Início Site Página 273

Pesquisa internacional: curitibanos perdem mais de quatro dias por ano no trânsito

0

 

Além do congestionamento, trânsito afeta a saúde mental de motoristas e pedestres; transportes alternativos ganham força como solução

A 14ª edição do TomTom Traffic Index, que avalia o tráfego em  cidades ao redor do mundo com dados coletados em mais de 500 cidades de 62 países, revelou que os curitibanos perdem, em média, 107 horas por ano em congestionamentos nos horários de pico — a famigerada rush hour. Curitiba é a terceira capital brasileira com o trânsito mais complicado, ficando atrás apenas de São Paulo e Recife, onde os moradores perdem 111 e 108 horas, respectivamente. A pesquisa também posiciona a capital paranaense em segundo lugar no tempo médio de deslocamento por 10 km, com 28 minutos. Fortaleza lidera o ranking, com média de 29 minutos.

Um possível fator que contribui para os congestionamentos é o elevado número de acidentes de trânsito na capital, que registrou mais de 15 mil ocorrências no primeiro semestre de 2024, segundo dados do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). Outro elemento relevante é o número de veículos em circulação. Em 2023, Curitiba e região metropolitana contabilizavam mais de dois milhões de automóveis registrados, conforme levantamento da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), divulgado em outubro daquele ano. No Paraná, o total de veículos cadastrados ultrapassava oito milhões, enquanto mais de 42 mil sinistros foram registrados no estado.

Dentre as consequências de enfrentar o trânsito congestionado diariamente, destacam-se: o acúmulo de estresse, que pode gerar problemas à saúde como ansiedade e depressão; a exaustão mental, causada pelo esforço excessivo para manter a concentração ao dirigir, que traz impactos negativos ao desempenho laboral; o agravamento de condições preexistentes de saúde mental ou o surgimento de novas aflições emocionais; a possibilidade de vivenciar situações de violência, seja física ou verbal; e a sensação de impotência diante de engarrafamentos, resultando em atrasos, entre outros. Segundo um levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizado a pedido da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra), fatores relacionados à saúde mental dos condutores foram responsáveis por aproximadamente 30% dos sinistros nas rodovias federais brasileiras em 2024. Esses dados reforçam a importância de buscar meios alternativos de transporte e de priorizar o cuidado com a saúde mental dos condutores, aspectos essenciais para promover o bem coletivo.

Transporte alternativo pode aliviar o trânsito nas grandes cidades

Desafio constante dos grandes centros, a mobilidade urbana visa melhorar a qualidade de vida ao promover o uso de diferentes meios de transportes. O gerente do V1 Viagem, Gilberto Rosa, reforça como a adoção  de alternativas de transporte por empresas pode gerar impactos positivos: “Muitas empresas, especialmente fábricas em regiões metropolitanas, têm optado pelo transporte coletivo privado. Essa escolha contribui para um tráfego mais fluido, pois reduz a necessidade de deslocamento individual dos funcionários, diminuindo o número de veículos nas ruas. Para a empresa, os benefícios podem incluir economia nos custos de transporte, maior pontualidade dos colaboradores e até mesmo maior produtividade, já que o deslocamento se torna mais leve para o funcionário. Se mais organizações adotassem essa prática, a qualidade de vida urbana e, principalmente, a rotina dos trabalhadores seriam melhores”, afirma. Além das vantagens relacionadas ao tempo de deslocamento, o especialista enfatiza que o transporte privado também impacta positivamente o desempenho dos colaboradores. “Ao evitar a fadiga mental causada pelo estresse do trânsito, os funcionários ficam menos sujeitos a irritabilidade, insônia, depressão e sensações de raiva e frustração. Esses fatores, quando não mitigados, podem desencadear comportamentos que afetam negativamente a produtividade no trabalho”, explica.

Pensando em atender a essa demanda, a startup V1 oferece o V1 Viagem, um serviço de transporte de colaboradores para empresas, corporações e fábricas. Com pagamento sob demanda, o serviço permite solicitações diretas ou agendadas. Gilberto demonstra que o diferencial está na gestão completa do serviço: “Nossos motoristas são contratados em regime CLT e passam por um rigoroso treinamento em direção defensiva e atendimento, oferecido por nossa escola interna de formação, garantindo a excelência do serviço prestado.” Um case de sucesso é a parceria com a Petrobras, que aderiu ao serviço em 2019.

O gerente realça ainda que o transporte corporativo, por ter horários definidos, garante maior pontualidade, reduzindo atrasos e faltas, além de proporcionar maior segurança e conforto aos passageiros: “Tanto para a organização quanto para seus colaboradores, a pontualidade pode ser um tópico sensível. Com a contratação de um serviço em que é possível agendar os horários de embarque e desembarque, os atrasos são mitigados, já que o colaborador não precisa se deslocar até um ponto de ônibus ou lidar com imprevistos relacionados ao carro próprio, como falta de combustível ou problemas de manutenção. No caso do V1, devido ao treinamento em direção defensiva que todos os nossos condutores recebem, a segurança durante o trajeto é garantida.”

A saúde e bem-estar dos passageiros também são benefícios do transporte coletivo para colaboradores, uma vez que eles não precisam manter constante atenção ao trânsito e seus fatores inerentes. Isso permite que cheguem ao trabalho mais descansados, dispostos e menos irritados, quando comparados ao uso do transporte público ou veículo próprio, o que impulsiona a produtividade e eficiência operacional. “O desempenho dos colaboradores faz toda a diferença no cotidiano de uma empresa. É importante, portanto, que a organização assegure que seus colaboradores cheguem para trabalhar no melhor estado possível”, ressalta.

A empresa interessada em aderir a essa solução realiza um cadastro gratuito, assegurando  acesso à precificação exclusiva. Para uma experiência ainda mais completa, o V1 Viagem oferece contratos personalizados, com consultoria especializada e disponibilidade 24 horas. A frota possui modelos variados, oferecendo conforto e segurança no transporte. “Os veículos passam por inspeções diárias antes do início da jornada dos motoristas, com limpeza e manutenção preventiva sempre em dia, garantindo uma viagem segura, confortável e de qualidade”, afirma Gilberto.

Com um rigoroso treinamento e o comprometimento dos motoristas, o V1 Viagem apresenta uma alternativa de transporte que contribui para a melhoria da mobilidade urbana nos grandes centros, aliando conforto, praticidade e excelência. “Os usuários embarcam e desembarcam nos horários especificados, usufruindo de veículos limpos, bem cuidados e monitorados, disponíveis 24 horas por dia. Mesmo sem agendamento prévio, caso um funcionário precise sair da empresa às três da manhã, há veículos prontos para garantir que ele chegue em casa com segurança”, finaliza o gerente do V1 Viagem.

 

Sobre o V1

O V1 é uma plataforma de mobilidade urbana que atua no aluguel e assinatura de carros de forma 100% digital, para uso pessoal e empresarial.  Oferece soluções em gestão de frotas terceirizadas para empresas, fleet service, traslado de pessoas e outras demandas personalizadas. Considerado um dos maiores players do setor no país, o V1 faz parte do Grupo Águia Branca e atua nas cidades de Vitória (ES) e Curitiba (PR). O app está disponível na Apple Store e Google Play. Mais informações: https://v1.com.br/blog.

Amazônia e Cerrado registram maior área queimada desde o início do Monitor do Fogo

0

 

Vegetação nativa corresponde a 72% de tudo que queimou; fogo em florestas aumentou 167% em comparação com 2023.
Em 2024, Amazônia e Cerrado tiveram 17,9 e 9,7 milhões de hectares queimados, respectivamente. Essa é a maior área registrada desde 2019 quando o Monitor do Fogo, iniciativa da rede MapBiomas Fogo coordenada pelo IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), iniciou suas medições e confirma um crescimento de 67% na área queimada na floresta amazônia, enquanto o Cerrado registrou um aumento de 91%. Somando todos os biomas, o total queimado no Brasil durante o ano passado chegou a 30,8 milhões de hectares, 79% a mais que em 2023.

 

Em 2024, a Amazônia registrou a maior área queimada dos últimos seis anos, consolidando-se como o bioma mais afetado pelas chamas no Brasil. Foram 18 milhões de hectares consumidos pelo fogo, o que representa 58% de toda a área queimada no país e um aumento de 67% em relação a 2023. Esse crescimento expressivo concentra-se, em grande parte, nas áreas queimadas no Estado do Pará, que liderou o ranking nacional com 7,3 milhões de hectares. No bioma Amazônia, a área de floresta afetada pelos incêndios superou as queimadas nas áreas destinadas ao uso agropecuário, chegando a aproximadamente 8 milhões de hectares – um volume que equivale a 44% de toda a área queimada.

 

“A floresta amazônica enfrentou um aumento significativo nas queimadas devido a uma combinação de fatores humanos e climáticos, especialmente em função do fenômeno El Niño, que teve início em meados de 2023. Essa condição reduziu as chuvas na região amazônica e intensificou o período de seca, ocasionando um solo menos úmido e uma vegetação mais vulnerável às queimadas, sejam elas acidentais ou propositalmente iniciadas. Embora a seca, por si só, não seja a causa do aumento das queimadas, ela potencializa as queimadas originadas por ação humana, como o desmatamento e a grilagem para expansão de áreas produtivas”, explica Felipe Martenexen, pesquisador do IPAM.
O fogo no Cerrado atingiu 9,7 milhões de hectares – um aumento de 91% em relação a 2023 – atingindo, sobretudo, áreas de formação savânica. As pastagens e lavouras no Cerrado, por sua vez, totalizaram 1,4 milhões de hectares queimados, 15% da área total, – um aumento de 81% em relação ao ano passado. No contexto estadual, Tocantins e Maranhão registraram as maiores concentrações de áreas queimadas, somando 4,95 milhões de hectares. Esses estados possuem territórios abrangendo tanto o bioma Amazônico quanto o Cerrado, que foram os dois biomas mais afetados pelos incêndios em 2024.
“As diferenças no perfil de áreas queimadas na Amazônia e no Cerrado refletem as particularidades ecológicas de cada bioma, influenciando as estratégias de prevenção. Na Amazônia, o fogo afetou predominantemente áreas de florestas nativas em 2024. Já no Cerrado, o fogo ocorreu principalmente em áreas de formações savânicas, que são ecossistemas adaptados ao fogo, mas que, em excesso, sofrem degradação. Essas diferenças sugerem que a Amazônia demanda esforços focados na fiscalização do desmatamento e controle de atividades ilegais, enquanto o Cerrado requer estratégias voltadas para o manejo integrado do fogo e na conservação das áreas naturais”, aponta Vera Arruda, pesquisadora do IPAM.
Além dos dois maiores biomas, 1,9 milhões de hectares foram queimados no Pantanal em 2024 – aumento de 64% em relação à média dos últimos 6 anos. A área queimada na Mata Atlântica foi 70% composta por agropecuária. O bioma teve 1 milhão de hectares atingidos pelo fogo.
Floresta em chamas

 

As formações florestais foram a formação natural mais atingida pelas chamas, com uma área atingida de 7,6 milhões de hectares em 2024 – 3,2 vezes a mais do que no ano anterior. O fogo afetou, principalmente, áreas do sudeste paraense, na fronteira do bioma amazônico com o Cerrado, e parte do Estado de Roraima.
“Chama a atenção a área afetada por incêndios florestais em 2024. Normalmente, na Amazônia, a classe de uso da terra mais afetada pelo fogo tem sido historicamente as pastagens. Em 2024 foi a primeira vez desde que começamos a monitorar a área queimada que essa lógica se inverteu. A floresta úmida passou a representar a maioria absoluta da área queimada, sem dúvida um fato preocupante visto que uma vez queimada, aumenta a vulnerabilidade e a chance dessa floresta queimar novamente”, afirma Ane Alencar diretora de Ciência do IPAM e coordenadora da iniciativa Mapbiomas Fogo.

 

Além disso, 6,7 milhões de hectares de pastagens do Brasil foram atingidos pelas chamas em 2024, um aumento de 31% em relação a 2023, e avançou principalmente sobre áreas da Amazônia, 41% dos pastos queimados no Brasil. Áreas de agricultura totalizaram 1 milhão de hectares queimados, 198% a mais do que no ano anterior.
Estados e municípios

 

Todos os estados que mais queimaram em 2024 registraram grandes avanços do fogo em 2024. Na Amazônia, ainda ressecada pelas estiagens de 2023 e 2024, Pará e Roraima aumentaram suas áreas queimadas em 87% e 66%, respectivamente. Já no Cerrado, os estados do Matopiba – fronteira agrícola composta por partes dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – responderam por 5,1 milhões de hectares queimados, um aumento de 43% em relação ao ano passado.
No Mato Grosso, que reúne Amazônia, Cerrado e Pantanal, a área queimada chegou a 6,8 milhões de hectares queimados, atingindo principalmente áreas de vegetação nativa como florestas, savanas e campos alagados, que queimaram juntos 4,7 milhões de hectares. O Estado ocupa a segunda posição na lista após um aumento de 198% na sua área afetada pelo fogo, impulsionado por secas severas, mudanças climáticas e desmatamento. A situação pode se agravar com a aprovação de uma lei estadual que reduz parte da reserva legal do bioma Amazônia de 80% para 35%, aumentando o risco de desmatamento em 5,5 milhões de hectares e comprometendo a biodiversidade, o clima e a produtividade agrícola.

Inteligência Artificial agiliza diagnóstico de AVC

0

 

Privação de sangue no cérebro mata aproximadamente 2 milhões de neurônios por minuto; agilidade na identificação ajuda a evitar sequelas

Antonio Pacheco estava no mercado quando começou a sentir os primeiros sinais de um acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI). Ao tentar pegar um produto na prateleira, notou dificuldade em controlar o braço. Sem sentir dor ou outros sintomas mais graves, acreditou ser apenas um desconforto causado por uma má posição durante o sono. Ele voltou dirigindo para casa, mas, durante o almoço, não conseguiu segurar o talher e levar a comida à boca. Foi então que decidiu procurar atendimento médico no Hospital São Marcelino Champagnat, em Curitiba, onde mora. Ao sair do carro, percebeu que sua perna esquerda começava a se arrastar.

“Assim que cheguei ao Pronto Atendimento e mencionei a suspeita de AVC, fui encaminhado  imediatamente para a avaliação neurológica, sem passar por triagem ou cadastro. A equipe realizou testes de consciência, exames laboratoriais, tomografia e angiotomografia, descartando a possibilidade de um AVC hemorrágico. Recebi medicação e aguardei  vaga na UTI”, relembra Pacheco. “Eu não sentia dor no peito nem em outras partes do corpo, então não tinha noção da gravidade. Só percebi a seriedade do caso quando fui encaminhado à UTI. No dia seguinte, já iniciei a fisioterapia, que sigo até hoje”.

Diagnóstico rápido e preciso

Pacheco não sabia, mas seu diagnóstico foi acelerado por um software de inteligência artificial disponível no Hospital São Marcelino Champagnat, chamado RAPID AI. Esse recurso agiliza a análise das imagens de tomografias e angiotomografias, exames fundamentais para diagnosticar o AVC. “O sistema possui milhares de imagens em sua base de dados e consegue fornecer o diagnóstico em poucos minutos. Ele processa as imagens e envia o resultado para toda a equipe de neurologistas envolvida, destacando as lesões presentes e direcionando o melhor tratamento”, explica o neurorradiologista intervencionista, Gelson Koppe.

Segundo o médico, o tratamento pode envolver medicação endovenosa para dissolver pequenos coágulos, desde que os sintomas tenham surgido há menos de 5 horas e afetem apenas vasos menores. “Quando o AVC acomete grandes vasos, geralmente realizamos um procedimento minimamente invasivo, o cateterismo, para remover o coágulo e restabelecer a circulação no cérebro”, acrescenta Gelson.

Como acontece o AVC

O AVC acontece quando os vasos que levam o sangue e oxigênio ao cérebro se rompem ou entopem, fazendo a morte desta região cerebral e muitas vezes causando danos e sequelas irreversíveis. Por isso o tempo é primordial, já que a estimativa é que a cada minuto que o cérebro fica sem receber sangue, 2 milhões de neurônios morrem.

Entre os principais sintomas que podem indicar que alguém está tendo um AVC, estão a fraqueza ou formigamento na face, braço ou perna; confusão mental; fala enrolada ou dificuldade em entender o que é falado; alteração na visão; perda de equilíbrio, coordenação ou tontura e dor de cabeça súbita e intensa.

Entre os fatores de risco que aumentam a chance de desenvolver AVC estão a hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol alto, sobrepeso, tabagismo, uso de bebidas alcoólicas, sedentarismo e histórico familiar.

Prevenção

A medicina tem avançado, melhorado o tempo do diagnóstico e tratamentos, mas a prevenção para a doença passa por um estilo de vida saudável, focado na boa alimentação e prática de atividade física. “O AVC é uma doença grave que pode levar à morte. E o estilo de vida saudável é fundamental para salvarmos vidas, com atividade física regular, alimentação adequada, controle da pressão arterial, diabetes e obesidade”, reforça o neurorradiologista intervencionista.

Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).

Detran-DF se prepara para que Volta às Aulas seja mais segura

0
Ações das diversas áreas da autarquia visam proporcionar um deslocamento casa-escola sem sinistros no trânsito
Zélia Ferreira
Nesta segunda-feira (27), alunos das escolas particulares do Distrito Federal voltam às aulas. E, para que o deslocamento casa-escola seja mais seguro, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) está com várias ações em andamento.
Além da Campanha Volta às Aulas, com ações sobre trânsito que serão levadas para o entorno das escolas do DF nas próximas semanas, a autarquia desenvolve ações em várias frentes: fazendo vistoria na sinalização vertical e horizontal próximo às escolas, renovando autorizações de transporte escolar, intensificando a fiscalização nas passagens sinalizadas de pedestre, orientando os pais sobre a contratação do transporte escolar, entre outras.
“O ir e vir de nossas crianças tem que acontecer da forma mais segura possível! Tanto os pedestres quanto os condutores precisam estar atentos às regras de circulação e aos cuidados no transporte de pessoas, atentando-se à travessia segura não apenas na porta das escolas, mas desde a saída de casa”, enfatiza o diretor-geral do Detran-DF, Takane Kiyotsuka.
Faixas de pedestres
Como no início de 2024 foi feito um mutirão para revitalizar a sinalização das travessias de pedestres nas proximidades das escolas, muitas delas ainda estão dentro da garantia de 12 meses. Assim, a Diretoria de Engenharia está empenhada em vistoriar esses locais e, em caso de necessidade de revitalização, acionar a empresa para refazer a pintura daquelas que ainda estão no prazo contratual ou incluir no calendário de nova sinalização à medida que vencer o prazo de 12 meses da garantia. O serviço também ocorre em locais de maior circulação de pedestres, já que os alunos precisam ter segurança em todo o trajeto casa-escola.
Educação
Durante todo o mês de janeiro, as equipes da Diretoria de Educação de Trânsito intensificou as atividades nas cidades para orientar a população sobre a travessia segura, visto que a volta às aulas aumenta o fluxo de pedestres e veículos nas cidades.
Para receber os alunos e pais na porta das escolas, estão previstas intervenções artísticas com bonecos, repentistas, apresentação teatral e entrega de material informativo reforçando as medidas de segurança tanto para quem vai às aulas quanto para quem transporta os alunos, além de uma cartela de adesivos educativos para as crianças e orientações aos pais sobre o que precisa ser observado na hora de contratar o transporte escolar.
Transporte Escolar
A recém-criada Diretoria de Credenciamento de Entidades e Profissionais (Dicrep) tem uma gerência que cuida especificamente da emissão das autorizações para o Transporte Escolar. O trabalho junto aos transportadores de escolares tem sido intensificado pelo setor, com a regularização da situação cadastral e renovação das autorizações. Atualmente, o Distrito Federal possui 823 autorizatários aptos a prestarem o serviço de forma segura aos estudantes. A lista para consulta dos pais está disponível no site da autarquia e pode ser acessada pelo link https://www.detran.df.gov.br/texto-transporte-escolar/.
Fiscalização
Nas duas próximas semanas, estão programadas ações de policiamento e fiscalização de trânsito em Pontos de Demonstração (PDs). Os agentes de trânsito estarão de olho nas travessias de pedestres, na fluidez do trânsito e no embarque e desembarque de passageiros, além do estacionamento de veículos em local que possa trazer riscos ao tráfego e outras irregularidades que comprometam a segurança dos usuários das vias.
Também haverá Operações Tipo Blitz Escolar, onde o foco será a verificação da documentação dos veículos e dos condutores de transporte escolar. Condutores que transportam escolares sem a devida autorização cometem infração gravíssima, prevista no inciso XX do artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro, e estão sujeitos à multa de R$ 1.467,35 e sete pontos na CNH, além de ter o veículo removido ao depósito.

Após a posse de Trump, Lula arrega e fala em “laços fortes” com os EUA

0

O medo do novo presidente dos EUA é grande e está estampada na cara do presidente do Brasil,  Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que desdenhou de Trump e apoiou Kamala Harris. O petista agora fala em “laços fortes, laços históricos do Brasil com EUA” por todo lado. O interessante é que Lula não pensou nisso, antes de:

– Autorizar navio de guerra iraniano atracar no porto do Rio. Aliás, até hoje não ficou claro o que vieram fazer aqui.
– Enviar Alckmin para a posse do presidente iraniano, inimigo dos EUA.
– Condenar ações de Israel na ONU.
– Ser Persona non Grata em Israel, país protegido e aliado histórico dos EUA.
– Comparar as mortes em Gaza com holocausto, ponto sensível para qualquer judeu.
– Receber congratulações do Hamas após vencer as eleições.
– Apoiar Maduro, estender tapete vermelho no Brasil para um criminoso procurado nos EUA.
– Se calar diante da declaração de Maduro: “Invasão à Porto Rico com tropas brasileiras” .
– Enviar embaixadora para a posse de Maduro, sabendo que ele manipulou as eleições.
– Propor a criação de uma nova moeda para o Brics, desatrelando ao dólar.
– Acusar os EUA de fomentar a Guerra da Ucrânia e tomar posição errada na guerra.

Lula é espionado pela CIA, FBI, PENTÁGONO, ETC desde 1966, os arquivos são vastos, e por que será, não é mesmo? Tirem suas conclusões … e lembrem-se que a Casa Branca agora tem novo dono. 

Traidor? Marcos Pontes vive no mundo da lua ou faz jogo duplo?

0

Eleito senador graças ao expressivo apoio de Jair Bolsonaro, o ex-astronauta  Marcos Pontes anda derrapando na atmosfera politica em Brasília, ao decidir se lançar candidato à presidência do Senado sem o consentimento do PL e de Bolsonaro.

Nesta segunda-feira (20), o  ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma pública cobrança ao senador Marcos Pontes (PL-SP) por sua tentativa de concorrer à presidência do Senado, cargo que ficará vago com o fim do mandato do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) como presidente do Congresso em fevereiro. Bolsonaro reforçou em diversos momentos que o senador não tem chance de ser eleito presidente do Senado e citou a derrota do senador Rogério Marinho (PL-RN) ao cargo.

“Se não conseguimos ganhar com o Rogério Marinho, que é um baita articulador, não vai ser com você”, afirmou. 

Em Brasília, Pontes é um daqueles políticos sem expressão, sem grupo, sem bom senso que não tem a mínima condição de aglutinar apoio ao seu utópico projeto de se tornar presidente do Senado, o que levanta a tese dele estar atuando para ajudar a esquerda a deixar o PL de fora das negociações da Mesa.

Ex-astronauta Marcos Pontes parece que continua no espaço e  sofre de amnésia, porque se esqueceu de quem o colocou no Senado

Pontes não percebeu ainda que, na política, às vezes é preciso recuar para avançar lá na frente. Bolsonaro está certo porque no momento a direita precisa conquistar Comissões e em 2026, mais cadeiras no Senado. Esse é o jogo político que precisa ser jogado, e Pontes está atuando para ajudar a esquerda no sentido de enfraquecer o PL e seus acordos políticos com vistas a ter espaço nas Comissões da Casa.

O ex-presidente afirmou que Pontes pode tirar o Partido Liberal da mesa de comissões e que essas vagas irão fortalecer “o outro lado”.

Nos bastidores, Pontes é acusado de manter amizade com Lula por “gratidão” e por isso estaria supostamente sendo usado pela esquerda para atrapalhar o PL e consequentemente a direita

 “Quando você não tem uma vaga na mesa, você está dando para outro partido de oposição a nós. Você está fortalecendo o outro lado por uma ambição pessoal”, reclamou Bolsonaro com total razão.

Pontes deveria ter vergonha na cara por cuspir no prato do PL que o colocou no Senado. O sujeito parece mesmo viver no mundo da lua… ou faz jogo duplo.

Senador Izalci Lucas prega unidade dentro do partido e pede respeito às diretrizes do presidente de honra do PL, Jair Bolsonaro

Sem citar nome, o  senador Izalci Lucas (PL-DF) saiu em defesa do partido e de Bolsonaro.

“O PL tem gratidão e respeito aos posicionamentos de Bolsonaro e somos um grupo político forte que tem estratégia montada para agora e 2026. É preciso prudência, unidade e acima de tudo, seguir o comando político de nosso líder maior, Jair Messias Bolsonaro. Todos precisam estar afinados com as diretrizes políticas de nosso presidente de honra”, afirmou.

O fato é que Pontes, consumido pelo ego ou usado pela esquerda, criou uma situação ruim para ele, que, caso não mude,  definitivamente sepultará sua permanência na vida pública, ou seja: não será reeleito. Não há espaço para traidores nem ingratos na política.

Dentro do PL, a expectativa é que o ex-astronauta coloque a mão na consciência e volte a ter os pés no chão. Além, claro, de ter a humildade de pedir perdão a Bolsonaro pelo deslize.

 

 

Fonte: Donny Silva

Com investimentos de R$ 350 milhões, Aeroporto de Foz do Iguaçu inaugura obras de modernização

0

 

Empreendimento vai elevar a capacidade operacional do aeroporto de 2 milhões para 4 milhões de passageiros por ano

Requalificação do aeroporto será estratégica para o turismo de negócios e de lazer – Foto: Jonilton/MPor

 

As obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu foram entregues na tarde desta terça-feira (21), no Paraná. Com investimentos de R$ 350 milhões, o empreendimento, parte do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal), vai alavancar ainda mais o turismo e os negócios na região.

 

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou da cerimônia de entrega ao lado de autoridades locais e representantes da CCR Airports, concessionária responsável pelo aeroporto. Durante o período das obras, cerca de mil empregos foram gerados na região.

 

Segundo Silvio Costa Filho, a reforma do terminal é estratégica para o desenvolvimento da região, e o governo pretende transformar o aeroporto de Foz em um dos principais hubs aeroportuários do Brasil. “Esse investimento amplia a capacidade do aeroporto para receber 4 milhões de passageiros, e esperamos que, nos próximos cinco anos, possamos aumentar ainda mais essa capacidade, acompanhando o crescimento do turismo na região.”

 

A requalificação do aeroporto incluiu a ampliação do terminal de passageiros para 5 mil m², uma nova área de check-in com mais de 30 balcões e esteira de bagagens automatizada, uma sala de embarque internacional conectada às aeronaves por pontes de embarque, e a ampliação da sala de embarque doméstico em 700 m².

Agora, o aeroporto conta também com três novos pátios com capacidade para até 13 aeronaves da categoria Charlie, as principais utilizadas na aviação, além de três terminais de cargas domésticas, que serão geridos por companhias aéreas. Foram implantadas novas áreas de escape (RESAs), recuperada a pista de taxiamento (Taxiway), criada uma nova pista de taxiamento F e construída uma bacia de contenção.

 

O ministro destacou os investimentos da iniciativa privada no fortalecimento da economia brasileira, incluindo o setor de aviação civil. Ele também mencionou que é uma diretriz do presidente Lula ampliar os voos internacionais para estimular a economia local e nacional, além de reforçar os investimentos no setor portuário. “Contem conosco, governador Ratinho, pois vamos trabalhar muito pelo desenvolvimento do estado, com investimentos na aviação e no setor portuário. Recentemente, encaminhamos ao Tribunal de Contas da União (TCU) a primeira concessão de um canal de acesso ao porto, que será aqui no Paraná e trará grandes ganhos para o estado.”

 

Silvio Costa Filho também abordou a pauta da sustentabilidade e da economia verde, destacando como o Brasil está no centro da agenda ambiental mundial. “O SAF, novo combustível da aviação, é, sem dúvida, uma grande janela de oportunidade para o país. Até 2027, 1% da aviação brasileira deve usar o SAF e, até 2050, esse percentual será de 10%. Isso está alinhado com a pauta da sustentabilidade e da economia verde. Não tenho dúvidas de que o Brasil se posiciona como um ator importante nesse cenário.”

 

Ampliação e investimentos
O Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu opera voos diários regulares para os principais aeroportos do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília. Além disso, conta com voos semanais regulares para Santiago do Chile. Durante a temporada de verão, oferece voos diretos sazonais para destinos como Recife, Maceió, Florianópolis e Belo Horizonte, chegando a operar 27 voos diários na alta temporada. Em 2024, o aeroporto ultrapassou a marca de 2 milhões de passageiros.

 

O governador do estado, Ratinho Júnior, comemorou os investimentos no aeroporto e as obras de extensão da pista, que visam atrair mais voos e, consequentemente, mais visitantes para Foz do Iguaçu, um destino de grande importância e potencial turístico para o Brasil. “Já recebemos o interesse de várias empresas internacionais de aviação, que querem operar aqui, porque reconhecem o potencial do nosso estado para o turismo de negócios, de natureza e de lazer, agora com uma infraestrutura adequada para receber essas aeronaves. Foz do Iguaçu vive seu melhor momento. É um dia maravilhoso para nós. Obrigado, ministro.”

 

Ratinho Júnior também celebrou a instalação de uma unidade do Centre Georges Pompidou, de Paris, um dos museus mais importantes e inovadores do mundo, em Foz do Iguaçu. “Isso colocará Foz do Iguaçu em outro patamar. A beleza do projeto só perde para as Cataratas do Iguaçu.” A instalação será construída em um terreno de 24 mil metros quadrados cedido pela CCR Airports. A previsão inicial do governo do Paraná é que o Museu Pompidou seja inaugurado no próximo ano.

 

Para o secretário Nacional de Aviação Civil, Tomé Franca, um aeroporto com a estrutura e o porte do de Foz do Iguaçu representa um ganho para a população local, os visitantes e a economia do país. “É gratificante ver esse novo aeroporto recebendo passageiros e ajudando a fomentar a economia do Paraná e do Brasil. Tenho acompanhado o trabalho e a liderança do ministro Silvio Costa Filho ao lado do presidente Lula e todo o investimento que têm feito na infraestrutura aeroportuária, portuária e de hidrovias no país.”

 

Franca destacou que 2024 foi um ano de recordes na aviação civil, com números históricos de passageiros internacionais e domésticos no Brasil. “Também entregamos o maior conjunto de investimentos públicos e privados na infraestrutura aeroportuária do país, com novas rotas, maior ocupação das aeronaves e maior oferta de assentos.” Ele encerrou convidando a CCR Airports a participar dos leilões programados pelo AmpliAR, programa do Ministério de Portos e Aeroportos, que visa expandir a infraestrutura aeroportuária regional brasileira e tornar o modal mais acessível.

 

“Queremos trazer essa experiência bem-sucedida que a CCR desenvolve nos aeroportos do Brasil para os aeroportos regionais. Contamos com a participação de vocês no leilão do Programa AmpliAR para que possamos levar a mais brasileiros as oportunidades que o estado do Paraná tem recebido aqui”, concluiu.

 

Consulpam amplia liderança em concursos públicos e organiza seleção nacional da Conab

0

 

Referência em concursos públicos no Brasil, o Instituto Consulpam reafirma sua expertise ao assumir a organização do aguardado certame da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A seleção, que oferece 403 vagas com salários entre R$ 3.459,87 e R$ 8.140,88, terá provas realizadas em todas as capitais, garantindo amplo acesso aos candidatos.

 

Além do concurso da Conab, o Instituto também será responsável pela organização da seleção do Conselho Federal de Serviço Social, outro certame de grande relevância nacional. Com mais de mil processos seletivos realizados, a Consulpam já conduziu concursos para importantes órgãos e instituições públicas, como a Prefeitura de Foz do Iguaçu (PR), o Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, a Secretaria de Economia do Governo do Distrito Federal e as Polícias Civil e Militar do Ceará.

 

A credibilidade e a transparência dos processos seletivos organizados pela Consulpam são marcas que vêm consolidando a instituição como uma das principais do setor. “Nosso compromisso é promover seleções que valorizem a meritocracia e ampliem o acesso às oportunidades públicas. Trabalhamos com rigor técnico e responsabilidade para atender às expectativas de candidatos e instituições contratantes”, afirma Apolônio Nunes de Oliveira Júnior, diretor executivo da Consulpam.

 

O concurso da Conab é um dos mais aguardados de 2025, não apenas pelo número de vagas, mas também pela possibilidade de realização das provas em todas as capitais, o que favorece a participação de candidatos de todas as regiões do país. As vagas são destinadas a cargos de Assistente e Analista, com salários que chegam a R$8.140,88, reforçando a atratividade do certame.

 

Com sede em Fortaleza, no Ceará, o Instituto Consulpam atua em todas as regiões do Brasil, oferecendo soluções completas em organização de concursos públicos e processos seletivos. Também possui escritórios em Brasília (DF) e em São Paulo (SP) capital.

 

Serviço

Site oficial: www.consulpam.com.br

Atendimento ao cliente: (85) 3224-9369

Endereço: Av. Evilásio Almeida de Miranda 280, Edson Queiroz, Fortaleza (CE)

São Paulo (SP), AV. Paulista, 1765, 7° andar – conj. 72 – Bela Vista (CEP: 01.311-200)

Reforma Tributária à espera da regulamentação

0

 

Edmilson Pereira*

 

Objeto de discussão há mais de 40 anos no Congresso Nacional, a Reforma Tributária, finalmente, foi aprovada no apagar das luzes de 2024. O que pouca gente sabe é que o novo sistema tributário só passará a funcionar, de fato, em 2033. Enquanto isso, União, estados, municípios, empresas e consumidores terão de se adaptar às novas regras, que ainda estão sendo discutidas pelo Congresso Nacional.

 

Na prática, a Reforma Tributária sobre o consumo, prevista na Proposta de Emenda à Constituição 45, de 2019, trouxe a substituição de cinco impostos por um Imposto de Valor Agregado (IVA) dual, com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — um tributo federal — e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de estados e municípios.

 

Para fazer o novo sistema funcionar, é preciso aprovar leis que regulamentem as mudanças, detalhando como as novas regras vão funcionar, quem vai aplicá-las, quem vai fiscalizá-las e quem está sujeito a elas.

 

Neste sentido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou dois textos ao Congresso: o Projeto de Lei Complementar (PLP) 68 e o PLP 108, ambos de 2024. O Legislativo aprovou o primeiro texto a poucos dias do fim dos trabalhos do Legislativo, em dezembro passado.

 

Entre os principais pontos previstos no PLP 68, está a criação de um cashback, que consiste na devolução de tributos para consumidores de baixa renda inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) com renda familiar mensal per capita até meio salário-mínimo.

 

Nós, do setor produtivo, entendemos que as minorias precisam, sim, do apoio governamental. Mas o que na prática temos observado é que o excesso de benefícios tem levado muitos brasileiros a optarem pelo desemprego, com as garantias oferecidas às pessoas em situação vulnerável.

 

No segmento de limpeza e conservação, é um desafio diário encontrar mão de obra disposta a trabalhar, de verdade.

 

Embora seja de extrema importância para a empregabilidade da população brasileira, a regulamentação da folha de salários não foi discutida, como deveria, no texto original da PEC aprovada. Acreditamos que tal medida merece mais atenção dos parlamentares pois faria com que o emprego deixasse de ser tributado, trazendo uma justiça tributária efetiva para o país.

 

O PLP 68 também traz regras para o período de transição; a isenção de proteínas (carnes, frangos e peixes) na cesta básica e o funcionamento do Imposto Seletivo, que vai incidir sobre produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, conhecido com o “imposto do pecado”. Serão sobretaxados produtos como refrigerantes, bebidas alcoólicas e cigarros.

 

Há também regras para tributação de operações imobiliárias e a isenção a nanoempreendedores (com renda bruta anual inferior a R$ 40,5 mil) e motoristas de aplicativos.

 

A Reforma Tributária é, indiscutivelmente, um avanço, pois oferece melhor segurança jurídica às empresas, tem maior previsibilidade, simplifica o pagamento de impostos e aumenta a competitividade. Mas há muitas distorções a serem preenchidas ainda.

 

Um dos aspectos mais discutidos é a definição de uma alíquota geral do novo imposto de 27,8%, resultado de ajustes feitos pela Câmara para reduzir os 28,5% projetados após alterações no Senado. A regulamentação aprovada prevê uma “trava” para impedir que o tributo supere 26,5%, que poderá ser atingido em 2031 quando o governo federal e o Comitê Gestor do IBS vão avaliar a transição do novo sistema tributário.

 

Ainda assim, esse percentual posiciona o Brasil entre os países com maior carga tributária sobre o consumo. Embora tecnicamente justificável para manter a arrecadação em níveis adequados, essa alíquota impõe uma pressão significativa sobre as empresas, especialmente aquelas que dependem de alta competitividade no mercado global.

 

Depois da aprovação do PLP 68/2024, o próximo passo na regulamentação da reforma tributária será a discussão, no Senado Federal, do PLP 108/2024. O texto, que detalha a estrutura e as atribuições do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CG-IBS), já foi aprovado na Câmara dos Deputados em agosto sob a relatoria do deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE).

 

Entre outros pontos, a proposta estabelece que o CG-IBS não terá vinculação, tutela ou subordinação hierárquica a qualquer órgão da administração pública. Também detalha a representatividade dos estados, municípios e do Distrito Federal no comitê e a fiscalização das obrigações relativas ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

 

Em outras palavras, há muito chão pela frente! Que os parlamentares tenham bom senso para não levar as empresas a um ambiente insustentável para se manterem no mercado.

 

* Presidente da Federação Brasileira das Empresas de Facilities (Febraf).

Seis anos de Brumadinho: justiça ignorada e descaso repetido

0

 

Tragédia que tirou a vida de 272 pessoas em 2019 expõe falhas do setor de mineração no Brasil e reforça necessidade de luta por justiça e memória.

No próximo dia 25 de janeiro, o Brasil relembra os seis anos do rompimento da barragem em Brumadinho (MG), a maior tragédia socioambiental da história do país. O colapso interrompeu 272 vidas, destruiu ecossistemas inteiros e expôs as graves falhas de segurança e manutenção do modelo de mineração brasileiro. Apesar do tempo decorrido, a impunidade e o descaso persistem e as famílias das vítimas seguem lutando por justiça.

Impunidade e descaso

Exemplo emblemático do descaso à Justiça é nenhum envolvido ter sido julgado até o momento. Os responsáveis seguem impunes, enquanto as famílias enfrentam a dor da ausência e o descaso institucional.

“Seis anos depois, não há justiça, não há reparação, e o Brasil permanece refém de um modelo de mineração insustentável. Minha filha Camila, meu filho Luiz, minha nora Fernanda e meu neto Lorenzo tiveram suas vidas interrompidas por uma tragédia que podia ter sido evitada. Não se pode esquecer que vidas foram ceifadas por não terem valor diante da busca incessante por produtividade e lucro. É a memória deles e das demais vítimas que nos move a lutar cotidianamente para que nenhuma outra mãe passe pelo que eu e tantas outras estamos passando. Quantas vidas ainda precisarão ser cruelmente perdidas para que algo mude? A morte deles não pode ter sido em vão”, afirma Helena Taliberti, mãe de Camila e Luiz e fundadora do Instituto Camila e Luiz Taliberti.

O Instituto vem recolhendo apoio para o manifesto “Basta de Impunidade: Justiça por Brumadinho”, que já reúne mais de 127 mil assinaturas. O documento, que será apresentado às autoridades, exige celeridade nos processos judiciais e medidas concretas para garantir que tragédias como essa não se repitam.

Atos em memória e por justiça

“Os atos são indispensáveis para honrar a memória das 272 vítimas e fortalecer a luta por justiça. Cada intervenção, depoimento e momento de reflexão reforçam a importância de não deixar essa tragédia ser esquecida e de mobilizar a sociedade para exigir mudanças concretas no setor de mineração no Brasil. Poderia ter acontecido com qualquer um. Meus filhos estavam lá a passeio e morreram”, comenta Helena.
Nos dias 25 e 26 de janeiro, o Instituto Camila e Luiz Taliberti promoverá e participará de uma série de eventos em memória das 272 vítimas:

  • São Paulo (26/01): Na Avenida Paulista, acontecerá um ato público com intervenções artísticas, atividade para as crianças, distribuição de mudas de plantas, depoimentos de familiares e o toque da sirene às 12h28, horário exato do rompimento da barragem. Além da coleta de assinaturas para o Manifesto “Basta de Impunidade: Justiça por Brumadinho”. “É uma oportunidade de trazer a pauta para a cidade de São Paulo que, apesar de estar distante de Brumadinho, é o centro de muitas decisões no país”, explica Helena.
  • Ouro Preto (25/01): O Museu da Inconfidência, que é palco da exposição “Paisagens Mineradas – Marcas no Corpo-Território”, traz uma programação especial com a exibição do documentário “Sociedade de Ferro”, de Eduardo Rajabally e da performance “Pedaços de chãos se movem com as águas”, de Morgana Mafra
  • Brumadinho (25/01): Na Praça das Joias acontece o ato em homenagem às vítimas e será inaugurado o Memorial de Brumadinho, um espaço dedicado à preservação da memória das vítimas e à reflexão sobre a tragédia.

O legado do Instituto Camila e Luiz Taliberti
Desde sua fundação, em 2019, o Instituto tem desempenhado um papel crucial na luta por justiça, memória e prevenção. Além de promover eventos, o Instituto mantém em seu site um acervo robusto de estudos acadêmicos e reportagens produzidas por veículos de imprensa profissional, que documentam a tragédia e suas repercussões até os dias de hoje.
O Instituto também realiza iniciativas culturais como exposições artísticas e mostras de filmes, que evidenciam os impactos sociais, econômicos e ambientais da mineração no Brasil. “Nossa missão é transformar a dor em ações concretas que preservem a memória das vítimas e evitem novas tragédias”, afirma Helena Taliberti.
Sobre o Instituto Camila e Luiz Taliberti
Fundado em 2019, o Instituto Camila e Luiz Taliberti é uma organização sem fins lucrativos criada em homenagem a Camila e Luiz Taliberti, vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho. Com sede em São Paulo, a entidade promove ações de memória, justiça e prevenção de tragédias socioambientais, além de iniciativas culturais e educacionais que buscam conscientizar a sociedade sobre os impactos da mineração no Brasil.