Em Brasília, rumores nos bastidores políticos dão conta que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidente da República e o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, poderão fazer dobradinha nas eleições de outubro.
Recentemente Joaquim Barbosa, mesmo sem dizer nenhuma palavra até agora, foi lançado candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC). Pesquisas encomendadas pela cúpula do partido em 15 estados mostraram uma boa aceitação de sua imagem, apostando na sua visibilidade nacional desde o julgamento do Mensalão.
Dono de um currículo invejável e contra a corrupção, Barbosa pode se tornar o vice de Flávio, acabando assim, com as intenções do “Centrão” de plantar um vice na chapa do presidenciável pelo PL.
Em 2012, como relator do processo do Mensalão (Ação Penal 470) no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Joaquim Barbosa votou pela condenação de 24 dos 37 réus, incluindo toda a cúpula do PT e operadores do esquema. Seu voto histórico estabeleceu a existência de uma organização criminosa voltada para a compra de votos no Congresso Nacional. O voto do relator foi marcado pela firmeza e pelo detalhamento exaustivo das provas.
Joaquim Barbosa analisou a denúncia dividida em núcleos e concluiu que José Dirceu (ex-ministro da Casa Civil), José Genoíno (ex-presidente do PT) e Delúbio Soares (ex-tesoureiro do partido) foram condenados por crimes como corrupção ativa e formação de quadrilha.
O publicitário Marcos Valério foi apontado como o principal operador financeiro do esquema, condenado por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas, recebendo uma das maiores penas.
Deputados e dirigentes de partidos da base do governo (como PP e PL) foram condenados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em troca de apoio político. Joaquim Barbosa foi o principal pilar da condenação de figuras poderosas da política brasileira, marcando um dos julgamentos mais longos e emblemáticos da história do STF.
Em Brasília, ninguém acredita na “pureza” e “boas intenções” do Centrão, que nas eleições de 2022 usou e abusou do apoio de Bolsonaro e logo depois correu para os braços de Lula. Nos últimos três anos, União, Republicanos e Progressistas ganharam cargos no governo lulista e ajudaram afundar a economia do País ao votarem com o PT.
A ideia que circula em Brasília é que Flávio e Joaquim caminhem juntos porque ambos são patriotas, combatem a corrupção e querem que o Brasil cresça sem mordaças e tenha paz social, sem a maior carga tributária do mundo pesando sobre os ombros de trabalhadores e empregadores.
Será que a chapa Flávio e Joaquim será realidade? A torcida é grande em vários estados e no DF para que isso ocorra.
Fonte: donnysilva.com.br


