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Inteligência Artificial Generativa e o Direito do Consumidor: Avanços e Desafios

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Andrea Mottola*

Nos últimos anos, a inteligência artificial generativa (IAG) tem revolucionado diversos setores, proporcionando inovações impressionantes em criação de conteúdo, personalização de experiências e automação de processos. No entanto, no contexto do Direito do Consumidor, essa tecnologia também representa desafios significativos, especialmente no que tange à proteção contra fraudes e manipulações.

A capacidade da inteligência artificial generativa de criar textos, imagens, áudios e vídeos com alto grau de realismo traz à tona riscos concretos para os consumidores. Um dos principais perigos é o uso de deepfakes em contextos fraudulentos. Empresas e indivíduos mal-intencionados podem criar vídeos falsos utilizando a imagem e voz de pessoas famosas para promover produtos ou serviços inexistentes, enganando consumidores e comprometendo sua segurança econômica, como temos visto corriqueiramente. Muitos inclusive tem acionado judicialmente as plataformas onde estes vídeos foram divulgados solicitando a sua remoção.

Além disso, é preocupante a utilização de chatbots baseados em IAG para simular interações humanas de suporte ao cliente. Esses sistemas podem ser explorados para coletar dados pessoais sensíveis ou induzir consumidores a contratações enganosas, violando o direito à informação clara e adequada garantido pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Os casos de fraudes envolvendo inteligência artificial estão em rápido crescimento. Recentemente, relatos de pessoas que sofreram golpes por meio de ligações simuladas, onde suas próprias vozes foram replicadas por IA, demonstram o alcance e o potencial lesivo dessa tecnologia. Além disso, os deepfakes têm sido utilizados para disseminar campanhas publicitárias enganosas, induzindo consumidores a realizar transações prejudiciais.

As implicações dessas fraudes são amplas. Além de danos financeiros imediatos, como perdas monetárias em compras fraudulentas, o consumidor pode sofrer danos psicológicos, como ansiedade e desconfiança generalizada. Por outro lado, as empresas que têm sua imagem indevidamente associada a esses golpes também sofrem, uma vez que a reputação corporativa é significativamente prejudicada.

Regulamentar o uso de tecnologias emergentes como a IAG exige uma abordagem multidisciplinar. A legislação existente no âmbito do Direito do Consumidor deve ser revista para abarcar novos conceitos, como “autenticidade digital” e “responsabilidade por conteúdo gerado por IA”. Além disso, a fiscalização precisa ser fortalecida, com órgãos de proteção ao consumidor capacitados a lidar com tecnologias de alta complexidade.

Por outro lado, o desafio se estende ao campo internacional. Em um mundo globalizado, conteúdos fraudulentos podem ser criados em um país e disseminados em outro, dificultando a aplicação de leis locais. Assim, a cooperação entre nações torna-se essencial para combater o uso mal-intencionado da IAG.

Diante desse cenário, é imperativo que se adotem medidas legais, tecnológicas e educacionais para proteger os consumidores:

  1. Legislação Atualizada: A atualização do ordenamento jurídico é essencial para regulamentar o uso de IAG. É necessário criar normas que responsabilizem civil e criminalmente aqueles que utilizam a tecnologia para fraudes e violações dos direitos do consumidor. Atualmente, temos o Marco Regulatório da IA tramitando no Congresso. É premente que esta legislação avance o mais rápido possível haja vista o emprego cada vez maior da IA no dia a dia.
  2. Verificação de Autenticidade: Empresas e plataformas digitais devem implementar mecanismos de verificação de autenticidade para conteúdos gerados por IAG, de modo a evitar a disseminação de deepfakes e publicidade enganosa. Ferramentas de “marca d’água digital” ou assinaturas criptográficas podem ser implementadas para identificar conteúdo autêntico.
  3. Educação Digital: Consumidores precisam ser educados sobre os riscos associados à IAG e orientados sobre como identificar conteúdos fraudulentos. Campanhas de conscientização podem ser promovidas por órgãos de defesa do consumidor e entidades governamentais. Essa educação deve incluir o reconhecimento de deepfakes e dicas práticas sobre como verificar a credibilidade de informações online.
  4. Incentivo à Transparência: As empresas que utilizam IAG devem ser obrigadas a informar claramente o uso dessa tecnologia em suas interações com consumidores, promovendo maior transparência e confiança. Essa informação deve ser acessível e de fácil compreensão, atendendo ao princípio da boa-fé.
  5. Colaboração Internacional: Dada a natureza transnacional da IAG, a colaboração entre países é essencial para estabelecer padrões globais de regulação e compartilhamento de informações sobre ameaças emergentes. Organizações internacionais podem desempenhar um papel importante na harmonização de diretrizes e boas práticas, como a ONU já vem propondo.
  6. Incentivo à Inovação Responsável: Políticas públicas devem promover o desenvolvimento de soluções tecnológicas que combatam fraudes baseadas em IAG. Iniciativas de pesquisa e desenvolvimento para aprimorar sistemas de detecção de deepfakes e aplicações de IA para segurança digital são fundamentais.

A inteligência artificial generativa representa uma oportunidade significativa para avanços tecnológicos, mas também exige uma abordagem cuidadosa para proteger os consumidores contra seus potenciais abusos. Por meio de uma legislação robusta, tecnologias de verificação, educação digital e cooperação internacional, será possível mitigar os riscos e garantir um mercado mais seguro e justo para todos. Nesse sentido, é essencial equilibrar o incentivo à inovação com a proteção dos direitos fundamentais dos consumidores, assegurando que os avanços tecnológicos sejam utilizados de maneira ética e responsável.

 

 

*Andrea Motolla é advogada, com especialização em direito empresarial, em processo civil e direito do Consumidor

 

Aluno da escola Sigma alcança nota máxima em matemática no Enem 2024

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Com dedicação e preparo, o estudante Pedro Henrique se destaca com nota máxima em matemática e excelente desempenho na redação do vestibular

Para muitos, a matemática é o grande desafio do ensino médio, mas Pedro Henrique Räder Cavalcante, aluno do Colégio Sigma Asa Norte, conseguiu superar essa dificuldade e gabaritou a prova, alcançando a nota máxima de 961,9 em matemática no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024. Além disso, Pedro também obteve uma pontuação impressionante de 940 na redação.

A jornada de preparação de Pedro começou em 2023, quando ele ainda estava no segundo ano e decidiu se submeter ao Enem pela primeira vez. “Na época, corri para fechar os conteúdos do terceiro ano antes da prova, então comecei o terceirão em 2024 com uma boa base, principalmente em exatas”, relata o estudante. Ele focou na resolução e correção de questões, especialmente nas áreas onde encontrou mais dificuldades, utilizando cada erro como uma oportunidade de aprendizagem.

A escola Sigma desempenhou um papel crucial no sucesso de Pedro, oferecendo uma estrutura de ensino focada em resultados. “As aulas de matemática no Sigma foram essenciais, especialmente porque havia um horário destinado exclusivamente à matemática do Enem, onde, além de resolver questões, aprendemos dicas e macetes importantes para a prova”, explica. A instituição também oferece uma eletiva de fundamentos de cálculo, que consolida os conhecimentos de álgebra do aluno e facilita a resolução de questões mais complexas.

O diretor geral do Sigma em Brasília, Marcelo Tavares, celebrou o desempenho de Pedro Henrique, destacando seu comprometimento e esforço. “O resultado de Pedro é um reflexo da dedicação pessoal e do suporte oferecido pela nossa instituição. Ele é um exemplo de como o preparo adequado e o apoio acadêmico podem levar a conquistas extraordinárias”, comentou.

Cadê o “P” que estava aqui? O sumiço do “Partido” na política brasileira

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Como os partidos brasileiros estão repaginando seus nomes para fugir do estigma da burocracia e se conectar com o eleitorado.

Por Elias Tavares

Nos últimos anos, uma tendência tem se destacado no cenário político brasileiro: o desaparecimento da palavra “partido” dos nomes das legendas. Podemos, Avante, Cidadania e Republicanos são exemplos emblemáticos dessa estratégia que reflete uma tentativa clara de reposicionamento. Sob o ponto de vista do marketing político, essa decisão não é meramente semântica; trata-se de uma mudança calculada para conectar-se com um eleitorado cada vez mais desiludido com as instituições tradicionais.

O termo “partido”, associado à burocracia e à rigidez institucional, carrega consigo o peso de crises políticas, escândalos e uma percepção generalizada de distanciamento das necessidades reais da população. Ao abandonar o “P”, muitas legendas tentam se apresentar como algo mais dinâmico, moderno e acessível. A mensagem implícita é clara: não somos mais “partidos”, mas sim movimentos, espaços de conexão e representação direta.

Alguns exemplos reforçam essa tendência. O Partido Trabalhista Nacional decidiu se tornar Podemos, adotando uma marca mais moderna e inspirada em movimentos internacionais. O Partido Trabalhista do Brasil passou a ser chamado Avante, buscando transmitir dinamismo e proximidade com o cidadão. Outro caso significativo foi o do Partido Popular Socialista, que agora atende por Cidadania, enfatizando valores mais amplos e menos associados à tradicional política de massas. Já o Partido Republicano Brasileiro adotou o nome Republicanos, reforçando um tom mais institucional e distante de conotações partidárias clássicas.

Além desses, o Partido Progressista optou por ser chamado Progressistas, enquanto o Partido Social Democrata Cristão (PSDC) adotou o nome Democracia Cristã. Essas mudanças reforçam a tentativa de adaptação das legendas à nova dinâmica do eleitorado, cada vez mais avesso às estruturas tradicionais.

No entanto, essa tendência não se limita aos partidos já consolidados. Entre os novos partidos que tentam obter registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a maior parte também evita o uso do “P” em seus nomes. Apesar de ainda não haver dados conclusivos, a percepção inicial indica que a maioria das legendas em formação, como o Movimento Consciência Brasil, Ordem e Educa Brasil, busca transmitir valores específicos e ligados a causas diretas, contrastando com os nomes genéricos do passado.

Entretanto, é essencial não nos limitarmos à superfície dessa questão. Mais do que uma questão de nomes, essa mudança deve ser analisada à luz de um contexto político que exige cada vez mais transparência e compromisso efetivo com a democracia. O rebranding dos partidos é um reflexo de como a política busca se adaptar às demandas de um novo tempo. Mas ele também deve vir acompanhado de mudanças estruturais e programáticas que justifiquem essa nova identidade.

No fim das contas, o sumiço do “P” é um símbolo dos desafios enfrentados pelas instituições políticas em um cenário de mudanças. Resta saber se essa reforma é apenas estética ou se representa o começo de uma transformação mais profunda na relação entre as legendas e a sociedade. Como cientista político, fico com a provocação: mudar o nome é fácil, mas mudar a prática é o verdadeiro desafio.

Turnover nas empresas: passo a passo para resolver o problema

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Saiba o que é turnover e descubra ações eficazes para evitar esse problema nas empresas

A alta rotatividade de funcionários, mais conhecida como turnover, é um desafio que afeta empresas de todos os tamanhos e setores no Brasil.

Esse fenômeno representa a saída frequente de colaboradores e pode fazer com que o desempenho e a estabilidade organizacional sejam prejudicados.

Entender as causas e consequências do turnover é o primeiro passo para evitar prejuízos e encontrar soluções que mantenham os melhores talentos na empresa. Mas como, na prática, resolver o problema? Confira abaixo!

O que é turnover e por que é um problema?

O termo é definido pela taxa de substituição de funcionários em uma empresa durante um período.

Ele engloba tanto as saídas voluntárias, como quando o colaborador decide deixar a organização por vontade própria, quanto às saídas involuntárias, quando ocorrem demissões pela empresa.

O turnover é um desafio porque, além dos custos diretos relacionados à contratação e treinamento de novos colaboradores, ele também implica em perda de produtividade, conhecimento acumulado e, muitas vezes, afeta as equipes que permanecem.

Uma empresa com rotatividade alta pode enfrentar dificuldades para se manter competitiva no mercado e também para manter a produtividade e seus processos bem definidos.

Impactos que são péssimos para qualquer empresa

Os efeitos do turnover, além da substituição de funcionários, possuem um alto impacto financeiro.

De acordo com estudos da área de gestão de pessoas, o custo de reposição de um colaborador pode variar de 50% a 200% do seu salário anual, dependendo do nível hierárquico e das especificidades do cargo.

Outro problema bastante comum é o desânimo e a apreensão dos colaboradores. Quando as pessoas do time percebem que a rotatividade é alta, a sensação de insegurança aumenta, levando à desmotivação.

Outro fator preocupante é o impacto na imagem da empresa no mercado, uma vez que organizações com altas entradas a tendem a ser menos atrativas aos talentos.

Causas comuns do turnover

Entender as causas que levam à alta rotatividade de funcionários é importante para que se possa solucionar o problema. As razões podem variar de acordo com o tipo de empresa, mas algumas questões aparecem com frequência.

Veja abaixo as causas mais comuns do turnover nas empresas e o motivo para isso acontecer.

Ambiente de trabalho tóxico

Um ambiente de trabalho tóxico ou hostil pode ser um dos principais responsáveis pelo turnover.

Situações como a falta de respeito entre colegas, assédio moral, excesso de cobranças ou a ausência de um clima colaborativo acabam afastando os funcionários mais talentosos.

Quando os colaboradores sentem que não podem confiar em seus líderes ou colegas, o desejo de sair da empresa se intensifica.

Por falar em liderança, esse tema costuma ter um grande peso quando uma empresa está passando por um período de alta rotatividade. Líderes despreparados ou mesmo a ausência de liderança são causas comuns para a saída de colaboradores.

Falta de oportunidades de crescimento

A ausência de um plano de carreira também está entre as principais causas de turnover nas empresas.

Funcionários que não enxergam possibilidades de desenvolvimento dentro de uma corporação, seja por meio de promoções ou de capacitação, tendem a buscar outras oportunidades no mercado.

A sensação de estagnação profissional e salarial é um dos maiores fatores de insatisfação no ambiente de trabalho.

Incompatibilidade cultural

Cada empresa possui uma cultura organizacional específica, que engloba valores, missão, visão, inclusão de neurodivergentes e outras ações que definem o clima e o direcionamento do ambiente. Quando um funcionário não se identifica com essa cultura, é comum que ele sinta um desconforto e, eventualmente, decida sair.

A incompatibilidade cultural é especialmente comum em empresas que falham em comunicar claramente seus valores durante o processo de recrutamento e seleção.

Passo a passo para reduzir o turnover

Reduzir o turnover é uma tarefa que exige mudanças estruturais na empresa, e pode ser um grande desafio.

A seguir, apresentamos um passo a passo para ajudar as empresas a controlar a rotatividade de funcionários, podendo também resolver outros problemas presentes na operação.

Avaliação da rotatividade atual

O primeiro passo é entender a extensão do problema. A empresa deve calcular a sua taxa de turnover e analisá-la em detalhes.

Essa análise deve incluir informações sobre quais áreas ou equipes enfrentam maior rotatividade, além de dados demográficos dos colaboradores que deixaram a empresa.

Com esses dados em mãos, fica mais fácil identificar padrões e direcionar as próximas etapas da estratégia.

Identificação das causa gestores.

Essas ações permitem que a empresa entenda o que está levando os funcionários a sair e o que pode ser feito para reter talentos no futuro.

Melhoria do processo seletivo

Um processo seletivo bem estruturado é essencial para evitar o turnover. Muitas vezes, a contratação de profissionais que não se alinham aos valores e à cultura da empresa pode resultar em uma saída precoce.

Para evitar isso, é importante que a empresa invista em um processo de recrutamento mais criterioso, que leve em consideração não apenas as habilidades técnicas dos candidatos, mas também seu alinhamento cultural.

Investimento em onboarding

O onboarding, ou integração, é um dos momentos mais críticos na jornada de um novo funcionário.

Empresas que investem em um programa de onboarding, que proporciona ao novo colaborador as informações e ferramentas necessárias para o bom desempenho, tendem a ter uma taxa de rotatividade menor.

Durante essa fase, é importante que o novo funcionário se sinta acolhido e compreenda bem seu papel dentro da organização.

Criação de uma cultura de feedback

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Uma vez que o problema foi avaliado, o próximo passo é identificar as causas subjacentes. Isso pode ser feito por meio de entrevistas de desligamento, pesquisas de clima organizacional e reuniões com

Um ambiente que incentiva o feedback é mais saudável e colaborativo. Os funcionários que recebem feedbacks constantes sobre seu desempenho, de maneira construtiva, têm mais clareza sobre o que a empresa espera deles e como podem crescer dentro da organização.

Da mesma forma, permitir que os colaboradores expressem suas opiniões e preocupações também contribui para um clima de confiança.

Reconhecimento e recompensa

O reconhecimento do esforço e do bom desempenho é outro fator para a retenção de talentos. Colaboradores que se sentem valorizados tendem a se comprometer mais com a empresa.

Isso pode ser feito de várias formas, como por meio de bônus, promoções ou mesmo com elogios públicos. A sensação de pertencimento é fortalecida quando o colaborador percebe que seu trabalho é reconhecido e recompensado.

Importância de compreender todos os tipos de pessoas

Entender que cada pessoa é única e possui diferentes formas de trabalhar é essencial para a redução do turnover. Empresas que promovem a diversidade e a inclusão, incluindo o neurodivergente, têm uma chance maior de manter seus talentos.

A neurodiversidade, que abrange pessoas com condições como autismo, TDAH e dislexia, por exemplo, pode ser uma fonte de inovação e criatividade no ambiente de trabalho.

Ao abraçar a diversidade, as organizações se tornam mais inovadoras e aptas a enfrentar os desafios do mercado com soluções criativas e diferenciadas.

Empresas que entendem a importância de uma força de trabalho diversa e que criam um ambiente onde todos, independentemente de suas características individuais, se sintam valorizados, têm uma vantagem significativa na redução do turnover e na criação de um ambiente mais saudável e produtivo.

Governo Federal anuncia início das vendas de passagem da rota aérea entre Recife e Porto, em Portugal

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Nova rota vai impulsionar turismo e viagens de negócios no Brasil e em Portugal

Foto: Eduardo Oliveira

 

O Governo Federal, por meio do Ministério dos Portos e Aeroportos (MPor), tem o compromisso de melhorar a infraestrutura aeroportuária e fomentar o desenvolvimento de novas rotas que conectem o Brasil ao mundo. Nesta quarta-feira (15), o ministro da pasta, Silvio Costa Filho, o prefeito do Recife, João Campos, e representantes da Azul Linhas Aéreas anunciaram o início das vendas de passagens aéreas para a rota direta entre Recife (PE) e a cidade do Porto, em Portugal.

 

O novo voo é fruto de uma articulação conjunta entre o Ministério dos Portos e Aeroportos, o Ministério do Turismo (MTur), a Embratur, o Governo do Estado de Pernambuco e a Prefeitura do Recife. Essa colaboração visa impulsionar o turismo e as viagens de negócios, beneficiando não apenas o estado, mas todo o Brasil. Além disso, a nova conexão promete fomentar a geração de empregos e renda nos dois países.

 

O ministro Silvio Costa Filho destacou a relevância da iniciativa e reforçou o compromisso do Governo Federal com o fortalecimento da aviação internacional. “Mais conectividade com o mundo significa mais turistas descobrindo a riqueza da cultura brasileira, mais empregos sendo criados e uma economia fortalecida. O Governo Federal permanece firme no compromisso de ampliar investimentos e garantir aeroportos cada vez mais seguros, modernos e preparados para receber visitantes”, afirmou.

 

Celso Sabino, ministro do Turismo, destacou a importância de aproximar o Brasil de grandes mercados consumidores, como a Europa. “Encurtar a distância entre o Brasil e um mercado tão relevante significa muito para o turismo interno. Cada iniciativa que promove essa aproximação é fundamental para atrairmos mais turistas estrangeiros, melhorando a renda do povo brasileiro”, declarou.

 

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a nova rota representa o enorme potencial turístico do Brasil e sua crescente relevância no cenário internacional. “O Brasil está se reposicionando no mundo, e o crescimento do turismo internacional é prova disso. O mais fascinante no turismo brasileiro é que, dada a dimensão continental do país, todas as regiões estão experimentando avanços significativos. O Nordeste, em especial, tem se destacado de forma única nesse processo”, afirmou.

 

O prefeito do Recife, João Campos, celebrou a inauguração da nova rota direta entre a capital pernambucana e Portugal, destacando seu impacto positivo para a cidade e toda a região. Ele enfatizou que a novidade trará mais empregos, renda e oportunidades, movimentando a economia local. “O Recife será o grande beneficiado, com o aumento nas operações e geração de empregos, que é o que buscamos. Isso beneficia desde quem vende espetinho, cervejinha gelada na beira da praia ou caldinho, até grandes grupos hoteleiros e centros de convenções”, concluiu.

 

O gerente de Relações Institucionais, Regulatório e Tributário Sênior da Azul Linhas Aéreas, César Grandolfo, destacou que a nova rota é resultado de um esforço coletivo. “Se não fosse pelo apoio e envolvimento de todos vocês nesse processo, não teríamos alcançado este marco. Este é, sem dúvida, um momento desafiador para o setor, mas também um momento em que trabalhamos arduamente para entregar cada vez mais”, afirmou.

 

A previsão é que o primeiro voo seja realizado em junho, reforçando a ampliação da conectividade internacional e consolidando o Brasil como um destino cada vez mais atrativo para visitantes estrangeiros.

 

Definidas novas condutas do Protocolo de Prevenção e Atenção ao Suicídio de Adolescentes do Sistema Socioeducativo

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Versão atualizada do documento aprimora o atendimento prestado por profissionais da Secretaria de Justiça e Cidadania a adolescentes e jovens que cumprem medida de internação

A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) publicou nesta quarta-feira (15), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), a Portaria 42, que atualiza o Protocolo de Prevenção e Atenção ao Suicídio de Adolescentes do Sistema Socioeducativo. Esta edição atualiza a primeira, lançada em 2019. Nessa nova versão, o documento tem como um dos principais objetivos instrumentalizar de forma prática e teórica os profissionais que atendem adolescentes e jovens em cumprimento de medida socioeducativa de internação.

Nesta segunda edição, o Protocolo busca aprimorar o trabalho dos profissionais que acompanham os adolescentes nas unidades de internação do DF, para que estes proporcionem aos jovens o acolhimento necessário e a valorização da vida. A revisão do documento passou por diversas etapas, de maneira a compartilhar e tornar público todo o processo de construção do novo texto.

A titular da Sejus, Marcela Passamani, destaca que o agravamento das questões de saúde mental é um dos grandes desafios enfrentados pelo Sistema Socioeducativo. “A secretaria tem desenvolvido junto aos socioeducandos e seus familiares diversas ações de acolhimento, suporte psicossocial e ações voltadas à saúde mental que ajudam a romper ciclos de sofrimento e a promover a reintegração social”, disse.

Ações de ressocialização

Dentre as atividades desenvolvidas com os adolescentes e jovens nas unidades de internação destacam-se rodas de conversa, cursos profissionalizantes e atividades de temáticas variadas, como esporte, cultura e lazer.

Por meio do Sistema Socioeducativo, sob responsabilidade da Sejus, o Governo do Distrito Federal (GDF) executa medidas socioeducativas de prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação. O Sistema Socioeducativo possui atualmente nove Unidades de Internação, 15 unidades de atendimento em meio aberto e seis unidades de semiliberdade e um Grupo de Apoio Operacional (GAO).

FUTURO SHOPPING DE CHAPECÓ

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Pulse Open Mall – moderno shopping em construção na cidade de Chapecó – entrega moderno parque ao público regional em 8 de fevereiro

 

Confira o vídeo: https://www.swisstransfer.com/d/f8e31e4e-c395-4161-aef4-5d9dcf30099a

 

SANTA CATARINA – Um moderníssimo e superequipado PARQUE será aberto ao público do oeste no próximo dia 8 de fevereiro. Ele faz parte do complexo arquitetônico do Pulse Open Mall, shopping center que está em construção na cidade de Chapecó, localizado no Bairro Belvedere, com acesso pela BR-480, a 10 minutos da região central da cidade.

  O PARQUE é privado, mas será aberto ao público sem cobrança de ingresso ou qualquer outro encargo. Tem completa estrutura para recreação, lazer e entretenimento, com imponente presença da natureza e área territorial de 48.000 metros quadrados, localizado junto ao shopping.

O PARQUE conta com quatro quadras de areia para a prática de beach tennis, vôlei e futevôlei, além de quatro quadras de padel, operadas pela MUV Arena Pulse, responsável por arenas em Balneário Camboriú e no Viva Park, em Porto Belo. O PARQUE ainda tem pet place, praça molhada, arte urbana, miniquadra poliesportiva, academia ao ar livre, playground e uma pista de aproximadamente 2 km de extensão para caminhar, correr e pedalar.

O PARQUE também abrigará feiras e eventos e estará disponível ao público diariamente das 7 horas às 21 horas, com serviço de segurança e limpeza, água e banheiros.

Os visitantes contarão com uma série de recursos tecnológicos, como o primeiro eletroposto para veículos elétricos de Chapecó, carregadores elétricos veiculares, patinetes elétricos e bicicletas acessados por aplicativo de mobilidade, que poderão ser alugadas no parque para andar pelo perímetro, desbloqueando com QR Code e devolvendo após o uso.

Também haverá totem de comunicação com central de segurança, sistema de segurança com o uso de câmeras de reconhecimento facial, leitura de placa de veículos e câmeras de mapeamento de calor, além de playlist para Spotify  (uma para cada setor do Parque) e totens digitais.

O CEO do projeto Eduardo Bossini antecipa que o local sediará competições de várias áreas do esporte amador, shows e eventos culturais, sociais e filantrópicos, tornando-se um dinâmico e inovador centro de atividades. “Este será o novo endereço para eventos esportivos e comunitários para todas as faixas de público – crianças, jovens, adultos e terceira idade”, prevê o dirigente.

Bossini adianta que o PARQUE incluirá mais novidades e que algumas atrações serão apresentadas ao público de forma progressiva após a abertura. O PARQUE incorpora a filosofia lifestyle que está associada a um estilo de vida baseado em experiências e bem-estar, indo além do consumo de bens materiais, atendendo ao desejo das pessoas de viver com mais qualidade, conforto e conexão social. Outros fundamentos dessa linha conceitual são experiências personalizadas, integração social, design, funcionalidade e sustentabilidade.

O SHOPPING

Em fase acelerada de construção, o Pulse Open Mall será o primeiro shopping aberto, totalmente integrado a um PARQUE e conectado com a natureza, projeto inédito no Brasil. O empreendimento é inovador e adotou uma arquitetura disruptiva e sustentável, tornando-se muito mais que um shopping center, contemplando complexo de compras, de gastronomia, de entretenimento, de serviços e com diversas opções voltadas para o esporte. O Pulse Open Mall ocupa uma área de mais de 150.000 m², com acesso pela BR-480 (trecho que liga a BR-282 com a cidade de Chapecó), distante apenas a poucos minutos do centro, numa região onde se projeta o eixo de crescimento da cidade.

O empreendimento traz a assinatura dos grupos Vaccaro Urbanismo, Kimber Empreendimentos e Nós Investimentos. Contará com operações de moda, gastronomia, modernas salas de cinema stadium, serviços diversos e atividades esportivas e recreativas no PARQUE do Pulse.

 

 

 

SERVIÇO

  • O QUE:  Abertura para acesso público do PARQUE do Pulse Open Mall (shopping em construção).
  • QUANDO: 08 de fevereiro (sábado).
  • ONDE: Bairro Belvedere, acesso pela BR-480.
  • HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: Das 7 horas às 21 horas.

 

Aeroporto de Uberlândia (MG) será ampliado e modernizado com investimentos do Novo PAC

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Com aporte de R$ 300 milhões, primeira etapa das obras deve ser concluída até junho de 2026

Ministro Silvio Costa Filho anunciou o início das obras em cerimônia no terminal – Foto: Jonilton Lima

O ministro Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos, anunciou investimentos de R$ 300 milhões para obras de ampliação e modernização do Aeroporto de Uberlândia. A cerimônia para apresentar o projeto de requalificação ocorreu nesta terça-feira (14), na cidade mineira. Participaram também do evento o secretário Nacional de Aviação Civil, Tomé Franca, e o diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus.

 

No cronograma das obras apresentado pela Aena Brasil, empresa responsável pela concessão do aeroporto, a primeira fase do projeto deverá ser entregue no mês de junho de 2026. O Aeroporto de Uberlândia (Tenente Coronel Aviador César Bombonato) é mais um empreendimento do Novo PAC, Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal.

 

Em seu discurso de inauguração, o ministro Silvio Costa Filho falou sobre os investimentos que o Governo Federal vem fazendo no Estado de Minas Gerais, principalmente no setor da aviação e a importância da região do Triângulo Mineiro para a economia do estado. “Nestes dois anos de governo, temos o maior volume de investimentos na história da aviação de Minas Gerais, com quase 700 milhões. E o governo tem, sobretudo, um olhar para a aviação regional. Estamos fazendo um plano de fortalecimento da aviação regional. Essa região representa mais de 2 milhões de habitantes, é celeiro do agronegócio, tem forte presença na indústria e está crescendo no setor de serviços. É uma prioridade do Ministério de Portos e Aeroportos acelerar os investimentos nesta região”, afirmou o ministro.

Costa Filho também destacou o trabalho da Aena como um grande parceiro do Brasil que tem investido fortemente no país. “O grupo está acelerando a carteira de investimentos na região, são R$ 600 milhões de investimentos, só em Uberlândia são 300 milhões, que vai mudar significativamente a aviação na região”, disse o ministro.

 

Com as obras de requalificação que se iniciam, a expectativa da concessionária é ampliar a capacidade de atendimento do Aeroporto de Uberlândia para 2,15 milhões de passageiros ao ano. O empreendimento também inclui a construção de um novo terminal de passageiros com 10.000 m² e a instalação de duas pontes de embarque (fingers) no terminal, proporcionando mais conforto e comodidade aos mais de um milhão de passageiros que passam pelo aeroporto por ano. A sala de embarque ocupará mais de 1.850 m² e contará com seis portões. Na área externa, será criado um novo sistema viário de acesso ao aeroporto e um novo estacionamento com 497 vagas em 12.400 m².

 

Parceria público-privada
No evento, o secretário Nacional de Aviação, Tomé Franca afirmou que 2024 foi o ano em que mais aeroportos requalificados foram entregues no Brasil. “Foi um recorde de investimentos públicos, por meio de recursos do FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil), Infraero e recordes de investimentos por meio dos contratos de concessão. Tudo isso devemos ao grande trabalho do ministro Silvio Costa Filho”, ressaltou.

 

O secretário também destacou os benefícios da parceria público-privada, que teve início no segundo mandato do presidente Luís Inácio Lula da Silva e que continua a render bons resultados para a aviação brasileira e para a população. “O que estamos vendo aqui no Brasil é, de fato, uma transformação da infraestrutura aeroportuária. Essa parceria com o setor privado está transformando os aeroportos, dando mais conforto para o passageiro, mais segurança para quem viaja, para o trabalho na aviação e, especialmente, aumentando a capacidade do país de gerar oportunidades, de gerar negócios, de gerar renda para as pessoas que moram no país”, afirmou.

 

Sala multissensorial
No aeroporto, o ministro e sua comitiva conheceram a sala multissensorial feita para atender passageiros neurodivergentes, especialmente aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e seus familiares, que passarem por la. O ambiente é projetado para proporcionar estímulos sensoriais visuais, táteis e auditivos, promovendo relaxamento, concentração e bem-estar.

 

O espaço atende ao Programa de Acolhimento ao Passageiro com Transtorno do Espectro Autista, lançado pelo Ministério de Portos e Aeroportos em novembro do ano passado, que tem o objetivo de preparar os aeroportos nacionais para garantir mais conforto e inclusão a todos.

ANABB tem nova gestão com foco na defesa do Banco do Brasil e dos funcionários

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Foram empossados os membros da Diretoria Executiva, dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e os diretores regionais

A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB), maior entidade de uma única classe de trabalhadores da América Latina, está com nova governança, a partir do dia 15 de janeiro. Estão sendo empossados os membros da Diretoria Executiva, dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e os diretores regionais.

Valmir Camilo retorna à presidência da Diretoria Executiva da ANABB com mais de 30 anos de experiência e participação nas maiores conquistas alcançadas para aposentados e funcionários da ativa do Banco do Brasil.

Advogado e jornalista, Valmir já foi presidente da associação em outros mandatos, conselheiro deliberativo da Previ, maior fundo de pensão do Brasil, e presidente do Conselho de Administração dos grupos Acesita, Beto Carrero World, Bombril e da Paranapanema, além de conselheiro da Neoenergia. “Quero fazer o melhor mandato da minha vida”, destaca o novo presidente.

Também integram o time, como vice-presidentes da ANABB: Graça Machado, Lissane Holanda, Marcel Barros e Augusto Carvalho, todos colegas do Banco do Brasil com forte liderança e experiência entre o funcionalismo do BB.

ANABB

Com mais de 82 mil associados, a ANABB é uma entidade sem fins lucrativos, sem vinculação político-partidária, independente e pluralista, que tem como missão proteger um dos maiores patrimônios do povo brasileiro: o Banco do Brasil.

Para isso, ocupa os principais espaços de discussão, seja no Legislativo, seja no Executivo, seja no Judiciário, para defender o papel social do BB como ente público, robusto e eficiente para o desenvolvimento econômico do país.

A associação representa uma comunidade que alcança um universo de 2 milhões de brasileiros, incluindo familiares dos 200 mil funcionários do Banco do Brasil, entre aposentados, pensionistas e funcionários da ativa.

Resgatando o posicionamento de origem, a ANABB obteve participações recentes em momentos decisivos no Parlamento e no Judiciário. Entre as principais vitórias está a isenção de tributação conquistada para os fundos de pensão e os planos de saúde de autogestão na regulamentação da Reforma Tributária.

A partir de um diálogo construtivo nas Cortes Judiciais, a associação defendeu os direitos dos associados e participou da interlocução com parlamentares de diversas correntes ideológicas.

Há de se ressaltar também o desfecho da luta pela mudança do índice de correção do FGTS, que beneficiará os bancários e todos os assalariados brasileiros. A decisão do STF estancou a corrosão do patrimônio dos trabalhadores e será incorporada como conquista definitiva.

A posse da nova gestão marca a renovação da liderança da ANABB e reforça o compromisso da entidade com a contínua luta pelos direitos dos funcionários do Banco do Brasil. “Temos muitos desafios e a nossa luta está só começando”, afirma Valmir.

Além da Diretoria Executiva, a governança da ANABB é organizada da seguinte forma: 21 membros no Conselho Deliberativo; 6 membros no Conselho Fiscal (três titulares e três suplentes); e 66 diretores regionais – todos colegas do Banco do Brasil, entre homens e mulheres, funcionários da ativa e aposentados.

SUSTENTABILIDADE – Instituto de Zootecnia desenvolve projeto para aproveitamento de resíduos orgânicos no Vale do Ribeira

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A pesquisa em bublinocultura viabilizará a sustentabilidade ambiental, social e econômica

SÃO PAULO – Na busca incansável por soluções sustentáveis aos problemas ambientais encontrados, o Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP está desenvolvendo um estudo para destino e aproveitamento adequados de resíduos orgânicos. O projeto “Sistema de produção de leite de búfalas integrado à compostagem de resíduos orgânicos”, apoiado pela Fundação AgriSus está sendo desenvolvido no Núcleo Regional de Pesquisa de Registro do IZ.

A geração de resíduos orgânicos tem aumentado exponencialmente tanto no meio rural quanto urbano e seu destino incorreto é fonte de contaminação de solo, água e ar.

No Vale do Ribeira, o aumento na produção de búfalos tem contribuído para aumento na geração de resíduos orgânicos. “O objetivo do estudo é viabilizar um sistema de produção de leite de búfalas que integre as produções de forragem, de leite e de resíduos orgânicos de forma sustentável”, afirma o pesquisador do IZ, Nelcio Antonio Tonizza de Carvalho.

A transformação destes resíduos em compostos orgânicos possibilita a incorporação de carbono ao solo, a manutenção da saúde populacional e a preservação do bioma regional. A aplicação de adubação orgânica, além de fornecer nutrientes, ajuda a melhorar as características físicas do solo, mantendo a umidade, bem como auxiliando no aumento da diversidade biológica o que melhora a produtividade das plantas. O sistema torna-se mais econômico, aumenta a rentabilidade do produtor e diminui os impactos ambientais.

Segundo Nélcio, na pecuária, os principais resíduos orgânicos são as fezes e urina produzidas pelos animais, enquanto na área urbana são produzidos os resíduos verdes compostos por galhos, cascas de árvores, gramas, folhas verdes e secas, flores e outros materiais provenientes da arborização. “São materiais ricos em nutrientes e que podem ser submetidos à compostagem, disponibilizando nutrientes para aplicação na agricultura, em substituição ou complementação à adubação química, diminuindo o custo de produção de alimentos”.