Início Site Página 2263

Secretaria do Meio Ambiente divulga minuta sobre programa Brasília Solar

0

 

Foto: Andre Borges

Expectativa é instalar painéis fotovoltaicos em escolas e em prédios públicos do DF. Contribuições para a consulta pública vão até 15 de fevereiro

Por Rafael Alves – A Secretaria do Meio Ambiente quer a colaboração dos cidadãos para implementar o programa Brasília Solar, que prevê o uso de energia fotovoltaica (obtida com a utilização de placas para converter luz solar em energia elétrica) no Distrito Federal. Para isso, está disponível no site da pasta a minuta do programa criada com base em contribuições de um grupo de trabalho formado desde maio de 2015 para a consulta pública.

O documento aborda o contexto de mudanças climáticas e os impactos na matriz elétrica no Brasil e no DF. Também descreve a energia solar como alternativa e Brasília com um grande potencial para isso.

Na segunda parte, são apresentados objetivos, diretrizes, metas e recomendações gerais do programa. Para essas temáticas, a Secretaria do Meio Ambiente conta com ampla contribuição da população, por meio de ideias e sugestões.

A consulta pública começou em 15 de janeiro e está aberta até 15 de fevereiro. Em seguida, a previsão é que em março o texto seja levado para apreciação do governador Rodrigo Rollemberg.

Incentivos

A expectativa da Secretaria do Meio Ambiente é instalar equipamentos fotovoltaicos em escolas e em prédios públicos. Para isso será estudada a possibilidade de conceder incentivos em tributos, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

De acordo com a secretaria, há uma urgência para a diversificação das matrizes energéticas do Distrito Federal, que utiliza 100% de energia produzida por hidrelétricas. Outra vantagem da energia solar é que ela contribui para diminuir as taxas de emissão dos gases causadores do efeito estufa.

“Brasília tem um potencial enorme de energia solar, principalmente para prédios públicos”, afirma o secretário do Meio Ambiente, André Lima. “O sistema pode atender ao próprio consumo do governo e ainda fornecer o excedente para a rede.”

Lei de Cotas é inconstitucional, decide justiça

0

 

Advogado conquista na justiça decisão histórica que julgou inconstitucional a lei que estabelece reserva de vagas a negros em concursos públicos. Decisão servirá de jurisprudência a outros situações

Em decisão inédita no país, a Lei 12.990/2014, que estabelece o sistema de cotas raciais, foi julgada como inconstitucional. A decisão foi tomada ontem (18/01) na 8ª Vara do Trabalho de João Pessoa pelo juiz Adriano Mesquita Dantas. Carlos Delano Brandão decidiu processar o Banco do Brasil por ser sentir lesado em um concurso público no qual foi aprovado, em 15º lugar, para o cargo de escriturário. A seleção, para cadastro reserva, oferecia 15 vagas, sendo 11 de ampla concorrência, 1 para portadores de necessidades especiais e 3 para cotas raciais.

O advogado especialista em concursos públicos e membro da comissão de concursos da OAB-DF Max Kolbe, do Kolbe Advogados Associados, atuou no caso, alegando que a reserva de cotas raciais fere os artigos 3º (inciso IV), 5º (caput) e 37º (caput e inciso II) da Constituição Federal, além de contrariar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade. A base legal proposta ressalta os artigos nos quais são exaltados a igualdade de todos os brasileiros e que não pode haver quaisquer distinções.

“A Lei de Cotas é muito subjetiva e, ao invés de promover inclusão social, acaba por fazer exatamente o oposto. A investidura em um cargo ou emprego público depende de conhecimentos prévios que vão além da grade curricular da Educação Básica, ou seja, qualquer candidato apto a ingressar no cargo ou emprego público estaria, ao menos em tese, em igualdade de condições nesta competição. Assim, estabelecer privilégios, com exceção da ressalva aos portadores de necessidades especiais, é ofender, por critérios não objetivos, a isonomia entre os candidatos e o princípio da meritocracia”, destaca o Dr. Kolbe.

Na sentença, o juiz ordenou a contratação imediata de Carlos, uma vez que os três candidatos convocados pelas cotas foram aprovados em 25º, 26º e 27º, na relação de ampla concorrência, prejudicando a nomeação do requerente. Caso não cumpra a determinação, o juiz estabeleceu multa diária d R$ 5mil para o Banco do Brasil.

Outro ponto que o Dr. Kolbe ressalta é que, segundo a alegação de descumprimento de preceito fundamental nº 186, julgada pela suprema corte brasileira, para a ciência, geneticamente não existem raças humanas. As pesquisas científicas revelam que todos nós somos parte de uma única espécie dividida em bilhões de indivíduos. Portanto, a questão das cotas seria social e não racial. “Acredito ainda que a Lei acaba não beneficiando quem de fato merece, como os socialmente desfavorecidos. Num país miscigenado como o Brasil é difícil definir quem se enquadra em tal lei, pois cerca de 90% da população é considerada ‘parda’, sendo assim, quase toda a população brasileira se enquadraria”, explica o advogado.

Governo reforça mais uma vez combate ao Aedes aegypti

0

 

A partir desta segunda-feira (18), 400 alevinos e 600 litros de larvicida biológico serão utilizados na luta contra o mosquito. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Por Mariana Damaceno – O governo voltou a reforçar as estratégias de combate ao Aedes aegypti — vetor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus. A partir desta segunda-feira (18), 400 alevinos de lambari de cauda amarela e 600 litros do micro-organismo Bacillus thuringiensis israelensis, que é um larvicida biológico, serão distribuídos nas regiões administrativas com a maior incidência do mosquito.
No caso dos filhotes de peixe, eles serão espalhados por espelhos d’água de espaços públicos em regiões mais afetadas por focos do vetor. Será um para cada 20 metros cúbicos. Os alevinos serão doados pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF).

Segundo o subsecretário de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde, Tiago Araújo Coelho de Souza, a ideia de utilizar os filhotes no combate ao vetor surgiu durante uma reunião entre o governador Rodrigo Rollemberg e representantes de secretarias de Estado. A escolha foi devido à espécie ser resistente e sobreviver a situações adversas, além de alimentar-se basicamente de larvas e insetos.

Um biólogo da subsecretaria acompanhará a entrega para explicar os cuidados necessários com os alevinos. Posteriormente outras áreas do DF devem ser atendidas. A expectativa é ultrapassar, neste ano, a produção dos peixes de 2015: cerca de 15 mil.

Bacillus – Os 600 litros do Bacillus thuringiensis israelensis serão aplicados a partir de hoje por agentes da força-tarefa criada em dezembro por meio do Plano de Ação para o Enfrentamento das Doenças Transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

nicialmente, as regiões que receberão o produto são Gama, Recanto das Emas e Santa Maria. Uma gota é suficiente para pelo menos um litro de água, segundo o diretor de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, Divino Valero.

O larvicida biológico não representa risco ao meio ambiente nem ao ser humano, mesmo se ingerido. A estimativa feita pelo diretor é que os bacillus causem a morte das larvas do mosquito em até uma hora. “Ele atua destruindo o estômago da larva”, explica. Valero esclarece que o produto será aplicado inicialmente por seis meses para ser comprovada sua eficácia.

Os bacillus são extraídos da terra e fermentados. A gota do larvicida age do primeiro ao quarto estágio da larva. Juntas, as fases chegam a durar cerca de cinco dias.

Em 7 de janeiro, o governo criou uma sala de situação para reunir a coordenação da força-tarefa de combate ao mosquito, identificar início dos focos e informar ao governo federal sobre os casos de doenças transmitidas pelo vetor.

Apesar dos esforços, o subsecretário de Vigilância à Saúde reforça que é imprescindível a participação popular no combate. “É importante que os moradores abram as portas para os agentes”, diz Tiago Souza. Segundo ele, 30% da população ainda apresenta resistência às visitas.

Fecomércio reúne investidores dos EUA interessados no mercado de Brasília

0

 

A Fecomércio-DF reuniu na manhã desta segunda-feira (18), em um diálogo empresarial na sede da CNTC, uma comitiva de 25 investidores, professores e universitários dos Estados Unidos interessados em conhecer os potenciais de investimento em Brasília. A comitiva é formada por executivos de importantes empresas norte-americanas que cursam MBA na Universidade de Chapman, na Califórnia. Entre eles está o Diretor do Centro de Negócios Internacionais da Universidade de Chapman, Noel Murray, e o Executivo para Desenvolvimento Global e Relações Públicas da Walt Disney Company, Chris Lowe.

Os empreendedores norte-americanos foram recebidos pelo presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, por líderes empresariais da cidade, pelo presidente da Inframérica (grupo que administra o aeroporto) e por representantes da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Católica. Durante o encontro, os empresários brasilienses ressaltaram que a capital da república é uma cidade em desenvolvimento, o que acaba tornando a região um ótimo lugar para se empreender.

“Brasília apresenta atrativos econômicos por ter uma posição estratégica no mapa do Brasil, uma vez que saem daqui as grandes estradas e um grande modal de comunicação. Além disso, a nossa região busca dar alguns benefícios fiscais objetivando o setor de serviços e a indústria limpa, principalmente de tecnologia, o que pode se traduzir em projetos de grande importância para o Brasil”, ressaltou Adelmir Santana. O presidente da Fecomércio lembrou aos executivos a vocação do Distrito Federal para o turismo e para o comércio e serviços. “Brasília se coloca como uma cidade importante fora do eixo tradicional litorâneo brasileiro, como Rio e São Paulo. É aqui que está o futuro do País”, disse.

O presidente da Inframérica, o engenheiro José Luis Menghini, também esteve presente no diálogo empresarial e explicou aos investidores sobre a expansão do aeroporto Juscelino Kubitschek que gerará um potencial mercado de comércio, abrindo várias possibilidades de empreendimento. De acordo com ele, o novo projeto será concluído em 2022 e terá um investimento de R$ 3,5 bilhões. “O projeto trará melhorias operacionais e novas oportunidades comerciais de negócios. Onde será construído um shopping, parque temático e escritórios, além de um hotel cinco estrelas, que já está com contrato assinado”, salientou Menghini. Ele disse ainda que a obra no aeroporto gerará mais de 10 mil empregos na construção e 13 mil empregos após a obra.

Ministério do Planejamento lança aplicativo para consulta de contracheque dos servidores federais

0

 

Dados poderão ser acessados por smartphones e tablets

Acessar contracheques dos últimos 12 meses, prévia do mês seguinte e dados cadastrais, de forma prática e ágil, pelo smartphone ou tablet. É isso que oferece o aplicativo Sigepe mobile, lançado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) durante o Fórum de Gestão de Pessoas. O aplicativo é voltado para 1,4 milhão de servidores, aposentados e pensionistas do Executivo Federal e poderá ser baixado, gratuitamente, para sistemas operacionais Android e IOS.

Hoje, o acesso ao contracheque é o serviço mais acessado do Sigepe Servidor. Por mês, são mais de 1 milhão de visualizações. Além dessa funcionalidade, o aplicativo permite que o servidor receba um aviso quando a prévia do contracheque estiver disponível e apresenta gráficos com detalhes sobre rendimentos e descontos.

“O uso de tecnologias móveis é uma tendência mundial. Com o lançamento desse aplicativo, abrimos um novo canal de comunicação com os servidores públicos federais”, ressaltou o secretário de Gestão do MP, Genildo Lins. Em uma segunda etapa, a ser implementada no primeiro semestre de 2016, serão incluídas outras funcionalidades: autorização e verificação de consignações; consulta e agendamento de férias.

Para acessar o aplicativo, o usuário informará o CPF e a mesma senha do portal de Serviços do Servidor do Sigepe. Caso nunca tenha utilizado o site, o primeiro acesso deverá ser efetuado em www.sigepe.gov.br. Em caso de dúvidas, basta clicar no link Dúvidas de Acesso.

O Aplicativo
O Sigepe Mobile oferece aos servidores, aposentados e pensionistas do Executivo Federal uma forma prática e ágil de consulta aos contracheques, por meio de dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Em breve, também estarão disponíveis funcionalidades de consignações e agendamento de férias.
O aplicativo faz parte do novo Sistema de Gestão de Pessoas do Governo Federal (Sigepe) e foi desenvolvido pela Secretaria de Gestão Pública do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Segep).

As Funcionalidades
No aplicativo é possível:
– Receber aviso de quando a prévia do contracheque estiver disponível (push) e consultá-la;
– Consultar os contracheques dos últimos meses, de forma simplificada;
– Verificar gráficos detalhados dos rendimentos e descontos;
– Consultar dados cadastrais e funcionais;
– Enviar o contracheque por e-mail;
– Autorizar e verificar consignações (em breve);
– Consultar e agendar férias (em breve).

As vantagens
O Sigepe Mobile coloca na palma da mão dos servidores, aposentados e pensionistas o acesso às informações cadastrais, funcionais e financeiras a qualquer hora e em qualquer lugar! O servidor receberá um aviso (push) quando a prévia do contracheque estiver disponível para que possa verificar antecipadamente se os lançamentos efetuados estão corretos.
Também será possível visualizar, com mais clareza, os percentuais dos rendimentos e descontos lançados no contracheque, por meio de gráficos.

O Acesso
O aplicativo Sigepe Mobile pode ser baixado (download) nas lojas da App Store ou Google Play. Para acessar o aplicativo, o usuário informará o CPF e a mesma senha do portal de serviços do servidor do Sigepe.
Caso nunca tenha utilizado o site do Serviços do Servidor do Sigepe, o primeiro acesso deverá ser efetuado em www.sigepe.gov.br. Em caso de dúvidas, basta clicar no link Dúvidas de Acesso.

Com crise, mais brasileiros passaram a trabalhar por conta própria

0

Por Alana Gandra e Felipe Pontes – A proporção de pessoas que trabalham por conta própria entre o total de ocupados aumentou de 17,9%, em janeiro de 2013, para 19,8% em novembro de 2015, segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento cobre as seis principais regiões metropolitanas brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador). Na avaliação do economista e pesquisador do Ipea Miguel Foguel, o aumento do trabalho por conta própria está relacionado à crise econômica e à consequente redução dos empregos formais.

Segundo Foguel, os trabalhadores por conta própria podem ser divididos em dois grupos: os que contribuem para a Previdência Social e os que não contribuem. Em 2013, os autônomos do primeiro grupo eram 5,2% do total de ocupados nessas seis regiões. Esse percentual subiu para 7,4%, em novembro de 2015. Já os trabalhadores por conta própria não contribuintes permaneceram estáveis: 12,8%, em janeiro de 2013; e 12,4%, em novembro de 2015.

De acordo com o economista do Ipea, provavelmente, esse fenômeno tem a ver com a reação defensiva do trabalhador diante de um mercado de trabalho em crise, em que as empresas estão demitindo e deixando de contratar. “Aí, a reação deles ante a dificuldade de encontrar emprego é buscar algum tipo de renda por meio de um microempreendimento ou alguma atividade que se configura como por conta própria, e continuar contribuindo para a Previdência Social, mas agora não mais como um empregado formal”.

No entanto, segundo Foguel, dependendo da restrição orçamentária e da oferta de trabalho na nova fase profissional, alguns deixam de pagar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) porque não podem ou não querem bancar essa despesa.

O fotógrafo Fernando Azevedo, do Rio de Janeiro, é um desses trabalhadores. Depois de atuar por 18 anos em várias editoras e assessorias de imprensa, resolveu dar uma guinada total na vida. Ele se tornou criador de móveis, só fotografa suas criações e há cerca de um mês abriu uma loja em Maricá, na Região dos Lagos, para venda de seus produtos.

O empreendimento está dando tão certo que Azevedo está se preparando para contratar uma funcionária para a loja, além dos dois marceneiros que já trabalham com ele. O fotógrafo e agora designer de móveis atualmente não contribui para a Previdência Social.

Já o professor de educação física Pedro Copelli, também autônomo, começou recentemente a contribuir para o INSS como forma de se preparar para a aposentadoria. Embora tenha curso superior e não enfrente dificuldades em arranjar emprego, ele preferiu trabalhar por conta própria, mas não descarta a possibilidade de retorno ao mercado formal. “Se aparecer algum emprego legal com carteira assinada eu pego porque, na nossa área, é difícil você trabalhar em um só lugar”, disse.

Copelli dá cursos de exercícios funcionais e aulas de futebol feminino há seis anos em um clube em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. No mesmo bairro, dá aulas de futsal em um colégio e está pensando em ampliar o trabalho, com a abertura de turmas de futevôlei, na praia. Segundo ele, trabalhar por conta própria está sendo compensador e, até agora, a crise econômica não afetou suas atividades.

“Tenho um número razoável de alunos porque não tenho muito concorrente. Com o fechamento das escolas de futebol feminino do Fluminense e do Flamengo, muitas meninas migraram para nós”, disse o professor.

Informalidade

O avanço do trabalho por conta própria também pode ter impacto sobre os números da informalidade no Brasil, de acordo com o economista do Ipea.

Segundo ele, considerando que os trabalhadores por conta própria se subdividem entre os que contribuem para a Previdência Social e os que não contribuem, alguns analistas associam o aumento desse tipo de trabalho como um indicador de crescimento da informalidade, já que nem todos pagam o INSS.

“Se a gente considerar que esse trabalhador por conta própria que contribui para a Previdência Social não é informal, não está havendo um crescimento da informalidade. Mas se eles forem incorporados como informais, então, sim, há um aumento da informalidade. Vai depender de como cada um define [esse conceito]”, ponderou o economista.

Crise entre os autônomos

Se a crise está levando mais gente a trabalhar por conta própria, comerciantes que já estão nessa modalidade há muito tempo também estão sentindo os efeitos da desaceleração da economia.

O vendedor de frutas Celso Nunes, de Brasília, disse que esse janeiro tem se mostrado o mais fraco desde que ele começou a vender salada de frutas numa barraca que monta no Setor Bancário Norte, no centro da capital, há 15 anos.

“Janeiro é mais fraco mesmo, mas esse tem sido o pior desde que eu cheguei aqui”, calculou. Pelas contas que faz de cabeça, ele diz que seu faturamento caiu em torno de 70% na comparação como mesmo mês do ano passado. Para compensar a queda nas vendas e o aumento nos custos devido à inflação, desde o início do ano, Nunes resolveu subir o preço da bandeja de salada de frutas, de R$ 5 para R$ 6.

Outros comerciantes informais entrevistados pela Agência Brasil também relataram dificuldades com as vendas recentemente. Sob nuvens negras no céu, o vendedor ambulante Obede Suzarte disse à reportagem que costumava vender de 15 a 20 guarda-chuvas e sombrinhas em dias de chuva no ponto onde monta a sua barraca há cinco anos, na avenida W3 Norte. “Mas neste mês de janeiro, quando costuma chover muito por aqui, tenho vendido umas três ou quatro por dia”, contou.

Ele diz que se sente ainda mais prejudicado pela crise porque seu tipo de mercadoria – relógios, barbeadores, carregadores de celular, óculos de sol e radinhos de pilha – não ser de primeira necessidade. “O cliente até vem e olha, mas se não é essencial pra ele, não compra mesmo.”

“Tá difícil geral, essa crise financeira chegou para todo mundo”, disse a vendedora de churrasquinho Raimunda Nonato da Silva. Ela, que chegou em Brasília vinda do Maranhão em 1979, começou no ano passado a vender espetinhos de carne em uma parada de ônibus da avenida W3, depois de perder o emprego como doméstica. Apesar da redução nas vendas, Raimunda ainda resiste a subir o preço do espetinho, vendido a R$ 3. “Se não, não vendo é nada, meu filho”.

Diante do aumento significativo do número de ambulantes por causa da crise, o governo do Distrito Federal deflagrou desde dezembro uma operação de repressão aos comerciantes informais, agravando a situação dos vendedores de rua.

Desde 11 de janeiro, por exemplo, policias militares e agentes da Agência de Fiscalização do Distrito Federal ocupam cada esquina do Setor Comercial Sul, na região central de Brasília. A justificativa dada pelo administrador regional do Plano Piloto, Marcos Pacco, é “revitalizar o espaço e coibir atividades ilegais”. O mesmo tipo de operação ocorre nos arredores da rodoviária do Plano Piloto.

Lançado edital para pedir apoio financeiro da FAP-DF à participação em eventos

0

 

Solicitações podem ser feitas a partir de 21 de janeiro. Verba da fundação destina-se a encontros de natureza científica, tecnológica e de inovação

Por Samira Pádua – Pesquisadores, estudantes de pós-graduação e de graduação que integram programas de iniciação científica e profissionais atuantes em ciência, tecnologia e inovação podem solicitar, a partir de 21 de janeiro, apoio financeiro da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) para participação em eventos da área no Brasil (exceto em Brasília) ou no exterior. Os critérios estão no Edital nº 1, de 2016, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal desta sexta-feira (15).

De acordo com o texto, serão apoiadas apresentações de trabalhos; presença em cursos de curta duração (no máximo 15 dias); e visitas técnicas a instituições de pesquisa e desenvolvimento em ciência, tecnologia e inovação, com, no máximo, 30 dias de duração.
Os períodos de inscrição variam de acordo com o mês em que os eventos ocorrerão. Para aqueles em abril, por exemplo, os interessados devem enviar o pedido de 21 a 31 de janeiro. Para participações em maio, o prazo é de 1º a 17 de fevereiro. O calendário, disponível no edital, traz as datas para eventos até março de 2017, as dos resultados e as de contratação. Solicitações para eventos no primeiro trimestre deste ano estavam incluídas no edital de 2015.

As solicitações devem ser feitas no sistema SIGFAP, até as 23h59 da data final de inscrição de cada período. O proponente receberá na área restrita da ferramenta a confirmação do recebimento, imediatamente após o envio. Cada candidato pode fazer somente uma proposta.

O resultado da seleção será divulgado no sistema e publicado no Diário Oficial do DF e na página da fundação na internet, por período de participação no evento.

Exigências
Entre os requisitos comuns a quem queira pleitear os recursos estão: ter nacionalidade brasileira — ou visto permanente de residência no País, no caso de estrangeiro —; ser residente e domiciliado em Brasília ou em cidades do Entorno (Região Integrada de Desenvolvimento Econômico – Distrito Federal); e ter cadastro atualizado no SIGFAP. O edital também estabelece condições específicas para cada público-alvo e a obrigatoriedade de mencionar a fundação no texto dos trabalhos a serem apresentados.
Para apoio às atividades estarão disponíveis R$ 6 milhões — recurso proveniente do montante que a FAP recebe da receita corrente líquida do DF. Para participação em congressos e similares, cursos e visitas técnicas no Brasil, a verba será liberada individualmente, no valor de até R$ 3 mil. Para aqueles no exterior, o teto, também individual, é de R$ 10 mil.

Os recursos destinam-se, exclusivamente, ao financiamento de itens de custeio. O valor aprovado deverá ser utilizado, obrigatoriamente, para passagens aéreas, fluviais e terrestres, e diárias (que compreendem hospedagem, transporte urbano — como táxis e metrô — e alimentação).

2015 – No edital de 2015, de acordo com a fundação, das 939 solicitações, 516 foram aprovadas, representando R$ 3.579.880,62. Entre estas, 69% contemplaram atividades no exterior e 31%, no Brasil. A Universidade de Brasília aparece entre as instituições mais apoiadas, com 372 propostas aceitas.

Para mais informações, acesse a íntegra do Edital nº 1, de 2016.
Solicitação de apoio financeiro da FAP-DF à participação em eventos no Brasil e no exterior
A partir de 21 de janeiro de 2016 (quinta-feira)

Venda de carros novos cresce 19,11% em dezembro no DF

0

 

Demanda aumentou e emplacamentos registraram alta na comercialização de comerciais leves e motocicletas

O ano, embora atípico, não foi de todo ruim. O Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Automotores do Distrito Federal (SINCODIV-DF) comemorou, em dezembro, a vitória de uma das batalhas mais importantes para o setor – a isenção do IPVA para veículos novos. Um dos destaques do mês foi o crescimento de 19,11% na venda de carros zero quilômetro na capital.

De acordo com balanço mensal divulgado pelo SINCODIV-DF, cerca de 6.829 unidades foram comercializadas em dezembro; ante 5.734, em novembro. Os dados nacionais acusam aumento de 16,69%.

Ao comparar as vendas de dezembro deste ano com as de 2014, têm-se uma retração de 36,35%. No acumulado deste ano, de janeiro a dezembro, foram vendidos 83.944 veículos (automóveis, camionetas, caminhões, micro-ônibus e ônibus). No Brasil, a baixa foi de aproximadamente 26,55%, enquanto no DF este número é de 23,93%.

“A união da equipe, aliada ao profissionalismo, propiciou o ambiente de harmonia, compreensão e confiança que todo negócio precisa para se manter de pé. Foi essa atitude perseverante que motivou concessionários a continuarem firmes em seu propósito e fechar o ano com saldo positivo”, desabafa Alessandro Soldi, vice-presidente do SINCODIV-DF. Ele ainda deixa uma mensagem positiva para 2016: “Esperamos que neste ano, assim como foi em 2015, o setor continue tomando as medidas necessárias para evitar a crise e iniciar uma nova trajetória de crescimento. Há no meio disso tudo um espaço para o setor automotivo do DF reinventar-se, garantir a lucratividade e fidelizar seus clientes”, finaliza.

Ranking – A Fiat segue na liderança das marcas mais vendidas no DF em dezembro. Foram emplacados 1.406 veículos, o que representa 20,47% do mercado. A Volkswagen continua em segundo no ranking, com 768. Em terceiro lugar, a GM; com a Hyundai e a Ford fechando as cinco marcas mais vendidas do último mês.

Prazo para adesão ao Simples vai até dia 29

0

 

Regime de tributação que simplifica e reduz impostos já conta com mais de 5 milhões de optantes

Por Alessandra Pires – Os donos de micro e pequenas empresas interessados no Simples Nacional têm até o dia 29 de janeiro para aderir ao sistema de tributação. Criado em 2006 para reduzir a burocracia e os impostos pagos pelos pequenos negócios, o Simples unifica oito tributos em um só boleto – IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e a Contribuição Patronal Previdenciária para a Seguridade Social (CPP) – e garante o tratamento diferenciado para os pequenos negócios, previsto na Constituição.

Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, as empresas devem ficar atentas aos prazos para que possam usufruir dos benefícios. “O Simples é um direito constitucional das empresas e um exemplo de sucesso de como os modelos que facilitam a vida das pessoas são atrativos para o contribuinte. A expectativa é que em 2016 ainda mais empresas optem pela simplificação”, afirma.

Em 2015, com a entrada em vigor da universalização do Simples – que garantiu o direito de adesão a 143 novas atividades – observou-se um grande crescimento de solicitações: 502 mil, aumentando em 125% o número de pedidos em relação ao ano anterior. Desses, cerca de 320 mil foram deferidos e 182 mil indeferidos, a maioria por irregularidades fiscais. “É preciso criar um Refis para as micro e pequenas empresas para que ninguém seja impedido de entrar no Simples”, destacou Afif.

O pedido de adesão deve ser feito por meio do portal do Simples Nacional. Quem perder o prazo de 29 de janeiro, só poderá entrar no sistema em 2017. A empresa que fez o agendamento de opção do Simples no final do ano passado e que não apresentou nenhuma pendência de documentação foi incluída no sistema automaticamente no dia 4 de janeiro.

Para as empresas em início de atividade, o prazo para solicitação de opção é de 30 dias contados do último deferimento de inscrição (municipal ou estadual, caso exigíveis), desde que não tenham decorridos 180 dias da data de abertura constante do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Quando deferida, a opção produz efeitos a partir da data da abertura do CNPJ. Após esse prazo, a opção somente será possível no mês de janeiro do ano-calendário seguinte.

Câncer de pele: saiba como prevenir, diagnosticar e tratar

0

 

Especialista da Clínica Monte Parnaso explica quais são os tipos de câncer e quais podem ser cuidados

O Verão 2016 chegou e trouxe consigo alertas contra o maior risco de câncer de pele, por conta das altas temperaturas e aumento dos raios ultravioleta. Os principais tipos de câncer são três: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e o melanoma. Luciano Morgado, diretor da Clínica Monte Parnaso e dermatologista especialista no assunto, esclarece sobre os riscos, prevenção e possibilidades de tratamento.

Conhecer é o primeiro passo

O carcinoma basocelular é o mais comum entre os tipos de cânceres de pele, correspondendo a cerca de 70% de todos os casos. É causado por exposição solar ao longo dos anos e fatores genéticos individuais. Normalmente se manifesta no rosto, com uma elevação translúcida que cresce progressivamente. “Felizmente, é o subtipo menos agressivo. Normalmente não se espalha pelo corpo e raramente ocorre metástase — disseminação para outros órgãos”, explica o dermatologista.

Já o carcinoma espinocelular corresponde a cerca de 20% dos cânceres de pele. Pode surgir de verrugas genitais de HPV, lesões, úlceras crônicas e em cicatrizes de queimaduras. Manifesta-se como uma pequena lesão verrucosa inicial, que cresce mais rápido e localiza-se frequentemente nos lábios inferiores, — principalmente por tabagismo — orelhas, dorso das mãos e em úlceras de pernas.

O melanoma é o menos comum, mas o mais agressivo, sendo responsável por 90% das mortes por câncer de pele em pessoas da população branca entre 15 e 90 anos. Normalmente são “pintas” de cor muito escura, com bordas irregulares ou com mais de uma cor. Nesse caso, o fator genético é a principal causa, além das exposições solares.

Fique atento

A exposição solar na infância se mostrou o maior responsável pelo surgimento do câncer na fase adulta, por isso os horários devem sem muito bem controlados, sendo indicado evitar a exposição ao sol entre 9h e 16h, sem contar com o horário de verão.

“Os pacientes com pele mais clara precisam tomar mais cuidado, por possuírem menos melanina, que protege a pele contra a radiação ultravioleta. Mas isso não significa que os pacientes de pele negra não precisam fazer uso do filtro solar”, elucida o especialista.

Cuide-se

É necessário evitar exposição solar excessiva e fazer uso regular de filtro solar de Fator de Proteção 30 ou superior, e prestar atenção às pintas escuras, as quais devem ser avaliadas pelo dermatologista regularmente.

As chances de cura para o carcinoma basocelular são acima de 90%. O melanoma também pode ser curado quando detectado precocemente, apresentando taxas iguais de cura. Todavia, quando detectados já um pouco mais espessos, podem apresentar taxas de cura abaixo de 40%.

“Estes três são os mais comuns, mas existe uma grande variedade de outros tipos de câncer de pele. Dessa forma, qualquer lesão de pele que apresente um crescimento muito abrupto deve ser avaliada pelo dermatologista”, finaliza o especialista.

Sobre a Clínica Monte Parnaso – Instalada no Centro Médico Júlio Adnet, a Monte Parnaso é uma clínica com tratamentos diferenciados nas áreas de Dermatologia, Estética, Laser, Tricologia e Cirurgia Dermatológica. Responsáveis pelo espaço, Ana Regina Trávolo e Luciano Morgado são dermatologistas especialistas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e com Registro de Qualificação de Especialista junto ao CRM-DF (RQE). O atendimento individualizado e diferenciado, as instalações modernas e tecnológicas (automação de iluminação, som, ar, TV e persianas) e a pontualidade são marcas registradas da clínica. Seus profissionais são atuantes na área da Dermatologia há mais de dez anos, em São Paulo e em Brasília e estão sempre presentes nos Congressos Médicos da Especialidade, visando atualização e oferecimento aos pacientes das melhores opções de tratamento.

SERVIÇO:
Clínica Dermatológica Monte Parnaso
End.: Centro Médico Júlio Adnet
SEPS 709/909 Bl. A Clínica 9 1º Subsolo Brasília-DF
Tel.: (61) 3263-0833 / 0834
Web: www.monteparnaso.com.br