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Torre de TV terá ensaio aberto da banda Comboio Percussivo

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Evento acontecerá todo segundo domingo do mês, até dezembro

O Coletivo de Arte, Educação e Cultura Popular Comboio Percussivo estará neste domingo (10/10), na feira de artesanato da Torre de TV, para um ensaio aberto com a banda show e do músico Fernando Duarte, a partir das 16h

O ensaio é realizado na praça central, em local amplo e ao ar livre, e conta com o apoio do coletivo Cultura na Torre, que tem como coordenador, Rubens Aguilar: “O objetivo da ação é levar alegria para as pessoas através da música, além de apoiar a cultura da nossa cidade”, explica.

Ainda segundo Rubens, o projeto acontecerá todo segundo domingo do mês, até dezembro, de forma gratuita, mas quem quiser contribuir com os artistas, poderá fazer via pix: comboiopercussivo@gmail.com.

Segundo Rubens o evento será realizado seguindo todos os protocolos de segurança contra a Pandemia.

Processo de fechamento gradual de bilheterias de Metrô e CPTM em SP começa nesta sexta-feira; veja mudanças

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O processo de fechamento completo das bilheterias do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo vai começar nesta sexta-feira (8) com a redução do horário de funcionamento das bilheterias das estações Belém, da Linha 3- Vermelha do Metrô, e Granja Julieta, da Linha 9- Esmeralda da CPTM.

A partir desta sexta, as bilheterias dessas duas estações vão funcionar apenas das 6h às 10h e das 16h às 20h. A partir da próxima sexta-feira (15), as bilheterias nesses locais terão as atividades definitivamente encerradas.

O calendário com a desativação dos guichês em outras estações ainda não foi divulgado.

O governo de São Paulo anunciou na segunda (4) a decisão de suspender em definitivo o funcionamento das bilheterias do Metrô e da CPTM até o fim do ano. A expectativa da Secretaria de Transportes Metropolitanos é a de obter uma economia de R$ 100 milhões por ano. Ainda segundo o governo, os funcionários das bilheterias vão ser realocados em outras funções.

A gestão estadual afirma que o fechamento total das bilheterias vai ser gradual e que vai haver uma ampliação dos pontos de venda do bilhete virtual conveniados, geralmente localizados em estabelecimentos comerciais ao redor das estações.

A secretaria alega que somente cerca de 25% dos usuários diários da CPTM e 15% do Metrô não usam o cartão do Bilhete Único ou do BOM e, portanto, serão impactados diretamente com o fechamento das bilheterias nas estações.

O governo também promete corrigir problemas técnicos que os terminais de autoatendimento frequentemente apresentam aos usuários do transporte público de São Paulo na hora da compra.

Segundo o secretário Alexandre Baldy, apesar da redução de custo, nenhum empregado que trabalha nas bilheterias do Metrô e da CPTM será demitido, mas a promessa não é válida para funcionários de empresas terceirizadas.

Bilhete digital

No final de 2020, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos lançou o bilhete unitário digital para ser utilizado nas estações do Metrô e da CPTM.

Batizado de TOP, o bilhete funciona por meio de QR Code em aplicativo de celular ou pode ser impresso em máquinas de autoatendimento. O valor da passagem é o mesmo do Bilhete Único: R$ 4,40.

O usuário pode comprar diariamente pelo aplicativo até dez bilhetes que não têm prazo para expirar. Os bilhetes unitários em papel ainda não têm data para sair de circulação.

O governo de São Paulo afirmou que cerca de 40 milhões de bilhetes com o QRCode já foram comercializados e emitidos pelo aplicativo TOP, do Metrô e da CPTM em São Paulo.

Fonte: G1. 

Ato em memória dos quase 600 mil mortos pela Covid no Brasil estende lenços brancos em Copacabana

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Um ato na Praia de Copacabana lembrou, nesta sexta-feira (8), os quase 600 mil mortos pela Covid no Brasil. A ONG Rio de Paz estendeu em um varal na areia, em frente ao Copacabana Palace, 600 lenços brancos.

Até esta quinta-feira (7), segundo o consórcio dos veículos de imprensa, 599.865 brasileiros tinham perdido a vida vítimas do coronavírus.

Com o avanço da vacinação, porém, em setembro mais da metade dos municípios brasileiros não registrou mortes por Covid — o maior índice desde maio de 2020. No RJ, 27 dos 92 municípios não tiveram óbitos no mês passado.

A manifestação da Rio de Paz também é em repúdio ao modo como o governo federal e parte da sociedade vêm tratando a pandemia desde o início da crise sanitária.

Lenços serão levados a Brasília

Os lenços desta sexta serão levados por Márcio Antônio e pela ONG Rio de Paz a Brasília, no dia 19, data de encerramento da CPI da Covid. O material será entregue ao senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI.

“Houve um morticínio no Brasil. Se queremos tirar alguma lição dessa espantosa perda de vidas a fim de que sofrimento como esse não se repita no nosso país, precisamos responder a uma pergunta central: quem são os responsáveis por esta tragédia?”, questiona o presidente da ONG Rio de Paz, Antonio Carlos Costa.

“Houve insensibilidade por parte do presidente da República, que fez piada com a agonia das vítimas”, emendou.

Fonte: G1.

Mega-Sena: em três anos, 7 apostas feitas em Brasília ganharam prêmio principal; relembre

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Entre 2018 e 2021, sete apostas na Mega-Sena, feitas em Brasília, ganharam o prêmio principal, segundo a Caixa Federal. Nesta quarta-feira (6), a sorte foi de uma pessoa que, com uma aposta simples, de R$ 4,50, levou R$ 35.714.240,27 milhões.

Além disso, outros dois jogos feitos no Distrito Federal acertaram os números da Quina e ficaram com R$ 39,8 mil cada. De acordo com a Caixa, de abril de 2018 até esta semana, sete apostas de Brasília ganharam o prêmio principal da Mega-Sena (relembre abaixo).

Os números sorteados na quarta-feira foram 06 – 07 – 11 – 26 – 37 – 57. A Caixa informou que o dono – ou dona – dos R$ 35,7 milhões ainda não havia retirado o prêmio até a tarde desta quinta (7). A aposta foi feita em uma lotérica do Lago Sul.

Outras apostas premiadas em Brasília

  • 20/04/2018: R$ 9.349.630,55 – concurso 2033 da Mega-Sena
  • 16/05/2018: R$ 58.932.070,38 – concurso 2041 da Mega-Sena
  • 31/12/2018: R$ 5.818.007,36 – concurso 2110 da Mega-Sena
  • 18/09/2019: R$ 120.085.143,97 – concurso 2189 da Mega-Sena
  • 24/06/2020: R$ 43.269.740,25 – concurso 2273 da Mega-Sena
  • 01/08/2020: R$ 11.323.343,69 – concurso 2285 da Mega-Sena
  • 06/10/2021: R$ 35.714.240,27 – concurso 2416 da Mega-Sena

Probabilidades de ganhar

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 4,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.

Fonte: G1.

Submarino de guerra dos EUA atinge “objeto não identificado” no Mar da China

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Um submarino nuclear de guerra dos Estados Unidos atingiu um objeto subaquático no Mar da China Meridional no último sábado (2), de acordo com dois oficiais de defesa da China.

O incidente não causou mortes, mas vários marinheiros a bordo do “USS Connecticut” ficaram feridos, segundo um comunicado da Frota do Pacífico dos EUA.

Ainda não está claro o que o submarino da classe Seawolf — classificação de submarinos nucleares de ataque da marinha de guerra dos EUA — atingiu enquanto estava submerso.

“O submarino permanece em condição segura e estável. A planta de propulsão nuclear do USS Connecticut e seus espaços não foram afetados e permanecem totalmente operacionais”, disse o comunicado. “O incidente será investigado.”

A Marinha dos EUA não especificou que o incidente ocorreu no Mar da China Meridional, apenas que ocorreu em águas internacionais na região do Indo-Pacífico.

Tensão entre EUA e China

O incidente aconteceu em meio as tensões entre os EUA e a China que aumentaram com as incursões dos militares chineses na Zona de Integração de Defesa Aérea (ADIZ, na singla em ingês) de Taiwan.

O submarino estava operando nas águas ao redor do Mar da China Meridional, enquanto os EUA e seus aliados estavam realizando uma grande demonstração de força multinacional na região, conhecida como “Carrier Strike Group 21”.

Navios dos EUA, Reino Unido, Japão, Austrália, Canadá e Holanda, incluindo três porta-aviões, foram vistos treinando na área e nos arredores.

No sábado (2), cerca de 40 aeronaves militares chinesas, incluindo caças e aeronaves de transporte, entraram no ADIZ de Taiwan, fazendo com que a força aérea taiwanesa agisse enviando jatos e colocando mísseis de defesa aérea para vigiar as aeronaves.

Dois dias depois, a China enviou 56 aeronaves para o ADIZ de Taiwan em 24 horas, o maior número desde que a ilha autônoma começou a divulgar esses números publicamente no ano passado.

“Estamos muito preocupados com a atividade militar provocativa da China perto de Taiwan”, disse o secretário de Estado dos EUA, Tony Blinken, a repórteres em uma entrevista coletiva em Paris na quarta-feira (6), quando questionado sobre a atividade chinesa.

“Como dissemos, a atividade é desestabilizadora. Há o risco de erro de cálculo e tem o potencial de minar a paz e a estabilidade regional. Portanto, pedimos fortemente a Pequim a cessar sua pressão militar, diplomática, econômica e coerção dirigida a Taiwan”.

Taiwan diz que China pode invadir até 2025
Na quarta-feira (6), o ministro da defesa de Taiwan, Chiu Kuo-cheng, disse que a China poderia estar pronta para lançar uma invasão “em grande escala” da ilha até 2025, e afirmou que “atualmente eles têm a capacidade” de atacar, mas teriam de “pagar um preço”.

O governo do presidente dos Estados Unidos Joe Biden mudou o foco da política de segurança nacional do país das guerras das últimas duas décadas em relação a Pequim, que tem se afirmado na região e no cenário mundial.

Nesta quinta-feira (7), a Agência Central de Inteligência anunciou a criação de um novo centro de missão para a China após uma revisão de meses que considerou o país como a maior ameaça de longo prazo para os Estados Unidos.

Um dia antes, o conselheiro de segurança nacional Jake Sullivan encontrou-se com um alto funcionário chinês na Suíça, no que um alto funcionário do governo chamou de “discussão franca, direta e ampla”.

Esforços para garantir estabilidade

A reunião, que o funcionário disse ter um “tom diferente” de uma reunião amarga entre Sullivan e seu homólogo chinês seis meses atrás, preparou o cenário para um encontro virtual entre o presidente Joe Biden e o presidente chinês Xi Jinping no final deste ano em um esforço para garantir a estabilidade.

Mas o acordo de princípio entre os dois líderes de se encontrarem fez pouco para aliviar o atrito atual na região, nem aliviou o atrito em torno do Mar da China Meridional, onde a China construiu uma série de bases em recifes e ilhas artificiais no hidrovia disputada.

Em resposta a um relatório do jornal norte-americano “Wall Street Journal” sobre a presença de tropas americanas em Taiwan, o Pentágono destacou seu apoio a Taiwan e suas necessidades de defesa.

“Nosso apoio e relacionamento de defesa com Taiwan permanecem alinhados contra a atual ameaça representada pela República Popular da China”, disse o porta-voz do Pentágono John Supple na quinta-feira (7), acusando a China de ações que “desestabilizam e aumentam o risco de erro de cálculo”.

Fuzileiros navais dos EUA no Taiwan

Como as relações entre os EUA e a China passam por tensões, o Departamento de Estado solicitou em junho de 2018 que fuzileiros navais dos EUA fossem enviados a Taiwan para ajudar a proteger a embaixada dos EUA de fato lá.

Na época, havia apenas 10 soldados americanos em Taiwan, de acordo com os registros da força de trabalho do Departamento de Defesa, e apenas um era do Corpo de Fuzileiros Navais, que é o braço militar responsável pela segurança da embaixada.

O número aumentou gradualmente para 19 soldados dois anos depois, antes de saltar para 32 no início deste ano, mostram os registros. Da mesma forma, o número de soldados americanos na China aumentou de 14, em 2018, para 55 atualmente, a maioria dos quais são fuzileiros navais.

“A relação de defesa dos EUA com Taiwan é guiada pela Lei de Relações de Taiwan e baseada em uma avaliação das necessidades de defesa de Taiwan e da ameaça representada pela RPC, como tem sido o caso por mais de 40 anos”, disse Supple.

Os comentários são parte de uma série de ataques retóricos crescentes entre as duas superpotências envolvidas no que os oficiais do Pentágono chamam de “Grande Competição de Poder”.

No início desta semana, a China criticou os EUA pelo que chamou de “comentários irresponsáveis”, depois que os EUA condenaram os voos militares chineses no ADIZ de Taiwan.

“Nos últimos tempos, os Estados Unidos continuaram suas ações negativas na venda de armas para Taiwan e no fortalecimento de seus laços militares oficiais entre os Estados Unidos e Taiwan”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying.

Fonte: G1.

600 mil mortes: o custo da pandemia para o Brasil

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Falências, queda nas vendas, diminuição do Produto Interno Bruto (PIB). Esse é apenas o prisma mais frio, o econômico, de todas as perdas provocadas pelas 600 mil mortes por Covid-19 no Brasil, marca que foi atingida na quinta-feira (7).

O Brasil tem um enorme custo com que arcar. Bem além do valor humano incalculável dessas mortes, a perda de “vidas estatísticas” vai gerar em longo prazo prejuízos para famílias, para empresas, para a sociedade e para o país – algo da ordem de R$ 3,8 trilhões, conforme calculado para a CNN Brasil.

“Uma coisa é o PIB de um país cair por causa da pandemia com 100 mil mortos. Outra – bem mais perversa – é cair com 600 mil. Existe um legado econômico que vai durar por dez, 20 anos, que é a riqueza, o fruto do trabalho que essas pessoas falecidas deixam de conquistar”, diz Francisco Galiza, mestre em economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e membro do conselho editorial da Escola Nacional de Seguros (Funenseg).

“Tudo isso se perde. E quem fica tem mais dificuldades de se reerguer”, completa ele. Foi Galiza quem chegou à cifra de R$ 3,8 trilhões de perdas do país com as mortes por Covid-19, levando em conta que 54,4% das vítimas eram menores de 70 anos de idade, segundo o Portal de Transparência do Registro Civil. Portanto, ainda em idade economicamente ativa.

Os cálculos possíveis

Como especialista em seguros (ele também é sócio da empresa Rating de Seguros e Consultoria), Galiza tem experiência em calcular o valor pecuniário de vidas e de perdas por sinistros.

“Quando se quer avaliar o valor de uma vida estatística numa região, a regra geral é estipular para cada uma dela o valor total de 100 vezes o PIB per capita do país”, diz Galiza. No caso do Brasil, isso leva ao valor de R$ 3,5 milhões para cada “vida estatística” perdida no país.

Fazendo então o cálculo com 600 mil mortes, o Brasil terá sofrido, somente pelos óbitos com a pandemia, uma perda de R$ 2,1 trilhões. Mas o professor levou em conta também a queda do PIB, o endividamento do país, o que se deixará de produzir e o custo de sequelas físicas e problemas mentais que afetam muitos dos que foram infectados. E chegou a R$ 3,8 trilhões.

É a mesma metodologia usada pelos professores americanos David M. Cutler e Lawrence H. Summers, os dois PhDs da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos (Cutler em economia e Summers em políticas públicas).

Num artigo publicado em outubro do ano passado, a dupla calculou o custo das mortes pela pandemia nos EUA (então com 200 mil vítimas fatais, mas projetando para 625 mil mortes no total). Os dois chegaram a US$ 16 trilhões – ou R$ 86 trilhões (com o dólar a R$ 5,42).

“Fica a impressão que a vida americana vale mais”, disse Galiza. Mas, na verdade, a diferença se deve à grande disparidade entre o rendimento médio dos brasileiros e dos americanos.

O gasto médio do governo dos EUA com o tratamento de sequelas físicas e mentais da Covid-19 também é maior que o brasileiro. Só no último dia 17 de setembro foram anunciados US$ 2,1 bilhões em investimentos na prevenção e no tratamento da doença pela gestão de Joe Biden.

Aqui, R$ 3,8 trilhões equivalem a pouco mais da metade de toda riqueza gerada pelo Brasil em 2020, ou seja, 51% do PIB do ano passado, que foi de R$ 7,4 trilhões.

Os gastos contínuos

Uma consequência clínica e econômica do coronavírus são as sequelas de quem contraiu o vírus – de saúde física e mental. Uma pesquisa publicada na revista científica The Lancet mostrou que 68% das pessoas que adoeceram com Covid-19 ainda apresentavam pelo menos um sintoma após seis meses. Depois de um ano, a taxa caiu para 49%.

Outra pesquisa, divulgada pela Universidade Estadual de São Paulo, identificou problemas que vão de fibrose a dor de cabeça em 60% de 750 pacientes internados no Hospital das Clínicas. Esses recuperados relatam sintomas respiratórios, cardiológicos, além de reflexos emocionais e cognitivos com os quais convivem há mais de um ano.

Além do sofrimento humano, isso pesa na economia. São pessoas que não estarão em sua plenitude para trabalhar e poderão depender de pensão. Ou que vão gerar mais custos ao sistema de saúde.

Aqui no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) – já combalido antes da pandemia – ainda carrega o custo extra da Covid-19. Foram R$ 2,99 bilhões a mais em despesas considerando-se apenas as internações de pacientes com coronavírus do início da pandemia até fevereiro deste ano – antes do pior pico de contaminação – segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde. A CNN questionou a pasta sobre em que patamar estão esses gastos hoje, mas não obteve resposta.

No mundo todo, a SARS-CoV-2 deixará uma boa parcela das mais de 218 milhões de pessoas com casos confirmados da doença com sequelas. Não sabemos ainda por quanto tempo e quanto ainda pesarão sobre o sistema de saúde.

Mas essa carga extra pode arrastar o impacto econômico da pandemia por gerações, de acordo com um levantamento da The Australian National University (Universidade Nacional da Austrália). Os pesquisadores estimam que esse custo pode chegar a US$ 35,3 trilhões até 2025 para a economia mundial.

Esse seria o pior cenário desenhado pelos especialistas australianos, num estudo publicado em junho do ano passado, considerando que a população mundial não consiga ser totalmente vacinada até 2025.

Na melhor das hipóteses, que é a de todos os países conseguirem imunizar suas populações em 100%, a perda para a economia global até 2025 seria de US $ 17,6 trilhões.

As mudanças demográficas

No Brasil – que concentra 13% das mortes pela doença no planeta – até a expectativa de vida das pessoas diminui. No geral, depois do vírus, os brasileiros vão viver 1,8 ano a menos em 2021, conforme estudo coordenado pela pesquisadora brasileira Márcia Castro, do Departamento de Saúde Global e População da Universidade de Harvard.

Para homens, a pandemia reduziu a perspectiva de vida em 1,57 ano. Já as mulheres perderam, em média, 0,9 ano. E, friamente falando, menos tempo de vida significa menos tempo para produzir riquezas.

A pandemia não aumenta apenas o número de mortes, mas tem um efeito duplo de enorme forte repercussão na demografia: a redução dos casamentos/aumento dos divórcios e a decorrente baixa nas taxas de natalidade.

É o que mostra José Eustáquio Diniz Alves, demógrafo e pesquisador independente e ex-professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Pela primeira vez na história, dois estados apresentam redução da população. Foi uma redução vegetativa pequena, mas uma grande e inédita novidade para a demografia brasileira. Isso aconteceu para os cinco primeiros meses de 2021, mas os dados de junho confirmam o decrescimento”, diz o pesquisador.

Ele se refere aos estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, que registraram mais óbitos do que nascimentos nos primeiros cinco meses deste ano.

Eustáquio aponta que a decisão de não ter filhos ou de se adiar a formação de famílias está ligada a fatores como insegurança com a situação econômica, isolamento social e medo de levar uma gestação adiante com o sistema de saúde em colapso. E que o fenômeno é global, como ficou evidente em um painel da Organização das Nações Unidas (ONU) que apontou queda na natalidade nos Estados Unidos e na China, por exemplo.

O cancelamento do futuro

Há ainda os órfãos da covid. São pelo menos 130.363 crianças e adolescentes de até 17 anos que ficaram órfãos no Brasil devido à morte de seus pais e/ou responsáveis pela Covid-19 entre março de 2020 e abril deste ano, de acordo com um estudo publicado por um grupo de 16 especialistas em 31 de julho na revista científica The Lancet.

Essas crianças – quando não forem encaminhadas a orfanatos – provavelmente vão morar com avós aposentados ou dividirão a casa com outros parentes, quando puderem. E perderão muito em qualidade de vida.

Estudar, ter acesso à internet e até comer será mais difícil para elas. Na corrida para subir na vida, elas estarão largando numa posição de maior desvantagem. É um cancelamento do futuro para esse grupo.

É o temor que o professor Luis Franco, de Jundiaí (SP) tem por suas filhas, as gêmeas Marina e Rachel, de dez anos. Em fevereiro, ele e a esposa Nadia Franco, de 45 anos, pegaram Covid-19. Os dois foram internados e intubados. “Em 18 de março, dia em que eu tive alta, ela faleceu”, conta Franco.

Nadia era contadora, mas não trabalhava havia oito anos e se dedicava ao cuidado das filhas. Assim, o professor podia dar aula em três turnos, em escolas diferentes. “Agora, estou repensando tudo. Vou ter de trabalhar um turno a menos para cuidar delas, já que não temos mais a estrutura de cuidado que a Nadia nos dava. Isso vai diminuir nossa renda e talvez tenhamos que mudar as crianças de escola, cortar atividades complementares, como inglês e ginástica, e penso até em vender nosso apartamento”, diz ele.

É esse tipo de impacto financeiro, que recai de diferentes formas sobre as famílias das 600 mil vítimas da Covid-19, que forma o custo da pandemia no Brasil. “Tenho, por exemplo, um cliente empresário que morreu de Covid. Os filhos, com carreiras em outras áreas, não vão assumir o negócio. Qual vai ser o futuro dessa empresa e de tantas outras com o mesmo problema?”, indaga Jacomassi.

Um aposentado que vivia sozinho, sem dependentes, deixa uma ausência financeira para o país menor que a de uma mãe ou um pai de família ainda na faixa dos 30 ou 40 anos. A casa que eles deixarão de adquirir, a mensalidade da escola que não vão pagar, o prato na mesa que garantiriam a seus filhos, os salários que receberiam, as dívidas que fariam, as vendas e as compras, os negócios que abririam e fechariam – a falta de tudo isso é um custo para o Brasil.

A retração da atividade econômica

Além da diminuição da população, do poder aquisitivo das pessoas, de sua capacidade de trabalhar, existe também o impacto de todo esse cenário na capacidade produtiva do país.

Foi durante a pandemia que muitas multinacionais tomaram a decisão de deixar o Brasil, como aconteceu com a japonesa Sony, as montadoras Audi e Mercedes-Benz e a varejista de moda Forever 21.

A culpa não é exclusivamente da Covid-19. Ela é apenas um agravante do custo Brasil, composto pela instabilidade política e econômica, a queda do poder aquisitivo da população e outros fatores. “A valorização do dólar  no Brasil é muito maior que a média mundial. Isso também conta demais. Mas não acreditamos que a covid seja apenas uma casualidade. Ela conta muito, sim”, diz Jacomassi.

Do início da pandemia até o final de setembro o real foi a moeda que mais se desvalorizou mundialmente em relação ao dólar. A perda acumulada foi de 34%. Enquanto isso, outras moedas que também se desvalorizaram sofreram menos. O rublo russo, por exemplo, perdeu 17,9%. Já o rand sul-africano, o peso mexicano e o yuan chinês tiveram perdas na casa dos 7%, segundo levantamento do próprio Jacomassi.

As empresas nacionais também sofrem muito. Em 2020, um total de 5.500 indústrias fecharam as portas, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

Foram 75 mil os estabelecimentos comerciais com vínculos empregatícios que encerraram definitivamente suas atividades em 2020, segundo o mesmo estudo. Esse número é calculado a partir da diferença entre o total de abertura e de fechamento das lojas.

E outros 50 mil estabelecimentos turísticos tiveram de fechar as portas de março a agosto de 2020. Eram bares, restaurantes, hotéis, pousadas, agências de viagens e serviços de transportes, cultura e lazer.

“Além de não vermos no curto e longo prazo a possibilidade de um crescimento econômico, tudo deixa o cenário mais sombrio para a atividade econômica: os custos dolarizados, a insegurança jurídica, a falta de reformas.  Além disso, as medidas sanitárias. Elas também representam um custo a mais para as empresas”, afirma Jacomassi.

Mais uma década perdida?

A pergunta que fica é: por quanto tempo esse estrago econômico pode perdurar? O Banco Mundial estima que levará quase uma década para o Brasil neutralizar todos esses reflexos, conforme o relatório “Emprego em Crise: Trajetória para Melhores Empregos na América Latina Pós-Covid-19”.

Nele, economistas do Banco Mundial destacaram que os efeitos sobre o emprego e os salários do trabalhador médio brasileiro podem perdurar por até nove anos.

“No Brasil e no Equador, embora os trabalhadores com ensino superior não sofram os impactos de uma crise em termos salariais e sintam negativamente apenas impactos de curta duração em matéria de emprego, os efeitos sobre o emprego e os salários do trabalhador médio ainda perdurarão nove anos após o início da crise”, diz um trecho do documento.

Isso porque, além do desemprego, cresce também a precariedade das ocupações. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já mostram isso: o total de trabalhadores sem carteira (os informais) aumentou 4,8 milhões em um ano (do segundo trimestre de 2020 até o mesmo período de 2021).

E vai ser pior ainda, segundo o Banco Mundial, para quem chega ao mercado de trabalho agora. Os jovens, segundo o estudo, vão ter um início de carreira pior, do qual muitos não conseguirão se recuperar.

Mas na quarta-feira (6) o Banco Mundial mostrou ver algum alento para o Brasil: melhorou a previsão de crescimento para a economia nacional neste ano. De acordo com seu relatório semestral, o país deve ter expansão de 5,3% em 2021. Antes, a estimativa era de 4,5%.

“Uma boa notícia é que a campanha de vacinação vem ganhando força nos últimos seis meses e, embora ainda esteja longe dos índices almejados, já tem gerado uma redução nas mortes por Covid-19 na maioria dos países”, observa o relatório do banco.

Mas a instituição, no mesmo documento, piorou o cenário para 2022. Reavaliou o crescimento de 2,5% para 1,7% no próximo ano. O material aponta que os custos sociais da pandemia foram devastadores. Na América Latina, o BM aponta que os índices de pobreza, medidos com base em uma renda domiciliar per capita de até US$ 5,50/dia, aumentaram de 24% para 26,7% — o patamar mais alto em décadas.

Previdência e pensões

O impacto de 600 mil brasileiros mortos no sistema de previdência social não está claro, segundo o economista Claudio Considera, coordenador do Núcleo de Contas Nacionais (NCN) do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Ele calculou que, até o final de julho, 45,6% do total de óbitos no Brasil ocorreu no grupo de pessoas com mais de 70 anos. Foram 247 mil pessoas acima desta idade, segundo dados do Portal de Transparência do Registro Civil – de um total de 541 mil.

“Consideramos o rendimento médio mensal real de aposentadoria e pensão (preços de 2019, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2019) de R$ 1,9 mil para as pessoas com mais de 70 anos. Assim, o rendimento mensal total dessas 247 mil pessoas brasileiras falecidas, com idades acima de 70 anos, era de R$ 485,1 milhões. No ano, isso corresponde a R$ 5,8 bilhões”, diz Considera.

Pode parecer uma nefasta economia, mas não é. Na verdade, é dinheiro que deixa de circular: aluguéis que deixam de ser pagos, roupas, remédios que não são comprados e ajuda a familiares que somem de uma hora para outra.

Além disso, lembra Considera, algumas dessas mortes levarão a pagamento de pensão. “Do lado fiscal, se de uma maneira temos os aposentados que deixarão de pesar no INSS, do outro, haverá mais pensões em alguns casos”, afirma ele, referindo-se ao Instituto Nacional do Seguro Social.

Para ele, levando em conta apenas rendimentos e sem descontar o que poderia ser o desemprego de parte dessas pessoas, a economia deixa de ver circular o equivalente a R$ 13,9 bilhões no ano – que é a soma do rendimento mensal de todos (pessoas até 69 anos mais a renda dos maiores de 70 anos). São R$ 139 bilhões em dez anos.

Em nota, a Secretaria de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia informou à CNN que “a pandemia de Covid-19 traz efeitos tanto no aumento de despesas – pela maior concessão de determinados benefícios (em especial pensão por morte e auxílio por incapacidade temporária) – como na redução de despesas, pela cessação de outros benefícios (aposentadorias que deixam de ser pagas pelo falecimento do aposentado, quando este não deixa dependentes beneficiários da pensão)”.

O texto diz ainda não ser “possível, no entanto, estimar o resultado agregado desses fatores, pelo fato de não existir na base de dados a informação da causa da morte do instituidor de pensão. Também não há na base a causa da morte do aposentado”.

Fonte: G1.

WhatsApp: por que EUA usam pouco o aplicativo de mensagens mais popular do mundo

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Enquanto em países como o Brasil, o WhatsApp pode ter feito falta para muita gente na segunda-feira (4/10), quando uma pane deixou fora do ar por cerca de seis horas redes sociais pertencentes ao Facebook, nos Estados Unidos essa interrupção pode ter sido menos perceptível, já que lá o aplicativo de mensagens é bem menos usado.

Estima-se que o WhatsApp já superou o número de 2 bilhões de usuários em 180 países. Entretanto, no país em que ele foi criado, os Estados Unidos, menos de 20% dos usuários de smartphones usam o aplicativo, segundo a empresa de pesquisas Pew Research Center.

Apesar de vir de uma fonte diferente, a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, de agosto, estimou que no Brasil nada menos do que 99% dos smartphones têm o WhatsApp instalado.

A cultura do SMS

Um dos motivos para o aplicativo não ser tão popular no seu país de origem é que a maior parte dos consumidores de telefonia móvel nos Estados Unidos têm planos contratados. Diferente de outros países, é raro ter um plano pré-pago por lá.

Na década de 1990, quando os celulares se tornaram populares, ainda era caro enviar e receber mensagens de texto SMS (Short Message Service). Os planos incluíam um número limitado de SMS e passar disso levava a cobranças adicionais.

Com a expansão da infraestrutura e da tecnologia 2G, e consequentes ampliação da cobertura e da competição, as coisas mudaram. As operadoras passaram a oferecer planos com ligações ilimitadas e SMS grátis, o que popularizou essa ferramenta de envio e recebimento de mensagens de texto.

“A boa e velha telefonia 2G realmente surpreendeu os americanos, que a tomaram para si”, explicou Scott Campbell, professor de telecomunicações da Universidade de Michigan, no blog de tecnologia Lifewire.

Neste contexto, a opção de usar dados de internet ainda era cara — por isso, para enviar mensagens, o SMS continuou prevalecendo por um tempo.

Mesmo que hoje ter internet móvel seja mais acessível e que conexões Wi-Fi estejam por todo lado no país, o hábito do SMS ficou.

O avanço do Facebook Messenger

A internet trouxe novas alternativas além do SMS e do WhatsApp, como outro aplicativo de mensagens da mesma empresa, o Facebook Messenger.

Um levantamento da Statias sobre ferramentas para troca de mensagens e videochamadas mostrou que, em 2021, o Facebook Messenger foi o mais usado (87%) pelos americanos. E FaceTime (34%), Zoom (34%) e Snapchat (28%) aparecem à frente do WhatsApp (25%).

Mas quando se trata dos latinos nos EUA, as coisas mudam: quase 50% deles usam o WhatsApp, principalmente porque muitos recorrem ao aplicativo para falar com pessoas que estão em outros países.

Na América Latina, o WhatsApp se popularizou ao inaugurar a possibilidade da comunicação instantânea totalmente gratuita.

O fator iPhone

Outro elemento que afasta os americanos do WhatsApp é a considerável presença do iPhone no país, usado por cerca de 50% dos consumidores de telefonia móvel por lá.

Como o sistema iOS, usado nesse tipo de celular, adaptou seu aplicativo iMessage às plataformas de SMS das operadoras de celular, o uso do SMS não foi afetado.

Quando os usuários de iPhones enviam mensagens entre si, o celular usa o iMessage; mas se um dos celulares correspondentes tiver sistema de outro fabricante, como o Android, ele usa a rede SMS.

Entretanto, especialistas em segurança digital dizem que os SMS são mais vulneráveis a invasões do que as conversas criptografadas oferecidas pelo WhatsApp.

Além disso, a possibilidade de formar grupos no WhatsApp é outro recurso que pode mudar a arraigada cultura do SMS nos Estados Unidos.

Fonte: G1.

Leilão da ANP tem apenas 5 de 92 blocos de petróleo e gás arrematados; área próxima a Noronha não recebe proposta

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Apenas 5 blocos dos 92 blocos ofertados para exploração de petróleo e gás natural foram arrematados no leilão desta quinta-feira (7) da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Entre as áreas que não receberam proposta estão os lotes próximos a Fernando de Noronha – locais onde, segundo ambientalistas, a exploração oferece riscos à fauna marinha.

Os 92 blocos exploratórios ofertados estavam, distribuídos em 11 setores das bacias Campos, Pelotas, Potiguar e Santos. Nove empresas se inscreveram para participar da disputa, mas apenas duas fizeram ofertas. Apesar de inscrita, a Petrobras não fez nenhuma proposta.

Foram arrematados 2 blocos do setor SS-AP4, na Bacia de Santos, e 3 blocos no setor SS-AUP4, também na Bacia de Santos. As outras 3 bacias com blocos ofertados não receberam nenhuma proposta por parte das empresas licitantes.

O leilão teve uma arrecadação de R$ 37 milhões em bônus de assinatura, com investimentos previstos da ordem de R$ 136 milhões.

Esta foi a 17ª Rodada de Licitações da ANP, prevista para acontecer no ano passado, mas adiada em razão da pandemia da Covid-19. A última rodada foi realizada há dois anos, em outubro de 2019, e terminou com apenas 12 blocos arrematados entre os 36 ofertados, mas com recorde de arrecadação: R$ 8,915 bilhões em bônus de assinatura.

O que explica a falta de interesse

A licitação desta quinta-feira marcou a estreia da oferta de novas fronteiras exploratórias no Brasil, com blocos mais distantes da costa, mas o leilão foi alvo de protestos de ambientalistas contrários à atividade petroleira em locais próximos de importantes áreas de preservação ambiental do país.

Questionado, o ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque evitou comentar se a polêmica ambiental teria sido a responsável pela ausência de ofertas na grande maioria dos lotes do leilão.

“Isso será avaliado, será analisado. Nós estabelecemos grupos de trabalho no CNPE [Conselho Nacional de Política Energética] justamente para realizar esse tipo de análise. Evidentemente o que se busca é criar um ambiente de negócios em que haja segurança jurídica e regulatória para os leilões de petróleo e gás no nosso país”.

O diretor-geral da ANP, Rodolfo Saboia, considerou o resultado um “sucesso”, afirmando que a licitação teve como foco novas fronteiras exploratórias, de maior “risco” para os investidores.

“Podemos considerar que foi um sucesso”, disse o diretor-geral da ANP ao comentar o resultado do leilão. “Importante lembrarmos e termos em mente que esta rodada teve foco em novas fronteiras exploratórias, ou seja, áreas com muitos riscos exploratórios para as empresas, risco de perfurarem e não encontrarem acumulações de petróleo cuja produção seja viável”.

“As empresas estão se refazendo agora de um período muito difícil e estão mais seletivas quanto aos seus investimentos. Então, acreditamos que isso possa ter impactado no interesse [das empresas]”, acrescentou Saboia.

O que acontece agora com os blocos que não receberam oferta

Segundo a ANP, os blocos que não foram arrematados serão incluídos na Oferta Permanente, que consiste na disponibilidade contínua de campos ofertados em licitações anteriores que não foram arrematados ou, então, que foram devolvidos à agência.

O diretor-geral da ANP avaliou que o movimento global com foco na redução do uso de energia fóssil possa estar influenciando o apetite das empresas por novas áreas de exploração. Todavia, ratificou a importância do petróleo dentro do próprio processo de transição energética.

“A transição energética, sim, está em curso, mas o petróleo ainda terá que desenvolver um papel importante nessa transição para que não haja uma crise de energia resultante da redução drástica da sua produção”, disse.

O ministro Bento Albuquerque disse que “provavelmente” serão realizados mais dois leilões este ano, um relativo ao excedente da Cessão Onerosa, com campos de Sépia e Atapu, previsto para 17 de dezembro, e o terceiro leilão da Oferta Permanente “dependendo do interesse da indústria para que ele se realize”.

Resultado final do leilão

A Shell arrematou sozinha 4 dos cinco blocos e formou consórcio com a Ecopetrol para arrematar o quinto.

A petroleira anglo-holandesa ofertou bônus de assinatura de R$ 9,1 milhões pelo bloco S-M-1707, do setor SS-AP4 – o mais caro dentre os cinco que ela arrematou. Pelo bloco S-M-1715, do setor SS-AUP4, a companhia ofertou R$ 6,880 milhões, enquanto para os blocos S-M-1717 e S-M-1719, do mesmo setor, ofereceu R$ 7,3 milhões cada. Já pelo bloco S-M-1709, arrematado em consórcio com a Ecopetrol, foram oferecidos R$ 6,560 milhões.

O que foi arrematado

Bacia de Santos, litoral de São Paulo

  • Número de blocos ofertados: 13
  • Número de blocos arrematados: 5
  • Bônus de assinatura mínimo: R$ 2,4 milhões
  • Bônus de assinatura arrecadado: R$ 37,140 milhões
  • Ágio: 37,76%
  • Vencedores: Shell e Ecopetrol.

O que não teve interessados

Bacia de Pelotas, litoral de Santa Catarina e Rio Grande do Sul

  • Número de blocos ofertados: 50
  • Número de blocos arrematados: zero
  • Bônus de assinatura mínimo: R$ 630 mil
  • Bônus de assinatura arrecadado: zero

Bacia Potiguar, litoral do Rio Grande do Norte, Ceará e Fernando de Noronha

  • Número de blocos ofertados: 14
  • Número de blocos arrematados: zero
  • Bônus de assinatura mínimo: R$ 5,6 milhões
  • Bônus de assinatura arrecadado: zero

Bacia de Campos, litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo

  • Número de blocos ofertados: 15
  • Número de blocos arrematados: zero
  • Bônus de assinatura mínimo: R$ 2,1 milhões
  • Bônus de assinatura arrecadado: zero

Estavam inscritas para participar da disputa 9 empresas: Petrobras; Chevron Brasil Óleo e Gás Ltda.; Shell Brasil Petróleo Ltda.; Total Energies EP Brasil Ltda.; Ecopetrol Óleo e Gás do Brasil Ltda.; Murphy Exploration & Production Company; Karoon Petróleo e Gás Ltda.; Wintershall Dea do Brasil Exploração e Produção Ltda; e 3R Petroleum Óleo e Gás S.A.

Polêmica envolvendo Fernando de Noronha

O leilão aconteceu sob protestos de ambientalistas contrários à exploração de 14 desses blocos ofertados por estarem próximos de importantes áreas de preservação ambiental do país, incluindo o Parque Nacional de Fernando de Noronha e a reserva biológica do Atol das Rocas.

Uma decisão da Justiça Federal em Pernambuco garantiu a realização do leilão diante de uma ação civil pública, movida por várias entidades que representam o meio ambiente, que pedia a suspensão da licitação da ANP.

Uma manifestação foi realizada em frente ao hotel onde aconteceu o leilão, na orla da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Segundo os manifestantes, não há estudos conclusivos sobre o impacto ambiental dessa exploração e que qualquer vazamento poderia destruir esses patrimônios naturais.

Segundo ambientalistas, os 14 blocos estão em áreas consideradas sensíveis e importantes para o ecossistema de recifes do Brasil, que são berçários de vida marinha e ficam próximo ao Parque Nacional de Fernando de Noronha e da reserva biológica do Atol das Rocas.

Ao menos 4 ações civis públicas já foram protocoladas na justiça nos estados de Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Norte, na tentativa de barrar o leilão.

Riscos ao meio ambiente

A possibilidade de leilão para exploração nessa região provocou reação de autoridades e especialistas de Pernambuco. Uma nota técnica do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) afirmou ser “temerária” a inclusão dessa área no leilão desta quinta.

“Considerando a propagação por longas distâncias de ondas sísmicas, a grande mobilidade de algumas espécies marinhas, a ação das correntes marítimas sobre a propagação do óleo e o histórico de invasão de espécies exóticas, associadas às atividades de exploração de petróleo e gás, toma-se temerária a inclusão dos blocos exploratórios da Bacia Potiguar”, disse o texto.

Os técnicos do ICMBio apontaram que há sobreposição com distribuição de espécies ameaçadas de extinção. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), afirmou pelas redes sociais que não reconhecer as recomendações técnicas “é uma atitude temerária”.

“É preciso ter em vista os impactos que são gerados nessa fase, com significativa influência sobre a biodiversidade marinha. Principalmente quando uma das áreas escolhidas para a prospecção fica próxima ao Arquipélago de Fernando de Noronha, uma zona de proteção ambiental de importante significado para Pernambuco e para o Brasil”, disse o governador.

A ANP informou que houve manifestação prévia dos ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia, que seguiu as diretrizes ambientais e que os potenciais riscos e a viabilidade da exploração serão avaliados de maneira aprofundada durante o licenciamento ambiental.

Regras do leilão

No modelo de concessão, em que foram oferecidos os blocos nessa 17ª rodada, as empresas ou consórcios vencedores são definidos pelos critérios do bônus de assinatura (80%) e programa exploratório mínimo – PEM (20%) oferecidos pelas licitantes.

Os bônus são os valores em dinheiro ofertados pelas empresas, a partir de um mínimo definido no edital, e são pagos pelas vencedoras antes de assinarem os contratos. Já o PEM define um mínimo de atividades que a empresa se propõe a realizar no bloco durante a fase de exploração, como sísmicas, perfurações de poços, etc.

Fonte: G1.

Após sucesso da rifa da fazendinha, alunos e funcionários de escola de SC celebram Dia das Crianças em pizzaria

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Alunos e funcionários da Escola Básica Municipal Bairro Bortolotto, em Nova Veneza, no Sul catarinense, começaram na quarta-feira (6) as celebrações do Dia das Crianças. Por conta do sucesso da rifa da fazendinha, que viralizou após a leitura dos prêmios em uma sessão na Câmara de Vereadores, foram arrecadados recursos suficientes para levar todas as turmas do colégio a uma pizzaria.

A rifa da fazendinha foi feita para arrecadar uma quantia para fazer uma comemoração e homenagem para as crianças. Os prêmios, como porcos, patos, salame e queijo, foram doados pelos pais dos alunos. A cidade tem cerca de 13 mil habitantes e a economia é baseada na agricultura.

Após os vereadores do município caírem na risada durante a leitura dos prêmios, o vídeo viralizou e a rifa acabou vendendo 48 mil bilhetes, arrecadando cerca de R$ 100 mil. O dinheiro vai ser usado nas celebrações da Semana da Criança e também para melhorias na escola, explicou a diretora, Jussara Laíde Savio.

Na quarta, cerca de 200 pessoas, entre alunos e funcionários da unidade escolar, foram até uma pizzaria na cidade vizinha de Forquilhinha. Inicialmente, a ideia era que as turmas que vendessem mais bilhetes da rifa fossem almoçar no local. Porém, com o sucesso do sorteio, todos da unidade de ensino conseguiram participar.

“Eles estão eufóricos, felizes da vida e já estavam ansiosos por esse dia. Vamos deixar eles comerem à vontade, porque todos se esforçaram para vender os bilhetes. E claro, nós fizemos tudo isso por eles, a rifa da fazendinha sempre foi pensando no melhor para os nossos alunos”, disse a diretora.

Continuando as celebrações da Semana da Criança, nesta quinta-feira (7) o restante das turmas também irá à mesma pizzaria. Para sexta (8), haverá comemoração com cachorro-quente e entrega de lembrança. Na próxima semana, as crianças de algumas turmas também devem receber crepe e algodão-doce.

O dinheiro arrecadado com a rifa também será usado para melhorar o ensino na escola. Conforme a diretora, serão comprados televisores para as salas e outros materiais que possam ajudar os professores nas aulas.

Geralmente, o montante arrecadado com as rifas era usado para uma comemoração chamada de Rua de Lazer, em que a escola fechava a via em frente à unidade e alugava brinquedos, como cama elástica e castelo inflável, para as crianças. Este ano, isso não será possível por causa da pandemia da Covid-19.

“Mas, início do ano letivo de 2022, a gente já está deixando dinheirinho guardado para fazer a Rua do Lazer, como a gente costumava fazer”, afirma a diretora.

Prêmios

A rifa foi feita com prêmios doados pelos pais dos alunos e foi comprada por pessoas de outros estados e países. A cidade tem a economia baseada na agricultura e, por isso, na lista de prêmios estão porcos, ovos e até mesmo uma tilápia.

Cada número foi vendido por R$ 2 e as vendas terminaram no dia 14 de setembro. O sorteio foi feito por uma transmissão pelas redes sociais no perfil da escola no dia 20 de setembro.

Fonte: G1.

Justiça autoriza retomada de obras de fábrica de cerveja onde ‘Luzia’ foi encontrada

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A Justiça autorizou, por meio de liminar, que a Heineken continue com as obras de sua cervejaria em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão é desta quarta-feira (6).

Apesar do aval da Justiça, a empresa disse que optou por, neste momento, manter as obras suspensas.

“Acreditamos que o diálogo com os órgãos envolvidos é sempre o melhor caminho e, por isso, manteremos as conversas no sentido de reiterar todo o respaldo técnico necessário para definitiva retomada e construção da cervejaria”.

Em setembro, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) embargou a área onde funcionaria a fábrica da cervejaria.

Por meio de nota nas redes sociais, a prefeitura confirmou a informação.

Leia a íntegra do comunicado:

“A Prefeitura de Pedro Leopoldo informa que foi comunicada sobre a concessão da liminar que permite a construção da cervejaria Heineken na cidade de Pedro Leopoldo (MG). A informação dada pela empresa é de que serão respeitados todos os entendimentos referentes ao caso e, apesar da decisão judicial permitir a completa retomada das atividades, neste momento as obras permanecerão suspensas até a finalização do diálogo com os órgãos competentes”.

Leia a íntegra da nota da Heineken:

“Confirmamos a concessão da liminar que permite a construção da nossa cervejaria na cidade de Pedro Leopoldo (MG). Respeitamos todos os entendimentos referentes ao caso e, apesar da decisão judicial permitir a retomada completa e imediata das atividades, optamos por neste momento manter as obras suspensas. Acreditamos que o diálogo com os órgãos envolvidos é sempre o melhor caminho e, por isso, manteremos as conversas no sentido de reiterar todo o respaldo técnico necessário para definitiva retomada e construção da cervejaria”.

Fonte: G1.