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Ministro Marco Aurélio, do STF, manda soltar ex-goleiro Bruno

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Brasil, Contagem, MG. 22/07/2010. O goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza deixa o Juizado da Infância e da Juventude, em Contagem, Minas Gerais. Sem falarem uma palavra em menos de meia hora, o goleiro Bruno, Marcos Aparecido dos Santos ("Bola") e Luiz Henrique Romão ("Macarrão") deixaram o Juizado. Todos foram intimados, mas decidiram não responder as perguntas do juiz Elias Charbil Abdou Obeid sobre a participação do menor J. no desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do atleta. - Crédito:ALEX DE JESUS/O TEMPO/AE/Codigo imagem:69478

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello concedeu habeas corpus para soltar o ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza, preso desde 2010. Ele foi condenado em 2013 a 22 anos de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver contra a ex-amante, Eliza Samudio. A decisão de Mello é da última terça (21), mas só foi divulgada na manhã desta sexta-feira (24).

A Secretaria de Administração Penitenciária de Minas ainda não informou o horário em que o ex-goleiro será solto. Ele cumpre pena na Apac (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado) em Santa Luzia (região metropolitana de Belo Horizonte), para onde foi transferido ano passado. Antes, estava na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, também na Grande BH.

Preso tem “bons antecedentes”, diz ministro do STF

A defesa do ex-goleiro havia apresentado apelação à justiça após a decisão do Tribunal do Júri. Depois de não ser admitido pelo relator, no STJ (Superior Tribunal de Justiça), o recurso foi apresentado ao STF, onde seria relatado pelo ministro Teori Zavascki. Com a morte de Teori em acidente aéreo, mês passado, a apelação foi redistribuída a outro relator, por determinação da presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia. Mello assumiu a relatoria no último dia 13.

Em sua decisão, Mello ponderou que os fundamentos da preventiva “não resistem a exame” e definiu que “o clamor social” é “insuficiente a respaldar a preventiva”.

“Inexiste, no arcabouço normativo, a segregação automática tendo em conta o delito possivelmente cometido, levando à inversão da ordem do processo-crime, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da pena. O Juízo, ao negar o direito de recorrer em liberdade, considerou a gravidade concreta da imputação. Reiterados são os pronunciamentos do Supremo sobre a impossibilidade de potencializar-se a infração versada no processo”, escreveu Mello, no despacho datado do último dia 21.

“O clamor social surge como elemento neutro, insuficiente a respaldar a preventiva. Por fim, colocou-se em segundo plano o fato de o paciente ser primário e possuir bons antecedentes. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas. A esta altura, sem culpa formada, o paciente está preso há 6 anos e 7 meses. Nada, absolutamente nada, justifica tal fato. A complexidade do processo pode conduzir ao atraso na apreciação da apelação, mas jamais à projeção, no tempo, de custódia que se tem com a natureza de provisória”, afirmou.

Mello ainda advertiu que Bruno não pode se ausentar da localidade que definir como residência sem autorização do juízo. Também terá de atender “aos chamamentos judiciais” e “informar eventual transferência e adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade.”

EM 2013, EX-GOLEIRO BRUNO NÃO ESBOÇOU REAÇÃO DIANTE DA CONDENAÇÃO

Pena havia sido ampliada pelo STJ

Em 2015, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) havia acatado parcialmente recurso do Ministério Público do Rio de Janeiro e aumentou a pena aplicada ao ex-goleiro Bruno Fernandes pelo sequestro, lesão corporal e constrangimento ilegal de Eliza, sua ex-amante.

Ex-braço-direito de Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, havia sido condenado apenas pelo cárcere privado. Os crimes, segundo a denúncia do MP, ocorreram no Rio de Janeiro, em 2009, antes de a ex-modelo ser morta, já em Minas Gerais, no ano seguinte.

O STJ havia passado o regime dos dois para o semiaberto e majorou a condenação de Bruno para dois anos e três meses. Já Macarrão viu sua sentença aumentar em mais dois meses. Conforme a assessoria do órgão, a decisão não será somada à condenação que o goleiro e Macarrão cumprem pelo homicídio de Eliza (22 anos de prisão e 15 anos, respectivamente), imposta pela Justiça de Minas Gerais, por se tratarem de processos distintos.

Tesouro diz que ainda não há decisão sobre correção da tabela do IR

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Secretária do Tesouro disse que governo pode optar por não fazer a correção se avaliar que a receita que deixará de receber coloca em risco cumprimento da meta fiscal.

A secretaria do Tesouro Nacional informou nesta quinta-feira (23) que o governo ainda não decidiu se fará em 2017 a correção da tabela do Imposto de Renda. A tabela está há mais de um ano sem correção.

(Correção: ao ser publicada, a reportagem trazia declaração da secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, de que a correção da tabela do IR estava prevista no orçamento federal de 2017, mas que o governo poderia optar por não fazê-la. Mais tarde, o Tesouro esclareceu que não há no orçamento previsão de correção da tabela do IR. O texto foi corrigido às 18h38)

Mais cedo, a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, informou que a correção pode não ser feita se o governo avaliar que, ao abrir mão de parte da receita com Imposto de Renda, arrisca não cumprir a meta fiscal deste ano.

Vescovi disse que o governo fará uma reavaliação da estimativa de receitas e despesas contidas na peça orçamentária para decidir o que será feito.

“O que vamos fazer agora, já divulgando em março, é a primeira reavaliação do ano de receitas e despesas, tendo em vista a Lei de Responsabilidade Fiscal e o cumprimento da meta de resultado primário”, declarou ela.

Na quarta-feira (22), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já havia dito que o governo ainda não tomou uma decisão sobre a correção da tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF).

Sem correção há mais de 1 ano e com sucessivos ajustes abaixo da inflação nos anos anteriores, a tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) já acumula uma defasagem de 83,12% desde 1996, segundo estudo do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional).

Em agosto do ano passado, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, informou que o governo previu, no projeto da lei orçamentária anual de 2017, enviado naquele momento ao Congresso Nacional, reajuste de 5% na tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física.

“A gente levou, sim, em consideração [na proposta orçamentária] que haverá correção da tabela do Imposto de Renda. Isso está considerado na previsão de 2017. [O reajuste] será de 5%”, declarou Guardia em entrevista no Palácio do Planalto, no ano passado.

http://g1.globo.com/economia/imposto-de-renda/2017/noticia/correcao-da-tabela-do-ir-esta-no-orcamento-nao-ha-definicao-diz-tesouro.ghtml

A CRISE HÍDRICA NO DISTRITO FEDERAL

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Deputada Telma Rufino

A crise hídrica no Distrito Federal foi discutida na tarde desta quinta-feira (23), durante Comissão Geral realizada no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Proposta pela Presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da casa, deputada Distrital Telma Rufino, em parceria com os deputados Joe Valle e Chico Leite, o debate contou com a presença de autoridades ligadas ao tema e reuniu cerca de 300 pessoas. Em seu discurso, Telma Rufino falou da importância da regularização fundiária no sentido de frear a ação dos grileiros e, desta forma, preservar o meio ambiente.

https://www.facebook.com/telmarufinooficial

Aniversariante do dia! Edvaldo Brito

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Hoje dia 24/02 é aniversário do nosso colega e amigo Edvaldo Brito. Conhecido pelo seu famoso jornal em Taguatinga. Quem nunca teve o prazer de lê uma de suas edições… O Jornal Folha da Comunidade foi sua marca e seu legado.

Parabéns e muitas felicidades! Que a vida continue sorrindo e presenteando você com as melhores graças, com muito amor, com muita saúde, amizade e felicidades mil. Desejos de um dia muito feliz e que você possa celebrar a vida hoje e sempre, e celebrar-se a si todos os dias da sua vida.

DEPUTADA DISTRITAL TELMA RUFINO FOI RECONDUZIDA À PRESIDÊNCIA DA CAF-COMISSÃO DE ASSUNTOS FUNDIÁRIOS

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Deputada Telma Rufino
Deputada Telma Rufino

A deputada Distrital Telma Rufino foi reconduzida à presidência da Comissão de Assuntos Fundiários, na tarde desta quarta-feira (22). A parlamentar assume a pasta pelo biênio 2017-2018 e tem pela frente desafios como os projetos da Lei do Uso e Ocupação do Solo (LUOS), o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília e as discussões sobre a revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT).

Como presidente da Comissão entre 2015 e 2016, Telma Rufino mostrou-se uma grande articuladora e conseguiu aprovar projetos que colocam fim em impasses históricos como o que regulariza os puxadinhos no comércio local da Asa Sul e o que regulariza as áreas rurais.

A regularização dos parcelamentos também avançou consideravelmente, sendo um marco para a população do DF. A parlamentar reafirma seu compromisso de continuar trabalhando para que todos tenham direito à uma moradia legal, com infraestrutura digna e longe do fantasma das derrubadas. Para Telma, a regularização é o único caminho para combater a ação dos grileiros e para assegurar a preservação do meio ambiente e dos recursos hídricos.

DIY: TIGELA DE GLITTER

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Meninas estou pirando com esse passo a passo tão simples (e com um resultado tão legal) que já estou ansiosa para fazê-lo! ? O que você pode fazer com cola, glitter e um balão? Uma tigela criativa e diferente! ?

Veja abaixo o passo a passo!!!

 

Antes de tudo, você vai precisar de cola de artesanato.

No caso das imagens, a cola utilizada é a “Mod Podge“, que nem sempre é encontrada em todas as cidades aqui no Brasil. Mas é possível fazê-la em casa! Consegui esse “mini tutorial” no site O Artesanato, e mostro aqui para vocês ?

Materiais:

1 recipiente para colocar a cola

1 cola branca

Água

Passo a passo:

Para fazer a sua cola caseira, preencha metade do seu recipiente com a cola branca e em seguida coloque a água dentro. A proporção deve ser a mesma, ou seja, se você colocar uma quantidade suficiente de cola para preencher 50% do recipiente, deverá preencher os outros 50% com água. Siga essa mesma proporção para medidas menores ou maiores.”

Simples, não? ?

Agora, para fazer a tigela:

Você vai precisar de um recipiente para apoiar o balão e de outro recipiente para misturar a cola e o glitter. Também será necessário um pincel.

Misture bem a cola e o glitter (coloque bastante glitter, a medida é no “olhometro” mesmo =P ).

Depois, passe a cola já com glitter sobre a superfície do balão. Espere secar bem.

Por fim, estoure o balão.

Pronto! A tigela está pronta! ?

O que vocês acharam? ?

Beijos de luz amoras! <3

ANIVERSARIANTES DO DIA! Dj Júlio César

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Dia 22 de fevereiro é aniversário do Julio Cesar Costa Alves o famoso Dj julho da Oppus4.

Desde 1978 tocou em todas as casa de BRASÍLIA . Considerado um dos melhores dj’s anos 80 e 90 do Brasil. Quem já teve a oportunidade de curtir uma festa do DJ saber o que eu estou falando…

Signo: Peixes

Parabéns, hoje você tem todo direito de ser feliz, de se sentir feliz. É o seu aniversário. É dia de festa. Que Deus continue abençoando e dobrando seus dias de vida, com muita saúde. Que esse aniversário traga novas chances e oportunidades para você crescer profissionalmente, espiritualmente, emocionalmente e muito mais.

 

CCJ aprova Alexandre de Moraes para o STF; Plenário vota nesta quarta

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A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou na noite desta terça-feira (21) o nome do ministro da Justiça licenciado Alexandre de Moraes para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão final, no Plenário do Senado, será tomada nesta quarta-feira (22), em sessão marcada para as 11h.

Moraes foi questionado pelos senadores por quase 12 horas, na sabatina mais longa de um candidato ao STF dos últimos anos. Ele foi interpelado por 32 senadores. Devido ao prolongamento dos questionamentos, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, desistiu de votar a indicação em Plenário no mesmo dia.

Além de responder a perguntas teóricas e dar sua opinião sobre temas polêmicos, o Moraes também se defendeu de críticas a episódios de sua biografia, à sua atuação profissional e ao seu histórico político.

No campo das posições intelectuais, Moraes chamou atenção para a necessidade de um aprimoramento do sistema judiciário, cujo principal aspecto deveria ser a “desjudicialização” — ou seja, a redução dos número de processos em curso na Justiça, levando à celeridade dos casos e à qualificação das decisões. Ele também defendeu a adoção de penas alternativas e o fortalecimento das audiências de custódia.

Moraes recebeu 19 votos favoráveis e 7 contrários, num colegiado de 27 senadores — o presidente da CCJ, Edison Lobão (PMDB-MA), não votou. A votação foi secreta, assim como será no Plenário.

Polêmicas

Logo na primeira intervenção da sabatina — a do relator da sua indicação, senador Eduardo Braga (PMDB-AM) — Moraes foi confrontado com episódios polêmicos da sua vida profissional e acadêmica. Eles motivaram três questões de ordem de senadores da oposição que pediam o adiamento da sabatina e a realização de diligências para esclarecer os casos. Todas foram indeferidas.

Os questionamentos a esses fatos vieram, principalmente, na forma de perguntas de cidadãos, através do Portal e-Cidadania, que foram citadas com destaque por Braga. No total, foram mais de 1.400 perguntas e manifestações da sociedade.

O indicado respondeu sobre a sua tese de doutorado, concluída em 2000, segundo a qual membros ativos do governo federal não deveriam ser nomeados para o STF, pois poderiam atuar politicamente em benefício de seus “padrinhos”. Caso a ideia fosse adotada, o próprio Moraes seria afetado, uma vez que ocupava a pasta da Justiça no momento de sua indicação.

Moraes disse que a tese estava no contexto de uma discussão acadêmica teórica e sugeria uma reforma do STF que tocava em diversos outros pontos. Ele  também disse que não vê sua nomeação como um “favor” e que atuará com respeito às responsabilidades do cargo e do tribunal.

— As lições de respeito ao ideal republicano e à ética constitucional sempre me pautaram. Julgo-me absolutamente capaz de atuar com absoluta imparcialidade e neutralidade. A partir do momento em que alguém é honrado com a posse como ministro do Supremo, deve ter como único objetivo aplicar o que a Constituição determina, e ela é apartidária — afirmou.

Além disso, Moraes disse que sua trajetória profissional o qualifica para o posto de magistrado do Supremo, uma vez que, tendo trabalhado como advogado, promotor de Justiça e membro de governos, ele conhece “todos os lados do balcão” da Justiça e, portanto, todos os aspectos do seu funcionamento.

Acusações

Moraes negou qualquer ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção do crime organizado com base em São Paulo. Segundo ele, o escritório do qual era sócio representava uma cooperativa de transportes que emprestou uma de suas garagens para um evento político. Compareceram a esse evento duas pessoas que eram investigadas por relações com o PCC. De acordo com Moraes, o escritório não tinha conhecimento do evento ou da presença dos investigados.

Outro tema levantado foi a acusação de que Moraes plagiou, em um de seus livros, a obra de um jurista espanhol. Ele afirmou que seu livro apenas citava trechos de decisões do Tribunal Constitucional da Espanha, que são públicas e também aparecem em outras publicações.

Também houve a suspeita de que Moraes teria omitido a atuação profissional de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, como advogada perante o STF — ela é sócia de um escritório de advocacia que trabalha em áreas que são do escopo da suprema corte. O indicado afirmou que não há vinculação entre o STF e o trabalho de sua esposa, e assegurou que não participará de votações de processos no qual o escritório dela esteja envolvido.

Por fim, Moraes afastou questionamentos sobre uma investigação da Polícia Federal sobre o escritório do qual ele é sócio. Segundo ele, uma empresa do ramo imobiliário que é alvo da Operação Acrônimo teve contratos e fez pagamentos ao escritório e a documentação chegou a ser enviada ao STF para análise, mas a citação foi arquivada em 2016.

“Desjudicialização”

Alexandre de Moraes defendeu amplas reformas na máquina jurídica brasileira, de forma a reduzir o número de processos inconclusos e dar celeridade à Justiça – um processo que chamou de “desjudicialização”. Em paralelo a isso, defendeu revisões no sistema punitivo, afirmando que o Brasil “prende muito e prende mal”.

A ferramenta crucial para desatar o nó judicial, segundo Moraes, são as audiências de custódia. Realizadas após prisões em flagrante, elas colocam o detido diante de um juiz que já toma providências imediatas sobre o caso. Moraes defendeu que essas audiências tenham o poder de fazer a chamada transação penal, em que a eventual punição de prisão é convertida, conforme o caso, em penas alternativas (como prestação de serviços comunitários) sem a  necessidade de abertura de processo.

— Isso, como num passe de mágica, iria solucionar o excessivo número de processos que existem no campo penal. E nós poderíamos, imediatamente, mostrar o resultado. Seria uma Justiça rápida e proporcional, que afastaria a pena privativa de liberdade, utilizada somente em casos realmente graves — defendeu.

Moraes disse entender que esse passo desafogaria o sistema carcerário nacional, que sofre de superlotação. Outra medida nessa direção, em sua avaliação, seria uma nova forma de lidar com a questão das drogas, que tem relação com a maioria dos encarceramentos. Ele opinou que o foco do combate às drogas deve ser o tráfico organizado, e não o usuário, e que a legislação deve trazer uma distinção mais clara.

— Nós temos milhares de mandados de prisão de homicidas, latrocidas e grandes traficantes aguardando cumprimento. [Por outro lado], de cada dez mulheres presas, sete são presas por tráfico; dessas sete, se uma realmente for traficante, é muito. Por que, então, não verificar outra pena? — propôs.

Outro ponto problemático do sistema abordado por Moraes foi a prática que ele chamou de “ativismo judicial”, que consiste, segundo explicou, em magistrados agindo como legisladores, interpretando a Constituição e as leis de forma subjetiva e preenchendo lacunas no arcabouço legal com seus próprios pontos de vista.

Um exemplo dessa prática, segundo Moraes, foi quando o STF declarou a inconstitucionalidade da cláusula de barreira para partidos políticos em 2006. Naquela ocasião, avaliou o indicado, o tribunal “substituiu uma opção legitima do legislador”.

Para ele, existem ferramentas legítimas para suprir deficiências da lei (como os mandados de injunção), e um ambiente institucional saudável necessita de um Poder Judiciário autônomo e magistrados independentes, mas também de um STF imparcial.

— Não são poucos, no Brasil e no exterior, os doutrinadores que apontam enorme perigo à democracia e à vontade popular na utilização exagerada do ativismo judicial. Quanto maior a compatibilização entre o Parlamento e a justiça constitucional, maior será a efetividade do Estado constitucional — afirmou.

Outros temas

Confira um resumo das opiniões de Alexandre de Moraes sobre outros assuntos abordados durante a sabatina:

Questões políticas – Disse que não se declarará impedido para julgar, caso cheguem ao Senado, o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e ações relacionadas a partidos políticos. Destacou que outros membros de governos já foram indicados para o STF e, apesar disso, exerceram o cargo com imparcialidade. Afirmou que, como secretário estadual de Segurança Pública e ministro da Justiça, não reprimiu protestos políticos legítimos, apenas ações violentas de grupos organizados.

Operação Lava Jato – Garante que “não há desmonte” da Lava Jato. Disse que, em sua gestão no Ministério da Justiça, reforçou a equipe da operação e assegurou que algumas saídas de delegados envolvidos deram-se por razões ligadas à carreira. Destacou que membros da força-tarefa vieram a público afirmar que não houve qualquer movimento para cercear a operação durante os seus nove meses à frente da pasta que comanda a Polícia Federal.

Combate à corrupção – Afirmou que a prisão de condenados a partir da decisão em segunda instância não é inconstitucional. Apóia mudanças na Lei de Abuso de Autoridade desde que não incriminem a interpretação de delegados, procuradores e juízes quanto aos indícios que permitem a instauração dos processos. Defende a investigação do vazamento de informações antes da homologação das delações premiados. Assinou as dez medidas do Ministério Público contra a corrupção mas declara-se contra algumas sugestões e defende o papel do Congresso Nacional no “aprimoramento da matéria”. Diz que a prerrogativa de foro especial para algumas autoridades não é, em si, um problema, mas o que precisa ser analisado é a abrangência do privilégio, o número de inquéritos e a estrutura.

Segurança pública – Defende maior cooperação entre a União, os estados e os municípios. Vê como fundamental a participação das Forças Armadas em atividades de policiamento em casos específicos e nas fronteiras. Observou que, como ministro da Justiça, expandiu a Força Nacional de Segurança.

Crise penitenciária – Defende a modernização do sistema carcerário, inclusive por meio de parcerias público-privadas (PPPs). Afirmou que, como ministro, trabalhou pela liberação ágil de recursos do Fundo Penitenciário e incluiu o tema no Plano Nacional de Segurança. Acredita na adoção de penas alternativas como solução para a superlotação dos presídios. Preferiu não opinar sobre a recente decisão do STF de indenizar detentos por maus-tratos e condições precárias de alojamento.

Reformas trabalhista e da Previdência – Não manifestou opinião sobre as reformas, uma vez que elas ainda poderão ser objeto de análise do STF no futuro. Lembrou que o julgamento da terceirização está empatado em 5 votos a 5 e que, portanto, caberá a ele, caso aprovado, fazer o desempate.

Questões sociais – Disse que o julgamento da permissão da união homoafetiva foi uma aplicação correta do princípio constitucional da igualdade. Afirmou que ações afirmativas, como cotas raciais, são instrumentos legítimos, porém devem ter duração determinada para que se avalie a sua efetividade. Não opinou sobre a descriminalização do aborto. Defende revisão do Estatuto da Criança e do Adolescente e sugere a proporcionalidade da pena para menores, com base na idade e no crime praticado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Reguffe defende isenção de impostos sobre medicamentos

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O senador Reguffe (sem partido-DF) defendeu nesta segunda-feira (20) a proposta de emenda à Constituição (PEC) 2/2015, que proíbe a tributação de medicamentos para uso humano.

Para Reguffe, autor da PEC, os medicamentos deveriam ser distribuídos pelo governo a todas as pessoas que deles precisam, sem a necessidade de pagamento. Reconhecendo, no entanto, que isso é difícil de ser implementado, a aprovação da PEC já aliviaria o bolso de quem precisa adquirir medicamentos, acrescentou.

— Existem famílias que gastam mais de R$ 3 mil reais por mês com remédios. Essa é a vida real das pessoas. Ninguém compra um remédio porque quer. A pessoa compra porque precisa — afirmou em Plenário.

O senador comparou a política tributária de medicamentos no Brasil com a de outros países. E destacou que não há incidência de impostos sobre os remédios na Inglaterra, no Canadá e na Colômbia.

Enquanto isso, no Brasil, é até difícil entender a política tributária, disse Reguffe, afirmando que, nos medicamentos de uso veterinário, a carga tributária é de 14,3 % e, nos de uso humano, é de 35,7 %.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Comissão geral, convocada pela deputada distrital Telma Rufino (Pros)

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Deputada Telma Rufino
Deputada Telma Rufino

A crise hídrica será assunto pela Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta quinta-feira (23/2). Uma comissão geral, convocada pela deputada distrital Telma Rufino (Pros), com os distritais Joe Valle (PDT) e Chico Leite (Rede), discutirá alternativas para o assunto do abastecimento na cidade.

Representantes do Executivo, do Ministério Público, da sociedade civil e especialistas no tema participarão do encontro, às 15h, no plenário da casa. Entre os assuntos tratados, estará a falta de planejamento e o racionamento que tem atingido os brasilienses.