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Escudo no bolso: como as novas travas do Pix protegem seu dinheiro contra golpistas
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Com limites rigorosos para aparelhos não cadastrados e avanço no estorno de fraudes, Banco Central fortalece o sistema de pagamentos instantâneos para barrar acessos indevidos e invasões de conta

O sistema de pagamentos mais popular do Brasil ganhou camadas extras de proteção. O Banco Central (BC) vem implementando diretrizes de segurança rigorosas para o Pix com o objetivo de inibir a ação de golpistas e conter prejuízos em casos de invasão de contas ou roubo de celulares.

Entre as principais mudanças está o bloqueio preventivo para transferências realizadas a partir de dispositivos novos — ou seja, aparelhos que ainda não passaram pela validação completa de segurança da instituição bancária.

Para quem costuma utilizar o aplicativo do banco sempre no mesmo smartphone, a rotina de transferências permanece a mesma. No entanto, a regra muda drasticamente ao tentar movimentar valores a partir de um aparelho novo ou não reconhecido:

  • Teto por transação: O limite para cada envio via Pix é travado em R$ 200.

  • Limite diário de segurança: O valor máximo acumulado de transferências em aparelhos não cadastrados não pode ultrapassar R$ 1.000 por dia.

Essa medida atinge diretamente a dinâmica de golpes comuns, como o acesso remoto à conta ou invasões ocorridas após o furto de aparelhos. Mesmo que um criminoso obtenha a senha do usuário, ele não consegue esvaziar a conta via Pix a partir de outro dispositivo sem passar pelo processo de biometria e cadastro prévio.

Além das restrições para aparelhos novos, o pacote de segurança do Banco Central inclui mecanismos integrados de prevenção:

  • Carência para aumento de limites: Pedidos para elevar os limites de transferência passam por um período de segurança (geralmente entre 24 e 48 horas) antes da liberação. Já os pedidos de redução têm efeito imediato.

  • Aprimoramento do MED (Mecanismo Especial de Devolução): Facilita e estende o prazo para que os bancos façam o bloqueio cautelar e o estorno dos valores caso a vítima notifique a fraude rapidamente.

  • Varredura de contas com histórico ilícito: Os bancos têm a obrigação de monitorar e identificar transações direcionadas a chaves e contas que apresentem histórico de denúncias por atividades fraudulentas.

O que fazer para não ter transações bloqueadas?

Para evitar contratempos ao trocar de celular ou precisar fazer uma transferência de maior valor, o usuário deve acessar o aplicativo do seu banco, entrar na seção de Segurança/Gerenciamento de Dispositivos e concluir o cadastro do novo aparelho (geralmente via validação facial ou token) antes de efetuar o pagamento.

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