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 DF amplia acesso à ressonância magnética enquanto IA e novas tecnologias tornam exames de imagem mais rápidos 
 

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Avanços em ressonância magnética e tomografia reduzem o tempo dos exames e trazem mudanças para a experiência dos pacientes 

O Distrito Federal ampliou a oferta de ressonâncias magnéticas e, pela primeira vez, passou a disponibilizar mais vagas do que a demanda mensal. A informação foi apresentada pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) à Câmara Legislativa em agosto de 2026, durante a prestação de contas referente ao último quadrimestre de 2025. Em setembro, o Ministério da Saúde também informou que unidades móveis de saúde estavam atuando em oito regiões administrativas do DF para atender, entre outros procedimentos, a demanda reprimida por ultrassonografias.

A ampliação do acesso aos exames de imagem também passa pela distribuição dos serviços em diferentes regiões. Na rede privada, a oferta de ultrassonografia em diferentes unidades permite que o paciente encontre opções de atendimento mais próximas de onde mora ou trabalha. Além do acesso, os próprios exames de imagem vêm passando por mudanças. Novos equipamentos, softwares e recursos de inteligência artificial permitem reduzir o tempo de alguns procedimentos e oferecem novos recursos para a análise médica.
Para a neurorradiologista Niedja Tsuno, do Laboratório Exame, marca da Dasa no Distrito Federal, um dos avanços que já têm impacto na rotina dos exames é o uso da inteligência artificial na ressonância magnética.

“A inteligência artificial permite obter as imagens mais rapidamente e acelerar sua reconstrução em determinados protocolos. Isso reduz o tempo dentro da máquina, o que pode fazer diferença para pacientes com dor, ansiedade, claustrofobia ou dificuldade de permanecer imóveis. Quanto menos o paciente se movimenta, menor também é o risco de interferências nas imagens”, explica.

A duração da ressonância varia de acordo com a região do corpo investigada e o protocolo utilizado. Com os recursos de aceleração, alguns exames podem ser realizados em até sete minutos e, dependendo da área avaliada, esse tempo pode ser ainda menor. Isso não significa, porém, que todas as ressonâncias tenham a mesma duração, já que o tempo depende das características de cada exame e da necessidade do paciente.

Tomografia: rapidez pode ajudar na tomada de decisão

Na tomografia computadorizada, as imagens podem ser obtidas em poucos segundos. Essa característica é importante em situações que exigem uma avaliação rápida, como ocorre em muitos atendimentos de urgência e emergência.
“Em algumas situações clínicas, a rapidez na obtenção das informações do exame pode ser decisiva para a conduta médica. A tomografia permite adquirir imagens em poucos segundos e com os recursos de reconstrução, analisar a região investigada em diferentes planos”, explica a especialista.

A agilidade na entrega do resultado também pode ser encontrada fora do ambiente hospitalar. Em alguns laboratórios da rede privada no Distrito Federal, os laudos de tomografia são disponibilizados no mesmo dia.

Apesar de fazerem parte do diagnóstico por imagem, tomografia e ressonância magnética têm características e indicações diferentes. A tomografia utiliza raios X e costuma ser uma opção importante em situações que exigem respostas rápidas, como traumas e suspeitas de hemorragias. Já a ressonância utiliza campo magnético e ondas de radiofrequência e permite uma avaliação detalhada de tecidos e estruturas, como cérebro, coluna e articulações.

“Não existe um exame melhor para todas as situações. Em uma suspeita de hemorragia cerebral, por exemplo, a tomografia pode ser a primeira escolha pela rapidez. Já a ressonância oferece mais detalhes em muitas avaliações do cérebro, da coluna e das articulações. A escolha depende do que precisa ser investigado e da condição de cada paciente”, conclui Niedja.

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