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    Cloud-Mining: Mineração de Criptomoedas em Nuvem

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    Antes de chegar ao entendimento sobre mineração em nuvem, precisamos começar pela mineração tradicional que, em linhas gerais, é o processo de registrar as transações no livro-razão, o Block-Chain. Essas transações são “escutadas” pelos mineradores e têm de ser validadas verificando se as assinaturas e os gastos não foram executados anteriormente. Se esse processo for bem sucedido, o bitcoin vai pra carteira do minerador, que lucra com isso: agora ele pode vender ou comprar com a quantidade de bitcoins que conseguiu acumular.

    A mineração caseira torna o processo lento e pouco rentável, devido ao custo para se adquirir um hardware do tipo ASIC (Circuitos Integrados de Aplicação Específica), que pode custar mais de R$ 65 mil, bem como o alto consumo de energia elétrica que vai demandar. Essa conta pode ser inviável para a maioria das pessoas, porque um investimento desse porte se justificaria numa estrutura de Exchange. Em razão disso, se popularizou entre os compradores de criptomoedas, a mineração na nuvem, ou, cloud-mining.

    Quanto mais se minera o Bitcoin, mais escassa se torna a chance de minerar. O Cloud-mining, ou, mineração em nuvem surgiu com o intuito de unir forças para aumentar a velocidade de processamento, diminuindo o tempo para se conseguir minerar. Isso expandiu a oportunidade para mais pessoas acessarem lucro com as criptomoedas, sem precisar realizar investimentos volumosos ou possuir profundo conhecimento técnico.

    A mineração em nuvem pode acontecer de duas maneiras. Pode ser por ‘Hospedagem Remota de Hardware’: você é o dono do equipamento e aluga um servidor de mineração físico, que é hospedado e mantido por um provedor. Esta modalidade requer alto investimento de tempo e dinheiro e é indicado para quem tiver bastante conhecimento técnico. A modalidade mais escolhida é a de ‘Hashs Alugados’, onde você compra uma quantidade de poder de mineração (hash): que é a velocidade de processamento, e a empresa disponibiliza o equipamento de mineração. As configurações são feitas pela própria empresa, o que dispensa a obrigatoriedade de conhecimento técnico.

    Toda vez que uma oportunidade de investir e rentabilizar surge, não demora para que as fraudes venham a reboque. Com o cloud-mining não foi diferente. Sob o pretexto de estarem minerando em nuvem, sites que ficaram conhecidos como SCAM de Mineradoras realizavam o pagamento aos clientes durante um período mínimo para, em seguida, desaparecerem sem deixar rastros. A simplicidade para criar um site na Internet, o distanciamento físico, o anonimato velado sob falsas identidades propiciaram o surgimento de mais esse golpe.

    História do Bitcoin

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    A história do Bitcoin, primeira moeda digital utilizada em larga escala, é conhecida por quase todo mundo: Em 2008, Satoshi Nakamoto, um japonês ou um grupo de programadores – pois não se sabe quem está por trás do pseudônimo – postou o protocolo original do Bitcoin, conhecido como White Paper, na lista de discussão do The Cryptography Mailing, assim como o registro de domínio bitcoin.org foi anunciado. No ínterim de dois anos, o personagem ainda se mantinha ativo no fórum BitcoinTalk, modificando a rede e o protocolo de sua criação1. Sua última atividade no fórum, porém, é datada a 12 de dezembro de 2010 e versa sobre segurança de ataques DoS.

    No livro Teoria do dinheiro e da moeda fiduciária, Ludwig von Mises, economista da Escola Austríaca de pensamento econômico, apresenta o chamado “Teorema da Regressão” no qual exprime que é praticamente impossível que surja algum tipo de dinheiro que seja imediatamente um meio de troca, de modo instantâneo. Segundo o teórico, o status de um bem só é alcançado se já houver valor deste como mercadoria. Somente a partir de seu uso mercadológico uma moeda começa a vigorar como dinheiro. Esta realidade, porém, se deu no mesmo ano em que Satoshi Nakamoto fez sua última análise no BitcoinTalk.

    Em maio de 2010, um programador americano de ascendência húngara, Laszlo Hanyecz, estava com fome. Segundo a mitologia em torno da história, Laszlo resolveu comprar uma Papa John’s Pizza de seu amigo Jeremy Sturdivant, conhecido como Jercos, por cerca de 25 dólares. No intento, não tinha nenhum dólar no bolso, por isso pagou 10.000 BTC, o que equivaleria hoje a mais de 140 mil dólares2. A história da “pizza mais cara de todos os tempos” virou lenda e até hoje atrai traders, analistas de mercado, leigos e entusiastas em tecnologia, especialmente os que se arriscam na compra e venda de commodities criptográficas.

    Criptografia

    Em 1975, o mundo vivia sob o jugo obscuro da Guerra Fria e as tropas estadounidenses saíram derrotadas do Vietnã, vencidas pelos comunistas do Norte. Naquela época, somente a NSA (Agência de Segurança norte-americana), possuía o monopólio de algo parecido com criptografia, a Data Encryption Standard, algo bastante rudimentar para o que viria a seguir. Porém, no MIT, o renomado instituto de engenharia, um jovem estudante chamado Whitfield Diffie, um assistente computacional de 31 anos, criou, em conjunto com Martin Hellman, um criptógrafo weird, o Método Diffie-Hellman de criptografia, no qual se encapsula o próprio Bitcoin. O âmago do projeto deu-se a partir dos questionamentos do tipo “como trocar mensagens cifradas?” ou “como mandar um e-mail com informações que, a partir de seu transporte, contém segredos os quais somente o destinatário final poderá ter acesso?”, até o desfecho daquilo que ficou conhecido como o primeiro conceito de Criptografia de Chave Pública3 fora de qualquer domínio governamental.

    O Modelo Diffie-Hellman consistia em proteger as informações a partir de uma codificação de mensagens originais, conhecida como “texto simples”, pelo uso de uma chave. Desta feita, a chave mudaria todas as letras da mensagem para que qualquer pessoa que tentasse lê-la durante o envio, interpretaria somente um “cyphertext”. Quando a mensagem assim chegasse ao destinatário, este usaria a mesma chave para decifrar o código, retornando ao texto simples. Algo que se usa até hoje. O trabalho do duo durou cerca de dois anos, a partir do protocolo de trocas de chaves com funções unidirecionais dadas pela aritmética modular, até resolver o axioma da criptografia assimétrica. O método foi baseado nas operações com logaritmos discretos. Uma maior influência deu-se para o Bitcoin dentro da própria forma de mineração: Se o número primo for muito grande, o computador irá gastar muito tempo para calcular o logaritmo discreto, pois o problema é, do ponto de vista computacional, extremamente complexo.

    Cypherpunks

    Desde o surgimento da internet4, contudo, os usuários já se preocupavam com a privacidade na rede, pois suas informações poderiam ser interceptadas por governos ou corporações, já que não havia, naquela época, nos primórdios da comutação de pacotes em redes, qualquer mecanismo efetivo que protegesse os dados transportados. Ato contínuo, em fins dos anos 1980, surgiu um movimento que tomaria para si as rédeas da segurança na comunicação pela internet: o Movimento Cypherpunk5, que levantava a bandeira da criptografia como como forma de obter democracia atrelada à privacidade na rede6.

    Isto posto, em 1992, o grupo composto por ativistas, filósofos, matemáticos, cripto-anarquistas e hackers que lutavam em defesa da privacidade online e da criptografia como forma de aprimoramento de espaços invisíveis na rede, buscava mudanças sociais e políticas através de chaves criptográficas e da internet livre, além de fazer resistência ao establishment. Os cypherpunks, os quais tiveram o termo cunhado pela lendária St. Jude7, e que se comunicavam em rede através de uma extensa lista de e-mails, assim como o próprio Satoshi Nakamoto no início do projeto Bitcoin, escreveram naquele ano o Manifesto Cypherpunk ou Manifesto do Cripto-Anarquismo, no qual pode ser lido que “a privacidade se faz necessária para termos uma sociedade aberta na era eletrônica”. Assim, através dos códigos criptográficos, eles pensavam que iriam inibir o controle governamental e regulatório de dados entre o tráfego de informações na rede a favor da liberdade de expressão e privacidade, dentre outros direitos fundamentais.

     

    wired magazine

    Capa da revista Wired de maio/junho de 1993, com os Cypherpunks

    Durante o boom da era do acesso comercial da internet, nos anos 90, Tim May, John Gilmore e Eric Hughes, expoentes do movimento, foram capa da revista Wired, na qual apareciam usando máscaras à lá Anonymous e segurando uma bandeira dos EUA, em uma matéria intitulada “Rebeldes com causa”. Assim, os cypherpunks afirmaram que, diante de uma transação financeira, ao utilizar criptografia, os atores envolvidos somente deveriam ter conhecimento e acesso ao que é estritamente necessário na operação, para segurança de ambas as partes no processo. Ganhou-se a partir daí a ideia de um dinheiro digital cujo valor e proteção não dependesse de uma organização que não o emitisse de forma convencional, como o governo.

    Primórdios conceituais 

    O conceito de moeda digital já existe há tempos. Os antigos protocolos de e-cash8 surgidos nas décadas de 1980 e 1990 utilizavam o Chaumian blinding9 para garantir a privacidade, porém este já continha a falha de obter um intermediário centralizado até àquela época. Em 1998, todavia, Wen Dai, um engenheiro computacional e mais tarde cypheranarquista10 e detentor de patentes que mais adiante seriam entregues à Microsoft, escreveu um artigo na comunidade cypherpunk no qual lançava mão de uma proposta teórica e apresentava seu projeto, o b-Money.

    O b-Money seria então uma forma inteiramente digital e descentralizada de monetização de um ativo. Em suas palavras, um “sistema de ‘caixa eletrônico’ privado e descentralizado”, onde o dinheiro seria transacionado a todos os participantes. A criação do b-Money deu-se a partir da proposta de criar dinheiro através da solução de enigmas computacionais de conceito descentralizado, o que posteriormente seria somado RPOW de Finney e mais tarde, como se provou no White Peper, ao Bitcoin.

    Na virada do milênio, todavia, Nick Szabo, cientista da computação, publicou um ensaio em que descrevia um sistema para moedas digitais descentralizadas com comprovantes em escalas de trabalho, atreladas à chaves públicas e assinaturas digitais. O projeto foi denominado Bit Gold, conquanto em seu escopo provasse que o valor da moeda digital fosse de difícil criação, utilizando-se para tanto as provas de trabalhos como valor do mesmo.

    Nesta estrutura, o participante dedicaria seu poder computacional para resolver enigmas criptográficos que seriam enviados a um registro público e posteriormente atribuídos a uma chave pública, formando assim uma cadeia crescente de novas propriedades. Desta feita, a rede faria a verificação e “mineração” de novas moedas. Esta teoria foi descrita em seu famoso artigo As origens do dinheiro. Essa estrutura foi posteriormente usada por Nakamoto para a concepção de seu projeto, rastreada em leituras do protocolo original do Bitcoin.

    Prova de Trabalho 

    A ideia inicial de um Proof of Work, isto é, uma Prova de Trabalho, protocolo que exige um trabalhoso esforço de cálculo computacional a fim de demonstrar que se realizou alguma tarefa, surgiu a partir do combate de lixo eletrônico e spams em e-mails, os junk mails. Quatro anos depois, em 1997, Adam Back criou o modelo Hashcash, também para para combater spams, que por sua vez deram base para o que mais a frente seriam as Provas de Trabalhos Reusáveis (RPOW), proposta por Hal Finney11, submetidas ao White Paper de Satoshi Nakamoto para concepção original do Bitcoin, as quais mais tarde tornaram-se parte do algoritmo de prova para sua mineração.

    Posteriormente outras criptomoedas que surgiram na sequência também a utilizaram, ao replicar o código-fonte do Bitcoin para criar outro ativo. Além de resolver atualizações assíncronas da própria rede peer-to-peer a favor da comercialização destas moedas, o modelo de Finney permitiu que houvesse trocas de ativos sem intermediários, dentro de um banco de dados descentralizado, a Blockchain, resolvendo assim o Problema de Duplo Gasto12. Na esteira, oProof-of-work constituiu-se como uma revolução, à medida que proveu um algoritmo que permitiu que se formassem nós dentro de uma rede coletiva, como um peer-2-peer, e que estes nós entrassem “em consenso” dentro do próprio livro-razão, que é a Blockchain.

    Blockchain e o White Paper

    Considerada pelo The Economist como “A próxima Grande Coisa”, a Blockchain, isto é, uma cadeia de blocos, nada mais é do que uma base de dados descentralizados ou em processo de distribuição contínua que mantém registros em ordenação racional, os chamados blocos. Em síntese, um livro contábil que registra todas as transações de Bitcoin. Este ano, 2018, o Bitcoin completa uma década e consigo a Blockchain, concebida originalmente no White Paper original onde está seu protocolo. A primeira ideia do que viria a ser a cadeia de blocos, porém, é um pouco mais antiga.

    A ideia inicial de uma cadeia de blocos criptográfica foi descrita em 1991 por Sturt Haber e W. Scott Stornetta no ensaio intitulado “How to time-stamp a digital document“. No ano seguinte, eles incorporaram o trabalho aos estudos de Ralph Merkle, transformando-o numa “blockchain” com melhoria e eficiência, dado que coletavam dados computacionais a um bloco. Logo, resolveram o problema da marca temporal de documentos digitais, usando para tanto as funções hash de criptografia tanto para garantir a ordenação de informações quanto para que as mesmas não sofressem adulterações posteriores. A partir da incorporação da Árvore de Merkle13, Haber e Stornetta puderam coletar diversos documentos em um só bloco.

     

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    Transações são codificadas em uma Árvore de Merkle para facilitar espaço em disco 

     

     

    Satoshi Nakamoto, no White Paper, apenas incorporou esta ideia da Blockchain como Livro-Razão para resolver problemas de gastos duplos e registro de transações, o que extirpa a participação de terceiros nos processos de compra e venda pela internet, conceito central do Bitcoin. A partir dessa premissa, ratificado dentro da Blockchain, duas pessoas podem interagir sem a necessidade de uma terceira pessoa, isto é um intermediário como um banco, por exemplo. Assim, dentro da cadeia de blocos cada transação é registrada, imprimindo assim no sistema que a operação foi validada. Ademais, todos os que participam dessa lógica, computadores e nós das redes, chegam a um consenso sobre um histórico apenas e processam só as transações relativas a este.

    Atualmente, a Blockchain é usada por diversas criptomoedas, fora o Bitcoin. E há ainda mais projetos de como utilizar esta tecnologia para outros fins como em cartórios, bibliotecas, bancos e mercado financeiro, por exemplo. Mesmo os pessimistas que desacreditam no Bitcoin, pensam eles na Blockchain como forma de diminuir custos e aumentar a segurança e privacidade. Um exemplo disso é o Banco Central brasileiro, que desaprova o uso da moeda, mas elogia a tecnologia. Para o bem ou para o mal, o Bitcoin é uma revolução, e sua história, fascinante.

     

    1  Em janeiro de 2009 foi lançado a versão “beta”, chamada Bitcoin 0.1 (posteriormente Bitcoin 0.2), época em que marcou sua primeira cotação no New Liberty Standard, calculado pela medição do custo da eletricidade de um computador para minerar moedas multiplicado pelo custo residencial médio de energia em uma residência americana no ano anterior. 

    2  Na cotação de ontem, o valor da pizza de Jercos bateria mais de R$ 450 mil reais.

    3 Conhecida também como Criptografia Assimétrica, esta é baseada em algoritmos que requerem duas chaves, uma privada e outra pública. 

    4 A Arpanet, a “mãe” da internet, já funcionava com chaveamento de pacotes, em um conjunto de transmissão de dados entre uma rede a qual as informações eram quebradas e divididas em pacotes que carregavam dados entre o pc que os enviava até seu destinatário final, sem qualquer tipo de proteção, todavia.

    5 Trocadilho com o Cyberpunk, espécie de subgênero da ficção científica, utilizado pela primeira vez por Bruce Bethke em 1983 e popularizado depois no livro Neuromancer de William Gibson, um clássico do Sci-Fi onde proliferavam cowboys do espaço. Cypherpunks são conhecidos também os ativistas da rede, tais como Edward Snowden e Julian Assange. Este último publicou um livro homônimo a respeito de anarquia e criptografia, lançado no Brasil pela Boitempo editorial, em 2012. 

    6 Atualmente existem anúncios que “perseguem” os usuários. Por exemplo, você pesquisa sobre o termo “sandálias” no Google e depois que você fecha a página a qual o termo foi buscado, outras propagandas de calçados similares aparecem como propaganda. Este, por exemplo, é o Remarketing, uma estratégia de Marketing Digital que usa seus dados colhidos de redes sociais ou pesquisas nos mecanismos de busca ou mesmo a partir dos cookies de seu computador para formar seu “perfil como consumidor” e assim angariar suas compras futuras. 

    7 Jude Milhon, cyberativista-feminista, morta em 2003, era donas de frases de efeito como “Garotas precisam de modens!” ou “Dê-nos a largura de banda ou nos mate!”. Participara de uma “comuna de programação esquerdista-revolucionária”, em suas próprias palavras, que constituiu assim o primeiro sistema público de informática online, o famoso projeto Community Memory, em Berkley, em 1973, em uma época a qual a internet pertencia a somente dois pólos: o Exército americano e algumas universidades. Cunhou o termo a partir da junção das palavras cypher, em referência à criptografia e punk a partir do conceito de Do it yourself, característica desta tribo urbana. Em 2006, o verbete cypherpunk foi incluído no Oxford English Dictionary.

    8 E-cash também foi o nome de um dinheiro eletrônico criptográfico concebido em 1983 por David Chaum para sua empresa, a Digicash. Implementado por apenas um banco, o Mark Twain, em Saint Louis, foi utilizado nos EUA até 1998.

    9 Utilizado até hoje como parte do mecanismo de privacidade do Ethereum. 

    10 Wen Dai começava seu ensaio na comunidade Cypherpunk com as seguintes palavras: “Estou fascinado com a cripto-anarquia de Tim May. Ao contrário das comunidades tradicionalmente associadas à palavra ‘anarquia’, em uma cripto-anarquia, o governo não é temporariamente destruído, mas pouco a pouco vetado, até fazer-se desnecessário”.

    11 Conforme a lenda, Hal Finney, foi precursor do Bitcoin porque recebeu a primeira transação de Bitcoin das mãos de Satoshi Nakamoto. Segundo o The Washington Post, em reportagem de janeiro de 2014, ano da morte de Finney, ele descreve como foi receber a primeira transação da moeda “Quando Satoshi anunciou o lançamento [do Bitcoin], fui a primeira pessoa a adquirir. Extraí o bloco 70 e fui seu primeiro destinatário. Conversei com Satoshi por e-mail, relatei erros e sugeri correções”.

    12 Problema de Gasto Duplo é uma falha da Computação Distribuída, no qual um usuário gasta os mesmos ativos por mais de uma vez (i.e., gasta duas vezes o mesmo dinheiro). É distinto em ciptomoedas sortidas. No Bitcoin é usado como um problema atrelado a um paradoxo, o Problema dos Generais Bizantinos, um enigma quase insolúvel para a Ciência da Computação moderna no qual é testada a confiabilidade de uma rede descentralizada de replicar a informação certa e se proteger de potenciais sabotadores. Isto é feito criando-se um número de hash específico para cada bloco e cada transação.

    13 A Árvore de Merkle foi teorizada em 1979 por Ralph Merkle e é usada atualmente em hash para proteger dados armazenados. É uma estrutura de dados que permite uma verificação não complexa de informações em um determinado local – no caso supracitado, a própria cadeia de blocos. 

     

    Por Lucas Feat – Agência G44 Brasil

     

    Referências

    Eric Hughes – A Cypherpunk Manifesto
    [em inglês] https://www.activism.net/cypherpunk/manifesto.html

    Steven Levy – Crypto Rebels in Wired Magazine, (02/01/1993)
    [em inglês] https://www.wired.com/1993/02/crypto-rebels/

    White Paper Bitcoin: A Peer-to-peer Eletronic Cash System – Satoshi Nakamoto (2008)
    [em inglês] https://bitcoin.org/bitcoin.pdf
    The Washington Post – Hal Finney received the first Bitcoin transaction. Here’s how he describes it
    [em inglês] https://www.washingtonpost.com/news/the-switch/wp/2014/01/03/hal-finney-received-the-first-bitcoin-transaction-heres-how-he-describes-it/?utm_term=.f3a07b9665f4

    Última postagem de Satoshi Nakamoto in Bitcoin Talk (12/12/2010)
    [em inglês] https://bitcointalk.org/index.php?action=profile;threads;u=3;sa=showPosts

    Wen Dai – B-Money (1998)
    [em inglês] http://www.weidai.com/bmoney.txt

    The Economist – The next Big Thing (09/05/2015)
    [em inglês] https://www.economist.com/news/special-report/21650295-or-it-next-big-thing

    Sturt Haber e W. Scott Stornetta – “How to time-stamp a digital document” (1991)
    [em inglês] https://crl.anf.es/pdf/Haber_Stornetta.pdf

    A Consagração do Bitcoin

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    “Se você não pode com o seu inimigo, alie-se a ele”: Bitcoin reconhecida em 2018!

     

    Justamente no ano da primeira década de existência do Bitcoin, em 2018, eis que surge no horizonte financeiro a esperada consagração da moeda digital que transformou as relações econômicas no mundo e abriu caminho para todas as outras.

    Bancos Centrais, dentre outras atribuições, gerenciam as reservas de divisas e ouro do país. Isso é imprescindível para que esse país cumpra suas responsabilidades cambiais e preserve a confiança em suas políticas monetárias. Uma explicação para a previsão de compra das criptomoedas por parte dos bancos centrais do G7 se dá em razão da desvalorização de todas as suas moedas em relação às criptomoedas. Passa, também, pela questão do Direito de Saque Especial (SDR) que esses bancos possuem junto ao FMI.

    Quando a capitalização do mercado bitcoin exceder o valor de todos os SDRs que foram criados para serem destinados aos membros do G7, algo em torno de US$ 291 bilhões, e os bancos continuarem a testemunhar a valorização das moedas digitais, a mudança na política de investimentos atual e na gestão de reservas será inevitável e o Bitcoin, bem como as demais criptomoedas, serão aceitas na lista de títulos e moedas, ou seja, os bancos centrais do G7 vão comprar moedas digitais.

    Peter Smith, CEO da Blockchain.info, também fez essa previsão para 2018: “Eu acho que este ano será o primeiro ano em que começamos a ver os bancos centrais começarem a armazenar moedas digitais como parte de seu balanço”.

    Que o crescimento do bitcoin neste ano atraiu a atenção dos governos e bancos, nada novo. O mesmo não se pode dizer quanto à estratégia que cada um traçou para se adequar à nova realidade. Se, por um lado, houve governo declarando que teria o primeiro grande banco a destinar carteiras para armazenamento de bitcoin, caso da Coréia do Sul, por outro, o governo da Dinamarca recomendou aos seus cidadãos que se afastassem das moedas digitais. Considerando que esse cenário pertence ao momento pré-confirmação dos prognósticos para 2018, quando os Bancos Centrais do G7 adquirirem moedas digitais para suas reservas, uma tendência mundial vai ser inaugurada. Prepare-se.

    Outra estimativa é que alguns governos criem seus próprios ativos digitais. Dubai saiu na frente e oficializou a decisão. Mas, levando em conta que a principal vantagem das criptomoedas é por serem descentralizadas, característica que conferem aos usuários liberdade e anonimato nas negociações, de que forma os bancos que, por essência do negócio são centralizadores, farão para tornar uma moeda própria mais atrativa do que as que já existem?

    Independente do que os bancos decidam fazer com suas reservas, a G44 seguirá operacionalizando. Saiba mais.

    Quem decide a valorização de uma moeda?

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    Estamos acostumados com o conteúdo mais corriqueiro do caderno de economia dos jornais impressos e já é praxe, haja o que houver, a manchete dos telejornais informar as cotações das principais moedas que circulam no mundo. O que não é comum é explicarem como isso funciona.

    O entendimento é possível quando acessamos alguns conceitos e enxergamos a relação entre eles. De repente, tudo passa a fazer mais sentido. Podemos começar percebendo que a economia global é conduzida e influenciada por duas grandes instituições internacionais de importância colossal: o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o G7 (Grupo dos Sete).

    O FMI é uma organização internacional que existe oficialmente desde 1945 e foi criada com o objetivo inicial de ajudar na reconstrução do sistema monetário internacional no período do pós-guerra. O FMI possui uma moeda própria, o DSE (Direito de Saque Especial), cuja variação ocorre diariamente em função do Dólar, Iene, Euro, Libra Esterlina e Renminbi Chinês (RMB).

    As decisões são tomadas pelo conjunto dos países-membros, porém, o poder de decisão depende da quota de cada um dos membros. Essa quota é calculada em função da importância econômica e geopolítica do país. Os EUA possuem o poder de veto e, por regra tácita, o presidente é sempre europeu e a segunda pessoa mais importante da instituição – presidente do Banco Mundial –  é sempre norte-americana, invariavelmente. Para um país se tornar membro dessa Instituição deve fazer um depósito calculado em função da sua capacidade econômica. Esse montante determina o peso que o país tem dentro do FMI.

    O G7 é um grupo internacional atuante desde 1975, composto pela Alemanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Canadá. As cimeiras têm como objetivo discutir e tomar decisões importantes nas áreas de economia, problemas sociais mundiais, questões e conflitos militares, meio ambiente, política internacional, comércio internacional, entre outras. Esses 7 países representam as economias mais avançadas do mundo que, juntas, respondem por mais de 64% da riqueza líquida global, o equivalente a 263 trilhões de dólares americanos.

    Os países do G7 estão interligados através de uma rede de acordos políticos, financeiros e comerciais. Esse grupo possui reservas maciças de moedas uns dos outros, chamadas reservas cambiais, que existem como garantias e para viabilizar o comércio internacional.

    Sabendo quem são os atores, podemos agora partir para o espetáculo completo. As chamadas moedas fiat – moeda legal de qualquer país impressa e emitida pelo governo e banco central – são pedaços de papel sem qualquer valor. O que confere valor à moeda é a CRENÇA difundida entre os países. Quais países precisam acreditar nessa moeda para que ganhe valor? Começou a perceber? Não? Então volte aos parágrafos anteriores e note: a moeda do FMI varia conforme a valorização de quase a totalidade das moedas dos países-membros do G7, exceto pelo RMB. Os países-membros do G7 são justamente aqueles mais ricos do mundo e, portanto, os que possuem mais quotas do FMI… o qual é presidido, não coincidentemente, como vimos, por um europeu e um norte-americano. Tudo se encaixa.

    Sendo assim, quando um país do G7, como a Alemanha, compra reservas cambiais dos Estados Unidos, a crença é compartilhada dentro do grupo e perante o resto do mundo: alta do dólar. Então, é natural e esperado que os países-membros mantenham suas reservas com as moedas uns dos outros, a fim de fomentarem as relações comerciais entre si e preservarem sua supremacia econômica mundial. Há quem diga que suas reuniões de cúpula visam, sobretudo, a isso.

    Sendo verdade ou não, a sorte do resto do mundo é que, hoje, existem as criptomoedas que não dependem dessas instituições para seguirem se valorizando. Clique aqui e conheça a G44 Altcoin Exchange para não ficar de fora das oportunidades trazidas pela moeda digital que veio para revolucionar o sistema financeiro mundial.

    A ameaça Bitcoin

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    Imagine que você é um banco. Você intermedia negociações financeiras, ou seja, as pessoas físicas ou jurídicas dependem de você para guardar seu dinheiro, pagar suas contas e administrar seus investimentos. Você cobra taxas para fazer isso e exerce absoluto controle sobre tudo o que entra ou sai de cada conta bancária.

    Eis que surge uma tecnologia de extrema eficiência, que serve tanto para as relações de consumo, como para as negociações de câmbio, cujo objetivo seja o lucro. Essa tecnologia foi desenvolvida para ser o dinheiro eletrônico e não depende de nenhuma instituição financeira ou governo para funcionar, ser válido e aceito no mundo inteiro.

    Em outras palavras, nenhum banco ou governo poderá controlar transações com esse novo tipo de dinheiro. As relações financeiras que o utilizarem se darão sem que seja necessária qualquer intervenção bancária, ou seja, você não poderá cobrar por essas operações, aliás, você nem ao menos vai saber exatamente onde e com quem estão acontecendo e, portanto, você não vai lucrar com elas.

    Acontece que, como se já não bastasse tudo isso, essa tecnologia tem atingido valorização inimaginável. A movimentação financeira ao seu redor é vultuosa e tem atraído um número extraordinário de investidores.

    Então, o que faria para tentar trazer de volta para si essas negociações que, agora, já não dependem mais de você? Vamos arriscar a hipótese mais provável… você tentaria convencer às pessoas de que essa nova forma de comprar, vender e investir não é muito confiável e apresenta riscos?

    Bom, é exatamente isso o que está acontecendo e a despeito de qualquer prognóstico sobre o risco de perdas, o Bitcoinsegue valorizando a cada dia. Ainda que vaticínios como o do o banco alemão, Deutsche Bank, que declarou em seu relatório de mercado para 2018 que as moedas digitais representam um investimento de risco, porque toda essa valorização, na verdade, seria nada mais do que especulação.

    O fato irrefutável é que, enquanto for permitido converter Bitcoin em outras moedas, ele continuará em ascensão, porque é justamente em razão da ausência de controle por parte de bancos ou governos que o Bitcoin representa a grande e revolucionária mudança de paradigmas do sistema financeiro.

    Caberá aos bancos se reinventarem porque as criptomoedas já são uma realidade e, assim como toda e qualquer tecnologia que represente solução para o cotidiano das pessoas, elas vieram para ficar.

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    Os gêmeos bilionários com Bitcoin

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    Os irmãos Tyler e Cameron Winklevoss são a resposta. Eles eram colegas de Mark Zuckerberg em Harvard e, juntos com outros colegas, incluindo o brasileiro Eduardo Saverin, são os cofundadores da primeira rede social a atingir 1 bilhão de usuários no mundo, o Facebook.

    Após 6 dias do lançamento da rede, Tyler e Cameron acusaram Zuckerberg de ter utilizado suas ideias para construir o próprio website, ao invés do que, segundo alegaram, teria sido combinado.

    Contudo, em 2011, o tribunal definiu que os irmãos Winklevoss tinham total consciência sobre o acordo que haviam assinado em 2008, o qual previa o pagamento de US$ 20 milhões em dinheiro e US$ 45 milhões em títulos da empresa.

    Em fevereiro de 2011, resolveram processar Zuckerberg, alegando que tinham sido enganados e que a indenização acordada em 2008 seria 4 vezes maior. A Nona Corte de Apelações dos EUA negou o pedido, mas os Winklevoss solicitaram revisão. Em maio do mesmo ano, a Nona Corte ratificou sua primeira sentença, levando os gêmeos a apelarem à Suprema Corte americana.

    Entretanto, em junho de 2011, os advogados declararam em documentação que, após “pensar minuciosamente”, os irmãos resolveram desistir da apelação e aceitaram, enfim, o acordo.

    Depois de toda a notoriedade que terminaram alcançando pela disputa com Zuckerberg, Tyler e Cameron lançaram, em 2015, a Gemini Exchange, corretora de Bitcoin que foi descrita pelo Financial Times como uma das primeiras bolsas de câmbio digital reguladas e licenciadas do mundo desenvolvido.

    Dia 3 de dezembro, último, os investimentos dos gêmeos Winklevoss em Bitcoin superaram US$ 1 bilhão, cerca de R$ 3,5 bilhões, o que os tornaram, oficialmente, os primeiros bilionários do Bitcoin, de acordo com o The Telegraph.

    As declarações dos irmãos Tyler e Cameron são como pistas de um mapa da mina. Os atentos entenderão exatamente o que eles pretendem sinalizar quando dizem que “nós queremos construir um mercado semelhante à Nasdaq e à NYSE, só que de moeda digital”, ou ainda, quando descreveram o Bitcoin como um ativo melhor do que o ouro.
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    Como deixar de ser chefe e se tornar um líder nos negócios?

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    Como pode duas palavras com sentidos tão próximos terem, na verdade, significados tão opostos? O sentido é próximo porque ambas dão a ideia de comando. Entretanto, sabemos que comandar, tão somente, não basta. É preciso inspirar, motivar e desenvolver a equipe.

    Por mais que seja natural – e até positivo –  buscar a história de grandes líderes, a fim de estabelecer um parâmetro para suas ações, é preciso ser autêntico, respeitar sua própria essência para convencer sua equipe. Personagens ou reprises não vão durar muito. O que não quer dizer que você não possa seguir alguns passos para revelar o líder que pode estar em você e que, certamente, fará toda a diferença em seus negócios.

    Confira 10 passos para se tornar um líder:

    1 – Gostar das pessoas é a base para a boa liderança porque o líder vai ser constantemente procurado para solucionar problemas. Sua forma de lidar com isso ajuda a conquistar o respeito de todos;

    2 – Chefes firmam sua autoridade pelo medo. Líderes conquistam a admiração. A autoridade vem como consequência;

    3 – Líderes enxergam e respeitam cada membro da equipe como um indivíduo com personalidade e dons exclusivos;

    4 – Líderes se comunicam com seus liderados considerando a experiência humana de cada um. É isto que promove a confiança e a cumplicidade que são as bases da lealdade;

    5 – Líderes estão abertos ao aprendizado. Eles apostam num ambiente de troca porque possuem a exata noção de que conhecimento compartilhado multiplica o patrimônio intelectual corporativo;

    6 – Chefes buscam culpados. Líderes ajudam a encontrar a solução. O líder sabe que é parte da equipe e não apenas seu representante;

    7 – Líderes sabem ouvir. Estar receptivo para as opiniões da equipe fortalece o vínculo e pode antecipar a solução de muitos problemas;

    8 – Chefes dizem “vá”. Líderes dizem “vamos”!

    9 – Seguindo todos os passos anteriores, você vai ter a estrutura para poder confiar em sua equipe. Uma vez que a confiança foi estabelecida, chegamos à nona dica: delegue!

    10 – “A palavra ensina e o exemplo arrasta”, diz a famosa frase que, trazendo para o nosso tema, é o mesmo que dizer que a prática influencia muito mais do que o discurso. Motivar no campo das ideias não vai surtir o mesmo efeito que partir para a ação. Líderes não só podem, como devem arregaçar as mangas e se juntar à equipe na execução do que foi planejado.

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    Tributação sobre Bitcoin

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     Embora o Bitcoin não seja considerado moeda em razão do marco regulatório atual, em 2017, o manual de perguntas e respostas da Receita Federal trouxe dois novos tópicos dirigidos às moedas digitais que torna obrigatória a declaração das criptomoedas em virtude de estarem equiparadas a ativos financeiros. Elas devem ser declaradas na ficha ‘Bens e Direitos’ como ‘Outros Bens’, quando o contribuinte possuir valores superiores a R$ 1.000,00.

    A declaração deve ser feita pelo valor da aquisição, a qual deverá ser comprovada com documentação hábil e idônea, conforme determinação da Receita Federal.
    Não houve como definir uma regra legal para conversão com fins tributários, devido as criptomoedas não possuírem uma cotação oficial, já que não está submetida a nenhuma autoridade monetária.

    A alíquota de 15 % incidirá sobre os ganhos superiores a R$ 35mil no mês, a título de ganho de capital. O recolhimento do imposto deve ser feito até o último dia útil do mês seguinte ao que a transação foi feita.

    Confira o quadro explicativo:

     

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    Façanhas do Bitcoin

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    A independência das instituições financeiras por parte do Bitcoin, dentre outras vantagens vistas com ótimos olhos pelos investidores, é o que tem promovido essa vertiginosa valorização.

    Quando analisada em conjunto com as demais moedas, o Bitcoin nos leva a entender o porquê de representar uma mudança definitiva no sistema financeiro.

    Desde seu lançamento em 2008, ou, quando serviu para pagar uma pizza de US$ 30 – período em que estava cotado a US$ 0,01 – para os atuais R$ 37.859,00 (29/11/2017), apenas 9 anos se passaram e a pergunta que não quer calar é: haverá um limite de valorização para o Bitcoin?

    Ainda que não seja propriamente recomendado tratar com os mesmos critérios os valores monetários digitais e os convencionais, apenas a título de análise e visando perceber a assombrosa valorização do Bitcoin, vamos observar no quadro de cotações, em relação ao Real, o que o Bitcoin foi capaz de causar no mundo das finanças.

    tabela

     

    Com esta marca, o Bitcoin alcançou na manhã da quinta-feira – 29 de novembro – US$ 180 bilhões de valor de mercado. Esta incomparável valorização tem relação com as expectativas do seu lançamento em Contratos Futuros no CME – Chicago Mercantile Exchange – previsto para acontecer no dia 11 de dezembro, próximo. Isso deve provocar profundas mudanças no mercado em razão do fato de ampliar a segurança para quem deseja investir em Bitcoin, elevando a demanda pela criptomoeda.

    Talvez o impacto dessas cifras provoque a sensação de que possuir uma única unidade de bitcoin passou a ser inatingível para investidores comuns, mas não é exatamente assim que funciona. A negociação de cada bitcoin também pode acontecer de forma fracionada, isto porque cada unidade é divisível em até 8 casas decimais e por esse motivo muitos investidores têm apostado na aquisição dos satoshis que equivalem a 0,00000001 de Bitcoin.

    Para além de qualquer impressão que os números possam causar, é se mantendo informado que você tem chances reais de estar pronto para as oportunidades. Por isso, a G44 Brasil disponibiliza em seu blog, informações para que você rentabilize a partir de nossa expertise de 20 anos no mercado financeiro. Clique aqui e saiba mais.

    Mitos e verdades sobre o Bitcoin

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    Este mês a RTTNews noticiou que o presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn, durante um evento em SP, comparou a moeda Bitcoin a um esquema de pirâmide, gerando alvoroço na mídia especializada ao redor do globo. No dia seguinte, Chris Burniske, um analista da Placeholder Venture Capital, condenou o argumento do presidente do Bacen dizendo que “se o Bitcoin é um esquema Ponzi, a sociedade também é um Ponzi”.

    Tais diálogos reacenderam debates e dúvidas acerca da moeda digital mais poderosa do mundo. O Bitcoin nasceu em 2008 pelas mãos de Satoshi Nakamoto, pseudônimo para um japonês quarentão ou um grupo de programadores que estariam por trás da criação da moeda. Naquele ano foi publicado um documento que continha o conceito e protocolo do Bitcoin em um grupo de discussões do The Cryptography Mailing. No ano seguinte, foi iniciada a rede e a mineração das primeiras moedas.

    De maneira conceitual, Bitcoin é uma moeda que é usada para transações comerciais, não existindo fisicamente como o dólar, o euro ou o real. Seu código, protegido por uma Blockchain, permite operações financeiras de modo seguro, asseguradas por criptografia. Seu propósito inicial era oferecer uma moeda sem intervenção governamental e ganhar valorização por transações sem intermediários.

    Além do mais, o Bitcoin é descentralizado, o que quer dizer que não existe um local físico – como um servidor específico, banco convencional ou casa de emissão de moedas onde são criadas. Qualquer um, com conhecimento prévio em programação e certo tempo de estudo acerca de seu código-fonte, aliado a hardwares potentes (e caros) pode acessar a rede e minerar Bitcoins.

    Mitos e verdades

    A partir da supervalorização do Bitcoin este ano, as moedas digitais têm despertado interesse crescente nos brasileiros. A partir de taxas de pesquisas do Google Trends é possível verificar um crescimento de 130% nas buscas por este tipo de investimento, em detrimento de palavras como “mercado financeiro” (latu sensu) ou “tesouro direto”, por exemplo. Abaixo, listamos alguns mitos e verdades sobre a moeda:

    Minerar moedas digitais é só para programadores

    Não é verdade. Qualquer um pode minerar bitcoins. Contudo, não é barato. Até 2012, era possível minerá-las de sua própria casa. Atualmente tal investimento não suporta um CPU convencional, sendo necessário hardwares ultrapotentes – Avalon ASIC, Buttlerfly Labs, etc – pois o gasto com computadores e energia elétrica não cobre o custo de mineração.

    É possível ganhar Bitcoins gratuitamente

    Em alguns sites espalhados pela rede existe o que se conhece popularmente por faucets ou “torneiras de Bitcoin”. Estes são sites que prometem satoshis – frações de uma moeda completa – em troca de preenchimento de códigos captcha. Todavia, o valor de satoshis é irrisório pelo custo-benefício do tempo gasto ao preencher tais formulários.

    Os governos vão acabar com o Bitcoin

    Atualmente os países estão pensando em como lidar com a moeda. O Brasil, como se viu no início do texto, ainda está perdido no que tange ao mercado de criptomoedas. Recentemente o Japão criou um marco regulatório para empresas que usam o Bitcoin, a fim de liberá-lo para o uso no dia-a-dia. Na esteira, países mais desenvolvidos da Europa, Ásia e América do Norte têm ampla aceitação da moeda no mercado consumidor.

    O Bitcoin vai acabar

    Certa vez, um executivo do JP Morgan disse que o Bitcoin iria acabar. Porém, como constatado, não existe uma forma de acabar com a moeda ou encerrar o sistema. É uma tecnologia que funciona 24h por dia, sem qualquer falha de programação, desde 2009. Devido à sua natureza distributiva e de segurança a partir da Blockchain, já testada pela engenharia computacional atual, dentre outros métodos correlatos, é uma tecnologia e realidade das ciências econômicas sem qualquer chance de retorno, apesar de seu código ter sido programado para minerar um volume máximo de 21 milhões de Bitcoins – marca a ser atingida em torno do ano de 2140.

    O Bitcoin não é seguro

    Bitcoin é uma nova forma de fazer transações financeiras, pois não é só aceito na internet – outra dúvida comum entre iniciantes e curiosos no assunto. Atualmente, no Brasil, mais de 15 mil estabelecimentos aceitam a moeda como forma de pagamento. As técnicas de segurança são inovadoras, utilizando-se da já citada Blockchain, que registra todas as transações envolvendo Bitcoins em uma espécie de livro-razão imutável e criptografado. Muitas instituições financeiras estão utilizando a tecnologia para segurança da informação. Além destas, o sistema está se expandindo em outras frentes como a segurança nas eleições, a proteção de banco de dados de universidades, o mercado imobiliário e de seguros, a gestão de cadeia de suprimentos, o armazenamento em nuvem, a cybersegurança em geral, dentre outros.