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Flordelis reuniu 35 filhos em oração minutos antes de ser presa no RJ

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Rio de Janeiro – Às 17h30 de sexta-feira (13/8), agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói cercaram a residência da ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, no bairro do Badu, Niterói, na região metropolitana.

Acusada pela morte de seu marido, o pastor Anderson Gomes, Flordelis já esperava pela ordem judicial, que veio 48 horas após a perda o mandato em votação na Câmara dos Deputados. Antes de se entregar, ela reuniu 35 filhos adotivos para uma oração e os orientou sobre como proceder em sua ausência.

“Havia umas 40 pessoas na residência. A polícia respeitou o momento e não entrou até porque o local estava cercado. Saímos com ela, que não foi algemada, para a delegacia”, contou a advogada Janira Rocha, que acompanhou Flordelis de perto.

Ao se entregar aos agentes, por volta das 18h40, Flordelis, de Bíblia em punho, disse em voz alta: “Fé em Deus”.

Fonte : Metrópoles.

Falsa dentista é presa no momento em que fazia procedimento em consultório de Águas Claras

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Uma mulher que se passava por dentista foi presa no último dia 11, em uma clínica de Águas Claras, no momento que realizava uma moldagem para confecção de prótese em uma paciente. Segundo a Polícia Civil do DF (PCDF), Vanessa Pureza Lopes alegou ter cursado odontologia até o 7º semestre, mas confessou não ter se formado. De acordo com a denúncia, ela teria falsificado o número de registro no Conselho Regional de Odontologia do DF (CRO-DF) para conseguir emprego no consultório.

O flagrante foi feito pelo setor de fiscalização do CRO-DF. Em visita de rotina à clínica, a equipe verificou que uma das profissionais listadas no corpo clínico do estabelecimento não tinha registro na entidade de classe, e estava, portanto, exercendo ilegalmente a profissão. Vanessa, que se intitulava cirurgiã-dentista, prestava serviço no local há pelo menos uma semana.

Ao ser questionada pelo CRO-DF, ela confirmou não ser habilitada para o trabalho. A polícia foi acionada e os envolvidos foram conduzidos à 21ª Delegacia (Taguatinga Sul) para registro da ocorrência. O crime está previsto no artigo 282 do Código Penal. A pena de detenção varia de seis meses a dois anos; e, se, praticado com fins lucrativos, aplica-se multa.

Fonte : Metrópoles.

DF ultrapassa a marca de 80% da população acima dos 18 anos vacinada contra a Covid

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Após o início da vacinação contra a Covid-19 de pessoas com mais de 18 anos, o Distrito Federal atingiu a marca de 80% da população adulta que teve contato com pelo menos uma dose do imunizante. Receberam a primeira aplicação, 1,8 milhão de pessoas.

Já o percentual dos moradores do DF com imunização completa, seja em duas doses ou dose única, é 30%. A campanha continua nesta quarta-feira (18/8) para todos os adultos, grávidas, puérperas e adolescentes com idade entre 12 e 17 anos que tenham deficiência ou síndromes.

Têm direito a receber o antídoto os adolescentes com deficiência física, auditiva, visual, mental, múltipla ou síndrome de Down. Eles precisam se cadastrar e agendar para receber a vacina. Já grávidas e puérperas bastam ir aos pontos espalhados por todo o DF.

Nessa terça-feira (17/8), o governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que pretende, com a chegada da próxima remessa de doses de vacina, começar a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos na capital do país.

Fonte : Metrópoles.

Ex-secretário de Saúde do DF é alvo de operação que investiga superfaturamento em UTIs no Iges

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Promotores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (18/8), a Operação Ethon para apurar possível superfaturamento milionário em contratação emergencial, entre março e outubro do ano passado, de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) pelo Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). A ação tem apoio da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Foram cumpridos 67 mandados de busca e apreensão no DF, nos hospitais de Base e de Santa Maria, e em cinco estados: Amazonas, Bahia, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. O ex-secretário de Saúde, Francisco Araújo (foto principal), é um dos alvos. Ele está em Manaus.

Francisco Araújo e outros auxiliares chegaram a ser presos pela Operação Falso Negativo enquanto ainda comandavam a pasta por possível superfaturamento de testes de Covid-19. O caso tramita sob sigilo no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

A investigação, que foi conduzida diretamente pelo Ministério Público, revelou um esquema ilegal instalado no Iges-DF que resultou no desvio de milhões de reais em dois contratos destinados ao fornecimento emergencial de leitos de UTI’s, entre o período de março a outubro de 2020.

As empresas contratadas foram a Domed, responsável por 50 leitos no Hospital Regional de Santa Maria e a Organização Aparecidense de Terapia Intensiva (Oati), que forneceu 20 leitos no Hospital de Base e outros 10 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Sebastião.

Fonte : Metrópoles.

Crise na Universal: governo gastou R$ 1 mi com ida de Mourão a Angola

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O governo federal gastou pelo menos R$ 1,072 milhão em dinheiro público durante a viagem do vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), a Luanda, capital de Angola, na segunda metade de julho.

Informações prestadas pela Vice-Presidência da República ao Metrópoles, via Lei de Acesso à Informação (LAI), além de dados levantados pela reportagem no Painel de Viagens do Ministério da Economia, mostram que foram desembolsados R$ 441.930,16 em diárias, R$ 609.159,09 em passagens e R$ 20.818,29 com outros gastos, como seguro para viagens.

Os dados não incluem despesas com combustíveis nem com alimentação dos servidores, devido ao sigilo imposto sobre essas informações.

Durante o período no país africano, o vice-presidente se encontrou com o presidente angolano, João Lourenço, para tratar da crise sobre a atuação da Igreja Universal do Reino de Deus, a pedido do próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A crise já levou à suspensão da direção de origem brasileira da igreja no país e criou tensão política entre as duas nações.

“Na orientação que eu recebi, de maneira geral, era para conversar também sobre esse assunto, né?! Você pega o seguinte: 99 brasileiros foram expulsos do país angolano. Isso não é uma coisa simples, né?! Então, a gente tem que conversar sempre a respeito, né?! Imagina se 99 jornalistas fossem expulsos de um país. O governo aqui ia cruzar os braços? Não. É a mesma coisa”, disse Mourão, no dia 20.

Fonte : Metrópoles.

Especialistas indicam os melhores vinhos nacionais por até R$ 100 para quem quer começar a degustar

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Tinto, rosé, seco, suave… Os vinhos possuem diversas especificidades que podem tornar a compra mais complicada. Pensando nisso, com 4 especialistas da área para entender quais rótulos nacionais são os mais indicados para quem quer começar a apreciar esta bebida.

Veja abaixo quais eles recomendaram entre os que custam, em média, até R$ 100.

Em 2020, o número de pessoas interessadas em vinho aumentou, com um crescimento no consumo entre os brasileiros de 18,4% na comparação com 2019, segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). O país passou de aproximadamente 360 milhões de litros consumidos para 430 milhões de litros entre 2019 e 2020.

Apesar de o brasileiro ter uma tradição de preferir vinhos importados, a venda dos nacionais teve alta DE 32,4% no ano passado,  enquanto a dos importados foi de apenas 26,5%.

Confira, a seguir, 17 rótulos, organizados por tipo e em ordem alfabética, indicados pelos especialistas. Todos podem ser encontrados na venda online por até R$ 100. Os preços são os valores médios dos produtos (sem frete) encontrados em 5 lojas on-line no último dia 7.

Os vinhos tintos secos são aqueles de cor mais escura e que, no paladar, têm um sabor mais intenso. No preparo, eles são adoçados apenas com a glicose da própria uva, sem aditivos.

  • Cabernet Franc – Don Giovanni

 

O diferencial deste vinho é a ausência do peso e da sensação de secura na boca que normalmente acompanham os tintos, afirma o professor de Harmonização de Vinhos na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) e diretor técnico da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS), Maurício Roloff.

Bom para acompanhar: preparos de carnes que levem pimentão ou chimichurri – molho de churrasco verde tradicional na Argentina.

Preço: R$ 90

  • Cuvée Giuseppe Cabernet Sauvignon & Merlot 2018 – Miolo

 

Recomendado por Tartari, este rótulo tem alta intensidade aromática, de geleia de frutas, amora, cassis, passas, café tostado e cacau, e apresenta harmonia entre fruta e madeira.

O teor amadeirado em vinhos geralmente ocorre após a bebida passar por barricas de carvalho em algum momento da sua elaboração.

Bom para acompanhar: carnes suculentas assadas e grelhadas, cordeiro ou cabrito, picanha, massas com molhos vermelhos, a base de cogumelos e trufados, risotos e queijos maduros de massa dura.

Preço: R$ 80

  • Fausto Merlot 2019 – Pizzato

 

Para Manoel Beato, sommelier do grupo Fasano, este vinho é encorpado e possui um equilíbrio entre os componentes que faz com que seja ‘arredondado’.

Bom para acompanhar: carnes vermelhas com molhos leves, como cordeiro e vaca.

Preço: R$ 60

  • Merlot Reserva 2018 – Pizzato

 

Com uvas do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, possui aromas intensos e paladar firme, segundo Tartari. Seu aroma é de frutas vermelhas e amoras, com um sabor frutado.

Bom para acompanhar: filé mignon, fettuccine ao molho ragu de linguiça e risoto de cogumelo.

Preço: R$ 100

  • Merlot Rastros do Pampa – Guatambu

 

Considerado vibrante pelo sommelier Manoel Beato, este vinho possui o sabor de frutas mais maduras.

Bom para acompanhar: pratos de caça, como faisão e porcos e aves, como um frango assado com molho de vinho tinto.

Preço: R$ 85

  • Origine 1880 Teroldego – Don Guerino

 

Para o diretor técnico da ABS-RS, Maurício Roloff, este rótulo oferece uma textura macia. Ele explica que se trata de uma variedade da uva italiana teroldego, mostrando uma boa adaptação no Brasil, apesar de ser pouco conhecida do grande público.

Bom para acompanhar: pratos marcados por molhos de carne.

Preço: R$ 100

  • Rar Collezione Pinot Noir – Miolo

 

Este tinto tem alta acidez no sabor, mas não dá aquela sensação de secura na boca, sendo mais leve no paladar, ideal para iniciantes, segundo Roloff.

Bom para acompanhar: aves com ervas e cogumelos.

Preço: R$ 70

  • Sinais Merlot – Don Guerino

 

Considerado vinho simples, mas de qualidade pela sommelière e criadora da Confraria das Pretas, Silvana Aluá, este rótulo é descrito como um vinho gastronômico, encorpado e com um final agradável na boca.

Bom para acompanhar: queijos de média maturação, massas e pizzas.

Preço: R$ 50

  • Varietal Aurora Tinto Cabernet Sauvignon – Aurora

 

Com aromas de frutas, como morango e cereja, este vinho tem um leve amargor no final, afirma Silvana.

Bom para acompanhar: pizzas de frango com catupiry, calabresa e esfihas de carne.

Preço: R$ 30

Os espumantes podem ser brancos ou rosé. A diferença para outros tipos de vinho é que em seu preparo eles passam por duas fermentações. Esse processo é o responsável pela perlage ou borbulha, que é a espuma gerada pelo gás carbônico acumulado após a pressão de dentro da garrafa ser aliviada ao abri-la.

  • Cave Amadeu Rústico Nature – Família Geisse

 

O diferencial deste vinho, segundo Maurício Roloff, é que ele chega ainda na taça com as leveduras da segunda fermentação, ou seja, com os micro-organismos que fazem esse processo. Com isso, segundo o sommelier, há mais sabor e aroma, além de encorpar a bebida.

Bom para acompanhar: entradas e canapés sobre pães artesanais, como uma bruschetta de presunto cru.

Preço: R$ 100

  • Dádivas Blanc de Blanc Chardonnay Brut – Lídio Carraro

 

Considerado pelo sommelier Tartari fino e delicado, este espumante possui aromas de flores brancas e frutas, como melão e pera.

Bom para acompanhar: massas, risotos, frutos do mar e carnes vermelhas.

Preço: R$ 90

  • Fausto Brut Rosé Tradicional – Pizzato

 

Para Tartari, este é um espumante delicado, com grande riqueza de aromas de frutas vermelhas, é seco e dá um fim de boca muito longo.

Bom para acompanhar: peixes, frutos do mar, carnes brancas, petiscos, entradas e sobremesas com pouca doçura.

Preço: R$ 70

  • Prosecco – Salton

 

Vinho de uma uva que torna o espumante mais leve, segundo o sommelier Manoel Beato, por causa disso, ele o classifica uma uma bebida ideal para abertura de um evento ou para beber para brindes.

Bom para acompanhar: canapés e entradas leves.

Preço: R$ 45

Diferentemente do vinho tinto, o branco tem coloração clara, variando em tons de amarelo. Essa cor se dá por causa do processo de produção, em que as cascas das uvas são retiradas antes da fermentação para evitar que a bebida pegue a cor delas.

  • Almadén Riesling – Miolo

 

Vinho recomendado pela criadora da Confraria das Pretas, Silvana Aluá, é leve e suavemente refrescante, possuindo aroma cítrico de frutas como o limão, por exemplo.

Bom para acompanhar: aperitivos, saladas, peixes, aves, pizzas, massas com molhos leves e queijos frescos de massa mole, como ricota, cottage e mozzarella de búfala.

Preço: R$ 35

  • Cepas Viognier – Campos de Cima

 

Segundo o diretor técnico da ABS-RS, Maurício Roloff, este vinho é mais encorpado do que a média e toma conta da boca a cada gole, sem perder o frescor e com aromas delicados.

Bom para acompanhar: queijos, molhos a base deles, caldos e sopas.

Preço: R$ 80

Como o nome sugere, este tipo de vinho é rosado. Para adquirir este tom ele pode ser produzido com uma mistura dos vinhos tinto e branco ou por meio da maceração das uvas pretas antes da fermentação.

  • Merlot, Malbec, Cabernet Franc e Petit Verdot – Suzin

 

Com origem nas vinícolas de São Joaquim e São Paulo, possui aroma floral. É descrito por Silvana como “fácil de beber, agradável e leve em boca”.

Bom para acompanhar: saladas, frutos do mar, peixes e petiscos leves.

Preço: R$ 85

A diferença para o vinho seco é que o tinto suave recebe açúcar em seu preparo, portanto tem o sabor mais doce.

  • Suave Fausto Violete, uvas Merlot, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet – Pizzato

 

Para a sommelière Silvana, este vinho chama a atenção pela cor vermelha rubi e pelos aromas de geleia de amora. Ela o recomenda para quem gosta de um sabor adocicado.

Bom para acompanhar: sobremesas e queijos.

Preço: R$ 45

Candidatos do Prouni 2021 podem se inscrever em lista de espera do segundo semestre

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Os candidatos interessados em fazer parte do Programa Universidade para Todos (Prouni) e que não foram selecionados nas duas chamadas do segundo semestre deste ano podem manifestar interesse de entrar na lista de espera. O prazo abre nesta terça-feira (17) e se encerra na quarta (18).

Para isso, é preciso acessar a página do Prouni (http://siteprouni.mec.gov.br/) para declarar o interesse. Os resultados saem na sexta (20).

O Prouni oferece bolsas de estudo parciais (que cobrem 50% da mensalidade) e integrais (100%) para cursos de graduação e de formação continuada em universidades particulares.

Embora o sistema permita que os candidatos escolham até duas opções de instituição, local de oferta, curso, turno, tipo de bolsa e modalidade de concorrência, a lista de espera não tem essa opção. Ela será única para cada curso e turno de cada local de oferta.

Fonte: G1.

Menina que nasceu com 500g precisa de 9 cirurgias para respirar sem aparelhos em SP

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A pequena Allana Miloch Fonseca, de dois anos, luta pela vida desde que nasceu prematura, pesando pouco mais de 500 gramas. Foram sete meses internada e intubada antes de receber alta e, até hoje, só consegue respirar por meio de um aparelho chamado cânula de traqueostomia. Para mudar essa realidade, sua família, que é de Santos, no litoral paulista, corre contra o tempo para que a menina consiga realizar as nove cirurgias que precisa para conseguir respirar sozinha.

Alana e a irmã gêmea nasceram prematuras, na 26ª semana de gestação – o equivalente a seis meses. Enquanto a irmã nasceu com 700 gramas e precisou ficar internada por dois meses antes de receber alta, Alana ficou sete meses internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo que cinco desses meses permaneceu intubada. “Ela ficou sete meses na UTI desenganada pelos médico, ninguém acreditava que ela iria sobreviver”, relembra a funcionária pública Dienifer Bragiato Fonseca Miloch, de 31 anos, mãe do bebê.

Por ter ficado tanto tempo intubada, a mãe explica que a menina teve que fazer traqueostomia para ter chance de receber a alta, e até hoje depende do aparelho para respirar 24 horas. Segundo relata a funcionário pública, a menina demanda de cuidados diários, que incluem aspirar a traqueia, o que é doloroso e desconfortável.

“Ela também não consegue falar e não emite nenhum som. Há cerca de um ano eu ainda corria atrás de médico para saber porque ela não respirava sem a traqueo, até que encontrei uma médica de São Paulo, particular, que pediu exames e descobriu que ela tem estenose subglótica grave, grau 3”, diz.

Esta estenose, conforme relatório da otorrinolaringologista que a acompanha, obstrui 90% da traqueia da criança. “Paciente respira por traqueostomia e encontra-se em risco de vida, pois se ocorrer decanulação acidental, pode evoluir a óbito por parada cardiorrespiratória. Além disso, pode haver formação de rolhas de secreção que obstruem a cânula. O risco de infecção pela presença da cânula de traqueostomia na traqueia é muito alto. Traqueíte e pneumonia que também podem levar a um quadro grave de Insuficiência Respiratória”, destacou a profissional no relatório médico.

Para retirar o aparelho que hoje a permite respirar e acabar com essa obstrução, a bebê precisa realizar uma traqueoplastia, que envolve nove procedimentos cirúrgicos que irão reconstruir a traqueia.

“Todos os procedimentos, que precisam de equipe médica especializada, ficaram em R$ 600 mil. O tempo indicado para fazer essa cirurgia era até três anos, mas como a traqueia começou a fechar mais, a doutora teme que feche totalmente e não tenha mais como corrigir, por isso quer começar os procedimentos em janeiro de 2022, então estamos correndo contra o tempo para conseguir o valor até lá. Até o momento só conseguimos R$ 120 mil. Temos campanhas de arrecadação nas redes sociais. Minha filha preciso disso para viver”, finaliza Dienifer.

Fonte: G1.

Por que livros da extinta editora Cosac Naify custam até R$ 2,8 mil na internet?

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Fecharam-se, em 2015, as portas de uma das editoras mais elegantes do Brasil. Em seis anos, suas obras se tornaram relíquias, tanto pela raridade de exemplares à venda quanto pelo valor cobrado por elas.

Belos livros editados pela Cosac Naify (1996-20015) são, agora, vendidos por centenas de reais pelos poucos, mas espertos donos de edições ainda embaladas. Os preços variam:

  • Um box de “Contos Completos” de Liev Tolstói, com três volumes, chega a ser vendido por R$ 2,5 mil. E o combo de “Guerra e Paz”, um dos mais famosos e queridinhos entre o público da editora, por R$ 1,4 mil.
  • “O Outono da Idade Média”, de Johan Huizinga, é anunciado por R$ 1,5 mil.
  • “David Copperfield”, de Charles Dickens, tem ofertas de R$ 550 a R$ 2,8 mil.
  • “Contos Maravilhosos Infantis e Domésticos”, dos irmãos Grimm, chega a custar R$ 950.
  • “Antologia da Literatura Fantástica”, com 75 histórias reunidas pelos autores Jorge Luis Borges, Adolfo Bioy Casares e Silvina Ocampo, é vendido por cerca de R$ 800.

Mesmo livros usados não saem por menos de R$ 100 em sites dedicados a produtos de segunda mão. A maioria gira em torno de R$ 300 a R$ 500, a depender da popularidade e da raridade da obra.

Por que faz tanto sucesso

Os livros são bonitos, mas existe complexidade por trás da beleza. A escolha de gráficas de ótima qualidade, inclusive premiadas, por exemplo, explica Luciano Guimarães, professor de Design Editorial da Universidade de São Paulo (USP).

“Uma das características que fez Cosac Naify ter qualidade reconhecida de forma quase unânime é ter aliado a escolha por gráficas de excelência – como a Ipsis, que tem vários projetos vencedores no Prêmio Fernando Pini de Excelência Gráfica —, o investimento em equipe editorial, com editores, produtores e designer editoriais muito qualificados. O resultado é percebido tanto na qualidade do material, quanto em uma dimensão conceitual: a materialidade corresponde a um conceito”, explica.

Um exemplo disso é o livro “A fera na Selva”. Uma publicação dos pesquisadores Gabriela Araújo Oliveira e Hans da Nóbrega Waechter, da Universidade Federal de Pernambuco, mostra que a gramatura do papel aumenta a cada 8 páginas, enquanto o tom escurece a cada duas, conforme a história se torna tensa.

“Ao final, há uma inversão das cores: o fundo prateado torna-se preto e o texto preto converte-se em prateado, quando o protagonista passa por um momento revelador sobre sua ‘fera'”, diz a publicação.

Segundo Guimarães, a maioria dos livros “regulares” no Brasil utiliza o papel offset, com gramatura entre 75 e 90 g/m2 e formato de 14 x 21 cm. A Cosac não tinha papel, gramatura ou formato específicos. Cada obra era feita com um tipo de papel correspondente ao seu conteúdo e proposta.

Outro ponto é a abrangência do catálogo. A editora foi uma das poucas que reuniu tantos livros sobre cultura, arte, moda e design, como “História do design gráfico”, de Philip B. Meggs (vendido por R$ 700). Também foi apostava em autores brasileiros e internacionais com menor alcance na época, mas grandes obras, como Samuel Beckett, Jorge de Lima, Murilo Mendes e Alejandro Zambra.

Também entram na conta as traduções zelosas, muitas feitas diretamente do idioma original – como as versões de “Anna Kariênina”, “Ressurreição” e “Guerra e Paz” feitas por Rubens Figueiredo. Por fim, uma das maiores explicações: algumas obras ainda não foram relançadas por outras editoras no país.

“As traduções refeitas e atualizada de livros antigos, como a coleção de Tolstói. Comprei meu primeiro livro deles em 2011, a edição de ‘Anna Kariênina’. Foi meu primeiro contato com o autor, que se tornou um dos meus favoritos, e também com a literatura russa”, conta o analista de segurança de conteúdo Thiago D’Carlo, de 27 anos.

Para que ter só pela metade o que se pode ter por inteiro? D’carlo quer completar a coleção que começou há 10 anos, mas esbarra nos preços altos. “Hoje, você não encontra ‘Guerra e Paz’ da Cosac por menos de R$ 300 reais (ou R$ 400) e por isso ainda não comprei, mas sigo nessa expectativa.”

Fonte: G1.

Ciclone tropical atinge o Haiti e dificulta busca por sobreviventes de terremoto devastador

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O Haiti foi atingido pelo ciclone tropical Grace na noite de segunda-feira (16), dois dias depois do país ter enfrentado um forte terremoto que deixou ao menos 1.419 mortos, 6.000 feridos e milhares de pessoas desabrigadas.

O ciclone levou fortes chuvas e rajadas de vento de até 75 km/h ao Haiti. A região sudoeste do país, a que mais sofreu com o terremoto, foi justamente a mais atingida pelo ciclone Grace. Também choveu muito na capital, Porto Príncipe.

O número de pessoas mortas pelo terremoto deve aumentar já que, com a chegada da chuva e dos ventos, os trabalhos de resgate foram interrompidos. Com o terremoto, foram destruídas cerca de 37,3 mil casas, e as equipes de resgate ainda não conseguiram fazer buscas por sobreviventes em muitas delas.

O ciclone também fez aumentara os riscos de deslizamentos e de enchentes.

De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), o ciclone também deve passar pela Jamaica, Cuba e Ilhas Cayman entre terça (17) e quarta-feira (18), segundo a trajetória prevista pelo serviço meteorológico.

Crise política e humanitária

O terremoto atingiu o Haiti em um momento de forte crise política, que é anterior até mesmo ao assassinato do presidente Jovenel Moïse, em julho deste ano.

Moïse dissolveu o Parlamento e governava por decreto havia mais de um ano, após o país não conseguir realizar eleições legislativas, e queria promover uma polêmica reforma constitucional.

Após o assassinato do presidente por um grupo de mercenários, um governo interino assumiu o controle do país até a realização de novas eleições.

A nação mais pobre das Américas tem um longo histórico de ditaduras e golpes de Estado. Nos últimos meses, o Haiti enfrentava também uma crescente crise humanitária, com escassez de alimentos e aumento nas taxas de violência.

O PIB per capita do país é de US$ 1,6 mil por ano (cerca de R$ 8,5 mil), e cerca de 60% da população vive com menos de US$ 2 por dia (pouco mais de R$ 10).

Fonte: G1.