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Associação processa Banco do Brasil em ação judicial bilionária por venda casada no crédito rural

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Advogado Leandro Marmo, da banca João Domingos Advogados, destaca que o processo busca ressarcir prejuízos e reformular práticas bancárias que comprometem o agronegócio brasileiro

 

A Associação Brasileira de Defesa do Agronegócio (ABDAGRO) deu início a uma ação judicial histórica contra o Banco do Brasil, revelando um suposto esquema de venda casada que teria desviado R$ 841 bilhões destinados ao agronegócio brasileiro. O caso expõe práticas abusivas que prejudicaram pequenos e médios produtores rurais ao longo de décadas.

O crédito rural, criado na década de 1960 como política pública para fomentar o setor agrícola, teria sido desvirtuado pela exigência de aquisição de produtos financeiros como condição para a liberação de recursos. Entre as práticas denunciadas estão a obrigatoriedade de contratação de seguros, títulos de capitalização e planos de previdência. Segundo a ABDAGRO, isso foi comprovado em um aumento do custo de produção e endividamento de agricultores, comprometendo a sustentabilidade do setor.

A ação coletiva, protocolada no último dia 2 de novembro, exige a devolução do dobro dos valores desviados, totalizando R$ 360 bilhões, além de indenizações por danos morais e sociais, elevando o montante para mais de R$ 841 bilhões. O processo também cita o impacto econômico na cadeia produtiva do agronegócio, que representa uma parcela significativa do PIB brasileiro.

Casos concretos ilustram o impacto dessas práticas. Um produtor rural foi obrigado a alocar R$ 500 mil de um empréstimo de R$ 3 milhões em previdência privada, enquanto outro contratou seguros e títulos de capitalização sem autorização. Ex-funcionários do Banco do Brasil reforçaram as denúncias ao apontar a existência de metas de venda casadas impostas pela alta gestão.

De acordo com o advogado Leandro Marmo, da banca João Domingos Advogados, que representa a ABDAGRO na ação, o caso é inédito tanto pela sua dimensão financeira quanto pelo impacto que pode gerar no setor agrícola e nas práticas bancárias no Brasil. “Trata-se da maior ação judicial já registrada no país, com o objetivo de reparar os prejuízos causados aos produtores rurais e promover mudanças estruturais no sistema financeiro”.

O representante ainda afirma que, “o crédito rural, que deveria fomentar o agronegócio de forma justa e sustentável, foi desvirtuado por práticas criminosas de venda casada, como a obrigatoriedade de contratação de seguros e títulos de capitalização para acesso ao financiamento. Apenas nos últimos 10 anos, R$ 179 bilhões foram desviados ilegalmente para essas compras compulsórias, comprometendo a capacidade produtiva de pequenos e médios produtores um ambiente mais transparente”.

 

Com incentivos da Secretaria de Agricultura de SP, Estado mantém liderança nacional em vendas de tratores

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Linhas de crédito, em parceria com instituições cooperativas, contribuem para que pequenos e médios produtores possam financiar tratores e implementos agrícolas  

 

O agro paulista é um dos principais mercados que impulsionam o crescimento do setor de máquinas agrícolas do Brasil. Em 2024, o estado manteve sua posição de líder em vendas de tratores no país, segundo o último balanço realizado, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), com mais de 7 mil unidades comercializadas no Estado de São Paulo, o que representa uma participação de 21% do comércio nacional. Paraná e Rio Grande do Sul ocupam a segunda e a terceira colocação, com 4,9 mil e 4,3 mil veículos, respectivamente.

 

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), visa desenvolver ainda mais as atividades rurais através da modernização e inovação tecnológica no campo. “Nosso objetivo é facilitar o acesso às novas tecnologias para melhorar a infraestrutura produtiva do campo, contribuindo para a diversificação e a racionalização das atividades”, destaca o secretário de Agricultura, Guilherme Piai.

 

Para contribuir com o avanço tecnológico no estado, a SAA junto com as instituições cooperativas estão alinhadas com o intuito de apoiar pequenos e médios por meio do financiamento da aquisição de tratores e implementos agrícolas. “Nosso compromisso é oferecer aos associados o suporte necessário para aprimorar suas operações e aumentar a produtividade. Acreditamos que, ao facilitar o acesso a recursos, estamos capacitando pequenos e médios produtores a enfrentar os desafios com mais confiança e inovação”, destaca o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Gilson Nogueira Farias.

 

O programa Pró-Trator, da SAA, beneficia os pequenos produtores rurais do estado, com subvenção de 4% sobre a taxa de juros, limitada a R$25 mil, pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP). “Para o ano de 2025, o Pró-trator deve ser ampliado com o atendimento de pelo menos 800 produtores rurais, com apoio de cooperativas de produtores rurais e bancos cooperativos”, destacou o secretário executivo do Feap, Daniel Miranda. Em 2023 e 2024 foram liberados mais de R$60 milhões.

 

Antônio Carlos, proprietário do Sítio Santa Rosa, no município de Guaraci, adquiriu um trator por meio do programa. Segundo ele, a iniciativa foi fundamental para a compra. “Só com incentivos dessa magnitude que nós, pequenos produtores, temos condições de continuar na atividade. Caso contrário estamos fadados ao desaparecimento. Com esta máquina, nos tornamos um pouco mais competitivos perante os grandes produtores”, explica o produtor.

 

“Um trator novo é bom pra tudo. Além de tecnologias atuais, também quebra muito menos. Na agricultura, tudo tem que ser feito no momento certo, não se pode esperar o conserto de uma máquina quebrada”, concluiu Antônio Carlos.

 

Para ter acesso à linha de crédito para aquisição de tratores e implementos agrícolas, o produtor rural precisa ir até a unidade de uma instituição cooperativa parceira do projeto (Sicredi e Sicoob).

Distrito Federal executou mais de 94,5% dos recursos da Lei Paulo Gustavo: R$ 48,7 milhões

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Com R$ 3,9 bilhões executados nas 27 unidades da Federação e em 5.398 municípios, a lei permitiu o maior investimento no setor cultura da história do Brasil

 

Do total, R$ 2 bilhões estão disponíveis aos estados e R$ 1,8 bilhão para todos os municípios brasileiros

 

O Distrito Federal executou mais de 94,13% dos recursos que recebeu do Governo Federal via Lei Paulo Gustavo de Incentivo à Cultura. Foram R$ 48,7 milhões utilizados em projetos culturais na capital federal, entre R$ 36,29 milhões para o setor audiovisual e R$ 12,41 milhões para outras áreas, como música, dança, pintura, escultura e artes digitais. Um amplo espectro pensado para contemplar toda a diversidade de manifestações culturais e artísticas do país.
“A lei é responsável pelo desenvolvimento econômico, social e artístico ao injetar recursos financeiros nos municípios e estados, gerando emprego, renda e dignidade para o nosso povo”, ressalta a ministra da Cultura, Margareth Menezes. “A cultura está diariamente na vida dos brasileiros. Por isso, leis de incentivo, como a Paulo Gustavo, são importantes para contribuir com políticas de fomento cultural, fazendo chegar em todo território nacional, e evidenciar a diversidade da nossa gente e as diferentes formas de se fazer cultura”, completa a ministra.

NACIONAL — Em todo o país, os estados, o Distrito Federal e os municípios executaram R$ 3,93 bilhões, equivalente a 94,9% dos recursos transferidos. Trata-se do maior valor investido diretamente em cultura na história do país. O alto percentual de execução demonstra a eficácia da política, surgida durante a pandemia e que se tornou instrumento de impulsionamento da atividade cultural.
“O sucesso da política se revela não só no montante investido, mas na capilaridade que alcançamos. A Lei chegou a praticamente 100% do território, um feito impressionante em um país tão extenso e diverso. O resultado reforça a importância de políticas culturais que permitem a nacionalização do fomento e fortalecem as expressões culturais de todas as regiões”, diz a secretária dos Comitês de Cultura do Ministério da Cultura, Roberta Martins.
PARTICIPAÇÃO — Os recursos foram repassados pelo Governo Federal aos estados, municípios e Distrito Federal que fizeram adesão à política. Coube aos entes mapear, com a participação da sociedade civil, demandas da comunidade local e distribuir os recursos por editais de projetos ou premiações, por exemplo.
REGIÕES — No quantitativo, a região Sudeste foi a que mais recebeu repasses da Lei Paulo Gustavo: mais de R$ 1,45 bilhão. Aplicados, ao longo do prazo de execução, os recursos ainda renderam mais de R$ 103,81 milhões. Do total (repasses, mais rendimentos), 95,6% já foram executados. A região Nordeste vem em seguida, com R$ 1,16 bilhão recebidos e 96,2% executados. Na sequência aparecem Sul (R$ 523 milhões e 95,1% de execução), Norte (R$ 424 milhões e 89,7% de execução) e Centro-Oeste (R$ 298,3 milhões e 93% de execução).

Detalhamento dos recursos aplicados pelos estados, municípios e Distrito Federal, por meio da Lei Paulo Gustavo – Fonte: MinC

Clique e acesse todas as informações do Painel de Dados da LPG

 

ESTADOS — As 27 unidades da Federação somadas receberam mais de R$ 2,02 bilhões em recursos da Lei Paulo Gustavo. Acrescidos os rendimentos, o programa disponibilizou R$ 2,18 bilhões — dos quais 97,5% foram executados. Do total, 24 estados e o Distrito Federal executaram mais de 90% dos recursos. Espírito Santo, Paraná e Goiás são os destaques, com utilização integral dos recursos.
O Espírito Santo utilizou R$ 43,6 milhões em projetos de audiovisual e outras áreas, em valores que levam em conta o que foi repassado, adicionado aos rendimentos. Sete municípios capixabas ainda reverteram recursos das contas da LPG para o estado, situação que se repetiu em outras unidades da federação. O Paraná também utilizou integralmente os R$ 108 milhões disponíveis, assim como Goiás, que aplicou todos os R$ 72,5 milhões.
Também os estados do Piauí, Amazonas, São Paulo e Tocantins consolidaram uma execução de 99,8% dos valores disponíveis (repasses, mais rendimentos). São Paulo foi o estado que mais utilizou recursos: R$ 381,17 milhões. Já o Amazonas executou R$ 54,71 milhões, o Piauí, R$ 45,51 milhões, e o Tocantins, R$ 27,56 milhões. Apenas Mato Grosso (88,8%) e Rondônia (22,4%) executaram menos de 90% dos recursos.
MUNICÍPIOS — Ao todo, 5.398 dos 5.570 municípios brasileiros (98,1%) receberam recursos que, somados, chegaram a R$ 1,8 bilhão. Desse total, 81,4% das cidades (4.396) utilizaram mais de 80% dos recursos disponíveis.
CAPITAIS — Entre as capitais, 25 das 27 cidades executaram mais de 90% dos recursos. Rio Branco, Curitiba e Vitória são os destaques, com a execução praticamente integral dos recursos disponíveis para projetos audiovisuais e de outras áreas. Rio Branco utilizou totalmente os R$ 4,49 milhões, enquanto Curitiba executou R$ 15,6 milhões e Vitória, R$ 3,45 milhões. Maior cidade do país, São Paulo utilizou 90,8% do total disponível (recursos e rendimentos), o equivalente a R$ 87,46 milhões.
SALDO — Após o encerramento do prazo para a execução dos recursos, em 31 de dezembro de 2024, o saldo remanescente teve que ser restituído até 15 de janeiro deste ano. Os entes federativos terão até agosto para concluir o relatório de gestão final e apresentar o documento de prestação de contas.

ADESÃO — Em 2023, o Ministério da Cultura trabalhou para que a adesão à Lei fosse a máxima possível e garantiu que 100% dos estados e 98% das cidades se tornassem aptas a receber os recursos. Já em 2024, a pasta atuou para que os entes federados executassem os valores até 31 de dezembro, a data limite.
RETORNO — Para o secretário de Economia Criativa e Fomento Cultural do Ministério da Cultura, Henilton Menezes, os resultados refletem o impacto transformador dos investimentos culturais no Brasil. “O investimento permitiu não somente apoiar, mas recuperar e fortalecer um motor econômico e social vital para o Brasil”, afirmou.
Um exemplo é a cidade do Rio de Janeiro, que contou com R$ 51,52 milhões disponíveis para execução. Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre a Lei Paulo Gustavo no município revelou o impacto significativo da política. Para cada R$ 1 investido pela Lei, o retorno foi de R$ 6,51, o que demonstra a capacidade do setor cultural e da economia criativa para impulsionar a atividade econômica local.
A LEI — A Lei Paulo Gustavo viabilizou o maior investimento direto no setor cultural da história do Brasil. Levando-se em consideração o valor disponibilizado, de R$ 3,86 bilhões e os rendimentos no fundo de investimento do Banco do Brasil, R$ 4,14 bilhões foram destinados à cultura. Símbolo de resistência da classe artística, a lei foi aprovada durante a pandemia de Covid-19, que limitou severamente as atividades do setor.
É uma homenagem a Paulo Gustavo, artista símbolo da categoria, vitimado pela doença. Em 2023, a recriação do Ministério da Cultura abriu o caminho para a plena execução da Lei. Após um intenso processo de escuta, a pasta editou o decreto regulamentar da Lei, permitindo que estados, municípios e Distrito Federal pleiteassem a verba.

Rio sedia principal encontro de organizações liberais das Américas

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O maior evento de organizações liberais do continente, o Fórum da Liberdade da América Latina, acontece pela primeira vez no Brasil. Nos dias 6 e 7 de fevereiro, o Rio de Janeiro receberá lideranças de diversos países para debater políticas públicas, cooperação regional e os rumos da liberdade na região.

 

Promovido pela Atlas Network, organização global dedicada ao fortalecimento de think tanks e iniciativas liberais ao redor do mundo, em parceria com o movimento Livres, o evento contará com nomes de peso. Entre os convidados estão Ana Corina Sosa, ativista venezuelana e filha da opositora María Corina Machado, um dos principais nomes na resistência ao chavismo; Diogo Costa, presidente da FEE – Foundation For Economic Education e ex-presidente da Escola Nacional de Administração Pública (Enap); e Tom Palmer, vice-presidente da Atlas Network, doutor em Ciência Política pela Universidade de Oxford e um dos maiores difusores do pensamento liberal no mundo.

 

Pela primeira vez, o evento terá tradução simultânea em português, inglês e espanhol, ampliando o alcance das discussões.

 

“O Fórum é uma oportunidade única para reforçar os laços entre organizações que compartilham os valores de liberdade e responsabilidade”, afirma Magno Karl, diretor-executivo do Livres.

 

Movimento Livres*
O Livres é um movimento político suprapartidário em defesa do liberalismo, que atua como associação civil sem fins lucrativos desde 2018 no desenvolvimento de lideranças e na curadoria de políticas públicas por meio de campanhas educativas e advocacy por reformas.

 

Ordem do Mérito Cultural 2025: sociedade civil pode indicar nomes até 10 de fevereiro

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Com ampla participação social, honraria reconhece contribuições à cultura

 

Até 10 de fevereiro, a sociedade terá a oportunidade de participar da escolha dos homenageados da Ordem do Mérito Cultural (OMC) 2025, a maior honraria pública concedida ao setor cultural. O público poderá indicar nomes de personalidades, órgãos, instituições ou coletivos que contribuíram para o desenvolvimento da cultura. O formulário on-line para indicações estará disponível no site do Ministério da Cultura (MinC), acesse aqui.

Com o tema 40 anos do MinC: Democracia e Cultura, a edição de 2025 marca o retorno da premiação, suspensa desde 2019. Essa retomada reconhece personalidades e coletivos que impulsionam a diversidade cultural do país e destaca a importância da participação democrática nos processos decisórios.

“A volta da Ordem do Mérito Cultural é um marco importante, pois valoriza aqueles que constroem a nossa cultura com dedicação e talento. É o reconhecimento da cultura enquanto alicerce para a democracia e para a construção de um país mais inclusivo e diverso”, destacou a ministra da Cultura, Margareth Menezes.

As indicações podem abranger os mais variados segmentos culturais, como acervo, arquitetura, artes cênicas (teatro, dança e circo), artes visuais, audiovisual, cultura digital, cultura indígena, culturas urbanas, fotografia, literatura e música. Para participar, basta preencher o formulário indicando o nome completo da pessoa ou entidade, o segmento cultural de atuação, a justificativa que reforça a relevância do indicado.

Os homenageados serão reconhecidos em três diferentes graus, conforme o impacto e relevância de suas contribuições: Grã-Cruz, para as maiores distinções; Comendador, para contribuições de destaque; e Cavaleiro, para contribuições relevantes em suas áreas.

Ordem do Mérito Cultural

A OMC foi instituída pela Lei n.º 8.313, de 1991. Tem por finalidade condecorar personalidades, órgãos e entidades públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, que tenham se distinguido por suas relevantes contribuições prestadas à cultura brasileira.

Novo sistema fiscal brasileiro pode impactar empresas e contribuintes individuais  

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Nova legislação tributária entra em vigor este ano, trazendo alterações significativas na arrecadação e prometendo mais transparência e eficiência para o setor econômico

As mudanças tributárias previstas para 2025 prometem transformar significativamente o sistema fiscal brasileiro, impactando empresas e contribuintes individuais de diversas maneiras.

Entre as principais novidades está a implementação da Reforma Tributária, ancorada na Lei Complementar 214/2025, que introduz dois novos tributos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Essas alterações visam simplificar a estrutura tributária e promover maior eficiência no recolhimento de impostos.

A CBS substituirá o PIS, COFINS e IPI incidindo de forma não cumulativa sobre o consumo de bens e serviços. Essa mudança permitirá que as empresas compensem créditos obtidos na aquisição de insumos e mercadorias, reduzindo a cumulatividade.

Já o IBS, que unificará o ICMS e o ISS, será um imposto compartilhado entre estados e municípios, simplificando a tributação sobre a circulação de mercadorias e a prestação de serviços. O processo de transição dessas alterações será gradual, estendendo-se até 2032, para que empresas e governos possam se adaptar ao novo modelo.

Fábio Roberto, Diretor Executivo da NTW Contabilidade Recife comenta que, para as empresas, a reforma traz a promessa de redução de burocracia e maior previsibilidade no cumprimento de obrigações fiscais.

No entanto, setores como comércio, serviços e agronegócio enfrentarão desafios específicos. O setor de serviços, por exemplo, pode ver um aumento de carga tributária com o IBS, enquanto indústrias de transformação e exportadores devem se beneficiar da redução da cumulatividade e da desoneração tributária para exportações. Empresas optantes pelo Simples Nacional também precisarão ajustar-se às novas regras, que coexistirão com o regime atual.

No âmbito dos contribuintes individuais, destacam-se a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e a simplificação do sistema de deduções, especialmente para despesas com educação, saúde e dependentes. Além disso, um novo imposto seletivo sobre bens de luxo, como jatinhos e iates, será implementado, com alíquotas progressivas que também consideraram o impacto ambiental.

Essas mudanças também trarão implicações para a arrecadação de impostos e a economia do país. A unificação dos tributos e a digitalização dos processos fiscais podem aumentar a eficiência da arrecadação, enquanto a tributação de bens de luxo ampliará a base tributária.

No entanto, ajustes de curto prazo, como a acumulação de créditos tributários por empresas, podem reduzir temporariamente a receita governamental. A redistribuição da arrecadação entre estados e municípios será outro ponto de atenção, podendo exigir reequilíbrios significativos para algumas administrações locais.

‘’No médio e longo prazo, as reformas têm potencial para atrair investimentos, melhorar a competitividade das empresas brasileiras e estimular o consumo, especialmente entre as classes médias e baixas, devido às alterações no IRPF. No entanto, no curto prazo, consumidores podem enfrentar aumento nos preços finais de bens e serviços, o que impactará o poder de compra, especialmente das famílias de baixa renda’’, finaliza Fábio.

Sobre a NTW

A NTW Contabilidade e Gestão Empresarial é a maior e mais premiada rede contábil da América Latina. A rede de franquias de contabilidade nasceu em 2010, e nesse período passou a desenvolver a atividade da prestação de serviços contábeis e financeiros para empresas dos mais diversos segmentos e portes. Foi chancelada pela ABF (Associação Brasileira de Franchising) com o Selo de Excelência em Franchising entre 2015 a 2024. Oferece aos empreendedores e gestores, uma marca forte, network, treinamento continuado, apoio na captação de clientes, portfólio com mais de 90 serviços, sistemas de gestão e relacionamento com clientes, sistemas para clientes, planejamento sucessório, parceria com os principais players de contábeis do mercado, formação em gestão, que propicia um crescimento mais rápido e aumento das margens de lucro. A Rede de Franquias NTW conta, atualmente, com Unidades em todo Brasil, na África e Portugal.

 

CIESP – NOTA OFICIAL

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Greve dos auditores fiscais
Dezenas de milhares de encomendas estão paradas, desde novembro do ano passado (2024), abarrotando em especial os terminais de cargas dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos em São Paulo, bem como os demais do Brasil. Estimativas apontam possíveis prejuízos de bilhões de reais ao comércio exterior do País, como em episódios semelhantes no passado.

O motivo é a greve dos auditores fiscais da Receita Federal que entrava as operações de desembaraço aduaneiro.

Dentre os problemas que a paralização dessa categoria dos funcionários públicos federais está causando, além dos efetivos prejuízos à indústria, estão a deterioração de produtos e o risco de quebra e desemprego nas empresas. As mais afetadas são as pequenas e médias que, por seu porte, dependem de fluxo de caixa dentro da pontualidade de entrega e recebimento das mercadorias.

O embate entre os auditores e o governo, que se prolonga sem perspectivas de solução imediata, está afetando sensivelmente a economia brasileira. Esperamos que os dois lados busquem entendimento o quanto antes. As forças produtivas, empresários e trabalhadores, a sociedade e a economia do País não podem continuar sendo vítimas dessa falta de diálogo e compreensão entre as partes envolvidas.

CENTRO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO

Encceja: 33 jovens que cumprem medida socioeducativa são aprovados

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Secretaria de Justiça e Cidadania conduziu inscrição de estudantes do Sistema Socioeducativo do Distrito Federal ao exame

Inscritos pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), 33 adolescentes e jovens do Sistema Socioeducativo do Distrito Federal (DF) foram aprovados no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja PPL). Com a aprovação, 15 estudantes vão cursar o ensino fundamental e 18 no ensino médio. No total, 178 socioeducandos realizaram a prova em outubro de 2024.

As unidades de internação de Santa Maria (UISM) e de Planaltina (UIP) tiveram destaque no desempenho, com 11 e 9 aprovações, respectivamente. O resultado reflete o compromisso das equipes pedagógicas e a dedicação dos estudantes, reforçando a educação como um pilar essencial na construção de novas oportunidades e perspectivas de vida.

Os socioeducandos das oito unidades de internação e internação provisória receberam aulas preparatórias ministradas por professores de escolas públicas de ensino de DF. O Encceja PPL possui o mesmo nível de exigência da versão regular do exame, destinado a jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade apropriada.

Para a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, essa iniciativa proporciona mais possibilidades aos jovens em cumprimento de medida socioeducativa. “Oferecer oportunidades é fundamental para romper o ciclo da violência. Quando garantimos acesso à educação, os socioeducandos enxergam novas possibilidades e conquistam um futuro melhor. A educação, aliada à justiça e à cidadania, abre caminhos mais dignos e transformadores para cada um deles”, destaca.

A prova avalia conhecimentos em disciplinas como Língua Portuguesa, Matemática, Ciências e Redação. A participação dos socioeducandos no exame representa um passo importante na redução da distorção idade-série e no fortalecimento da educação como ferramenta de transformação social.

Para obter a certificação do ensino fundamental, é necessário ter, no mínimo, 15 anos completos, enquanto a certificação do ensino médio exige idade mínima de 18 anos no dia da prova. Além disso, os participantes precisam atingir a pontuação mínima estabelecida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) para garantir a certificação.

PaGol amplia receita em 17% e tem 51% de redução na inadimplência com inteligência analítica da Serasa Experian na sua política de crédito

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Política de Crédito Inteligente: Fintravel ajustou políticas de crédito com o PowerCurve para concessão de consignado privado e classificação de risco do cliente

São Paulo – A PaGol, fintravel da parceria da GOL, Smiles e Grupo Comporte, voltada para o público que ama viajar, obteve resultados expressivos em suas operações de crédito consignado privado com acúmulo de milhas. Com a adoção de uma política de crédito baseada em informações sobre o comportamento do cliente provenientes da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, foi possível ampliar a rentabilização dos clientes em 17%, enquanto a inadimplência caiu 51%.

Esses resultados foram obtidos a partir de uma política de crédito personalizada criada para fintech, com dados da carteira de clientes que permitiram uma análise de crédito mais precisa de acordo com o histórico de cada cliente. A solução utilizada para analisar os dados e ajustar a política foi o PowerCurve Crédito, uma plataforma de crédito que automatiza as análises com uma política de crédito particularizada, desenhada e adaptada ao apetite ao risco e às especificidades de cada empresa e momento de negócio, fazendo com que as empresas tomem decisões em segundos.

“A definição dessa classificação dos clientes foi fundamental para aprimorarmos nossos resultados e a qualidade das nossas novas safras. O consignado privado, ao contrário do público, apresenta riscos de inadimplência mais elevados e, por isso, é importante ter embasamento para entender quanto de crédito conceder a cada cliente. Com a ferramenta da Serasa Experian conseguimos atuar em duas frentes ao mesmo tempo, aumentar receita e reduzir inadimplência. Ao identificar bons pagadores, aumentamos o valor da oferta, gerando mais receita, e, ao mesmo tempo, reduzimos o risco, porque as chances de um bom pagador deixar de honrar o compromisso são baixas”, explica Ricardo Faustino, Diretor de Produtos, Marketing e Analytics da PaGol.

Foi a partir dessa classificação de perfis que a PaGol conseguiu ainda ampliar a qualidade do crédito concedido. Mantendo a taxa de aprovação em 90% dos pedidos, o perfil “bom pagador” teve um acréscimo de 30% nas aprovações.

“Nosso objetivo é capacitar as fintechs e empresas do setor financeiro com as melhores soluções de dados e analytics. A PaGol é um ótimo exemplo de como os dados corretos combinados com tecnologia de ponta podem ser utilizados para aumentar a assertividade, precisão e velocidade nas decisões para concessão de crédito, ao mesmo tempo em que otimiza processos, reduz custos e melhora o perfil de seus clientes contemplados na tomada. Sabemos que tais decisões impactam diretamente o resultado financeiro dos nossos clientes e, por isso, trabalhamos com a mais robusta inteligência de mercado para apoiar a estratégia dos nossos clientes”, complementa Pedro Braga, diretor de Decisioning e Advanced Analytics da Serasa Experian.

Sobre a PaGol

A PaGol é a primeira conta digital com serviços e produtos para quem ama viajar. Composta por acionistas que são controladores das marcas Gol, Smiles e Comporte S.A, a PaGol oferece serviços, inovando em vantagens e benefícios que aproximam os clientes da sua próxima viagem, como por exemplo o Turbo Milhas, a Compra de Milhas e o Saldo Gera Milhas. Disponível em app nas versões mobile para Android e em IOS, o principal diferencial da fintravel está em recompensar em milhas seus clientes a partir da utilização dos produtos financeiro, além do acúmulo automático na plataforma parceria Smiles – não é preciso que o cliente solicite nenhuma migração

Saiba mais: www.pagol.com.br

Fórum RESISTE-PCSP marca ato público

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Movimento será no próximo dia 17, em frente ao Largo São Francisco

 

Aconteceu na sede da ADPESP (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), na manhã de quinta-feira (30), a reunião do Fórum RESISTE-PCSP para definir o local, data e hora do ato público, marcado para o próximo dia 17 de fevereiro, às 14 horas no Largo São Francisco, centro de São Paulo. O objetivo foi deliberar, de forma conjunta, sobre o lançamento da campanha salarial e a apresentação das pautas de consensos para a formulação do texto da nova Lei Orgânica Estadual, demonstrando a união e a disposição das 15 entidades que compõem o Fórum Interassociativo e Intersindical das Carreiras Policiais Civis do Estado de São Paulo para irem às ruas na luta pela valorização e modernização da Polícia Civil.

Os participantes da reunião definiram unanimemente que todos os presidentes das entidades de classe que integram o Fórum RESISTE-PCSP, as lideranças da PC-SP e parlamentares que defendam as pautas de consensos consolidados pelo grupo estão convidados a participarem do ato público.

“A maior polícia judiciária do Brasil enfrenta um grande desafio ao construir uma nova Lei Orgânica. Este esforço coloca o Estado de São Paulo na vanguarda da regulamentação e na defesa dos direitos dos servidores policiais, com foco na qualidade e eficiência dos serviços prestados à população”, comenta o presidente da ADPESP e coordenador do Fórum, Delegado de Polícia Andre Santos Pereira.

A reunião também reforçou a importância do trabalho coletivo das entidades de classe na formulação do texto de Lei, apontando as pautas comuns entre todos os presidentes que compõem o Fórum RESISTE-PCSP.

“Estou muito feliz em ver a participação de todos e de saber que estamos recebendo cada vez mais apoio. Queremos deixar claro que esse será um ato público dos presidentes das entidades de classe que integram oFórum RESISTE-PCSP, das lideranças da PC-SP e parlamentares que defendam nossa pauta de consensos”.

“Parabenizamos o governador Tarcísio de Freitas por ter se sensibilizado e assumido a responsabilidade de modernizar a Polícia Civil. Desejamos também muito sucesso ao Grupo de Trabalho agora formado”.

“Nosso propósito é claro e legítimo: precisamos escrever nosso próprio destino, pois estamos diante de nossa Lei Orgânica, considerada a ‘Constituição da Polícia Civil do Estado de São Paulo’. Reafirmamos que não voltaremos atrás, e essas são as razões para o nosso ato público”, concluiu Andre Pereira.

Pautas de consensos e principais reivindicações

Entre os pontos abordados, destacam-se propostas que visam a modernização da Polícia Civil e a valorização de todas as carreiras que integram a instituição. Confira o resumo das principais demandas (para acessar o documento na íntegra Clique Aqui).

· Revisão salarial e valorização remuneratória: Estabelecimento de novos paradigmas para reclassificação dos vencimentos, garantindo reajustes no salário base, adicionais, gratificações e indenizações, sem discriminação entre ativos, aposentados e pensionistas.

· Fundo Especial da Polícia Civil: Implementação do disposto na Lei Orgânica Nacional (Lei nº 14.735/2023), que prevê a criação de um fundo destinado à valorização remuneratória, investimentos em infraestrutura, tecnologia e capacitação.

· Jornada de trabalho: Regulamentação de carga horária de até 40 horas semanais, assegurando descanso remunerado e contrapartidas indenizatórias em caso de convocações extraordinárias.

· Plano de carreira: Reformulação do plano de carreira, com redução do interstício entre as classes e promoção por critérios objetivos à classe especial, independentemente do quantitativo de vagas.

· Adicional de insalubridade: Pagamento no grau máximo a partir do ingresso na instituição, com valores calculados sobre a Unidade Fiscal do Estado de São Paulo (UFESP), com natureza indenizatória.

· Paridade e integralidade das aposentadorias: Garantia de aposentadoria com direitos integrais e revisão na mesma proporção entre ativos e aposentados, independentemente de idade mínima ou tempo na classe.

· Indenizações específicas: Garantia de parcelas indenizatórias por trabalho noturno, sobreaviso e escalas extraordinárias, insalubridade, periculosidade, locais de difícil acesso, vestimenta e equipamentos obrigatórios.

· Assistência à saúde: Criação de auxílio-saúde como parcela indenizatória e implementação de unidades de saúde para policiais civis, dependentes e pensionistas.

· Preservação da saúde materna às policiais civis gestantes e do desenvolvimento fetal sadio;

· Criação da parcela indenizatória por qualificação profissional, em razão de cursos reconhecidos pelo MEC (pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado);

· Correção do coeficiente de cálculo do ADPJ (Adicional por Direção de Atividade de Polícia Judiciária) congelado desde 2014;

· Criação da IAA (Indenização por Acúmulo de Atividades) para os integrantes do quadro operacional da Polícia Civil;

· Reconhecimento da natureza indenizatória da GAT e abrangência das hipóteses de incidência para seu pagamento nos casos de acumulação de unidades previstas na estrutura organizacional da Polícia Civil de São Paulo;

· Reconhecimento da natureza indenizatória e reajuste do valor da DEJEC (Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial);

· Recompor os quadros de policiais civis a fim de solucionar a enorme defasagem existente.

Além dessas propostas, o Fórum Resiste PC-SP reivindica a previsão, expressa, na Lei Orgânica da Polícia Civil do Estado de São Paulo de todos os direitos e prerrogativas previstos na LONPC, sobretudo os dispostos no art. 30, inclusive os dispositivos cujos vetos foram mantidos, enfatizando-se expressamente que os direitos e prerrogativas previstos nessa pauta de reivindicações são extensivos aos aposentados e pensionistas.

ADESÃO AO RESISTE-PCSP

O representante de entidade de classe e/ou policial civil de qualquer carreira que queira ingressar no Fórum RESISTE-PCSP procure a coordenação na sede da ADPESP, para ter acesso à carta de princípios e assinar o documento. Para conhecer o Fórum RESISTE-PCSP acesse a página, clicando aqui.

 

Fonte: Andre Santos Pereira – Delegado de Polícia do Estado de São Paulo, especialista em Inteligência Policial e Segurança Pública (Escola Superior de Direito Policial/FCA) e presidente da ADPESP – Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo. Com 20 anos de experiência, foi Soldado da Polícia Militar, Chefe de Investigações e Comissário de Polícia em Pernambuco.