O ex-prefeito Cristiomário parece ter assumido uma curiosa missão política: fiscalizar quem faz campanha em Planaltina de Goiás e agir como se tivesse autoridade para decidir quais candidatos podem ou não buscar votos na cidade.
Recentemente, voltou a circular um vídeo em que ele critica eleitores que apoiam candidatos de fora do município. O discurso passa a impressão de que apenas políticos ligados ao seu grupo teriam legitimidade para disputar espaço em Planaltina. No entanto, o próprio Cristiomário percorre outras cidades em busca de apoio para seus projetos políticos. Quando lhe convém, a lógica parece ser diferente.
Mas antes de apontar o dedo para os outros, talvez fosse mais adequado prestar contas da própria trajetória.
Em 2018, ganhou repercussão nacional a nomeação de seu filho, então com apenas 19 anos, para uma função de destaque no Ministério do Trabalho. Na época, reportagens destacaram que o cargo envolvia responsabilidades relevantes e que o jovem não possuía experiência comprovada na área nem formação superior concluída.
O episódio gerou questionamentos sobre critérios de nomeação, influência política e valorização do mérito na administração pública. Além disso, sua passagem pela prefeitura ainda é alvo de críticas de parte da população. Em grupos de WhatsApp e rodas de conversa, muitos moradores passaram a chamá-lo de “Prefeito das Taxas” ou “Prefeito Taxadinha”, em referência a medidas e cobranças que provocaram insatisfação entre diversos cidadãos.
Na política, coerência continua sendo um valor essencial. Quem critica adversários precisa estar disposto a responder pelos próprios atos. E quem age como se fosse dono de Planaltina deveria lembrar que a cidade pertence aos seus moradores, não a qualquer político.


