Último encontro do Programa de Desenvolvimento de Lideranças reuniu gestores para discutir estratégias voltadas à qualidade assistencial e à melhoria dos processos
Por Ivan Trindade
Gestores e assessores do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) participaram, nesta quinta-feira (11), do último encontro da 5ª edição do Programa de Desenvolvimento de Lideranças (PDL). A atividade reuniu profissionais de diferentes áreas para discutir implementação de mudanças e governança clínica, temas considerados estratégicos para aprimorar a qualidade da assistência e a eficiência dos serviços prestados à população.
Promovida pela Superintendência de Pessoas (Supes), por meio do Núcleo de Cultura, Desenvolvimento e Comunicação Interna (NUCDC), a iniciativa marcou o encerramento de mais um ciclo de formação voltado ao fortalecimento das lideranças do Instituto.
Realizado na sede administrativa do IgesDF, o encontro, que teve como formato um talk show, também reforçou a liderança como um processo permanente de aprimoramento. A programação teve como foco o modelo adotado pela instituição para qualificar a assistência, ampliar a segurança do paciente e aprimorar a gestão dos serviços.
Durante a abertura, a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, destacou a importância de investir na formação de profissionais capazes de promover mudanças positivas nas unidades de saúde. Ao parabenizar a equipe responsável pelo programa, ela ressaltou que desenvolver pessoas também significa compartilhar responsabilidades e construir resultados coletivos.
“Quando qualificamos líderes, fortalecemos a capacidade da instituição de entregar uma assistência cada vez mais focada na eficiência e na eficácia dos serviços prestados”, afirma.
O debate contou com a participação do superintendente de Qualidade e Melhoria de Processos (Sumec), Clayton Sousa, que abordou a importância da gestão documental, da padronização dos fluxos de trabalho e da construção de uma memória institucional sólida.
Segundo ele, a governança clínica vai além de protocolos e indicadores.
“Ela também está relacionada ao comportamento das equipes, à melhoria contínua e à capacidade de transformar conhecimento em prática. Uma cultura organizacional forte depende da formalização dos processos e da continuidade das ações”, explica.
A diretora de Infraestrutura, Logística e Obras (Dilog), Bárbara Santos, convidou os participantes a enxergarem o potencial transformador dos colaboradores ao citar iniciativas pioneiras implementadas nas unidades administradas pelo Instituto.
“O IgesDF reúne experiências e soluções inovadoras que podem servir de referência para outras instituições do país. Temos a oportunidade de construir modelos que contribuam para o fortalecimento da saúde pública brasileira”, pontua.
Formação deixa legado para os gestores
Entre os participantes, o sentimento foi de valorização do conhecimento adquirido ao longo da formação. O superintendente Jurídico do IgesDF, Túllio Nogueira, avaliou que o programa deixa um legado importante para a instituição ao ampliar a integração entre as áreas e a compreensão dos desafios da gestão em saúde.
“O PDL nos proporciona uma visão mais ampla do Instituto e reforça que liderar é, acima de tudo, construir soluções de forma colaborativa”, frisa.
A percepção é compartilhada pelo gerente da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina, Rogério Tavares. Para ele, a formação contribui para preparar os gestores para os desafios do cotidiano e para conduzir equipes de maneira mais humana e eficiente.
“O programa nos oferece ferramentas que fortalecem tanto a gestão dos processos quanto o relacionamento com as pessoas, algo essencial para quem trabalha na saúde”, ressalta.
Com o apoio do Núcleo de Tecnologias Educacionais (Nuted), da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), o encontro foi transmitido ao vivo pelo canal oficial do IgesDF no YouTube, ampliando o acesso ao conteúdo e incentivando a cultura de aprendizagem contínua na instituição.
Uma cerimônia de certificação está marcada para o dia 24 de junho, quando serão reconhecidos os participantes considerados aptos na formação.
Ao encerrar o encontro, a superintendente substituta de Pessoas (Supes), Nildete Dias, destacou que o aperfeiçoamento profissional não termina com a conclusão do programa.
“Este não é um ponto final. É o início de uma nova etapa de aprendizado e aperfeiçoamento que vai reverberar diretamente no cuidado prestado aos pacientes”, finaliza.


