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Liberdade econômica: Câmara isenta distribuição desproporcional de lucros do ITCMD
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“É um passo importante para a liberdade de negociação e a segurança jurídica dos contratos no Brasil”, diz especialista

 

Em uma decisão significativa para contribuintes e empresas, a Câmara dos Deputados aprovou a isenção do ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação) sobre distribuições desproporcionais de lucros e previdência privada, dentro do Projeto de Lei Complementar 108 (PLP 108).

 

A medida, aprovada na última quarta-feira (30), é um passo importante para a liberdade de negociação e a segurança jurídica dos contratos no Brasil, diz Luiz Felipe Baggio, consultor jurídico e especialista em Planejamento Sucessório e Proteção Patrimonial.

 

“É uma vitória para a democracia e para a liberdade de contratar, criar, negociar e transformar. O mercado, agora, tem mais uma ferramenta para assegurar que as distribuições de lucros respeitem a realidade das contribuições de cada sócio,” destaca Baggio, que também é co-fundador da consultoria Evoinc.

 

O consultor explica que a decisão corrige uma distorção que ameaçava penalizar empresas em situações legítimas. Ele exemplifica a importância desse mecanismo ao citar o caso de sócios com níveis diferentes de participação nos negócios. “Imagine que um sócio tenha se afastado, enquanto o outro seguiu na gestão e impulsionou o crescimento da empresa sozinho. Permitir a distribuição desproporcional de lucros é uma maneira de reconhecer a contribuição do sócio ativo, respeitando o princípio da equidade,” afirma Baggio.

 

Apesar de o ITCMD ser um instrumento importante para arrecadação, Baggio pondera que uma abordagem restritiva sobre o instituto de distribuição desproporcional poderia afetar negativamente o mercado, em vez de coibir fraudes. “Banir essa ferramenta só prejudicaria os bons pagadores, pois não impede práticas fraudulentas, que ainda ocorreriam por outros meios. A medida reconhece que o instituto jurídico da distribuição desproporcional de lucros é uma necessidade, não uma brecha.”

 

A decisão da Câmara também reflete um movimento para garantir que institutos jurídicos sejam mantidos para beneficiar quem os utiliza de forma correta e de boa-fé. Para Baggio, essa iniciativa reforça a importância da segurança jurídica e da liberdade de escolha nas práticas de governança e sucessão empresarial, estabelecendo uma base mais sólida para o desenvolvimento de novos negócios no país.

 

Fonte: Luiz Felipe Baggio, consultor jurídico, especialista em Planejamento Sucessório, Proteção Patrimonial e Family Office, e co-fundador da Evoinc.

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