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Bem-estar no trabalho: cinco iniciativas que mais ganham espaço nas empresas brasileiras

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O que as organizações estão oferecendo além do plano de saúde para atrair, engajar e reter talentos

O cuidado com a saúde organizacional deixou de ser um conjunto de benefícios isolados e passou a integrar a estratégia de gestão de pessoas nas empresas brasileiras. Segundo o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, do Wellhub, 88% dos colaboradores afirmam que valorizam o bem-estar no trabalho tanto quanto o salário, e 86% dizem que vão considerar apenas empresas que priorizam o tema ao buscar um novo emprego.

A resposta das empresas tem sido ampliar o conceito de cuidado. Oito em cada dez organizações brasileiras já desenvolvem ações voltadas à qualidade de vida dos colaboradores — e metade pretende ampliar esses investimentos nos próximos 12 meses, segundo a 32ª Pesquisa de Benefícios Corporativos da Mercer Marsh Benefícios. A disputa agora é menos sobre o que está no pacote de benefícios e mais sobre como o cuidado se traduz no dia a dia. Veja quais iniciativas lideram esse movimento:

  1. Apoio psicológico
    A saúde mental lidera a lista de prioridades em 62% das organizações brasileiras, o maior índice entre todas as categorias mapeadas pela Mercer Marsh. A percepção é confirmada pelo comportamento dos profissionais: 68% da Geração Z e 59% dos Millennials consideram a terapia fundamental para o bem-estar, segundo o Wellhub. O formato mais comum é o atendimento por videochamada, que reduz barreiras relacionadas à agenda e ao deslocamento. Além do suporte individual, os programas ampliam o diálogo sobre saúde emocional dentro das organizações, contribuindo para reduzir os estigmas que ainda cercam o tema no ambiente de trabalho. O foco passou a incluir prevenção, acompanhamento e redução de riscos, como estresse crônico, ansiedade e burnout, hoje entre as principais causas de afastamento do trabalho.
  2. Programas financeiros
    O estresse financeiro é uma das causas mais silenciosas da queda de produtividade. Segundo a SalaryFits, 66% dos trabalhadores brasileiros relatam aumento de estresse em razão do endividamento, e 37% afirmam ter baixa capacidade de concentração. A resposta corporativa tem sido estruturar iniciativas de educação e apoio em momentos de vulnerabilidade econômica, como orientação financeira, jurídica e previdenciária, integrando a estabilidade financeira à saúde mental e ao desempenho profissional.
  3. Saúde preventiva
    A prevenção vem substituindo modelos focados apenas no tratamento de doenças. Acompanhamento médico contínuo e check-ups periódicos fazem parte da agenda de 43% das empresas ouvidas pela Mercer Marsh. As organizações mais avançadas deixaram de seguir calendários genéricos de campanhas para atuar com base nas condições de saúde dos colaboradores. Nesse modelo, entram iniciativas como monitoramento de doenças crônicas, campanhas de vacinação e programas de autocuidado, com foco na redução de afastamentos e no cuidado de longo prazo.
  4. Apoio à parentalidade
    Gestantes e famílias passaram a integrar as iniciativas de bem-estar de 44% das organizações, segundo a Mercer Marsh. O suporte vai do acompanhamento pré-natal ao retorno ao trabalho após a licença — um período importante para a permanência das mulheres nas empresas. O tema ganhou força à medida que a gestação, a chegada dos filhos e as rotinas de cuidado passaram a ser reconhecidas como fatores que influenciam diretamente a permanência, o engajamento e a satisfação dos profissionais. A flexibilização das rotinas e a extensão de benefícios a dependentes também avançam nesse contexto.
  5. Telemedicina e médico de família
    A telemedicina consolidou-se como porta de entrada para o sistema de saúde corporativo, ampliando o acesso rápido à orientação e aos cuidados médicos e reduzindo a necessidade de atendimentos de urgência. O avanço mais relevante é a integração com modelos de atenção primária, como o médico de família, que permite o acompanhamento contínuo, a prevenção e uma visão mais integrada da saúde do colaborador ao longo do tempo.

Quando bem-estar vira estratégia

Na prática, muitas organizações já reúnem essas iniciativas em programas estruturados de bem-estar. É o caso do Grupo Marista, cujo Programa de Qualidade de Vida organiza as ações em quatro pilares: Corpo e Mente, Saúde Financeira, Formação e Desenvolvimento e Vida em Harmonia. Os benefícios incluem plano de saúde e odontológico, acesso a academias e estúdios, psicoterapia, acompanhamento de gestantes e de pessoas com doenças crônicas, ações de educação financeira, incentivos à educação e ao desenvolvimento profissional, além de modalidades de trabalho remoto e híbrido e benefícios voltados ao equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, como a folga de aniversário. Parte dos serviços também é oferecida a familiares e dependentes.

Colaboradores com acesso a programas estruturados de bem-estar avaliam melhor a própria saúde mental (61%) do que aqueles sem acesso (40%), aponta o Wellhub. Os reflexos também se manifestam no engajamento. Dados da Gallup mostram que profissionais que se sentem apoiados têm cinco vezes mais chances de estar engajados, 49% menos probabilidade de buscar outro emprego e são sete vezes mais propensos a recomendar a empresa como um bom lugar para trabalhar. Em contrapartida, 85% dos profissionais afirmam que deixariam uma empresa que não priorizasse seu bem-estar.

“Saúde não é apenas a ausência de doença: é a capacidade de viver, trabalhar e se relacionar com mais equilíbrio, significado e qualidade de vida. Para isso, é preciso criar condições para que as pessoas cuidem de si de forma contínua e encontrem apoio em diferentes momentos da vida. O bem-estar deixou de ser uma ação pontual para se tornar parte da cultura organizacional, construída diariamente por meio da prevenção, da escuta e do desenvolvimento das pessoas”, afirma a responsável pelo Programa de Qualidade de Vida do Grupo Marista, Luciana de Souza Augusto.

O que antecede um feminicídio? Iniciativa no RS aposta na identificação precoce de sinais para salvar vidas

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Para o advogado criminalista Juarez da Silva, a prevenção começa com o reconhecimento dos primeiros sinais de violência, permitindo que a rede de proteção atue antes que o crime aconteça

A maioria dos feminicídios não acontece sem aviso. Antes do crime, é comum que as vítimas enfrentem ameaças, agressões, perseguições e outros episódios de violência que, muitas vezes, poderiam indicar o risco de um desfecho fatal. Com base nesse cenário, uma iniciativa desenvolvida no Rio Grande do Sul busca identificar precocemente esses sinais para orientar a atuação das autoridades e da rede de proteção, reforçando a prevenção como ferramenta essencial no enfrentamento à violência contra a mulher.

Para o advogado criminalista Juarez da Silva, a iniciativa representa um avanço importante porque reforça que o combate ao feminicídio deve começar antes que o crime aconteça.

“O feminicídio dificilmente ocorre de forma inesperada. Na maioria dos casos existe uma escalada da violência, marcada por ameaças, intimidações e agressões sucessivas. Quando conseguimos identificar esse processo, aumentamos significativamente as possibilidades de proteger a vítima antes que ela seja assassinada”, afirma.

A proposta representa uma mudança na forma de lidar com os casos de violência doméstica. Em vez de concentrar esforços apenas após a ocorrência do crime, o projeto aposta na identificação de fatores de risco para permitir intervenções antecipadas, ampliando a proteção às vítimas e reduzindo as chances de que a violência evolua para o feminicídio.

Ao identificar esses sinais ainda nas primeiras ocorrências, a expectativa é que os órgãos de segurança pública, o Poder Judiciário e toda a rede de atendimento possam agir de forma mais rápida e eficiente para interromper esse ciclo.

Na avaliação do especialista, iniciativas como a desenvolvida no Rio Grande do Sul mostram uma mudança importante na política de enfrentamento à violência contra a mulher, ao priorizar a prevenção em vez da simples reação ao crime.

“Cada feminicídio representa uma sequência de oportunidades perdidas de intervenção. Quando identificamos corretamente os fatores de risco, conseguimos agir antes que a violência se torne irreversível. É esse o caminho que precisa ser fortalecido em todo o país.”

Para Juarez da Silva, a identificação precoce dos sinais de risco também contribui para o aprimoramento das políticas públicas.

“A prevenção exige inteligência, planejamento e atuação integrada. Quanto mais cedo o poder público reconhecer que determinadas condutas representam risco real para a vida da mulher, maior será a capacidade de proteger vítimas, responsabilizar agressores e evitar que novos feminicídios aconteçam. Salvar vidas começa muito antes da investigação de um homicídio; começa na capacidade de reconhecer os primeiros sinais da violência”, conclui.

Fibra.Ag lança “Drops”, série que transforma bastidores de eventos em conteúdo para a indústria de brand experience

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Drops by Fibra.ag estreia no Youtube e Instagram Reels

 

No mercado das experiências, tudo que acontece entre a ideia e a entrega agora chega ao público como conteúdo audiovisual. Para revelar as histórias, desafios e decisões que acontecem longe dos holofotes, a Fibra.Ag lança o Drops, sua nova plataforma editorial dedicada aos bastidores do universo de eventos, brand experience e live marketing.

Com exibição no YouTube e Instagram Reels, a websérie mistura making of, entrevistas e conversas sobre comportamento, cultura, tecnologia, arquitetura, inteligência artificial, música e comunicação, ampliando a atuação da agência para além da criação de experiências e consolidando sua presença como produtora de conteúdo e reflexão para a indústria.
O episódio de estreia tem como tema a Copa do Mundo e o marketing esportivo, revelando os bastidores do Tour da Taça da Copa do Mundo da FIFA™, criado e produzido pela Fibra.Ag em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Definido pela agência como seu produto editorial, o projeto nasce com o conceito de “revelar o invisível”. A proposta é mostrar o que acontece além do palco, das câmeras e das entregas finais, apresentando os processos criativos, as decisões estratégicas e as pessoas responsáveis por transformar ideias em experiências de marca.
O primeiro episódio acompanha os bastidores do Tour da Taça da Copa do Mundo da FIFA™, uma das maiores operações recentes realizadas pela Fibra.Ag para a Coca-Cola Brasil. A produção percorreu Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo e reuniu personalidades da FIFA, ídolos do futebol e autoridades políticas, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Para ampliar a discussão sobre a relação entre esporte, marcas e experiências, a estreia traz entrevistas com Mauro Silva, ex-jogador, tetracampeão mundial com a Seleção Brasileira e atual vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, e Emerson Ferretti, presidente do Esporte Clube Bahia. Os convidados compartilham suas visões sobre o papel das experiências de marca no universo esportivo e as transformações do marketing ligado ao futebol.
A primeira temporada contará com episódios mensais, com aproximadamente dez minutos de duração cada. Os programas abordarão temas que atravessam o universo das experiências ao vivo, conectando o que acontece nos eventos produzidos pela Fibra.Ag às discussões que movimentam o mercado da comunicação.
Além da versão principal, o Drops terá desdobramentos em conteúdos curtos para redes sociais. As chamadas “pílulas” de um minuto reunirão os principais insights, frases e momentos das entrevistas, ampliando o alcance do conteúdo para profissionais, estudantes e interessados no setor.
A apresentação ficará a cargo de três profissionais que convivem diariamente com a rotina da agência e participam da construção das narrativas dos projetos da Fibra.Ag: Erick Krominsky, ex-apresentador de programas como Shark Tank e CQC e integrante da equipe criativa da agência; Thainá Pitta, profissional da área de atendimento; e Bruno Inaese, produtor de eventos.
O programa foi criado e dirigido por Rodrigo Pitta, Creative Visionary da Fibra.Ag. Com trajetória consolidada no audiovisual e no entretenimento, Pitta atuou como diretor e roteirista de produções como BBB 23, Prêmio Sim à Igualdade Racial, Lazinho Com Você, da TV Globo, e a websérie Preto à Porter, do UOL.
Para ele, o projeto surge da necessidade de ampliar as conversas sobre a indústria da experiência para além dos cases e das entregas finais.
“O Drops conecta o passado, por meio de projetos que marcaram trajetórias, o presente, mostrando o que está acontecendo agora, e o futuro, discutindo para onde a experiência ao vivo está caminhando. Não é uma plataforma de autopromoção da agência. É um editorial de indústria, criado para compartilhar conhecimento, provocar reflexões e valorizar os profissionais que fazem esse mercado acontecer”, afirma Rodrigo Pitta. “Existem histórias que não precisam de uma hora para marcar. Elas cabem em minutos. Em momentos. Em fragmentos. O Drops nasce para mostrar que por trás de cada experiência existe uma construção coletiva feita por pessoas reais, criatividade, estratégia e execução”, define o criativo.
A iniciativa também reforça a visão de comunicação defendida por Andréa Pitta, CEO e fundadora da Fibra.Ag, que vê o conteúdo como uma extensão natural da atuação da agência.
“Sou jornalista de formação e comecei minha carreira como produtora na TV Bandeirantes. A comunicação sempre esteve no centro da minha trajetória. O Drops nasce como um projeto especial para compartilhar aprendizados dos nossos eventos, mas também para receber convidados que oferecem conteúdos e entrevistas muito além das nossas produções. Queremos construir um espaço relevante para quem já atua no mercado e para quem está se preparando para entrar nele”, afirma.
Com operações no Brasil, Argentina e México, a Fibra.Ag atua há mais de uma década no mercado de brand experience, live marketing e strategy design. A agência atende marcas como Coca-Cola, Bayer, Citroën, Peugeot, Fiat e outras empresas globais, desenvolvendo projetos que unem criatividade, estratégia e experiência.
Com o lançamento do Drops, a empresa amplia sua atuação para além da criação e produção de eventos, investindo na construção de uma plataforma de conteúdo capaz de conectar mercado, cultura e inovação em torno das transformações que vêm moldando o futuro da experiência ao vivo.

Serviço – Drops
Plataformas: Instagram Reels e YouTube
Apresentação: Erick Krominsky, Thainá Pitta e Bruno Inaese
Direção e criação: Rodrigo Pitta
Produção: Fibra.Ag

7ª Feira do Cordel Brasileiro ocupa a Caixa Cultural Brasília com programação que celebra tradição, palavra e invenção popular

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De 28 de julho a 02 de agosto, evento reúne mestres, poetas, músicos, pesquisadores e artistas em uma imersão na literatura de cordel, Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil

A literatura de cordel, reconhecida desde setembro de 2018 como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ocupa Brasília com a Feira do Cordel Brasileiro. Em sua 7ª edição, o encontro chega pela primeira vez à capital do país, transformando a CAIXA Cultural em território de encontros entre poesia, música, xilogravura, performance e pensamento contemporâneo sobre a cultura popular.

 

De 28 de julho a 02 de agosto, os candangos poderão vivenciar uma programação que atravessa exposições, oficinas, mesas, recitais, cantorias, lançamentos de livros, espetáculos e shows, reunindo nomes consagrados da tradição cordelista e novas vozes que mantêm a linguagem em permanente movimento. Idealizada por Klévisson Viana, Tesouro Vivo da Cultura do Ceará, e realizada pela AESTROFE – Associação de Escritores, Trovadores e Folheteiros do Estado do Ceará, a Feira do Cordel Brasileiro tem como objetivo promover o encontro entre gerações e linguagens da cultura popular. O evento conta com patrocínio da CAIXA.

 

Saiba mais sobre a programação

 

Nesta edição, a programação ocupa diferentes espaços da CAIXA Cultural Brasília, com exposição e espetáculo de bonecos no Espaço Pesquisador Jeová Franklin | Hall de Entrada; oficinas no Ateliê Jô Oliveira | Sala 1; palestras, mesas, exibições de filmes e lançamentos de livros no Auditório Mestre Azulão | Sala 2; e apresentações artísticas e Feira de Cordéis, Livros, Xilogravura e Artes afins no Palco Mestre Lucas Evangelista | Jardim das Esculturas. Toda a programação tem acesso gratuito e é livre para todas as idades.

No primeiro dia, o público é convidado a mergulhar na exposição “O Universo do Cordel de Jô Oliveira”, com curadoria de Klévisson Viana (CE) e apresentação de Bráulio Tavares (RJ), reafirmando a força da imagem e da ilustração na construção do imaginário cordelista. A mostra poderá ser visitada no Espaço Pesquisador Jeová Franklin | Hall de Entrada, durante todo o período do evento, das 9h às 21h.

 

De terça a quinta, das 14h às 16h, no Ateliê Jô Oliveira | Sala 1, oficinas de xilogravura, voz e verso e práticas de cordel aproximam o público dos processos de criação. São três oficinas: “Voz e Verso: no Ritmo do Cordel”, ministrada por Rouxinol do Rinaré (CE), na terça-feira (28/7), às 14h; Oficina “A Arte da Xilogravura”, conduzida por Mestre Francorli (CE), na quarta-feira (29/7), às 14h; Oficina “O Mundo Encantado do Cordel”, com Evaristo Geraldo (CE), na quinta-feira (30/7), às 14h; e Oficina “A Arte da Xilogravura”, ministrada por Mestre Francorli (CE), na sexta-feira (31/7), às 14h. As inscrições para as oficinas serão realizadas pelo site da CAIXA Cultural Brasília.

Por onde passa, a Feira do Cordel Brasileiro amplia o debate sobre o presente e o futuro da literatura popular brasileira — incluindo discussões que atravessam temas contemporâneos como inteligência artificial e cultura tradicional. Em Brasília, o evento abordará os temas “Uso da IA: vantagem ou aniquilamento da cultura popular”, com participação de Bráulio Tavares (RJ), Jô Oliveira (PE) e Mestre Klévisson Viana (CE) com Mediação de Eduardo Macedo (CE), na sexta-feira (31/7), às 15h30; e “Cordel Brasileiro: a autêntica poesia do povo”, com Eduardo Macedo (CE) com Mediação de João Bosco Bezerra Bonfim (DF), no domingo (2/8), às 14h. Estas atividades vão contar com intérpretes de Libras.

 

De sábado a domingo,  01/08 e 02/08, o evento ocupará o Jardim das Esculturas, com uma feira de diversos artigos do universo cordelista e programação artística, com recitais, declamações, cantorias de repente, espetáculos de teatro popular e shows musicais, compondo uma experiência que conecta diferentes expressões da cultura nordestina e suas reverberações no Brasil central.

 

Brasília como território do cordel

 

Se a Feira do Cordel Brasileiro tem raízes profundamente nordestinas, sua passagem por Brasília reafirma a potência da capital como território de permanência e reinvenção da cultura popular. A cidade, marcada por fluxos migratórios desde sua fundação, abriga uma cena viva de artistas, poetas e brincantes que mantêm o cordel em circulação cotidiana.

 

Nomes do Distrito Federal na programação da Feira ajudam a desenhar esse mapa local da tradição, como Sabiá Canuto, Davi Mello, Keyane Dias, Kanarinha, Fernando Cheflera e Os Nelsons, além de artistas que dialogam com o repente, a poesia falada e as linguagens da cultura popular que se enraízam no Cerrado.

 

Para o idealizador e curador da Feira, Klévisson Viana, a edição em Brasília reforça o caráter expansivo do projeto e sua capacidade de diálogo com públicos diversos.

 

“A sétima Feira do Cordel Brasileiro está chegando em Brasília, uma cidade que tem fortes laços com a cultura nordestina desde a sua fundação. Acredito que uma Feira de Cordel realizada em Brasília será muito bem acolhida e aceita pelo público. Um público com raízes profundas com a cultura nordestina, onde a literatura de cordel, a cantoria de viola, o teatro de bonecos e todas as artes do universo da cultura popular têm grande aceitação. Tenho certeza de que será um evento muito bonito, um grande encontro de autores com leitores e ouvintes da cantoria”, afirma.

 

Após seis edições no Ceará, o evento amplia sua circulação, levando a literatura de cordel e suas múltiplas expressões para outros equipamentos da CAIXA Cultural em três capitais do país. Iniciou em maio em Salvador, aportou em Fortaleza no mês de junho e, depois de Brasília, encerra a itinerância em São Paulo, de 8 a 12 de outubro.

 

Confira a programação completa:

 

Dia 28 de julho (Terça-feira)

 

Espaço Pesquisador Jeová Franklin | Hall de Entrada

9h às 21h – Exposição “O Universo do Cordel de Jô Oliveira” com curadoria de Klévisson Viana (CE) e apresentação de Bráulio Tavares (RJ)

Ateliê Jô Oliveira | Sala 1

14h às 16h – Oficina “Voz e Verso: no Ritmo do Cordel” – Rouxinol do Rinaré (CE)

Auditório Mestre Azulão | Sala 2

15h30 às 17h – Mesa “A ilustração para capa de folhetos de cordel” – Jô Oliveira (PE) e Klévisson Viana (CE) com mediação de João Bosco Bezerra Bonfim (DF)

 

Dia 29 de julho (Quarta-feira)

 

Espaço Pesquisador Jeová Franklin | Hall de Entrada

9h às 21h – Exposição “O Universo do Cordel de Jô Oliveira” com curadoria de Klévisson Viana (CE) e apresentação de Bráulio Tavares (RJ)

Ateliê Jô Oliveira | Sala 1

14h às 16h – Oficina “A Arte da Xilogravura” – Mestre Francorli (CE)

Auditório Mestre Azulão | Sala 2

15h30 às 17h – Cine Cordel – Exibição dos curtas de animação “A moça que dançou depois de morta” e “O coronel e o lobisomem” e bate-papo com o diretor Ítalo Cajueiro (PE)

 

Dia 30 de julho (Quinta-feira)

 

Espaço Pesquisador Jeová Franklin | Hall de Entrada

09h às 21h – Exposição “O Universo do Cordel de Jô Oliveira” com curadoria de Klévisson Viana (CE) e apresentação de Bráulio Tavares (RJ)

Ateliê Jô Oliveira | Sala 1

14h às 16h – Oficina “O Mundo Encantado do Cordel” – Evaristo Geraldo (CE)

Auditório Mestre Azulão | Sala 2

15h30 às 16h – Recital “Cordel Passarema” – Sabiá Canuto (DF), Davi Mello (DF), Keyane Dias (DF), Kanarinha (DF) e Fernando Cheflera (DF)

16h10 às 17h30 – Mesa “Desafios de um editor de folhetos de cordel” com Rouxinol do Rinaré (CE) e Klévisson Viana (CE), com mediação de Paulo de Tarso (CE)

Dia 31 de julho (Sexta-feira)

Espaço Pesquisador Jeová Franklin | Hall de Entrada

9h às 21h – Exposição “O Universo do Cordel de Jô Oliveira” com curadoria de Klévisson Viana (CE) e apresentação de Bráulio Tavares (RJ)

Ateliê Jô Oliveira | Sala 1

14h às 16h – Oficina “A Arte da Xilogravura” – Mestre Francorli (CE)

Auditório Mestre Azulão | Sala 2

15h30 às 17h – Mesa “Uso da IA: vantagem ou aniquilamento da cultura popular” – Bráulio Tavares (RJ), Jô Oliveira (PE) e Mestre Klévisson Viana (CE) com mediação de Eduardo Macedo (CE)

 

Palco Arraiá CAIXA (Estacionamento)

17h10 às 18h – Show “A Cantilena” – Adiel Luna (PE

18h10 às 19h – Espetáculo Os Brincantes” – Grupo Cultural Pé de Cerrado (DF)

 

Dia 01 de agosto (Sábado)

 

Espaço Pesquisador Jeová Franklin | Hall de Entrada

9h às 21h – Exposição “O Universo do Cordel de Jô Oliveira” com curadoria de Klévisson Viana (CE) e apresentação de Bráulio Tavares (RJ)

Botando Boneco| Hall de Entrada

11h às 12h – Espetáculo “Exemplos de Bastião” – Grupo Mamulengos sem Fronteira (DF)

Auditório Mestre Azulão | Sala 2

15h30 às 17h – Palestra “De Cordéis e Gravuras – O Multiverso de Jeová Franklin” – Beto Franklin (DF) com mediação de Paulo de Tarso (CE)

 

17h10 às 17h50 – Lançamentos dos livros “Cordéis do Diabo a Quatro” de Eduardo Macedo (CE) e “Grande Peleja de Cego Aderaldo com o Extraterrestre nas Terras de Quixadá” de Klévisson Viana (CE)

Palco Mestre Lucas Evangelista | Jardim das Esculturas

16h às 20h – Feira de Cordéis, Livros, Xilogravura e Artes afins

16h às 16h20 – Abertura – Participação do Mestre Klévisson Viana (CE) – (Tesouro Vivo da Cultura do Ceará, Curador da Feira), representante da CAIXA Cultural Brasília e artistas convidados: Mestre Jô Oliveira (PE), Beto Franklin (PE) e Mestre Evaristo Geraldo (CE)

16h30 às 17h – Show “No Nordeste Imenso” – Meriele (DF)

17h10 às 18h – Cantoria de Repente – João Santana (DF) e Chico de Assis (RN)

18h10 às 19h – Show “Vozes do Nordeste” – Banda Atacama (DF)

19h10 às 19h50 – Cantoria e Embolada – Guilherme Nobre (CE) e Pinto Branco (CE)

20h às 20h45 – Show “A Rabeca Encantada” – Beto Brito (PB)

Dia 02 de agosto (Domingo)

 

Espaço Pesquisador Jeová Franklin | Hall de Entrada

9h às 21h – Exposição “O Universo do Cordel de Jô Oliveira” com curadoria de Klévisson Viana (CE) e apresentação de Bráulio Tavares (RJ)

Auditório Mestre Azulão | Sala 2

14h às 15h30 – Palestra “Cordel Brasileiro: a autêntica poesia do povo” – Eduardo Macedo (CE) com Mediação de João Bosco Bezerra Bonfim (DF)

Palco Mestre Lucas Evangelista | Jardim das Esculturas

16h às 20h – Feira de Cordéis, Livros, Xilogravura e Artes afins

16h às 16h50 – Lançamento do Livro “Gênios Mirins em Cordel” – Beto Brito (PB)

18h10 às 19h – Cantoria de Repente – Os Nelsons (DF)

17h40 às 18h30 – Show de Poesia – Adiel Luna (PE), Guilherme Nobre (CE) e Pinto Branco (CE)

20h10 às 21h – Show “Cordéis em Concerto” – Paola Tôrres (PE) e Allan Kardec (CE)

 

SERVIÇO:

[Vivência] 7ª Feira do Cordel Brasileiro

Local: CAIXA Cultural Brasília (SBS – Quadra 4 – Lotes 3/4)

Data: 28 de julho a 02 de agosto de 2026

Acesso gratuito

Classificação indicativa: Livre

Informações: (61) 3206-6456 – bilheteria | (61) 3206-9448 – recepção | site e Instagram da CAIXA Cultural: caixacultural.gov.br | @caixaculturalbrasilia

Patrocínio: CAIXA

Acesso para pessoas com deficiência

 

Exposição “O Universo do Cordel de Jô Oliveira”

Local: Espaço Pesquisador Jeová Franklin | Hall de Entrada

Data/Horário: 28/07 a 2/08, das 9h às 21h

 

Oficinas

Local: Ateliê Jô Oliveira | Sala 1

Data/Horário: 28 a 31/07, das 14h às 16h

Inscrições gratuitas no site da CAIXA Cultural

 

Mesas e Palestras

Local: Auditório Mestre Azulão | Sala 2

Data/Horário: Dias 28 e 29/07 15h30 às 17h; 30/07, das 16h10 às 17h30; dia 31/07, das 15h30 às 17h; dia 02/08, das 14h às 15h30

 

Cine Cordel

Local: Auditório Mestre Azulão | Sala 2

Data/Horário: 29/07, das 15h30 às 17h

 

Feira de Cordéis, Livros, Xilogravura e Artes afins

Local: Palco Mestre Lucas Evangelista | Jardim das Esculturas

Data/Horário: 31/07 a 02/08, das 16h às 20h

Batukenjé Orquestrado: encontro em Ceilândia é remarcado para 25 de julho 

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O grupo optou pela mudança de data devido a realização de outros eventos no mesmo horário, na Praça da Feira Central

 

O Grupo Cultural Batukenjé informa que houve mudança da data de realização do projeto Batukenjé Orquestrado: Percussão Itinerante no DF, que ocorreria neste sábado (18/7), na Praça da Feira Central de Ceilândia.

 

Devido ao choque de horário com outros eventos que ocorreriam no mesmo local, o grupo optou por realizar as apresentações e oficinas gratuitas de percussão afro-brasileiras em 25 de julho, no mesmo local e nos mesmos horários. Confira na íntegra a nota emitida pelo grupo:

 

Para garantir a melhor experiência para todos, a programação do Batukenjé Orquestrado em Ceilândia foi remarcada.

 

Na data anteriormente prevista, 18 de julho, outros eventos também acontecerão no local da nossa programação. Por isso, optamos por transferir a atividade para o dia 25 de julho, garantindo um ambiente mais confortável para o público e para a realização das oficinas e apresentações.

 

Agradecemos a compreensão e esperamos encontrar vocês no dia 25/07.

 

O projeto

 

O Batukenjé Orquestrado: Percussão Itinerante no DF  vem realizando suas atividades em diferentes regiões administrativas (RAs) do Distrito Federal. Em junho, o grupo desembarcou no Varjão, desempenhando o papel de aproximar o público da riqueza das sonoridades afro-brasileiras, além de fortalecer a circulação cultural em diferentes territórios. Ceilândia é o próximo destino, transformando o centro da cidade em espaço de música, aprendizado, ancestralidade e cultura.

 

Ao longo do dia 25, a Orquestra Percussiva Batukenjé realizará dois concertos gratuitos, às 10h30 e às 14h, apresentando um repertório inspirado nas sonoridades afro-brasileiras e afro-brasilienses.

 

Após cada apresentação, o público poderá participar gratuitamente de uma oficina de iniciação à percussão, ministrada pelo mestre Celin du Batuk, com apoio de monitores. As atividades acontecem das 11h às 12h e das 14h30 às 15h30, oferecendo uma oportunidade para que jovens, adultos e demais interessados tenham contato com os fundamentos da linguagem percussiva. Após passagem pela RA mais populosa do DF, a Percussão Itinerante segue para o Paranoá, em 15 de agosto.

 

O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC).

 

Programação

 

Manhã

 

10h30 às 11h – Apresentação da Orquestra Percussiva Batukenjé

11h às 12h – Oficina gratuita de iniciação à percussão

 

Tarde

 

14h às 14h30 – Apresentação da Orquestra Percussiva Batukenjé

14h30 às 15h30 – Oficina gratuita de iniciação à percussão

 

Serviço – Batukenjé Orquestrado: Percussão Itinerante no DF – Etapa Ceilândia

 

Quando: 25 de julho (sábado)

Onde: Praça da Feira Central de Ceilândia

Classificação indicativa: livre para todos os públicos

Gratuito

Falsos corretores podem pegar até três anos de prisão no Brasil

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Com golpes financeiros atingindo milhões de brasileiros, projeto em tramitação na Câmara quer transformar em crime o exercício ilegal de profissões regulamentadas, incluindo a atuação sem registro no mercado imobiliário. Hoje enquadrada como contravenção penal, a prática é considerada branda diante dos riscos em compras, vendas e locações.

 

Em um país onde 56 milhões de brasileiros foram vítimas de algum tipo de golpe financeiro virtual com prejuízo nos últimos 12 meses, segundo levantamento do Instituto Datafolha, o mercado imobiliário também acendeu um alerta. Falsos corretores, anúncios fraudulentos e negociações sem fiscalização têm ampliado o risco para compradores, vendedores e locatários. Hoje, atuar ilegalmente como corretor de imóveis é contravenção penal, com pena de prisão simples de 15 dias a três meses ou multa. Mas esse cenário pode mudar: o Projeto de Lei 3614/2015, em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe criminalizar o exercício ilegal de profissões regulamentadas, com pena de reclusão de seis meses a três anos, além de multa quando houver finalidade de lucro.

Para o delegado de polícia Ulisses Gabriel, ex-delegado geral da Polícia Civil de SC, a punição atual é insuficiente diante do impacto que uma fraude imobiliária pode causar. “Quando uma pessoa exerce ilegalmente uma atividade sem fiscalização, sem formação e sem compromisso ético, ela coloca o consumidor em risco. No caso do corretor de imóveis, isso é ainda mais sensível porque estamos falando de negociações que podem envolver um, dois, três milhões de reais ou até mais”, afirma. Segundo ele, o corretor registrado está submetido ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis, tem formação, fiscalização e pode ser punido administrativamente, enquanto quem atua fora desse sistema não oferece as mesmas garantias.

O risco aumenta com a digitalização das negociações. De acordo com o delegado Ulisses, criminosos têm usado imagens e informações reais de imóveis para criar anúncios falsos, receber sinais, reservas ou pagamentos antecipados e desaparecer antes da entrega do imóvel ou da hospedagem. Em cidades turísticas e mercados valorizados, como Balneário Camboriú, Itapema e outras regiões do litoral catarinense, o potencial de prejuízo é ainda maior. “Não existe ‘negócio da China’. Quando um imóvel vale R$ 1 milhão e aparece anunciado por R$ 600 mil, é preciso desconfiar. Pode ser golpe, lavagem de dinheiro ou uma negociação sem lastro real. O consumidor precisa verificar quem está intermediando, se há registro profissional e se a empresa existe de fato”, orienta.

Para Diogo Martins, CEO do Instituto Brasileiro de Educação Profissional (IBREP), referência nacional na formação de corretores de imóveis, a criminalização da atuação irregular precisa caminhar junto com a valorização da formação técnica. “Comprar ou vender um imóvel é uma das decisões financeiras mais importantes da vida de uma pessoa. Por isso, o corretor precisa estar preparado para orientar o cliente sobre documentação, legislação, financiamento, avaliação de mercado e riscos da negociação. A profissionalização é uma camada essencial de proteção para o consumidor e para o corretor de imóveis”, afirma.

Dicas para se proteger de golpes

Para evitar golpes, o delegado recomenda que compradores, vendedores e locatários verifiquem o registro do profissional no CRECI antes de qualquer pagamento ou assinatura de contrato, desconfiem de preços muito abaixo do mercado, pesquisem a reputação da empresa e evitem transferências antecipadas sem segurança documental. Em caso de suspeita ou prejuízo, a orientação é registrar boletim de ocorrência e procurar o CRECI para verificar se há profissional registrado envolvido.

Sobre o IBREP

Fundado em 2006, o Instituto Brasileiro de Educação Profissional (IBREP) é referência nacional na formação de corretores de imóveis. Presente em mais de 40 polos no país, o instituto já capacitou milhares de profissionais para atuação no mercado imobiliário. Em dezembro de 2025, recebeu a homologação do MEC para manter a primeira Escola Superior Imobiliária do Brasil, com início das graduações e pós-graduações previsto para 2026.

https://ibrep.com.br

Final da Copa do Mundo de 2026 terá show de samba e transmissão ao vivo no Shopping Cerrado

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Dibuiando o Samba sobe ao palco da praça de alimentação às 14h deste domingo (19); apresentação tem entrada franca e é fruto de parceria com a Copa Sesc
 
Goiânia (GO) – A final da Copa do Mundo de 2026, que acontece neste domingo (19), terá como atração um show do grupo Dibuiando o Samba no Shopping Cerrado. Com entrada franca, a apresentação começa às 14h, na praça de alimentação, e é fruto de uma parceria com a Copa Sesc — o maior evento de esporte amador do Centro-Oeste. A partida decisiva também será exibida ao vivo em um telão instalado no local, que transmitiu todos os jogos do Brasil e as demais partidas iniciadas até as 21h.
 
Apontada como uma das principais revelações do cenário musical goiano, a banda Dibuiando o Samba se destaca pela fusão autêntica de samba, pagode e axé, somada a influências contemporâneas e à pluralidade de gêneros musicais. Criado em 2023, o grupo é composto por Diego Wander (voz e pandeiro), Fernando Cipó (contrabaixo e voz), Bernardo Rodrigues (violão, guitarra e voz), Alexandre Akires (bateria) e Cristiano Alves (percussão).
 
Já a Copa Sesc será realizada nos meses de setembro e outubro nas cidades de Goiânia, Anápolis, Caldas Novas, Jataí e Itumbiara. O evento reunirá competições de Futebol Society, Futsal, Voleibol, Badminton, Vôlei de Areia, Futevôlei, Beach Tennis, Firmeza, Xadrez, Natação, Queimada, Ginástica Artística e Corrida de Rua. As inscrições estão abertas no site www.sescgo.com.br. O Shopping Cerrado fica na Avenida Anhanguera, nº 10.790, no Setor Aeroviário, em Goiânia.

Artigo – “Planos de saúde: entre o desequilíbrio regulatório e o canto da sereia”

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*Stéfano Ribeiro Ferri

 

É muito comum que beneficiários de planos de saúde individuais recebam ofertas irresistíveis de migração para contratos coletivos que, embora pareçam vantajosas à primeira vista, com mensalidades mais baixas, escondem armadilhas que podem colocar os consumidores em situação prejudicial. Atraídos pelo canto da sereia, acabam abrindo mão, sem saber, dos limites impostos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em relação a cancelamentos unilaterais e reajustes contratuais.

Esse movimento das operadoras de saúde, transformado quase em uma profissão de fé, busca fugir das amarras regulatórias corretamente estabelecidas pela ANS. Ora, enquanto neste ano o teto estabelecido pela autarquia para o reajuste dos planos individuais foi de 5,11% (o menor já definido pela ANS, com exceção de 2021), há notícias de planos coletivos com reajustes superiores a 30%, em muitos casos até inviabilizando a continuidade do contrato.Além disso, os contratos individuais não podem ser cancelados unilateralmente pelos planos de saúde, a não ser em caso de inadimplência ou fraude.

Já os coletivos admitem rescisão em hipóteses muito mais amplas, mediante notificação prévia. São recorrentes as notícias de pessoas que começaram a utilizar frequentemente o seu plano e tiveram o contrato encerrado ou, pior, de idosos que simplesmente tiveram seus contratos encerrados e dificilmente serão aceitos por outras empresas.A diferença de tratamento jurídico entre planos coletivos e individuais mostra-se cada vez menos justificável.

É um equívoco pensar que os consumidores que possuem um plano coletivo estão cobertos por um contrato cujas condições foram efetivamente negociadas entre as partes. Salvo raríssimas exceções, são instrumentos de adesão. Se a pessoa não aceita o que está previamente estabelecido, não contrata.

É ilusório pensar que, no Brasil, existe livre negociação entre beneficiários e operadoras de saúde.Essa insegurança jurídica é traduzida pelos números: conforme dados apresentados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a quantidade de processos envolvendo planos de saúde mais do que dobrou em cinco anos, com alta de 122%.

Em 2025, as operadoras foram alvo de uma nova ação judicial a cada 42 segundos. A manutenção dessa tendência atual pode levar o volume de ações a superar 900 mil processos anuais até 2035.

Nesse contexto, são positivos os precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), como o firmado no Recurso Especial 2.195.950, que caracterizou como “falso coletivo” contrato com pequena quantidade de beneficiários e assimetria entre as partes, podendo ser tratado como plano individual ou familiar e aplicando-se o limite de reajuste estabelecido pela ANS.

Ainda que não possua efeito vinculante, sinaliza uma tendência interpretativa e assegura maior proteção ao consumidor. Contudo, isso não é suficiente.

Na Odisseia, Homero narra o penoso caminho percorrido por Ulisses após a guerra de Troia. Em meio ao sofrimento da jornada, ao atravessar o estreito das sereias, ordena aos marinheiros que tapem os ouvidos com cera e amarrem-no ao mastro, para resistirem ao canto fatal e evitarem a própria destruição.

Já os consumidores brasileiros, por sua vez, para não sucumbirem ao encanto, necessitam de acesso adequado à informação e, além disso, iniciativa do Poder Legislativo para que essa desigualdade de tratamento jurídico seja corrigida, de uma vez por todas.

Stéfano Ribeiro Ferri

Fonte: Stéfano Ribeiro Ferri – Advogado, sócio fundador do escritório Stéfano Ferri Advogados, com atuação especializada em Direito do Consumidor e Direito da Saúde. É Relator da 6ª Turma do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/SP e membro da Comissão de Direito Civil da OAB Campinas. Graduado pela FAAP.

Festival de arte sonora e arte luminosa seleciona artistas para ocupar o Museu Nacional da República, em Brasília 

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Com inscrições abertas até 27 de julho, o Eixo do Fora Vol. 6 – Festival de Arte Som e Arte Luz reunirá, em agosto, artistas e coletivos de todo o país em uma programação gratuita dedicada à investigação em arte contemporânea experimental.

Instalações sonoras, videomappings, projeções a laser, performances, ocupações urbanas, instalações e intervenções que utilizam o som e a luz como matéria-prima da criação artística irão ocupar o Museu Nacional da República (e suas imediações), localizado em Brasília, entre os dias 12 e 15 de agosto.

O festival abre uma chamada pública nacional, para selecionar 14 artistas e coletivos para compor a programação de sua sexta edição, com um panorama da produção contemporânea brasileira, focada na luz e no som. Após esta etapa,  a arquitetura de Niemeyer será o suporte para a criação e experimentação artística não convencional.

Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), o festival promove o intercâmbio entre artistas de diferentes regiões do país e amplia o acesso do público à arte contemporânea por meio de obras que exploram o som, a luz e suas interfaces como elementos centrais da criação artística.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 27 de julho, 23h59. Podem participar artistas e coletivos de qualquer estado brasileiro, iniciantes, emergentes ou com trajetória consolidada, cujas pesquisas dialoguem com arte sonora, arte luminosa e seus hibridismos. Serão selecionadas oito propostas do Distrito Federal e Entorno e, seis de outros estados do Brasil, com a reserva de, no mínimo, duas vagas para artistas negros e/ou indígenas. Os participantes receberão cachê de R$ 3 mil (DF e Entorno) e R$ 4 mil (demais estados), para apresentarem seus trabalhos, durante sua participação no festival, e participar das atividades formativas,  voltadas ao intercâmbio artístico, a formação de público e, a formação/atualização e aprimoramento dos próprios artistas em suas práticas.

De acordo com o idealizador e coordenador geral do projeto, Krishna Passos, o encontro proporciona um campo para a experimentação artística livre, para a exploração dos limites da arte, os limites entre a arte, a cidade e a sociedade. A iniciativa busca, fortalecer rotas de circulação em arte, de uma produção rica e diversa, pensada e gerada de forma singular, valorizando diferentes entendimentos sobre o que é a arte, quais locais e situações ela pode ocupar. “Para isso propomos  um ambiente voltado ao  intercâmbio para diferentes perfis de participantes. Queremos criar uma oportunidade de intercâmbio entre artistas, coletivos e pesquisas, um lugar para o reconhecimento de suas produções, que, juntamente com, estudantes, curiosos e o público, expandem  os territórios aptos  à criação livre, em linguagens não hegemônicas, não voltadas para a lógica de mercado ou para a legitimação por circuitos artísticos, galerias e grandes curadorias instituídas”, afirma.

Toda a programação é gratuita. Ao longo de quatro dias e quatro noites, o Museu Nacional da República, suas áreas externas e imediações, serão ocupados por instalações, espacializações sonoras, escutas expandidas, videomappings, projeções, ocupações urbanas, intervenções site specific, processos de escuta ativa, performances, ações e happenings, favorecendo experiências que dialogam diretamente com a arquitetura, com o espaço urbano  público e, com com seu usuários.

Krishna ressalta, ainda, que, desde a primeira edição, o Eixo do Fora tem como princípio incentivar a experimentação artística e ampliar o espaço para pesquisas que, nem sempre encontram aceitação e visibilidade nos circuitos tradicionais da arte.

“Valorizamos a liberdade criativa, a experimentação de  linguagens que, muitas vezes, afloram longe  dos circuitos e dos suportes tradicionais na  arte. Acreditamos que as pesquisas criativas mais poderosas são aquelas que também têm potencial para ampliar a forma como percebemos a arte, a forma como percebemos o mundo, por meio dela, e nas formas de ver a arte como extensões da vida”, destaca.

Criado em 2008, o coletivo Eixo do Fora desenvolve ações voltadas à experimentação em arte contemporânea, promovendo encontros entre artistas, pesquisadores, estudantes e público por meio de exposições, mostras, residências artísticas, atividades formativas, debates e ocupações urbanas, proporcionando intercâmbio artístico, atividades formativas e a formação de novos públicos, ampliando o acesso e o repertório em arte contemporânea.

Ao longo de suas cinco edições do Festival de Arte Som e Arte Luz, mais de 333 artistas, críticos e pesquisadores participaram da programação, sendo 65% do Distrito Federal e 35% de outros estados brasileiros. Entre os convidados estão nomes como Rodrigo Braga (PE), Yuri Firmeza (CE), Camila Soato (DF), João Angelini (DF), Shima (SP/BH), Paola Berenstein (RJ/BA) e os coletivos Grupo Poro (MG), Opavivará (RJ), Corpos Informáticos (DF) e Grupo EmpreZa (GO).

Formação artística e acessibilidade

Além das mostras e intervenções, o Eixo do Fora Vol. 6 – Festival de Arte Som e Arte Luz realizará seis oficinas introdutórias em arte sonora e arte luminosa e afins (quatro no Museu Nacional da República e duas em escolas públicas do Distrito Federal), além de debates, rodas de conversa, oficinas e atividades formativas com os artistas participantes.

|SERVIÇO

Eixo do Fora Vol. 6 – Festival de Arte Som e Arte Luz

Chamada Pública Nacional

Inscrições: de 7 a 27 de julho de 2026

Festival

De 12 a 15 de agosto de 2026

Local: Museu Nacional da República e áreas externas – Brasília/DF

Entrada gratuita

Classificação indicativa: 16 anos

Quem pode participar
Artistas, coletivos e pesquisas de qualquer estado brasileiro, iniciantes, emergentes ou com trajetória consolidada, com pesquisas em arte sonora, arte luminosa e suas interfaces, em ocupações poéticas.

Vagas
• 8 propostas do Distrito Federal e Entorno

• 6 propostas dos demais estados brasileiros

• Reserva para, no minimo, duas vagas para artistas negros e/ou indígenas

Cachês

• R$ 3.000 para artistas e coletivos do DF e Entorno

• R$ 4.000 para artistas e coletivos dos demais estados

Cronograma

Chamada: https://bit.ly/4w0o9cD

Incrições: 07/08  a 27/08 – https://bit.ly/4wGAp1T
Resultado: 31 de julho de 2026
Confirmação de participação: Até 48h após a divulgação

Festival: 12/08 a 15/08
Informações: festivaleixodofora@gmail.com

Instagram: @festivaleixodofora

Paciente em cuidados paliativos no Hospital de Base recebe visita de animais de estimação

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Encontro promovido pela equipe de Oncologia proporciona conforto emocional e reforça a importância da assistência humanizada na saúde pública
Por Giovanna Inoue
O paciente Italo Cesar Moreira do Nascimento, internado há mais de um mês no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), recebeu na tarde desta quinta-feira (16) a visita de suas três cachorras de estimação. Promovido pela equipe de Oncologia, o reencontro proporcionou conforto emocional e reforçou a importância da humanização durante o tratamento, uma diretriz cada vez mais valorizada na assistência prestada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Eu amei a companhia delas, estou muito feliz. Deu para matar um pouquinho da saudade”, conta Italo. Internado desde 3 de junho, ele explica que sempre participou da rotina de Mel, Malu e Maju e que a distância das companheiras de quatro patas era uma das ausências mais difíceis durante o período de internação.
As três cadelas da raça american bully também conquistaram os profissionais da unidade com o jeito dócil e os rabos abanando. Para garantir a segurança de todos, a visita foi realizada de forma assistida, com a entrada de um animal por vez e seguindo todos os protocolos estabelecidos pelo hospital.
A psicóloga Jessica Regina Chaves destaca que o contato com animais de estimação fortalece vínculos afetivos e oferece apoio emocional em um momento de grande vulnerabilidade.
“O vínculo com os animais é muito especial, e esse contato faz com que o cuidado seja realmente humanizado. Foi possível perceber que o Italo ficou mais leve, feliz e tranquilo depois de revê-las”, afirma.
A ação integra o projeto Laços de Pata, desenvolvido pela equipe de Oncologia do HBDF para promover visitas assistidas de animais de estimação a pacientes internados. A iniciativa busca reduzir o sofrimento emocional causado por internações prolongadas, fortalecer os vínculos afetivos e ampliar as estratégias de humanização da assistência oferecida na rede pública de saúde.
Segundo a chefe de enfermagem da Oncologia do Hospital de Base, Kelly Marques, ações como essa demonstram que o cuidado em saúde vai além dos procedimentos clínicos e também passa pelo acolhimento.
“Apesar de ser necessária, a internação é um momento em que o paciente se sente muito vulnerável e sensível. Dessa forma, poder receber a visita de alguém tão especial como um animal de estimação se torna um momento de cuidado e humaniza a assistência”, destaca.
Para Italo, a visita representou muito mais do que um reencontro com Mel, Malu e Maju. A experiência reforçou a importância dos vínculos afetivos durante a internação e evidenciou como ações de humanização contribuem para a qualidade da assistência prestada à população na saúde pública.