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Donny Silva lamenta prisão do coronel Naime
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O jornalista investigativo Donny Silva lamentou a prisão do coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Jorge Eduardo Naime (foto em destaque). Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), Naime e mais quatro PMs se entregaram à Corregedoria da corporação para dar início ao cumprimento da pena de 16 anos. Os militares foram condenados por omissão no 8 de Janeiro de 2023.

Eles foram conduzidos ao 19º Batalhão, conhecido como Papudinha, onde estão presos o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-diretor geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, e o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres.

Em 2023, a  esposa do coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Jorge Eduardo Naime, Mariana Adorno Naime foi às redes sociais pedir doações via Pix após o seu marido ter o salário cortado. Naime, que  se encontrava preso, teve o salário e todas as gratificações suspensas a contar a partir do dia 18 de agosto, após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi publicada no último dia 28 no Diário Oficial do DF.

Em entrevista ao jornalista Cláudio Dantas, Mariana mencionou atritos com o então interventor federal na Segurança Pública do DF, Ricardo Cappelli, que assumiu a coordenação das ações após os ataques. A defesa do coronel sustenta que Naime foi alvo de retaliação após se recusar a cumprir essas ordens.

Cappelli, por sua vez,  declarou que Naime foi o “único oficial resistente” a suas determinações e que essa resistência teria prejudicado a resposta policial. A defesa nega, afirmando que ele agiu tecnicamente, tentou prevenir riscos e não participou do planejamento dos atos por estar de férias.

Mariana diz que Cappelli pressionou o coronel por ações que ele considerava ilegais, como a autorização do uso de munição letal contra pessoas desarmadas.

O jornalista Cláudio Dantas afirmou que o coronel pode ter sido “o único oficial a não cumprir ordens ilegais” e fez um apelo ao STF: “Leiam a defesa, considerem as provas. Não façam condenações automáticas.”

“Naime estava de folga naquele 8 de janeiro, recebeu um telefonema, colocou o uniforme e se dirigiu à Esplanada dos Ministérios na área central de Brasília. Foi agredido e mesmo assim cumpriu bravamente seu papel. E com um histórico impecável dentro da Corporação, Moraes achou por bem colocá-lo junto com colegas no fantasioso inquérito do 8/1. O tempo é o senhor da razão e vai demonstrar os absurdos que envolvem a prisão de pessoas inocentes para sustentar a “narrativa” do governo esquerdista. E por onde anda o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, G. Dias? Cadê as filmagens de todas as câmeras da Esplanada? Existem muitos mistérios, narrativas,  dúvidas e constatações a respeito do que de fato ocorreu naquele domingo. A justiça de Deus é a única esperança para o Brasil.”, afirmou Donny Silva.

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