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Intralogística deixa de ser operação de bastidor e passa a definir a experiência de compra
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Para a Águia Sistemas, um dos principais movimentos do setor está na busca por tecnologias capazes de acompanhar o crescimento das operações de forma escalável, com impactos diretos na experiência de compra

 

O avanço das atividades de intralogística, que envolvem etapas como armazenamento e movimentação de materiais, tem levado empresas  de diferentes segmentos a revisar processos internos e ampliar o uso de automação. Em um cenário marcado pelo aumento do número de
SKUs, pela maior frequência de pedidos, pelas entregas fracionadas e pela exigência de prazos cada vez menores, a intralogística passou a ocupar uma posição estratégica para garantir produtividade, flexibilidade e viabilidade financeira às operações.

Para o diretor-presidente da Águia Sistemas, Rogério Scheffer, um dos caminhos para lidar com esse cenário é adotar tecnologias de forma progressiva, acompanhando a evolução da demanda e evitando a concentração dos investimentos em uma única etapa. “Mais CAPEX e
menos OPEX. As empresas já têm consciência da necessidade de automatizar grande parte de suas operações, seja pela busca por redução de custos, segurança ou atendimento à demanda. Aumentar a capacidade e a produtividade não é uma tendência, e sim uma
pendência, que passa obrigatoriamente pela revisão dos processos e pela automação de boa parte deles”, afirma.

Segundo o executivo, o cenário brasileiro traz ainda um desafio adicional: o elevado custo do capital, que pode dificultar investimentos em operações com margens mais restritas. Nesse contexto, sistemas modulares e expansíveis permitem distribuir os aportes de acordo com o
crescimento da operação, contribuindo para um fluxo de caixa mais equilibrado e reduzindo o tempo de implementação de determinados projetos.

A modernização da intralogística envolve diferentes etapas, desde a armazenagem dos produtos até a separação, o transporte e a classificação dos pedidos. Por isso, projetos de automação podem combinar estruturas convencionais, sistemas automatizados, robótica e
softwares de controle. Entre as tecnologias utilizadas estão sistemas de classificação automática, soluções Goods-to-Person, robôs para movimentação de materiais, armazéns verticais e sistemas de gestão e controle de equipamentos.

Entre as soluções da Águia Sistemas está o T-Sort, sistema de classificação no qual o colaborador coloca o item sobre o robô, que realiza automaticamente o direcionamento de acordo com critérios definidos pela operação, como rota, transportadora, loja ou tipo de
produto. A tecnologia pode ser aplicada, por exemplo, em centros de distribuição que trabalham com grandes volumes de pedidos.
Outra solução é o 3D Sort, que utiliza uma dinâmica semelhante, mas permite consolidar pedidos com múltiplos itens em um único destino por meio de uma prateleira dinâmica.

A característica torna a tecnologia particularmente aderente a operações de e-commerce, nas quais a variedade de pedidos e a necessidade de agilidade na separação são maiores. Já o AirRob trabalha com o conceito Goods-to-Person. Nesse modelo, o operador permanece
em uma estação de trabalho enquanto o sistema robótico realiza a movimentação das caixas com os produtos até o ponto de separação. A proposta reduz os deslocamentos dos colaboradores e pode contribuir para aumentar a produtividade em operações de
armazenagem e picking.

A Águia Sistemas também desenvolveu o WCS (Warehouse Control System), que faz a interface entre equipamentos, sistemas automatizados e o WMS (Warehouse Management System) utilizado pelo cliente. A solução permite integrar e coordenar diferentes recursos
envolvidos na movimentação interna dos produtos.

Além da automação, as estruturas físicas continuam desempenhando papel importante nos projetos de intralogística. Porta-paletes, estruturas autoportantes, sistemas dinâmicos e mezaninos podem ampliar a capacidade de armazenagem e melhorar o aproveitamento do
espaço disponível. A combinação dessas soluções permite atender diferentes perfis de operação, incluindo segmentos como e-commerce, farmacêutico, alimentício, automobilístico, atacado, varejo e operadores logísticos.

“A intralogística não pode ser tratada como uma solução única. Cada empresa tem um fluxo, um volume, um mix de produtos e uma estratégia de crescimento. Nosso papel é entender esse cenário e desenvolver uma solução que faça sentido para aquela operação, seja com
automação convencional, robótica ou uma combinação de diferentes tecnologias”, explica Rogério Scheffer.

Essa flexibilidade também está relacionada à necessidade de equilibrar produtividade e investimento. Em vez de implantar toda a automação de uma única vez, as empresas podem estruturar projetos em etapas, incorporando novos recursos conforme o aumento da demanda. Impacto da intralogística chega ao consumidor Embora boa parte dos processos aconteça longe dos olhos do consumidor, os resultados da intralogística estão diretamente relacionados à experiência de compra. A eficiência na armazenagem, separação, classificação e movimentação dos produtos pode contribuir para reduzir erros, agilizar o processamento dos pedidos e ampliar a capacidade de resposta das empresas.

“Na prática, a revolução que está ocorrendo na intralogística está viabilizando as operações das empresas, dos operadores logísticos e dos fulfillment centers de e-commerce, contribuindo para garantir a qualidade das entregas e a viabilidade econômica dessas operações”, afirma
Rogério Scheffer.

O executivo avalia que a evolução tecnológica tende a ampliar ainda mais a integração entre os ambientes físico e digital da cadeia logística, com impactos tanto na movimentação dos produtos quanto no fluxo de informações entre empresas e consumidores. Essa integração  também está presente no desenvolvimento de novas experiências para demonstrar, na prática, como diferentes tecnologias podem trabalhar de forma coordenada. A Águia Sistemas desenvolveu uma maquete virtual com recursos de realidade virtual que permite visualizar, passo a passo, o funcionamento de uma operação de intralogística e compreender a interação entre diferentes áreas, equipamentos e fluxos de materiais.

A tecnologia será incorporada a um showroom interativo integrado ao parque industrial da empresa. O espaço permitirá demonstrar o funcionamento conjunto de soluções de armazenagem, movimentação e automação, reproduzindo a dinâmica de um fulfillment center e
mostrando como diferentes recursos podem ser combinados de acordo com as necessidades de cada operação.

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