabamento da Ciclovia Tim Maia, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, serão indenizados em mais de R$ 1,3 milhão. A Justiça aceitou o pedido da família de Eduardo Marinho de Albuquerque, que morreu na queda.

Um trecho da ciclovia desabou em 2016, três meses após a inauguração, deixando dois mortos.

O dinheiro deverá ser pago pelo Consórcio Contemat-Concrejato, empreiteiras responsáveis pela construção da ciclovia, e será divido entre a companheira, o filho, os pais e os irmãos da vítima.

A companheira e o filho da vítima receberão, cada um, R$ 330 mil. O valor equivale a 300 salários mínimos. Para os pais do engenheiro, os réus terão que pagar, a cada um deles, R$ 165 mil, correspondente a 150 salários mínimos. Os três irmãos de Marinho também serão indenizados no valor de R$110 mil cada um – equivalente a 100 salários mínimos.

Além da indenização, as empresas deverão pagar pensão alimentícia para a companheira de Eduardo até que ela complete 76 anos e para o filho dele até a idade de 25 anos. O valor será fixado com base nos rendimentos da vítima.

A TV Globo entrou em contato com o Consórcio Contemat-Concrejato na manhã desta quinta-feira (19), mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Fonte: G1.

Número de mortos por terremoto no Haiti passa de 2.100; país registra novo abalo

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Um terremoto de magnitude 4,9 atingiu o Haiti na noite desta quarta-feira (18), informou o UGSG, instituto dos Estados Unidos que monitora os tremores em todo mundo. Os edifícios tremeram na cidade de Les Cayes, no sul do país.

O Haiti ainda não se recuperou do potente terremoto de magnitude 7,2 de sábado (14) e da passagem do ciclone tropical Grace na segunda-feira (17). O governo informou que, com o novo fenômeno, o número de mortos subiu para 2.189. Doze mil pessoas se feriram e outras 32 são consideradas desaparecidas.

O forte terremoto de sábado destruiu 2.868 edificações e danificou 5.410, disseram as autoridades. A situação deixou no limite os hospitais e os danos bloquearam estradas por onde são transportados suprimentos vitais para as vítimas.

No domingo (15), um terremoto de magnitude 5,9 foi notificado pelo o Centro Sismológico Europeu do Mediterrâneo (EMSC, na sigla em inglês). O tremor aconteceu a uma profundidade de 8 km (4,97 milhas), disse a EMSC.

O primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, decretou estado de emergência por 30 dias. Henry lamentou as mortes e disse, em nota, que já mobilizou recursos do governo para dar apoio às vítimas.

Ditadura, golpes e tragédias

A nação mais pobre das Américas tem um longo histórico de ditaduras e golpes de Estado.

Nos últimos meses, o Haiti enfrenta também uma crescente crise humanitária, com escassez de alimentos e aumento nas taxas de violência.

O PIB per capita do país é de US$ 1,6 mil por ano (cerca de R$ 8,5 mil), e cerca de 60% da população vive com menos de US$ 2 por dia (pouco mais de R$ 10).

O Haiti tem 11,3 milhões de habitantes, faz fronteira com a República Dominicana na ilha Hispaniola, no Caribe, e tem um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo: 0,51.

Colonizado em 1492, após a chegada de Cristóvão Colombo à América, o Haiti foi o primeiro país do continente a conquistar a sua independência e a primeira república a ser liderada por negros, quando derrubou o domínio francês no começo do século XIX.

Fonte: G1.

Aeroporto de Congonhas terá em março de 2022 sistema emergencial que desacelera aviões em pistas pequenas

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O Ministério da Infraestrutura pretende encerrar em março de 2022 – dois meses antes do previsto inicialmente no contrato – as obras para implantação de uma nova área de escape com sistema de frenagem de aviões no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. A nova tecnologia será implantada 15 anos após o acidade com o voo JJ 3054, da TAM, maior da história da aviação do país.

A tecnologia foi contratada em fevereiro de 2021 ao custo de R$ 122,5 milhões. Na previsão inicial, as obras só terminariam em maio de 2022 para que o sistema entrasse em pleno funcionamento.

Entretanto, com 51% do trabalho já pronto em agosto de 2021, a meta foi ajustada e agora, a nova previsão é que a tecnologia EMAS (Engineered Material Arresting System) – sistema de materiais de engenharia para detenção de aeronaves em tradução para o português – comece a operar já em março do próximo ano.

O sistema consiste em uma estrutura formada pelo ajuste entre blocos de concreto diferenciados que, em caso de colisão ou de avanço de uma aeronave na área limite do final da pista, deformam-se. A deformação dos blocos desacelera e contém o deslocamento do avião.

A nova tecnologia prolonga pistas em aeroportos com limitações de espaço, como é o caso de Congonhas. Ou seja, se a aeronave ultrapassar o limite da pista, ela cai no piso feito para se desintegrar, o que seguraria o avião.

Segundo o governo federal, Congonhas será o primeiro aeroporto da América Latina a ter essa tecnologia.

O método é usado, conforme o Ministério de Infraestrutura, em aeroportos com limitações de espaço em países da Europa, da Ásia, e Estados Unidos.

“Congonhas está se tornando o primeiro aeroporto da América Latina a receber o EMAS, que é o uso da engenharia a serviço da segurança. Ou seja, um sistema de desaceleração com materiais projetados que vai segurar a aeronave em casa de escape da pista”, afirmou o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

“Assim como fizemos quando reformamos a pista com a camada porosa de atrito (em setembro de 2020), que aumentou a aderência das aeronaves e eliminou o problema de aquaplanagem no aeroporto, é uma obra que está a todo vapor e com previsão de entrega antes do prazo”, acrescentou o ministro.

Com a nova obra, a pista principal de Congonhas, usadas para pousos e decolagens do transporte aéreo comercial nacional, terá duas pistas de escape: uma de 70m x 45m na cabeceira de uma pista e outra, de 75m x 45m, na cabeceira da outra.

Ambas as estruturas serão sustentadas por vigas e pilares capazes de suportar aeronaves e veículos usados na rotina do terminal.

Reforma da pista principal

Em setembro de 2020, o governo federal concluiu a recuperação do asfalto da pista principal do aeroporto de Congonhas. A obra foi feita aproveitando a redução da demanda aérea na pandemia e custou R$ 11,5 milhões.

Durante a reforma foi aplicada na pista uma Camada Porosa de Atrito (CPA), usada para aumentar a quantidade de atrito e que escoa mais rapidamente a água, o que evita aquaplanagem, quando o avião perde o contato com o solo.

De acordo com a Infraero, após a reforma, a pista ficou mais segura, com um sistema que permite o escoamento mais rápido da água da chuva e uma maior aderência aos pneus das aeronaves.

Acidente da TAM

Em 2007, a aeronave da TAM, que saiu de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, não conseguiu parar na pista do Aeroporto de Congonhas e passou sobre a Avenida Washington Luís, colidindo com um prédio da mesma companhia. Todas as 187 pessoas que estavam no voo JJ 3054 morreram, além de outras 12 pessoas que estavam em solo.

No momento do acidente, chovia e o avião, modelo A320, estava com um dos reversos (parte do sistema de freio) desativado e os pilotos não conseguiram parar o airbus. Em julho deste ano, o acidente completa 14 anos.

Segundo investigações, o acidente teria sido causado exclusivamente por um erro dos pilotos do Airbus 320. As caixas-pretas do avião indicam que os comandantes Kleyber Lima e Henrique Stefanini di Sacco manusearam os aceleradores de maneira diferente da recomendada. Um deles permaneceu na posição de aceleração, deixando a aeronave desgovernada.

Na época do acidente, o pavimento original da pista era responsável por proporcionar atrito com a aeronave em situação de pouso, no entanto, o atrito não funcionou e a aeronave estava em situação de aceleração.

Fonte: G1.

PIX: golpes usam promessas de descontos em faturas para atrair vítimas

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O nome do PIX está sendo usado em golpes espalhados por SMS para atrair vítimas em busca de um suposto desconto em faturas de cartão de crédito e celular.

Em um dos golpes, identificado na última quarta-feira (11) pela empresa de segurança digital Kaspersky, a mensagem afirma que operadoras de cartão de crédito se uniram em uma campanha para oferecer desconto caso o pagamento da fatura seja feito com o novo método de pagamento.

Para receber o suposto benefício, a vítima precisa acessar um site e informar dados como bandeira do cartão, CPF, os quatro últimos dígitos do cartão e o valor total da fatura.

Depois disso, a página informa uma chave do PIX para qual o valor com desconto deve ser enviado. O destino do dinheiro, porém, não tem relação com instituições financeiras.

Outro golpe, iniciado em julho, usa o nome de operadoras de telefonia para espalhar a promessa de um desconto na fatura do celular. Neste caso, a chave do PIX usada pelos criminosos é informada na mensagem.

O analista sênior da Kaspersky no Brasil, Fabio Assolini, destaca que golpes por SMS ocorrem há muito tempo, mas aponta que criminosos estão usando a popularidade e a rapidez do pagamento por PIX para promover mensagens enganosas.

“Nós percebemos que o interesse dos criminosos de disseminar ataques usando o PIX está aumentando bastante”, diz Assolini.

“Isso ocorre desde o lançamento do sistema, mas agora os golpistas estão se valendo dessa popularidade para aplicar golpes usando engenharia social e phishing”, explica.

A engenharia social é uma prática em que alvos de golpes são abordados com informações que parecem autênticas, como a promessa de desconto para clientes de uma determinada empresa.

Um dos meios de realizar esse tipo de golpe é o phishing, em que criminosos criam sites e e-mails falsos para fazer as vítimas fornecerem informações pessoais.

SMS enviado por números curtos

Para Assolini, um dos pontos que chamam a atenção é que as mensagens de alguns golpes são enviadas por um número curto, parecido com o que bancos e operadoras usam para se comunicarem com clientes. Os criminosos fazem isso ao contratarem serviços de envio de SMS em massa.

“No meu ver, esse é o pior ponto porque ele tem muita capacidade de enganar as pessoas que recebem”, diz Assolini.

Segundo a Kaspersky, alguns golpistas conseguem enviar mensagens enganosas pelo código usado por empresas. Com isso, o texto do golpe acaba se misturando no histórico de mensagens autênticas de um banco ou uma operadora, por exemplo.

Como se proteger

A orientação para evitar cair neste tipo de prática é consultar canais oficiais das empresas, como site e telefone, para verificar se uma determinada promoção realmente existe.

O link na mensagem de texto também pode indicar que o conteúdo não é verdadeiro. Verifique se o endereço é o mesmo usado pela empresa. Caso você acesse o site e ainda tenha dúvidas sobre a autenticidade, a melhor decisão é não inserir dados pessoais, nem realizar pagamentos.

Por fim, a adoção de aplicativos de segurança no celular pode ajudar a analisar links suspeitos e exibir alertas caso eles sejam acessados.

Fonte: G1.

Afeganistão: o que é a Sharia, lei islâmica que o Talibã quer aplicar no país?

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Diante da preocupação internacional com a situação das mulheres no Afeganistão após o Talibã assumir o controle do país, um porta-voz do grupo fundamentalista disse que eles estão “comprometidos com os direitos das mulheres sob a Sharia (a lei islâmica)”.

Mas o que isso quer dizer?

A Sharia é o sistema jurídico do Islã. É um conjunto de normas derivado de orientações do Corão, falas e condutas do profeta Maomé e jurisprudência das fatwas – pronunciamentos legais de estudiosos do Islã. Em uma tradução literal, Sharia significa “o caminho claro para a água”.

A Sharia serve como diretriz para a vida que todos os muçulmanos deveriam seguir. Elas incluem orações diárias, jejum e doações para os pobres.

O código tem disposições sobre todos os aspectos da vida cotidiana, incluindo direito de família, negócios e finanças.

A lei determina que homens e mulheres precisam se vestir “com modéstia”. O que isso quer dizer na prática pode variar muito, mas em geral significa que as mulheres precisam cobrir no mínimo os cabelos. É comum que os espaços sejam separados por gênero.

A lei também pode conter punições severas. O roubo, por exemplo, pode ser punido com a amputação da mão do condenado. O adultério pode levar à pena de morte – por apedrejamento.

A Organização das Nações Unidas (ONU) condena esse tipo de punição e afirma que apedrejamentos são um tipo de “tortura’, um tratamento “cruel, desumano e degradante, e portanto claramente proibidos”.

No entanto, a rigidez da Sharia e a forma como ela é aplicada pode variar ao redor do mundo.

Nem todos os países muçulmanos adotam esse tipo de punição e pesquisas indicaram que a opinião dos religiosos quanto a elas varia bastante ao redor do mundo.

Tariq Ramadan, um estudioso muçulmano na Europa, advoga pelo fim dos castigos corporais no mundo islâmico, argumentando que as situações sociais em que eles foram criados já não existem mais.

As várias faces da Sharia

Existem muitas versões da Sharia e sua aplicação varia enormemente no mundo islâmico.

Ela pode tanto ser a base do sistema de Justiça em países islâmicos onde o Estado não é laico – onde o Corão praticamente se torna a Constituição – quanto servir apenas de orientação para ações privadas de muçulmanos em países laicos.

Por exemplo, um muçulmano que vive no Reino Unido e está na dúvida do que fazer se um colega o convida para um bar após o trabalho pode procurar um estudioso da Sharia. Ele então receberá conselhos que garantam que seus atos estão dentro do permitido pela sua religião.

No entanto algumas atitudes permitidas pela Sharia não podem ser aplicadas por cidadãos privados em países laicos por serem ilegais nesses locais.

Alguns países não-laicos, como a Arábia Saudita, por exemplo, aplicam uma forma rígida e punitiva da lei, onde homicídio e tráfico de drogas podem ser punidos com morte e onde adúlteros podem ser apedrejados.

Já na Malásia, há muitas pessoas que não são muçulmanas e as dinâmicas sociais e econômicas são diferentes, então há uma interpretação completamente diferente da lei.

Como será a aplicação da Sharia pelo Talibã no Afeganistão?

A única referência para entender como será o regime são os cinco anos nos quais o Talibã governou o país entre 1996 e 2001, quando foi retirado do poder por uma junta militar liderada pelos Estados Unidos.

Nesse período de cinco anos, a interpretação da Sharia que estava em vigor no país era uma das mais rígidas e violentas do mundo.

O país tinha execuções públicas, apedrejamentos, amputações e punições com chicotadas.

Gangues paramilitares circulavam nas ruas, atacando homens que mostravam os tornozelos ou usavam qualquer tipo de roupa ocidental.

Homens eram obrigados a deixar a barba crescer e as mulheres só se aventuravam a sair se tivessem permissão por escrito dos homens. Elas não podiam trabalhar ou estudar e precisavam usar a burca, uma vestimenta que as cobria completamente.

O Talibã já afirmou que vai aplicar a Sharia nessa segunda tomada de poder, o que levou ao desespero de mulheres afegãs.

Militantes do grupo fundamentalista afirmaram à BBC que estão determinados a impor novamente sua versão da Sharia, incluindo apedrejamento por adultério e amputação de membros por roubo.

Um porta-voz do Talibã afirmou que os militantes respeitarão os direitos das mulheres e da imprensa, mas não se sabe exatamente se essa promessa será colocada em prática. Ele disse que as mulheres poderão sair de casa sozinhas e continuarão a ter acesso à educação e ao trabalho, mas terão que usar a burca.

Algumas das mulheres conseguiram fugir de áreas controladas pelo Talibã disseram que os militantes exigiam que as famílias entregassem meninas e mulheres solteiras para se tornarem esposas de seus combatentes.

Muzhda, de 35 anos, uma mulher solteira que fugiu com suas duas irmãs de Parwan para Cabul antes dos fundamentalistas tomarem a cidade, disse que tiraria a própria vida em vez de permitir que o Talibã a obrigasse a se casar.

“Estou chorando dia e noite”, disse ela à agência de notícias AFP. Não se sabe se Muzhda conseguiu sair do país antes dos fundamentalistas tomarem a capital.

Fonte: G1.

Presidente que fugiu do Afeganistão está nos Emirados Árabes

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Ashraf Ghani, o presidente que fugiu do Afeganistão quando o Talibã cercou a capital Cabul, está nos Emirados Àrabes, de acordo com um comunicado desta quarta-feira (18) do Ministério de Relações Exteriores emiradense.

Os Emirados Árabes afirmaram no comunicado que Ghani e sua família foram recebidos no país por motivos humanitários.

Ghani deixou o Afeganistão no domingo (15). O Talibã tomou controle do palácio presidencial após a fuga dele.

Com a conquista de Cabul, os talibãs voltaram ao poder 20 anos depois serem expulsos da capital pelos Estados Unidos, que invadiram o país dias após os ataques de 11 de setembro de 2001.

No dia em que fugiu de seu país, Ghani publicou, em uma rede social, que se tivesse permanecido no Afeganistão “incontáveis compatriotas teriam sido martirizados, e Cabul iria ser destruída”.

Joe Biden, o presidente dos Estados Unidos, fez críticas veladas a Ghani. Em um discurso na segunda-feira, Biden defendeu a saída dos militares americanos e afirmou que as forças oficiais afegãs não reagiram diante da ofensiva Talibã. “Os EUA não podem participar e morrer em uma guerra em que nem o próprio Afeganistão está disposto a lutar”, disse Biden.

Vice-presidente diz que tem legitimidade

O primeiro vice-presidente do Afeganistão, Amrullah Saleh, afirmou na terça-feira (17) que permanece no país e é o “legítimo presidente interino”.

O paradeiro de Saleh é desconhecido. O político afirmou que “em hipótese alguma se curvaria” aos “terroristas do Talibã” e que “não perdemos o ânimo e vemos enormes oportunidades pela frente”. “Advertências inúteis acabaram. Junte-se à resistência”.

Fonte: G1.

Mulher encontra cão perdido em 2019 enquanto procurava outro para adoção

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Uma mulher no estado americano da Pensilvânia encontrou o cão que havia perdido em 2019 enquanto procurava um novo animal para adoção.

De acordo com a emissora local 6abc Philadelphia, Aisha Nieves olhava catálogos de abrigos da região na internet em busca de um cachorro para adoção quando viu uma cara familiar.

No começo, ela não tinha certeza se era mesmo o bicho que havia fugido em 2019, mas uma cicatriz no rosto confirmou a suspeita.

Nieves adotou Kuvo, um filhote mistura de pitbull com rottweiler, em 2014, quando ele tinha sete semanas de idade. Em 2019, ele fugiu quando um motorista danificou a cerca de sua casa.

Ele foi encontrado por uma outra família semanas depois no quintal de casa e então levado para o abrigo de animais LeHigh County Humane Society, onde recebeu o nome de Ash.

Com os anos, chegou a ser adotado por uma outra família, mas foi devolvido para a organização em junho. No começo, Nieves tinha medo de que ele não a reconhecesse, mas não foi o que aconteceu.

“Ele estava gritando, tentando escapar do cara segurando ele para correr para mim”, afirmou ela ao programa de TV The Morning Call.

“Então ele pulou em mim e começamos a nos beijar e abraçar. Ele sentou no meu colo e eu disse para ele: ‘Você está indo para casa. Sinto muito que isso tenha acontecido. Jamais vou te perder novamente’.”

Fonte: G1.

Protesto no Afeganistão é reprimido pelo Talibã com violência, e ao menos 3 pessoas morrem

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O Talibã reprimiu violentamente uma manifestação na cidade de Jalalabad, no Afeganistão, nesta quarta-feira (18).

Membros do grupo extremista efetuaram disparos em uma multidão e bateram em manifestantes.

Pelo menos três pessoas morreram e 12 ficaram feridas, segundo a agência Reuters e com a rede Al Jazeera.

O protesto começou porque o Talibã tirou a bandeira do Afeganistão de um monumento no centro da cidade e colocou a sua própria.

Uma parte grande dos cidadãos da cidade não gostou da mudança e resolveu protestar.

Segundo o jornal “New York Times”, centenas de manifestantes fizeram um protesto na principal rua comercial da cidade. Eles carregavam a bandeira do Afeganistão, assoviavam e gritavam.

Os membros do Talibã atiraram para o alto para que a multidão se dispersasse. Isso não aconteceu. Os talibãs, então, começaram a agredir os manifestantes.

Fonte: G1.