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Indígenas protestam contra lei que inviabiliza educação presencial nas aldeias do Pará

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Cerca de 300 ocupam Secretaria Estadual de Educação em oposição à política que privilegiaria ensino à distância

Por Alan Bordallo | Edição: Giovana Girardi

Uma lei aprovada no fim do ano passado no Pará está gerando intensos protestos de lideranças indígenas de diferentes etnias e regiões do estado. Eles acusam o governo de desmantelar o sistema de educação indígena. Os manifestantes ocupam, desde terça-feira (14), a sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em Belém, pedindo a revogação imediata da Lei 10.820/2024.

A Polícia Militar foi acionada para tentar dispersar os manifestantes, cortou energia e água do prédio, jogou spray de pimenta nos banheiros e impediu a entrada da imprensa, de representantes do Ministério Público Federal (MPF) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas os indígenas continuam no local, depois de forçarem o portão e ocuparem as estruturas da Seduc.

Polícia tenta dispersar protesto indígena na Secretaria de Educação do Pará, mas ocupação persiste

Há cerca de 300 indígenas no local, incluindo caciques das etnias Munduruku, Wai Wai, Tembé, Arapiun e Tupinambá, que afirmam representar os mais de 55 povos indígenas presentes no território paraense.

Depois que eles entraram, o portão foi novamente fechado e ninguém mais conseguiu entrar. As lideranças dizem que só negociam com a governadora em exercício, Hana Ghassan (MDB) – o governador Helder Barbalho (também do MDB) está em viagem ao exterior –, ou com o titular da Seduc, Rossieli Soares, que teriam autonomia para revogar a lei. Ao fim do terceiro dia de protesto, Soares foi à secretaria no fim da tarde de quinta-feira, mas até o fechamento desta reportagem não havia ocorrido diálogo.

“A energia cortaram, a água [cortaram] e jogaram spray de pimenta. Estamos em cárcere privado. Tem criança, tem idoso, tem cacique que vieram de muito longe. E nós não vamos sair daqui, porque não saímos do nosso território para ficar de blá-blá-blá”, disse Alessandra Korap, liderança Munduruku, no primeiro dia de ocupação. Em apoio à demanda indígena, o Sindicato dos Trabalhadores de Educação Pública do Pará (Sintepp) decidiu entrar em greve geral, com início em 23 de janeiro.

Alessandra Korap, liderança Munduruku, fala sobre as condições precárias enfrentadas pelos indígenas

A lei, aprovada em 19 de dezembro, no fim do ano legislativo, em votação fechada – e marcada pela repressão da Polícia Militar, que usou balas de borracha e spray de pimenta contra os professores estaduais – , altera o plano de gratificações do Sistema Modular de Ensino (Some) e de sua versão para os povos indígenas (Somei).

Redução de gratificações inviabiliza ensino presencial; governo quer educação à distância

A medida reduz as gratificações fixas de R$ 7 mil para valores que podem variar entre R$ 1 mil e R$ 7 mil, de acordo com quatro níveis de complexidade que variam de acordo com cada território onde o Some é implementado. A mudança, porém, não foi regulamentada, e os critérios para estabelecer os graus de complexidade e a gratificação correspondente permanecem incertos.

Para os indígenas e sindicalistas, isso, na prática, pode inviabilizar a educação indígena nas aldeias e em locais mais remotos. O recurso é necessário para a logística de viagens dos professores às comunidades indígenas, do campo ou ribeirinhas. É com ele que os professores pagam deslocamento, hospedagem, alimentação, combustível e até confecção de materiais pedagógicos.

Em substituição, o governo do estado já implementa na rede de ensino o Centro de Mídias da Educação Paraense (Cemep), modalidade de ensino à distância que funciona com uma televisão e um modem da empresa Starlink. Cada aula, transmitida a partir da sede da Seduc, em Belém, é acessada simultaneamente por até 80 salas de aula em diferentes municípios do estado. Nesses locais fica apenas um professor mediador, de qualquer disciplina, para reunir dúvidas dos alunos.

Os indígenas argumentam que o sistema é incompatível com várias aldeias, muitas das quais não possuem energia elétrica e dependem de geradores a diesel para necessidades do dia a dia. “Os alunos estão sendo abandonados, os professores também. Aula online não serve pra gente porque muitos alunos não falam português. Isso é violação de direito, é violação da nossa cultura”, disse Alessandra em um vídeo publicado nas redes sociais.

O Some funciona no Pará há mais de 40 anos. Foi concebido para que o ensino médio chegasse às localidades mais remotas do estado, como zonas rurais, ribeirinhas, aldeias indígenas e territórios quilombolas, onde o Executivo estadual tinha dificuldade em manter um professor fixo.

O programa é organizado em módulos de três meses, com os professores visitando comunidades preestabelecidas semanalmente. Cada módulo funciona como um intensivo de uma disciplina, que terá todo o seu conteúdo ministrado durante os três meses. Ao fim de cada módulo, os professores atendem outras comunidades.

A logística dessas viagens normalmente envolve custos altos, motivo pelo qual os professores do Some recebem, além do salário, as gratificações. Mas, apesar de ser um modelo preferido pelas comunidades, a situação também é precária, como observou reportagem da Agência Pública. Como o projeto não possui uma estrutura própria de escolas, os professores usam as salas de aula de escolas municipais de nível fundamental, não raro em péssimas condições de conservação.

Escola moderna vira sauna

No Pará, um dos municípios pioneiros na implementação do Some foi Igarapé-Miri, maior produtor de açaí do estado e do Brasil (em 2022 foi responsável por 21,7% da produção nacional, totalizando 422,7 mil toneladas). Em novembro de 2024, a reportagem da Pública esteve no município para visitar escolas onde o Some funciona.

A primeira parada foi no rio Anapu, na Vila Menino Deus, distante mais de uma hora em lancha rápida da sede do município. Lá as aulas de ensino médio ocorrem na Escola Municipal de Ensino Fundamental Dom Antônio Macedo Costa.

Entregue em 2023, a escola conta com infraestrutura impecável: prédios novos, quadra esportiva, refeitório amplo e centrais de ar condicionado em todas as salas. Porém, a energia elétrica monofásica transformou a escola em um elefante branco, já que a energia fraca não dá conta dos aparelhos. As salas que deveriam ser climatizadas se transformam em saunas. Uma professora, que não quis se identificar, relatou ter presenciado, em duas oportunidades, alunos desmaiarem em sala de aula por causa do calor.

No dia em que a reportagem esteve no local, a maior parte das atividades de aula aconteceu no refeitório, que fica em um pátio amplo e um pouco mais arejado. Pelas condições de aula, porém, o regime de estudo é alterado, com alunos entrando no prédio às 13h e sendo liberados por volta das 15h30 para concluírem as atividades em casa.

O bigode ralo e alguns precoces cabelos brancos contrastam com a aparência jovial do estudante Nilmar Lima Barbosa. Ele tem 19 anos e voltou a estudar em 2024, após um ano afastado da escola (ele já havia passado um ano sem estudar em 2021 por causa da pandemia).

Nilmar, estudante de Igarapé-Miri, enfrenta calor e desafios para estudar

Seus dedos e unhas têm marcas da tinta arroxeada do açaí que coleta durante uma jornada de cinco horas pela manhã, antes de ir para a escola. A atividade é o sustento de sua família, como a de muitas outras da região, e um dos motivos de ter interrompido os estudos.

Ele voltou à escola por incentivo da mãe, mas relata que não tem sido fácil. “Tem que se empenhar muito para aprender. Em sala de aula já é complicado, por causa do calor. A gente passa três horas dentro da sala e já sai lavado [de suor]. Mas é pior estudar em casa com material, por não ter a explicação que o professor passa na sala de aula”, conta.

Mesmo assim, ele não pensa em desistir e tem planos para o futuro. Após concluir o ensino médio, ele sonha em estudar agronomia, para juntar o conhecimento científico ao que adquiriu empiricamente na lida nos açaizais.

Mais próxima do centro da cidade, a Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Bom Jesus I é uma típica edificação ribeirinha: construída toda em madeira sobre um palafita no rio Caji, possui salas de aula sem divisórias completas, o que permite que o som de uma aula seja ouvido por uma ou mais turmas. Como não dispõem de hospedagem, os professores vinculados ao Some costumam utilizar as dependências da escola para a estadia durante as semanas do módulo.

Escola ribeirinha no Pará sofre com alagamentos e falta de estrutura, mas mantém aulas do Some

Por se tratar de uma escola na beira do rio, nos primeiros meses do ano, considerados os de inverno na Amazônia, o local costuma sofrer com alagamentos e aparecimento de cobras e de outros animais silvestres.

“Essa escola já teve sua estrutura inteira reprovada pelo Corpo de Bombeiros, e a prefeitura municipal sabe, mas não tomou providências. É um desafio a gente não surtar diante de tantos obstáculos. Porque é uma odisseia para chegar lá, outra odisseia permanecer. E, por fim, ensinar algo aos alunos. O que sobra de sanidade, a gente guarda para exercer nossa função”, se queixa um professor que já ministrou módulos nessa escola e pediu anonimato.

Mesmo nessas condições, a escola Bom Jesus I está incluída no edital para contratação de professores em cadastro de reserva para inclusão no sistema de educação à distância do Cemep. “A escola não tem nem condições de receber alunos com aula presencial, imagina com Cemep”, provoca o mesmo professor.

No ensino à distância, alunos não conseguem mostrar exercícios

Apesar da resistência da categoria contra a implantação do Cemep, o sistema já vigora em várias escolas do Pará. A reportagem visitou a Escola Emaús, situada na comunidade Novo Paraíso, também em Igarapé-Miri. Composta por um pavilhão com três salas de aula, um banheiro (que dispõe apenas de um vaso sanitário e não tem pia para higiene das mãos), leva em sua fachada a inscrição “Patrimônio da Assembleia de Deus”. Uma das salas de aula está cedida para o funcionamento do Cemep, atendendo o segundo ano do ensino médio.

Durante a visita da reportagem, oito alunos assistiam a uma aula de matemática em uma televisão de 60 polegadas. A transmissão é garantida a partir de um modem da Starlink instalado na escola. O mediador responsável por manter a dinâmica em sala era o professor Roberto de Cássio Viana, que assumiu a função em 30 de setembro e, originalmente, atua nas disciplinas de estudos amazônicos, história e geografia.

“Minha função como mediador é chegar antes do horário, ligar equipamentos, receber os alunos, fazer a chamada e aguardar o momento da aula. Como sou pedagogo, tenho conhecimento básico das áreas”, disse. As aulas vão das 13h30 às 17h.

Com mais de 20 anos de magistério, Viana conta que estava se adaptando ao novo formato, iniciado havia pouco mais de três meses, quando a reportagem esteve no local. Alguns hábitos, porém, fazem falta. “É uma adaptação. A gente chega aqui para dar aula, né? Tem hora que a gente fica meio se segurando, mas não pode intervir, porque a aula é do professor. Eu sou mediador”, explica.

Como mediador, ele é responsável por reunir dúvidas e enviar para o professor de cada disciplina após as aulas e garantir que os alunos não se distraiam com os aparelhos celulares, já que se permite que acessem a mesma rede que transmite as aulas. Segundo o professor, no Cemep, até mesmo as aulas de educação física são transmitidas a partir da sede da Seduc, em Belém.

Durante a aula de matemática, o professor passou aos alunos uma equação e deu um tempo para resolução do problema. Para mostrar os resultados, cada mediador pede a vez na transmissão, e um aluno pode mostrar seu resultado: com os cadernos na mão, eles levam a folha junto à câmera para o professor avaliar se está correto ou não.

Mas com mais de 80 salas de aula conectadas, era inexequível, pelo tempo de aula, que todas as classes tivessem alunos interagindo com o professor responsável pela transmissão. Em pelo menos uma ocasião, foi possível notar que o professor não conseguiu visualizar o resultado demonstrado pela resolução ruim de imagem. Com meia hora de aula, uma tela preta: o sistema caiu e demorou 20 minutos para a reconexão. “Por incrível que pareça, isso não acontece com frequência”, disse, no entanto, o mediador.

Apesar dos problemas do Some, os moradores de Igarapé-Miri ainda preferem o ensino à distância. É o que ficou evidente em uma sessão realizada na Câmara Municipal da cidade para discutir a permanência do sistema nas zonas ribeirinhas do município. A sessão contou com a adesão de pais de alunos e professores do sistema, com direito à fala.

Chamou atenção o depoimento de Soraia Souza, moradora da Vila Boa União desde a infância. Hoje com 50 anos, ela conta ter interrompido os estudos aos 12 anos de idade devido à extinção da escola na localidade. Ela só conseguiu voltar à escola nove anos depois, com a implantação do Some. Foi quando conseguiu concluir os ensinos fundamental e médio. E logo partiu para fazer faculdade de pedagogia.

Hoje diretora da Escola Municipal Neusa Rodrigues, que atende do maternal ao 5º ano, Soraia critica a ideia de substituir o regime presencial por educação à distância nos moldes do Cemep. “A realidade do interior é diferente. Temos muitos problemas de energia, às vezes passamos dois, três dias sem. Quando o tempo começa a fechar, o sinal de internet vai embora. Não acredito que assistir aula pela televisão daria certo aqui”, diz.

Secretaria nega mudanças

Em nota enviada à reportagem, a Seduc negou que o Some será encerrado. “As áreas que já contam com este sistema de ensino continuarão sendo atendidas por ele, no mesmo formato, e a continuidade do programa está garantida, conforme artigo 46 e anexo V, da Lei 10.820, de 19/12/2024. A lei criou uma gratificação de até R$ 7 mil, adicional ao salário inicial do professor pago pelo governo do Pará, que hoje é de R$ 8.289,89, além de mais R$ 1,5 mil de vale-alimentação”, disse a secretaria por meio de nota.

O Sintepp e representantes contestam essa afirmação da Seduc. Em nota publicada em suas redes sociais, o sindicato afirma que o texto da lei condiciona o pagamento da gratificação de acordo com quatro níveis de complexidade, que variam de acordo com cada unidade e têm critérios ainda a serem regulamentados pela Seduc.

Segundo o Sintepp, a nova lei exclui direitos como o pagamento dessas gratificações nas férias de janeiro e julho e em licenças superiores a 30 dias. “Não há regulamentação da lei aprovada. Não sabemos de nada do que iremos receber, pois a portaria de lotação de 2025 não foi divulgada pra nós, nem como será o nível de complexidade das localidades”, afirma um professor que pediu para não ser identificado.

A Seduc disse ainda que “também não é verdade que o ensino médio presencial será substituído por educação à distância”. Na nota, a secretaria disse que não foi feito nenhum pedido oficial de reunião”. Depois da invasão, a Seduc fez um pedido para que as lideranças indicassem uma comissão, o que até o momento não aconteceu”, continuou.

A reportagem questionou ainda de onde partiu a ordem para que a imprensa não acessasse o prédio, mas não obteve resposta.

Em entrevistas a emissoras de televisão, o secretário Rossieli Soares afirmou que o movimento se tornou “político” e que o governo negocia com entidades indígenas. As lideranças da ocupação, porém, negam. “Queremos dizer ao secretário que não existe uma comissão negociando conosco. Se ele diz que há uma negociação, até agora ninguém veio sentar com a gente. Queremos a presença de quem tem autonomia para que possamos sair daqui com uma portaria assinada e publicada no Diário Oficial”, disse o cacique Dada Borari.

Cacique Dada Borari, uma das lideranças do protesto, exige diálogo com o governo sobre a educação indígena

“Estão tentando nos vencer no cansaço. Mal sabem eles que nossos antepassados estão aqui nos dando força. Mal sabem eles que a gente luta há mais de 500 anos e não vamos descansar. Portanto, saiam dos seus gabinetes e venham conversar com o povo”, disse Auricélia Arapiun.

O MPF e o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) movem ação na Justiça Federal para que cada um dos povos e comunidades tradicionais do Pará seja consultado de forma livre, prévia e informada, conforme estabelece a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), antes de qualquer tomada de decisão do Estado.

Até que essa consulta ocorra, o poder público deveria interromper qualquer medida de mudança do formato da educação indígena e deve garantir a manutenção da educação presencial, defendem o MPF e o MPPA na ação.

Fonte: Agência Pública

AMIG apoia veto à isenção do imposto seletivo sobre exportações de minério e defende justiça fiscal para municípios mineradores

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A Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (AMIG) avaliou positivamente o veto do Governo Federal ao dispositivo que desonerava as exportações do Imposto Seletivo (IS), previsto no artigo 413, inciso I, do Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024, parte da reforma tributária. A entidade entende que a decisão melhora o ambiente de justiça fiscal sem comprometer a competitividade do setor mineral brasileiro.

 

Para o presidente da AMIG, Marco Antônio Lage, o veto representa uma decisão de bom senso e justiça econômica. Ele rebate críticas do setor privado da mineração que alegam prejuízo à competitividade com a incidência do imposto sobre exportações. “O governo acertou ao manter a cobrança do IS sobre as exportações. A mineração brasileira é comprovadamente uma das mais competitivas do mundo, e esse veto não afeta a competitividade do setor. As mineradoras têm margens de lucro expressivas e já foram amplamente beneficiadas no passado com a Lei Kandir, que deveria ter sido revista”, afirma.

 

Lage destacou ainda que a maior parte da produção mineral do Brasil é exportada, gerando poucos benefícios para o país e, principalmente, para os municípios diretamente impactados pela atividade. “Cumprimentamos o governo pela decisão. O que já vínhamos criticando é a forma como o Imposto Seletivo será distribuído. Os recursos deveriam ser destinados aos territórios mineradores, que enfrentam diretamente os impactos ambientais e sociais da atividade, e não pulverizados pelo país com base em critérios populacionais”, pontua.

 

O consultor de Relações Institucionais e Desenvolvimento Econômico, Waldir Salvador, disse que a AMIG irá sugerir ao Congresso Nacional, quando for analisar os vetos do presidente, corrija a distorção da distribuição do Imposto Seletivo como está colocado no texto aprovado pelo governo. “Vamos oficiar ao Congresso que a distribuição está errada no que se refere aos recursos minerais. O correto é que a distribuição do IS seja entre os municípios mineradores, que são os grandes impactados pela atividade de mineração”, pontua.

 

Desde o início das discussões sobre a reforma tributária, a AMIG alertava para os riscos que o IS poderia trazer às finanças dos municípios mineradores. Segundo estudos realizados pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a pedido da associação, caso o veto não ocorresse, a atividade mineral poderia sofrer uma queda de até 20,2% na arrecadação tributária. Isso afetaria diretamente a sustentabilidade fiscal dos municípios e a prestação de serviços à população, que dependem da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) como principal fonte de receita.

 

Com 35 anos de atuação, a AMIG representa mais de 80% da produção mineral brasileira e busca um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico, a preservação ambiental e a sustentabilidade fiscal dos municípios mineradores. A entidade segue defendendo uma reforma tributária que valorize a responsabilidade social e ambiental do setor mineral, garantindo que os recursos arrecadados retornem para as comunidades que convivem diariamente com os impactos da mineração.

GDF lamenta morte de policial militar durante salvamento de vítimas de incêndio em Maceió

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Segundo-sargento Adriano Damásio Lopes era lotado no Batalhão de Policiamento de Trânsito e passava férias na capital alagoana quando ajudou a retirar pessoas de hotel em chamas; militar será honrado com promoção post mortem

Por Thaís Miranda, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo

 

O segundo-sargento Adriano Damásio Lopes, da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), morreu na madrugada desta quinta-feira (16) em Maceió (Alagoas) ao salvar vítimas de um incêndio no hotel onde estava hospedado com a família. De férias, o policial de 44 anos agiu antes da chegada do Corpo de Bombeiros do estado para resgatar e direcionar as pessoas que estavam no estabelecimento. Ele foi encontrado inconsciente em um dos quartos; chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Adriano será honrado com uma promoção post mortem e se tornará primeiro-sargento da corporação.

Adriano ingressou na PMDF em 2003 e era lotado no Batalhão de Policiamento de Trânsito | Foto: Divulgação

O governador Ibaneis Rocha lamentou a perda e reconheceu o ato de coragem do policial: “Adriano agiu com destemor e heroísmo, honrando a instituição a qual pertencia e deixando um legado de humanidade que será eternamente lembrado. Determinei à Secretaria de Segurança Pública para adotar as providências para o traslado do corpo e que todo o apoio necessário seja oferecido à sua família neste momento tão difícil. Enviamos nossas sinceras condolências aos familiares e amigos, e exaltamos o gesto heroico de Adriano, que receberá todas as homenagens merecidas por seu ato de bravura e altruísmo”.

 

Adriano estava acompanhado da esposa, da filha de 10 anos, da sogra e de um casal de amigos. Todos foram resgatados e passam bem. Segundo a comandante da PMDF, coronel Ana Paula Barros Habka, o policial era reconhecido pelo profissionalismo e heroísmo. “Ele foi um excelente policial, teve um gesto heroico e de exemplo de coragem, dedicação e amor ao próximo. Tudo isso ele fez durante a carreira na corporação do DF. Ele merece todas as honras, inclusive a de promoção post mortem. Abriremos um processo para que ele seja promovido de segundo-sargento a primeiro-sargento pelo ato que teve nesse acidente”, afirmou a comandante.

O corpo do policial será encaminhado para Brasília com o apoio do Governo do Distrito Federal, por meio da aeronave da PMDF, que também presta assistência aos familiares do militar. Adriano ingressou na corporação em 2003 e era lotado no Batalhão de Policiamento de Trânsito.

Nota da Comunidade destrói fake news de blogueira contra Nikolas, Gayer e Flávio

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As Notas da Comunidade estão entendendo mais de direito do que a própria AGU. Mas, quando o Facebook adotou Notas da Comunidade, a imprensa traduziu isso como “acabar com a checagem de fatos”. Tão é checando mais que a própria imprensa esquerdista que, diga-se de passagem, adora o descondenado que paga muito bem.

Veja esse caso, onde a blogueira esquerdista  Bela Megale fez uma postagem fake news dizendo que bolsonaristas minaram a confiança no Pix. Imediatamente foi repreendida pela Nota da Comunidade. confira:

“AGU estuda ação contra Nikolas, Gayer e Flávio Bolsonaro por minar confianca no Pix. O foco é responsabilizar os parlamentares pelo prejuízo causado à economia popular devido às fake news e manipulações de narrativas sobre o Pix”, afirma Bela Magale no O Globo.

Segundo a legislação, a AGU não possui competências investigativas sobre a sociedade ou crimes. As investigações criminais são de responsabilidade de órgãos como Polícia Federal e o Ministério Público. A AGU atua exclusivamente na defesa dos interesses da União em processos jurídicos, afirma Notas da Comunidade. 

Quem é mesmo que tem produzido fake news a rodo para tentar blindar o desgoverno corrupto, ineficiente e antidemocrático lulista? Entende agora porque os comunas querem censurar as redes sociais?

 

Fonte: donnysilva.com.br

Lideranças do IgesDF participam de palestra sobre gestão de conflitos

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Coordenador do Compliance, Eduardo Corrêa, destaca importância de mediar e solucionar conflitos na área da saúde
Por Pollyana Cabral
O 4º encontro da 2ª turma do Programa de Desenvolvimento de Lideranças (PDL) reuniu líderes de diversas unidades do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) no Sebraelab, na última quarta-feira (15). A palestra, conduzida pelo coordenador de Compliance e Governança do IgesDF, Eduardo Corrêa, abordou o tema Gestão de Conflitos e foi marcada pela troca de conhecimentos e experiências sobre os desafios enfrentados pelos gestores no ambiente da saúde.
Com ampla experiência em mediação de conflitos, gestão hospitalar e compliance, Eduardo destacou que os conflitos, podem ser administrados para fortalecer os relacionamentos e melhorar o clima organizacional. “A gestão de conflitos na área da saúde é essencial para mediar, minimizar e solucionar situações visando a harmonia no ambiente de trabalho e a eficiência na prestação de serviços. Líderes passam, em média, 20% do seu tempo lidando com conflitos. Por isso, identificar e resolver essas situações na fase inicial é fundamental para evitar complicações futuras”, afirmou o palestrante.
Corrêa também abordou os conflitos mais frequentes no setor da saúde, como divergências sobre condutas médicas, sobrecargas de trabalho e relacionamentos com pacientes e fornecedores. Ele apresentou técnicas de prevenção, resolução e a importância de criar um ambiente onde as regras disciplinares sejam claras e respeitadas. “Podemos trabalhar com leveza, sem cruzar barreiras estabelecidas. Escutar é uma ferramenta essencial na gestão de conflitos,” ressaltou.
A gerente corporativa de Desenvolvimento Humano do IgesDF, Nildete Dias, destacou o papel transformador da capacitação no desenvolvimento das lideranças. “Esperamos trazer ainda mais conhecimento aos nossos gestores, para que possamos entregar uma gestão de alto desempenho. O conflito quando resolvido de forma eficaz e construtiva, pode minimizar impactos negativos trazendo um ambiente de trabalho eficiente e respeitoso, e ainda, oportuniza aprendizado e crescimento para toda a equipe,” enfatizou.
O encontro também foi uma oportunidade para reforçar a diferença entre os papéis de gestores e líderes no contexto organizacional.
Ao final, os participantes compartilharam suas percepções e desafios, enriquecendo ainda mais o aprendizado. O PDL segue como uma importante iniciativa do IgesDF para capacitar gestores, aprimorar a cultura organizacional e fortalecer o atendimento aos pacientes.

Porto Alegre instala novos totens de segurança com tecnologia para prevenção de enchentes

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Iniciativa faz parte do protocolo de mitigação de desastres naturais do Escritório de Reconstrução e Adaptação Climática da capital gaúcha

Um ano após a instalação dos primeiros totens de segurança, Porto Alegre recebeu ontem (15/01), outras 10 unidades de módulos da Helper Tecnologia, em parceria com a Defesa Civil, que contam com novas funcionalidades para reforçar a prevenção e o controle de enchentes na cidade. Instalados em pontos estratégicos, esses novos equipamentos contam com sensores digitais e réguas para medir o nível de água em arroios e rios.

A iniciativa, que surge em resposta às enchentes que afetaram a capital em maio deste ano, faz parte do plano de monitoramento climático e do protocolo de mitigação de desastres naturais do Escritório de Reconstrução e Adaptação Climática de Porto Alegre. Os totens acompanham dados climáticos essenciais, como índice de chuva por sensores ópticos, velocidade e direção do vento, umidade, qualidade do ar e radiação solar. Além disso, mantêm as mesmas funcionalidades dos já instalados, como alto-falantes para alertas em áudio ou sirenes, sinalização luminosa, microfones e tecnologias para captar dados em tempo real, incluindo captura de imagens simultâneas em 360°.

Os novos pontos de instalação abrangem as regiões da Ilha dos Marinheiros, Ilha da Pintada e os arroios Passo das Pedras, Sarandi, Moinho e Guarujá, além dos bairros Humaitá, Lomba do Pinheiro e Lami. Quatro desses equipamentos — localizados nos bairros Lami, Guarujá, Ilha da Pintada e na barragem Lomba do Sabão (Lomba do Pinheiro) — estão equipados com sensores fluviométricos para medir o nível de água nos cursos d’água. Os equipamentos também possuem detectores de vibração e impacto para identificar possíveis infiltrações de terra e estão conectados a um canal de comunicação direta com a Defesa Civil.

Além dos totens, foram instaladas réguas de medição de nível de água em diversos arroios, como Feijó, Passo das Pedras e Santo Agostinho, na zona norte; arroio do Salso, na zona sul; e Dilúvio e Moinho, na região do Partenon. O Rio Jacuí, próximo à Ilha Grande dos Marinheiros, agora também conta com essa tecnologia de observação contínua. “A expansão e atualização dos totens representam um avanço no combate e prevenção de enchentes, garantindo mais segurança e agilidade nas respostas emergenciais para a população de Porto Alegre”, analisa Edison Endo, diretor da Helper Tecnologia, empresa responsável pelo desenvolvimento dos equipamentos.

Segurança na capital

Em funcionamento desde dezembro de 2023, os totens de segurança de Porto Alegre estão instalados em locais estratégicos, como a avenida Alberto Bins; avenida Osvaldo Aranha (próximo ao Araújo Vianna); avenida Salgado Filho; Trechos 1 e 3 da orla; Pop Center; Praça da Matriz; Praça XV; Estação Rodoviária e Viaduto Otávio Rocha. Patenteados pela Helper Tecnologia, esses totens têm uma presença imponente, com quatro metros de altura, e oferecem diversas funcionalidades que aumentam a sensação de segurança da população.

Cada totem possui um botão de emergência e comunicador bidirecional, permitindo contato direto com as centrais de controle e equipes de segurança. Além disso, contam com um sistema de giroflex, semelhante ao das viaturas policiais, e alto-falantes de alta potência para transmissão de alertas e mensagens automáticas de conscientização. “Os totens instalados, tanto na capital gaúcha quanto em outros 12 estados do Brasil, são ferramentas essenciais para a prevenção de crimes e resposta rápida a ocorrências, além de possibilitar a comunicação educativa com a população. Com essas novas funcionalidades, a cidade ganha ainda mais segurança, incluindo alertas de clima”, afirma Edison.

Sobre a Helper Tecnologia

A Helper Tecnologia é uma empresa que desenvolve e aplica tecnologia avançada para a segurança e monitoramento das cidades brasileiras. Conta com a visão inovadora de um time de executivos com grande experiência nas áreas de segurança e projetos voltados ao setor público. 

Responsável pela criação e pela patente dos Totens de Segurança que oferecem recursos como: formato imponente e robusto à prova de vandalismo, sistema de giroflex – que remetem às viaturas policiais -, botão de emergência, comunicador bidirecional de alta potência, que enviam alertas à população, mensagens automáticas de áudio e monitoramento por câmeras 360°. A empresa está alinhada às tendências de cidades inteligentes e conectadas, usando os benefícios da digitalização para oferecer serviços eficientes e, com isso, melhorar a segurança e a qualidade de vida das pessoas.

 

Como as Finanças Podem Afetar a Convivência de Casal

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As finanças são, sem dúvida, uma das questões mais sensíveis e complexas dentro de um relacionamento. Embora muitas vezes não seja um tópico abordado com frequência no início de um namoro ou casamento, o impacto das finanças na convivência de casal é inegável. A maneira como o dinheiro é administrado, as prioridades financeiras e os valores relacionados ao consumo e à poupança podem influenciar diretamente a qualidade do relacionamento e até mesmo determinar a longevidade de um relacionamento. A seguir, exploramos como as finanças podem afetar a convivência de casal, discutindo tanto os desafios quanto as possíveis soluções para uma convivência mais harmoniosa.

Desafios financeiros no relacionamento

Conflitos sobre prioridades e valores

Cada pessoa traz consigo uma bagagem de valores e experiências financeiras que influenciam sua forma de lidar com o dinheiro. Para alguns, poupar para o futuro é uma prioridade, enquanto para outros, viver o presente e desfrutar de bens materiais pode ser mais importante. Esses valores podem gerar conflitos dentro do relacionamento, especialmente quando os casais não discutem abertamente suas expectativas financeiras antes de se comprometerem.

Diferenças nos hábitos financeiros

Se um dos parceiros tem hábitos financeiros impulsivos, como gastar impulsivamente em roupas, viagens ou entretenimento, e o outro é mais econômico e focado em economizar, isso pode causar tensões. Quando o dinheiro é administrado de forma desigual ou sem uma estratégia comum, a diferença nos hábitos financeiros pode gerar frustração, ressentimento e discussões sobre o que é considerado “necessário” ou “desnecessário”.

Endividamento e pressões financeiras

O endividamento é um dos maiores desafios que um casal pode enfrentar. Quando um ou ambos os parceiros enfrentam dificuldades financeiras, seja devido a dívidas acumuladas, desemprego ou outros problemas econômicos, o estresse gerado pode afetar profundamente a convivência. A falta de recursos pode levar a discussões sobre como cortar gastos, o que priorizar e até mesmo como lidar com a vergonha ou culpa associada à situação financeira.

Desigualdade de rendimentos

Quando um dos parceiros ganha significativamente mais do que o outro, isso pode gerar desconforto e insegurança. A diferença nos rendimentos pode levar a uma dinâmica de poder desigual no relacionamento, onde o parceiro com maior poder aquisitivo pode sentir que tem mais controle sobre as decisões financeiras. Essa desigualdade também pode resultar em sentimentos de inadequação, ressentimento ou até mesmo ciúmes.

Planejamento futuro e expectativas

Outro ponto crítico é o planejamento financeiro a longo prazo. Casais que têm objetivos de vida diferentes, como a compra de uma casa, a realização de viagens ou a criação de filhos, podem ter expectativas conflitantes em relação ao futuro financeiro. Quando as expectativas de futuro financeiro não são alinhadas, a convivência pode se tornar ainda mais desafiadora, pois a falta de um plano comum pode criar desconfiança ou insegurança.

Como lidar com as finanças no relacionamento

Apesar dos desafios, é possível superar os obstáculos financeiros e manter um relacionamento saudável e equilibrado. Aqui estão algumas estratégias que podem ajudar os casais a lidar melhor com o dinheiro:

Comunicação aberta sobre finanças
Uma das chaves para resolver conflitos financeiros é a comunicação. Os casais devem ser capazes de discutir abertamente suas preocupações financeiras, sem julgamentos. Falar sobre suas expectativas, hábitos e objetivos financeiros pode evitar mal-entendidos e ajudar a estabelecer um consenso sobre como administrar o dinheiro juntos.

Estabelecimento de metas financeiras comuns
É essencial que o casal defina metas financeiras claras e que ambas as partes estejam comprometidas com o mesmo objetivo. Seja economizar para uma viagem, quitar dívidas ou adquirir uma casa, ter metas financeiras compartilhadas pode unir o casal em torno de um propósito comum e fortalecer o relacionamento.

Planejamento e organização
Ter um orçamento doméstico organizado pode ajudar a evitar surpresas financeiras. Casais que se dedicam ao planejamento financeiro, controlando seus gastos e economizando para objetivos específicos, tendem a lidar melhor com os desafios financeiros. Dividir as responsabilidades financeiras, como o pagamento de contas e a gestão do orçamento, também pode ser uma boa prática para garantir que ambos estejam envolvidos no processo de gestão do dinheiro.

Buscar soluções para endividamento
Quando as dívidas são um problema, é importante que o casal busque soluções juntos. Isso pode incluir a renegociação de dívidas, a criação de um plano de pagamento conjunto ou até mesmo procurar ajuda profissional de um consultor financeiro. A chave é trabalhar em equipe para encontrar soluções e não deixar que o problema financeiro se transforme em um ponto de divisão no relacionamento com meu patrocinio.

Ter um fundo de emergência
Ter uma reserva financeira para emergências é fundamental para evitar que imprevistos financeiros afetem o relacionamento de maneira drástica. Casais que têm um fundo de emergência geralmente enfrentam situações inesperadas com mais tranquilidade, pois não precisam recorrer a empréstimos ou cartões de crédito.

Conclusão

As finanças podem, sem dúvida, afetar profundamente a convivência de casal, mas com uma comunicação aberta, uma gestão financeira eficiente e o respeito mútuo pelas diferenças, é possível construir uma vida financeira estável e harmoniosa. A chave está em ver as finanças como uma parte da parceria e não como um campo de batalha, lembrando sempre que a relação deve ser construída com base no apoio, compreensão e colaboração.

Lexum sai em defesa de Nikolas Ferreira

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NOTA DE REPÚDIO

A Lexum manifesta seu mais veemente repúdio às ações do Grupo Prerrogativas contra o deputado federal Nikolas Ferreira. A tentativa de acionar o parlamentar no MPF, no Conselho de Ética da Câmara e articular pedido de cassação de mandato é uma clara ameaça à liberdade de expressão e ao debate público legítimo!

A liberdade é um pilar essencial de uma sociedade livre e democrática. Representantes eleitos pelo povo possuem imunidade parlamentar, protegendo o debate e prevenindo abusos de poder. O uso de instrumentos jurídicos para intimidar opositores atenta contra o pluralismo político e a democracia!

O Constitucionalismo Republicano, defendido pela Lexum, afirma que o Judiciário deve interpretar a lei conforme seu texto e princípios, sem distorções ideológicas. O ativismo judicial e o uso indevido de mecanismos legais para perseguir adversários políticos corroem a estrutura institucional necessária.

Ativismo destrói a estrutura para tratar da conjuntura.

Rejeitamos qualquer tentativa de transformar divergências políticas em perseguições judiciais. A democracia exige respeito às opiniões contrárias e espaço para o debate público sem intimidações!

A Lexum permanecerá firme na defesa da liberdade, do Estado de Direito e dos princípios constitucionais que sustentam a República!

Lexum
Pela Liberdade, pelo Direito, pela República.

 

FIEMG alerta que pontos da reforma tributária podem levar à judicialização

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Entidade também reforça necessidade de regulamentação fiel do texto sancionado, para evitar distorções por decretos, prática corriqueira no Brasil

 

Apesar da aprovação da reforma tributária ser considerada uma vitória, a lei promulgada nesta quinta-feira (16) pelo presidente Luiz Inácio da Silva apresenta pontos que podem levar à judicialização, de acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG).

 

O primeiro aspecto preocupante é a limitação do direito de crédito para bens usados na atividade produtiva, como veículos, computadores e serviços de telecomunicações fornecidos aos funcionários, o que, segundo a FIEMG, compromete a operação das empresas e gera cumulatividade residual.

 

O segundo ponto é o desvirtuamento do Imposto Seletivo, que, embora idealizado para desestimular práticas prejudiciais, adota um caráter arrecadatório no texto, impactando negativamente setores estratégicos como o de minério e veículos.

 

A FIEMG também entende que a vinculação do crédito de IBS/CBS ao pagamento efetivo do tributo transfere o ônus da fiscalização ao adquirente, dificultando o fluxo de caixa das empresas. Para a entidade, a exigência de uso de créditos em até cinco anos ainda afronta princípios constitucionais.

 

“A FIEMG reforça a necessidade de regulamentação rigorosa e fiel do texto sancionado, para evitar distorções via decretos que possam comprometer a segurança jurídica e a competitividade da indústria nacional. No Brasil, infelizmente, é corriqueira a criação de decretos que extrapolam o que a lei determina, prática que leva o contribuinte a recorrer ao Judiciário com frequência”, alerta Flávio Roscoe, presidente da Federação.

 

Outro problema apontado que pode levar à judicialização é a ampliação dos privilégios da Zona Franca de Manaus, que a FIEMG entende ter sido além do necessário para manter o regime diferenciado e ainda cria uma concorrência desleal com empresas de outras regiões, prejudicando o desenvolvimento industrial em outros estados. Por fim, a entidade acredita que reinclusão das bebidas açucaradas no imposto seletivo afeta negativamente pequenas indústrias regionais, comprometendo empregos e a competitividade do setor.

 

Apesar dos pontos que geram preocupação, Roscoe destaca a importância da reforma tributária para a indústria. “O texto sancionado trouxe avanços importantes defendidos pela FIEMG desde o início das discussões. A manutenção da trava de alíquota de 26,5% é um ganho essencial para evitar o aumento da já elevada carga tributária, proporcionando maior previsibilidade para as empresas. Outro ponto positivo foi a reinclusão de critérios que permitem a graduação da alíquota do Imposto Seletivo com base na realização de etapas fabris no Brasil, preservando a competitividade da indústria nacional diante da concorrência internacional”, lembra.

 

A FIEMG ressalta também que, paralelamente à regulamentação que ocorrerá ao longo deste ano, segue tramitando o PLP 108/2024, que trata de importantes aspectos da reforma. “Esse projeto segue sendo acompanhado pela Federação, que vê com muita preocupação a possibilidade de uma fiscalização compartilhada entre os entes federais e ainda a mitigação de direitos caros aos contribuintes no que tange ao contencioso administrativo”,

Saúde Mental nas escolas: Vereador Pedro Matos propõe programa “Fortaleza Cuida da Mente”

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Vereador Pedro Matos

 

CEARÁ – O vereador de Fortaleza, Pedro Matos (Avante) apresentou o Projeto de Lei Ordinária (PLO) 13/2025, que institui o programa “Fortaleza Cuida da Mente”. A iniciativa tem como objetivo promover a saúde mental de estudantes da rede municipal de ensino, abordando a questão de forma preventiva e acolhedora dentro do ambiente escolar.

 

O programa prevê ações como a capacitação de professores e servidores para identificar sinais de sofrimento emocional, a inclusão de psicólogos e assistentes sociais nas escolas, a realização de oficinas e palestras sobre saúde mental para alunos e familiares, e a criação de espaços específicos de acolhimento e escuta ativa nas unidades escolares.

 

Pedro Matos destacou a urgência de iniciativas que enfrentem o crescimento de transtornos mentais entre jovens. “A saúde mental é essencial para que as crianças e adolescentes tenham um aprendizado pleno e uma vida escolar saudável. O ‘Fortaleza Cuida da Mente’ é um marco para consolidarmos o cuidado com a saúde emocional como parte integrante da educação pública em nossa cidade”, afirmou o parlamentar.

 

O PLO 13/2025 também busca integrar esforços entre as Secretarias Municipais de Educação (SME) e Saúde (SMS), além de estabelecer parcerias com instituições especializadas. “Essa articulação é fundamental para garantir que os profissionais e recursos necessários estejam disponíveis para atender às demandas das escolas”, acrescentou Pedro Matos.

 

A proposta será avaliada pela Câmara Municipal de Fortaleza e, se aprovada, poderá posicionar a capital como referência em políticas públicas voltadas à saúde mental no ambiente escolar.