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    O Bitcoin e a Crise Grega

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    Que o Bitcoin representa uma grande mudança no mundo financeiro, não há sombra de dúvida. Mas seria verdade que o Bitcoin pode ser a saída para a crise grega? Seria mentira que o aumento substancial de gregos negociando Bitcoins em Exchanges de outros países teria feito com que o preço da moeda disparasse? Antes de tentar encontrar respostas para essas perguntas, é preciso entender primeiro o que aconteceu na Grécia, buscar as razões e dimensionar o impacto desse revés que, na verdade, é reflexo de uma crise ainda maior que atingiu muitos países e cujos efeitos ainda reverberam em economias bem distantes da grega, como é o caso do Brasil, por exemplo.

    Crise financeira é o termo utilizado quando instituições ou ativos financeiros se desvalorizam repentinamente causando endividamento das nações, pacotes de austeridade que diminuem ou retiram benefícios e recessão econômica, que é a consequência disso. Ao longo dos séculos XX e XXI, muitas crises financeiras abalaram o mundo, dentre as maiores, destacam-se a Grande Depressão (Crise de 1929 – Crash da Bolsa) e a Crise Financeira de 2008, que foi ocasionada pela falência de dois grandes bancos, um tradicional banco de investimentos dos Estados Unidos, o Lehman Brothers e o banco britânico Northern Rock, bem como, o estouro da bolha imobiliária (EUA).

    Esta crise iniciada em 2008 é considerada a maior desde a grande crise de 29 e, aliada a um complexo conjunto de fatores, como: a globalização dos mercados financeiros; facilidades nas condições de crédito entre 2002-2008, que viabilizaram riscos de crédito mais elevados; desequilíbrios no comércio internacional; estouro da bolha imobiliária em 2008 nos Estados Unidos; e, por fim, a recessão global em andamento, formam a causa da Crise da Dívida Soberana Europeia que, por sua vez, responde pela Crise na Grécia, a qual teve sua situação agravada com a descoberta de que o governo omitiu informações macroeconômicas, dentre elas, o valor real da dívida nacional.

    A fim de conter a crise, a Grécia lançou alguns pacotes de austeridade fiscal. O primeiro pacote começou com um empréstimo ao FMI e BCE (Banco Central Europeu) de 80 milhões de Euros e incluiu medidas de congelamento salarial dos funcionários públicos e redução de benefícios. Os pacotes seguintes continuaram cortando gastos e benefícios, aumentando taxas e impostos, reduzindo o número de empresas públicas e até mesmo de municípios. A combinação dessas medidas foi considerada como “sem precedentes” na história daquele país, ocasionando manifestações em massa, greve geral, repressão policial com saldo de feridos, mortos e cidadãos detidos.

    A medida governamental que desencadeou o burburinho sobre a “solução bitcoin” para a crise na Grécia, foi o feriado bancário de 6 dias que impediu a corrida dos correntistas a fim de realizarem saques ou efetuarem transferências para bancos de outros países. Com efeito, a procura de clientes gregos em Exchanges de Bitcoin foi massiva, chegando a registrar 79% de aumento da procura por parte desse público específico. O fluxo reduzido do euro naquele país aliado ao temor do retorno do dracma (moeda grega) provocou, em dois meses, um aumento de 400% da procura pela única máquina de Bitcoin.

    Nessa toada de solução econômica, outras criptomoedas também mostram a que vieram em países cujas economias ainda são frágeis, como é o caso da Venezuela e Filipinas, onde a Raiblocks, que foi criada para ser acessível independente do poder aquisitivo, ficou muito popular. O limite de Raiblocks criadas foi de 133 milhões, as quais foram mineradas manualmente por resolução de captchas, gerando renda e sustento para essas pessoas. Se o Bitcoin não está mais tão acessível a todos, essa criptomoeda que não exige hardware de alta potência, tem baixo custo energético e transação a zero taxa, vem representando uma esperança.

    Bitcoin foi utilizado como alternativa para que a população grega se sentisse menos insegura enquanto o país enfrenta a turbulência da crise. No entanto, a imunidade dos ativos digitais em relação às arbitrariedades de governos e bancos, graças à descentralização que lhes é peculiar, é a única verdade em meio a tudo isso. Se chegam a representar solução para crises financeiras, é um palpite difícil de avaliar hoje. Talvez, com o distanciamento que só o tempo é capaz de promover, seja possível afirmar sem leviandades.

    DASH, uma das maiores criptomoedas do mundo

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    Em janeiro deste ano, comemoramos os quatro anos da Dash, uma criptomoeda com capacidade de auto-governança, auto-financiamento e que usa, em sua forma de “mineração”, os masternodes (MN’s), os quais trabalham no protocolo e consequente fabricação da moeda.

    Criada em 2014 por Evan Duffield, um desenvolvedor de software norte-americano, ela ganhou quando foi batizada o nome primário de Xcoin, o que não representou, de fato, o que propunha na época, segundo os que a adquiriram. Um mês depois mudou para Darkcoin popularizando-a e simbolizando o que propunha até então: uma moeda que garantia 100% de anonimato aos masternodes e usuários.

    Neste ínterim, porém, os usuários da então Darkcoin confundiam esta com outra moeda digital a Darknet, confeccionada exclusivamente para ser usada na deep web, isto é, fora da surface, favorecendo assim o comércio de drogas, tráfico de armas, dentre outros produtos e ações ilegais, o que motivou a mudança do nome da moeda para Dash.

    Nos dois primeiros dias de lançamento, foram mineradas 1,9 milhão de moedas, valor considerado 10% da oferta total de Dash existente no mercado. Além disso, naquele ano, a Dash tornou-se a comunidade de Altcoins mais ativa dentro do Bitcoin Talk, fórum de criptomoedas mais famoso do mundo, gerando mais de 6 mil páginas e ultrapassando uma centena de respostas.

    Dash é o acrônimo de Digital Cash, ou dinheiro digital em português. A moeda não utiliza mineradores em sua produção, mas masternodes que enviam transações anônimas usando o protocolo Darksend para sistemas privados, contando com captação de fundos que bancam melhorias em sua estrutura, um diferencial entre outros ativos de natureza digital.

    Desde 2016, a Dash entrou para as moedas mais negociadas em exchanges do mundo todo, segundo a literatura especializada. De acordo com o portal Coin Market Cap, especializado em ranking de criptomoedas, a Dash é 12ª maior entre as moedas digitais. Atualmente, é utilizada em mais de 13 mil estabelecimentos, incluindo a Apple Store.

    Dogecoin, de meme à moeda

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    Fruto de uma parceria entre Jackson Palmer, Marketing da Adobe, Austrália, e Billy Markus, desenvolvedor de software da IBM que já estava tentando criar uma moeda digital, a Dogecoin foi lançada em Dezembro de 2013. Se você estiver encontrando alguma semelhança entre o nome da moeda e o meme do cachorrinho da raça Shiba Inu, não se enganou, porque foi exatamente nele em que foi não apenas inspirada, mas também batizada com seu nome e tendo seu carismático rosto como símbolo.

    A ideia inicial era bem despretensiosa, a intenção era ser apenas uma piada por causa da grande febre das moedas digitais, mas graças a um blefe onde um comprador lançou uma ordem de 0.5 BTC por 1 Doge – que começou valendo US$ 0,01 – acabou por cair no Reddit (Fóruns) – virou assunto e ganhou popularidade, chegando até mesmo a sofrer um ataque cibernético onde milhões de Dogecoins sumiram.

    Apesar do empurrãozinho que o blefe representou na história da Dogecoin, certamente se não fosse pela oportunidade de minerar um ativo com baixa competitividade de mineração, as comunidades interessadas não teriam voltado seus olhos para a bem humorada moeda que hoje está entre as 30 maiores no tocante a valor de mercado, atuais US$ 2,2 bilhões.

    Dentre as principais diferenças em relação ao Bitcoin, o tempo de mineração, que é bem mais curto, e o total de moedas que serão fabricadas: 1 bilhão x 21 milhões do Bitcoin, se destacam. Além dessas, o tipping virtual, ou seja, as gorjetas que usuários costumam dar aos redditors (membros do fórum) como incentivo por comentários divertidos, notícias relevantes e etc, também estimulam a propagação da moeda.

    Seu valor vai além das cifras do mercado em razão da cultura organizacional que desenvolveu baseada na caridade. No rol dos eventos notórios ligados a essa pegada social, destacam-se o patrocínio ao corredor Josh Wise para a corrida no circuito de Talladega Superspeedway, Alabama, nos Estados Unidos; Doação de US$ 30 mil para que um time jamaicano disputasse as Olimpíadas de Inverno de 2014 em Sóchi, Rússia; US$ 25 mil para uma instituição britânica que prepara cães-guia para caridade e US$ 30 mil para dar acesso a água potável às pessoas no Quênia.

    Adorável, não é mesmo?

    IOTA, a criptomoeda para a Internet das Coisas

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    Quando falamos de pós-modernidade, há quem diga que passamos pela Quarta Grande Revolução. Uma das correntes deste pensamento pertence a de Klaus Schwab, economista e fundador do Fórum Econômico Mundial, autor do livro “The fourth Industrial Revolution”, publicado em 2017 pela Crown Publishing Group.

    A primeira transformação, segundo esses teóricos, vem da Revolução Industrial, no século XVIII, que usava água a vapor para mecanizar a produção, além do aprimoramento do trabalho técnico-científico no campo da indústria, não limitando a confecção de produtos com pouco valor agregado.

    A segunda mudança, foi a que usou a eletricidade, nos anos 1800, para criar a produção em massa – a exemplo do Experimento de Hawthorne, que buscava determinar a intensidade da iluminação à eficiência dos operários em níveis produtivos.

    A terceira revolução deu-se a partir da segunda metade do século passado e que, a partir do desenvolvimento tecnológico, após a Segunda Guerra Mundial, uniu a eletrônica com a automatização da produção mecanizada.

    Por fim, a última transformação, a do presente (ou futuro), traz-nos à tona a internet, que exaltou a Era da Informação dentro de uma fusão das esferas física, digital e biológica no campo da tecnologia e da comunicação.

    Na esteira das transformações iniciadas pela disseminação do acesso comercial da internet, nos anos 1990, está o conceito de Internet das Coisas, caracterizada pela internet móvel cada vez mais presente em todas as áreas do cotidiano. Bicicletas, cafeteiras, luzes residenciais, automóveis, todos interligados à smarphones, tablets, PC’s e à rede por inteligências artificiais e tecnologias chamadas, na Internet das Coisas, de Máquina a Máquina (M2M).

    Criptomoeda

    O desenvolvimento de uma criptomoeda pensada para este fim, pois, é o conceito da IOTA. Uma moeda open source criada como espinha dorsal da Internet das Coisas, que não utiliza blockchain, nem criação de cadeia de blocos em sua mineração e que tem como ponto alto a gratuidade em suas transações independentemente do valor, como a RaiBlocks, por exemplo. O que é um ponto a mais para a moeda, já que temos dezenas ou centenas de itens conectados à rede quando falamos de IoT.

    A criação da IOTA é datada de 2015, por um grupo de cientistas da computação e professores como David Sønstebø, Sergey Ivancheglo e Serguei Popov, este último professor da Unicamp, responsável pelos cálculos da rede Tangle, a “blockchain” da IOTA, a qual utiliza “grafos acíclicos” em sua composição, nada mais do que cálculos matemáticos complexos que transmitem para a rede as transações anteriores que serão aprovadas antes que as outras apareçam nos nós da rede. Em outras palavras, uma nova forma de tecnologia que garante pagamentos digitais fora da blockchain, mas com o mesmo resultado.

    A fama da moeda feita para a Internet das Coisas veio no final de 2017, desbancando pesos-pesados como a Ripple, por exemplo, quando disparou cerca de 47%, grande parte pelo burburinho (mentiroso, aliás) de que a Microsoft teria feito uma parceria com a IOTA. Mesmo após os co-fundadores terem desmentido o boato, a moeda prevaleceu como as principais criptomoedas.

    Tecnologia

    A tecnologia Tangle surgiu em 2015, haja vista sua utilização para fins de utilização específica na Internet das Coisas e para pagamentos de M2M. O ledger do Tangle, ao contrário da blockchain, liquida transações sem cobrar taxas em suas transações. Além disso é possível armazenar dados sensíveis de forma segura e com verificações no ledger do Tangle.

    A diferença da IOTA para outras criptomoedas já existentes é a possibilidade de se fazer vários micro pagamentos existentes dentro da realidade da IoT. Como a IOTA é livre de taxas de confirmação de pagamentos e de mineração, para compensar os mineradores, ela se encaixa no conceito tecnológico acima exposto.

    A fim de gerar a transação, os usuários aprovam transações de outros usuários, somando dados para a segurança da rede Tangle. Quanto mais aprovações há na rede, tanto mais estas são aceitas pelo sistema.

    Diferenciais

    A tecnologia da IOTA, devido à sua capacidade de transferir dados e garantir integralidade de dados gratuitos, está sendo explorada em áreas díspares como a saúde eletrônica, veículos conectados à internet, cadeia de suprimentos, etc.

    Outra característica que difere a IOTA de outras moedas, é o fato de que ela possui uma rede intrinsecamente imutável, dissipando assim a possibilidade de fork, como ocorreu com o Bitcoin Gold e Bitcoin Cash, no ano passado.

    Em todos os casos os quais a Internet das Coisas está presente no dia-a-dia de todos, a IOTA parece cada vez mais uma grande aposta.

    RaiBlocks (Nano) descomplicada e perfeitinha

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    Oferece transações instantâneas, escalabilidade ilimitada, não precisa mais ser minerada, representa baixíssimo custo energético, tem taxa zero de transação e não exige grande poder computacional, sim, basicamente uma revolução. Seu primeiro código foi desenvolvido em 2014, virou um projeto em 2015, mas só chegou ao conhecimento da maior parte das pessoas no final do ano passado.

    Por enquanto, poucas exchanges de fora do país estão operando a RaiBlocks, o que significa excelente momento para se investir, porque assim que as grandes a adotarem, a expectativa é de que o preço dispare. Além disso, deve se tornar um viral quando a promessa de que carteiras sejam desenvolvidas para celular.

    Em 40º lugar no ranking das criptomoedas, e cotada a USD 13,71 em meados de Janeiro/17, a Raiblocks surgiu porque, assim como todas as outras, traz soluções para os problemas que o Bitcoin apresenta. Nesse caso, as soluções não poderiam ser melhores. Para começar, ela vem sendo considerada uma moeda de maior performance em razão da velocidade com que uma transação leva para ser concluída, tudo isso a zero taxa.

    Sua arquitetura é denominada block-lattice – cada usuário possui sua própria block-chain – o que além de permitir transações com sobrecarga muito reduzida, também possibilita atualização dissociada do restante da rede. Para quem se lembra, o racha que houve no Bitcoin originando o Cash e o Gold, teve como razão justamente um conflito sobre qual seria o software a ser utilizado para atualizar a plataforma. Portanto, essa característica da RaiBlocks vem se somar ao rol de vantagens que têm se destacado no universo das criptomoedas.

    Algo que não pode deixar de ser dito sobre a RaiBlocks é que além do tipo de arquitetura, que é um dos fatores que promovem as transações instantâneas, o limite de 133 milhões de RaiBlocks criados, número este inalterável a fim de garantir a inflação zero, já está todo minerado.

    A RaiBlocks foi criada para ser acessível independente do poder aquisitivo. Tornou-se popular na Venezuela e nas Filipinas e foi toda minerada manualmente resolvendo-se captchas, o que representa uma fonte de renda para essas pessoas.

    A honestidade dentro da comunidade se mantém porque os membros são incentivados a garantir o interesse em preservar a segurança de maneira que uma espécie de hierarquia foi estabelecida, onde as carteiras com maior quantidade de RaiBlocks possuem maior poder de validar transações. Ou seja, aqueles que mais têm moedas, por lógica, desejam que o sistema seja confiável e se valorize.

    Mantenha-se bem informado, acompanhe nosso blog e fique por dentro do mundo das criptomoedas.

    Criptomoedas, uma relação simbiótica

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    Muito se especula sobre a competitividade entre as Altcoins e o Bitcoin, porém o que se nota também é uma relação de colaboração. Um exercício interessante que reforça essa tese é imaginar a hipótese de uma força governamental pretender, algum dia, a banição do Bitcoin e isso não se justificar porque existem inúmeras alternativas para substitui-lo: as Altcoins.

    Quem assistiu Gremelins diria que o código-fonte aberto é como a água que provoca a multiplicação exponencial das criptomoedas, ou seja, não adianta tentar extingui-las, porque outras tantas estão surgindo simultaneamente.

    Senso de humor à parte, como se isso já não fosse o suficiente para demonstrar a boa relação entre as moedas digitais, ainda temos sua reconhecida liquidez e o fato de que conferem mais dificuldade de rastreio das transações, como é o caso da Monero. Apesar disso, a concorrência entre elas existe e não se pretende com este argumento refutá-la, ao contrário, como se sabe, é salutar dentro do espectro capitalista.

    Talvez não seja nenhum exagero dizer que uma não existiria sem a outra, tendo em vista que o Bitcoin, prevendo ou não, abriu caminho para as altcoins, e estas representam um complemento tecnológico, à medida em que suprem as lacunas da criptomoeda-mãe. Como é o caso da transparência nas transações por causa do endereço da carteira, o que torna a identidade do emissor ou destinatário facilmente rastreável.

    Sendo assim, enquanto a promessa de uma nova criptomoeda que reúna todas as características que solucionem as reivindicações dos clientes mais exigentes não se concretize, as que já existem e orbitam o Bitcoin – e o próprio – seguirão hora concorrendo, hora se complementando.

    Antecipar o futuro das criptomoedas seria engrossar o caldo dos especuladores, porque um sem número de previsões são feitas a todo momento, mas os fatos sempre acabam surpreendendo. Então, se você se interessa por moedas digitais, acompanhe nosso blog e mantenha-se bem informado.

    Monero: toda moeda tem dois lados.

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    Do Esperanto, a Língua internacional e artificial, Monero significa ‘moeda’. É semelhante ao Bitcoin e foi lançada em 2014 com estrutura Blockchain e código aberto, porém sob um novo protocolo, o CryptoNote. Ficou conhecida depois do ataque do novo vírus Adylkuzz que usa computadores infectados para minerar o ativo, já que vem sendo considerado como o primeiro que, de fato, dificulta o acesso às informações de valores transmitidos de uma pessoa para a outra.

    É bem verdade que as criptomoedas representam inegáveis mudanças e inúmeros benefícios em ambas as suas faces – negócios idôneos ou não – o ponto questionável é que, se por um lado toda essa tecnologia veio para facilitar as relações econômico-financeiras, por outro, a criminalidade agradece a sua existência em razão de sua principal característica, a descentralização. O que confere às moedas digitais independência de qualquer instituição financeira ou governo. Desta forma, com o rastreio de valores e as identidades de quem os enviou ou recebeu dificultados, uma imensa porta se abre ensejando e protegendo negociações de origens escusas.

    A transparência do Bitcoin é indesejada para alguns setores e vem atraindo pressão por parte de nichos de mercado de total relevância, como é o caso da China. Previsões de que, dentro de pouco tempo, o mercado chinês será capaz de elevar substancialmente o preço da Monero parecem, portanto, fazer todo sentido.

    Para entender melhor em que aspecto a Monero confere mais privacidade nas relações financeiro-digitais, é preciso evidenciar e comparar características entre as moedas. No caso do Bitcoin, cada usuário tem um endereço que também é o acesso à sua carteira e isso será usado em todas as transações. Já com a Monero, a cada nova transação, um endereço exclusivo é criado com uma senha de segurança respectiva que permite somente à pessoa que recebeu o depósito conhecer as informações sobre a transação.

    G44 – Altcoins Exchange está sempre antenada a tudo o que acontece no mundo das finanças. A velocidade com que tudo tem evoluído exige um olhar atento que mire o futuro. Estamos preparados para essa velocidade.

    E a Ethereum?

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    Idealizada como uma plataforma baseada na tecnologia blockchain para viabilizar contratos inteligentes, ou seja, transações executadas automaticamente, caso as condições pré-estabelecidas pelo sistema sejam atendidas – a Ethereum é um sistema descentralizado em que todos podem ter acesso aos dados e onde é possível hospedar aplicativos que se parecem, intencionalmente, com aplicativos normais, tais como o Slock.it, o Augur e o Freemyvun.

    Nesta plataforma encontram-se os ‘cripto tokens’, denominados Ether. Eles foram criados para realizar pagamentos e para hospedagem de aplicativos no blockchain. Sua comercialização se dá como a de qualquer outra moeda digital, sendo comprado, vendido ou trocado por outras moedas e vice-versa.

    A oscilação do valor do Ether é resultado da procura e da oferta, como acontece com outras criptomoedas e, nos últimos meses, foi possível perceber uma boa valorização. O que vem sendo considerado como um sintoma dos progressos que vêm acontecendo na plataforma do Ethereum, os quais permitem utilidade em funções diversas. Uma prova disso é o projeto ‘Blockchain Banking Consortium’ (Consórcio Bancário de BlockChain), que visa conectar bancos parceiros para possibilitar a transferência de fundos pelo blockchain.

    A mineração da Ethereum funciona em conjunto com as pessoas que fazem parte da enorme rede e contribuem com seu poder de mineração para sustentá-la. Esse poder é usado para executar os aplicativos hospedados, processar as transações de Ether, bem como, para criar novos blocos no blockchain. Como recompensa pela contribuição, os mineradores recebem crypto tokens (Ether) recém-cunhados.

    Para saber sobre esta e outras criptomoedas, assim como vários outros assuntos do universo das finanças, acompanhe nosso blog e nossas páginas nas redes sociais. A G44 – Altcoins Exchange tem mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, por isso estamos aptos a lhe oferecer a mudança que você vem buscando para sua vida. Comece ficando bem informado!

    O que pretende a Litecoin?

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    Litecoin foi criada em 7 de outubro de 2011 por Charlie Lee, ex funcionário da Coinbase – onde trabalhou até Junho de 2017. Quando deixou a empresa, Lee justificou que ia se dedicar exclusivamente à Litecoin para fazer seu preço chegar à Lua.

    Criada para enviar e receber pagamentos para pequenos e grandes negócios, também é tida como uma alternativa mais barata e mais rápida do que o Bitcoin. Sua velocidade de confirmação de transação é de 2,5 minutos, enquanto o Bitcoin demanda 10 minutos. Isto porque sua corrente de blocos é capaz de lidar com um volume maior de transações porque sua rede é capaz de suportar mais sem necessidade de atualização de software.

    Atualmente, a Litecoin ocupa o 5º lugar no ranking das moedas digitais, uma das razões é por se tratar de um programa descentralizado e de código-aberto que garante a execução, modificação ou cópia, sendo possível até mesmo distribuir suas versões modificadas. Além disso, com um número crescente de comunidades Litecoin, o suporte ao programa é bastante satisfatório.

    Dentre a lista de atualizações previstas para incrementar ainda mais sua plataforma, é possível encontrar benefícios futuros de médio e longo prazo, como: mais privacidade, transações instantâneas a taxas reduzidas, mais segurança, transações confidenciais e a vinculação do LTC a outros ativos. Como por exemplo um comando em sua plataforma LTC ser capaz de dar a ignição em seu carro, o que só vai ser possível se o seu automóvel for inteligente.

    A rede Litecoin foi projetada para produzir cerca de 84 milhões de unidades, 4 vezes o número de Bitcoins e sua mineração, em princípio, é capaz de gerar 25 moedas por bloco, mas essa capacidade se reduz à metade a cada 4 anos respeitando seu limite de unidades.

    O que é Ripple?

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    Fundada em 2012 pela OpenCoin, o Ripple se tornou conhecida num primeiro momento por seu sistema de pagamento digital, para somente depois ganhar holofotes em sua versão como moeda virtual. Atualmente está em 4º lugar no ranking das criptomoedas, ficando atrás somente do Bitcoin, Ethereum e Bitcoin Cash, conforme dados da CoinMarketCap.

    O sistema de pagamento permite que uma transferência de dinheiro com moedas convencionais ou virtuais – se realize perfeitamente sem estar sujeita às taxas e prazos das instituições financeiras.

    A criptomoeda Ripple-XRP, tal qual o Bitcoin, realiza suas operações de forma descentralizada, ou seja, não controlada pelos bancos. Apesar dos pontos em comum, sua tecnologia é muito diferente. O Ripple utiliza um portal que serve como mediador entre o emissor e o destinatário das negociações, o que tem atraído instituições financeiras em virtude de sua plataforma de código aberto, o que possibilita a adoção de um protocolo próprio como forma de pagamento para qualquer instituição.

    As vantagens do Ripple vão desde o fato de estar sendo considerada por muitos bancos e instituições financeiras como uma alternativa para transações com as menores tarifas, como também pelo fato de que as transações são consideradas praticamente instantâneas, levando apenas alguns segundos para se concretizarem.

    As semelhanças entre o Ripple e o Bitcoin não ficam apenas no que diz respeito à descentralização, mas também quanto a existir um número limitado de Ripples disponíveis no mercado. O limite disponível de Ripple está em 100 bilhões, dos quais 50% estão disponíveis para quem quiser comprá-los e os 50% restantes ficam retidos pelos seus criadores.

    Antes que interpretem essas vantagens e semelhanças como motivos de rivalidade entre o Ripple e o Bitcoin, é bom deixar claro que a relação passa bem distante disso, já que ele servirá também como um complemento para as atividades com o bitcoin, facilitando as negociações, justamente em razão das vantagens mencionadas.
    Por enquanto, a desvantagem conhecida do Ripple é que ele só funciona em relações business to business, ou seja, ainda não pode ser utilizado para pagamentos por produtos ou serviços adquiridos online.