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“Perdoai-nos as nossas ofensas: dai-nos a Vossa paz”

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* Padre João Gualberto

A celebração do Dia Mundial da Paz foi iniciada na década de 1960, sendo originalmente proposta pelo pontífice Paulo VI, em 1967. Com a aprovação da ideia, sua primeira celebração se deu em 1º de janeiro de 1968. Desde então, todo primeiro dia do ano, o Papa traz uma mensagem de reflexão sobre o tema.

Para compor a 58ª mensagem para o dia mundial da paz, papa Francisco tomou como referência as encíclicas Laudato Si e Fratelli Tutti, conclamando a igreja e o mundo inteiro para construir a paz. Este Dia Mundial da Paz está dentro do Ano Santo – Peregrinos de esperança -, de forma que o tema acima proposto está no sentido do perdão e da reconciliação para se chegar à paz.

Vamos procurar entender o que é o perdão, a ofensa e a paz de Deus! A história humana traz um problema que o homem, em todos os tempos, busca solucionar e não consegue sozinho: o pecado, que quer dizer erro de objetivo.

Desde que o pecado entrou no mundo, o homem vive numa ambiguidade entre o certo e o errado, tanto que hoje, ignora-se o pecado e se considera tudo como normal. É o pior desvio de conduta da humanidade. A indiferença para com o bem e a dignidade da pessoa humana. Só Deus pode perdoar o homem e capacitá-lo para o bem. Mas se o homem despreza a Deus e Sua proposta de vida e salvação, o homem jamais será salvo. Nós, homens, frágeis mortais, ofendemos a Deus com nosso orgulho e prepotência. A ofensa é atribuir a Deus a causa do meu pecado, fui eu que pequei, não foi Deus, portanto quem precisa pedir perdão somos eu e você, como dizemos na oração do Pai Nosso: “Perdoai-nos as nossas ofensas”.

Entre os homens há ofensas e essas podem culminar na morte e destruição do outro, por isso que a segunda parte da oração é: “assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. A proposta dentro deste ano jubilar é oferecer aos fiéis e a todos os homens de boa vontade uma grande reconciliação. Não é simplesmente assinar um compromisso de perdão, mas torná-lo efetivo do fundo do nosso coração.

Precisamos ser luz de vida para os nossos irmãos! Por isso que Jesus não se cansava de anunciar a boa nova aos pecadores, porque mesmo que eles não a acolham, pelo menos ficam sabendo da proposta de salvação que Deus tem para eles.

Quando pedimos a Deus: “Dai-nos a vossa paz”, queremos dizer: assim como Deus é paz e nada o perturba, pois Ele é Santo, Verdadeiro, pleno de glória, em paz consigo e com toda criação, assim nós também queremos estar em paz: feridas curadas, mágoas perdoadas, reconciliados com os outros e com Deus. Essa é a paz que vem de Deus, quando eu estou vazio de pecados, feridas, ressentimentos, e fico de bem comigo mesmo, com Deus e a sua criação. Essa é a paz que gostaríamos de ter, a plenitude de vida.

A paz é precedida pela virtude da esperança. Nós queremos paz, mas o mundo quer guerra e, muitas vezes, nos sentimos impotentes diante dessas coisas todas que nos envolvem. Podemos cair no desânimo, mas a esperança nos dá a certeza da superação, pois Deus nunca desamparou seu povo e Ele é nossa justiça, confiemos em Sua Palavra, esperemos Nele, o nosso libertador. Na vivência da esperança, pratiquemos o perdão, pois o perdão tem o poder de tudo transformar, é o “objeto” de nossa esperança.

Caros leitores, o ano novo é uma folha em branco, nele podemos corrigir nossos erros passados, superar nossas dificuldades, escrever uma nova vida e ter esperança em Jesus, o Príncipe da Paz.

Feliz Ano Novo!

* Padre João Gualberto Ribeiro da Silva é reitor do Santuário do Pai das Misericórdias, na Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP).

Como transformar os investimentos em resultados financeiros consistentes

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Especialista mostra o quanto determinadas quantias financeiras podem render em diferentes tipos de investimentos

Leonardo Fernandes (créditos: Felipe Costa)

Iniciar no mundo dos investimentos pode parecer desafiador, mas com estratégias claras e o apoio de profissionais qualificados, é possível transformar um valor inicial em resultados concretos. Investir é uma jornada que exige conhecimento e disciplina, mas pode ser altamente recompensadora com as estratégias certas.

Segundo Leonardo Fernandes, assessor de Investimentos da Blue3, a orientação especializada faz toda a diferença. “Investir não é sobre sorte, mas sobre estratégia. Um profissional experiente ajuda a identificar oportunidades e evitar armadilhas, principalmente para quem está começando. Com um planejamento bem feito, até pequenos valores podem crescer de forma consistente”, afirma Leonardo.

Por onde começar?

  • Defina seu objetivo: Estabeleça se o foco é construir uma reserva de emergência, obter renda passiva ou acumular patrimônio a longo prazo.

  • Entenda seu perfil de investidor: É conservador, moderado ou arrojado? Esse passo é essencial para alinhar expectativas de risco e retorno.

  • Escolha uma corretora: Plataformas como XP Investimentos e a Blue3 oferecem serviços completos e são confiáveis.

  • Diversifique a carteira: Combine ativos de renda fixa, variável e fundos para equilibrar o risco e otimizar resultados

Onde investir?

  • Tesouro Direto: Ideal para iniciantes, é seguro e oferece liquidez diária.

  • Fundos imobiliários: Boa opção para gerar renda passiva mensal.

  • CDBs de bancos médios: Podem render até 120% do CDI, garantindo retorno acima da média para perfis conservadores.

  • Ações: Para quem busca maior rentabilidade e aceita os riscos do mercado

Rendimento com R$ 1.000 Investidos

Com R$ 1.000, um investidor iniciante pode optar por aplicações como o Tesouro Selic, uma modalidade segura e que acompanha a taxa básica de juros da economia, atualmente em torno de 12% ao ano. Em um cenário simplificado, após um ano, este valor pode render aproximadamente R$ 120, já descontados impostos e taxas administrativas. Se o investidor optar por um fundo de ações, os ganhos podem ser mais expressivos em um mercado em alta, chegando a uma média de 15% ao ano, o que significaria um acréscimo de R$ 150. Porém, é importante lembrar que os investimentos em renda variável apresentam riscos, podendo também gerar perdas.

Rendimento com R$ 5.000 Investidos

Com R$ 5.000, as possibilidades se ampliam, permitindo acesso a produtos mais diversificados, como CDBs com rentabilidade de até 110% do CDI. Nesse caso, o retorno líquido anual poderia ultrapassar R$ 650, dependendo da instituição financeira e do prazo do investimento. Outra alternativa seria investir em Fundos Imobiliários (FIIs), que combinam renda passiva mensal e valorização patrimonial. Considerando um retorno médio de 8% ao ano, o investidor poderia receber cerca de R$ 400 líquidos em rendimentos anuais, além de potenciais ganhos no valor das cotas.

Quanto rendem R$ 10 Mil Investidos?

Um investimento inicial de R$ 10.000 pode trazer retornos bastante atrativos, dependendo da estratégia escolhida e do perfil do investidor. Confira algumas opções e seus potenciais rendimentos. Se o valor for aplicado no Tesouro Selic, que apresenta uma rentabilidade média anual de 13% em 2024, o investimento pode gerar cerca de R$ 1.300 em um ano, oferecendo segurança e alta liquidez. Fundos Imobiliários (FIIs): Ao optar por investir em FIIs, a média de retorno anual é de 8% em dividendos, o que representa aproximadamente R$ 800 em rendimentos ao longo do ano, com a vantagem adicional de possíveis ganhos na valorização das cotas. Para quem aceita maior risco, investir em ações de empresas consolidadas ou em ETFs pode trazer ganhos de 15% a 20% ao ano, o que equivale a até R$ 2.000 de retorno em um ano. No entanto, essa estratégia exige análise cuidadosa do mercado e maior acompanhamento das flutuações.

Sobre Leonardo Fernandes {Assessor de investimentos e líder comercial da Blue3 Investimentos} – É assessor de investimentos desde 2008 e sócio cofundador da LH, um escritório de investimentos vinculado à XP desde 2009. Pioneiro no movimento de desmistificação do mercado financeiro, Leonardo tem dedicado sua carreira a ajudar os brasileiros a investir melhor, contribuindo para a melhoria de suas vidas financeiras. Ao longo dos anos, esteve envolvido em negociações e fusões, e atualmente é sócio da Blue3 Investimentos. Busca sempre falar sobre o mercado financeiro para apoiar investidores a prosperarem em seus negócios.

 

Acompanhe Leonardo Fernandes:

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Retorno de Cuca ao Atlético gera revolta

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Por essa a diretoria do Atlético Mineiro não contava

O retorno de Cuca gerou revolta de grande parte da torcida do Atlético MG, neste domingo (29). Afinal, o técnico, quando ainda era jogador, foi julgado por fazer sexo com uma menor de idade sob coerção, equivalente ao crime de estupro em 1987. Embora a decisão tenha sido anulada, o profissional nunca pagou pelos atos. O caso volta à tona nos últimos anos e gera revolta em torcedores. Foi assim, com o técnico quando anunciado pelo Corinthians em 2023 e agora no terceiro retorno ao Atlético e sua quarta passagem em 11 anos.

Em janeiro de 2024, a  Justiça da Suíça anulou o processo que condenou o técnico Alexi Stival, o Cuca, por ter feito sexo com uma jovem menor de idade (Sandra Pfäffli, então com 13 anos), em 1987, no hotel em que o time do Grêmio se concentrou durante excursão no país. A decisão foi da juíza Bettina Bochsler, do Tribunal Regional de Berna-Mittlelland, após pedido da defesa do treinador por um novo julgamento do caso. A informação foi publicada inicialmente pelo jornal Folha de S. Paulo.

 

Alice no País das Arbitrariedades

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Por Aldir Guedes Soriano

Repentinamente, a paz pode ser substituída pelo conflito, pela guerra ou por alguma forma de totalitarismo. O excesso de regulamentação legal pode pavimentar o caminho para a erosão das nossas liberdades de pensar ou de dizer alguma coisa.”

Alice no País das Maravilhas, obra-prima da literatura inglesa, é um dos livros que mais me incomodam. Mergulhar nesse universo surrealista envolvendo sonhos, pesadelos, fantasias, delírios insanos e psicodélicos me irrita como se tivesse grãos de areia nos olhos. Por outro lado, assim como as ostras do mar produzem as suas pérolas em torno dos irritantes grãos de areia, talvez a presente releitura do mencionado livro também possa produzir algum resultado satisfatório. Como seres humanos, somos todos vulneráveis e estamos sujeitos a pesadelos, comédias e tragédias.

Lembre você leitor amigo que Alice, em sua aventura no estranho país das maravilhas, se depara com o seu próprio julgamento, marcado pela inversão da lógica e das regras jurídicas do mundo real. Inusitadamente, a rainha, autoridade tirânica desse insano lugar, assim determinou: “— Primeiro a execução, depois a sentença.” Isso é o contrário do que normalmente ocorre nos diversos países democráticos onde primeiro vem a sentença e depois a execução.

A inversão das regras e da lógica, que, obviamente, acontece tão somente no país das maravilhas, cria um ambiente de medo, insegurança, dor e sofrimento. Nesse contexto fantasioso, podemos imaginar que pessoas indiciadas por algum crime poderiam ser arbitrariamente presas até mesmo sem sentença condenatória ou mesmo inexistindo acusação formal. Meros indiciados poderiam ser apenados com o cancelamento de salários e aposentadorias ou, ainda, com a retenção de seus passaportes. Também podemos supor que as penas poderiam ser impostas por autoridade incompetente, atuando como delegado de polícia, promotor de justiça e juiz. Isso é pura ficção, que acabei de acrescentar ao livro de Lewis Carroll. Tais arbitrariedades, evidentemente, jamais aconteceriam em um país democrático como o nosso em que o princípio da legalidade é sagrado.

No lendário país das maravilhas, o magistrado poderia antecipar a sentença ou voto para os meios de comunicação antes da denúncia ou julgamento. O advogado do cidadão indiciado, sem acesso aos autos do sigiloso inquérito, teria que se informar mediante a mídia, abastecida por informações convenientemente fornecidas pelo tribunal. O magistrado também poderia continuar negando o acesso da defesa aos autos mesmo no curso do processo. Essas coisas somente ocorrem na ficção. Apesar de absurdas, servem para demonstrar a importância da ampla defesa e do devido processo legal. Felizmente podemos contar com inúmeras garantias constitucionais do mundo real.

Na nossa realidade democrática, se alguém ousasse violar regras constitucionais de competência atuando como juiz e vítima, certamente seria duramente criticado pela imprensa livre e independente. As nossas associações de advogados e de magistrados não admitiriam esse nível de desatino autoritário. Esse tipo de desvio ético e legal também não seria tolerado pelo Congresso Nacional.

Violações de direitos humanos com o encarceramento em massa de idosos, mulheres e crianças, seguido por maus tratos e tortura foram observadas tão-somente nas bárbaras eras do nazismo alemão e, também, nas revoluções comunistas. Encarceramentos em massa sob perfídia e com graves violações dos direitos humanos jamais aconteceriam no território nacional, evidentemente. Ademais, não temos no nosso meio presos políticos nem jornalistas exilados, parlamentares indiciados por crime de opinião, nem qualquer tipo de censura das redes sociais. Não temos perfis de usuários de redes sociais derrubados ou desmonetizados, nem muito menos pessoas comuns asil adas em outros países. Jamais tivemos uma rede social banida ou sequer temporariamente suspensa.

Em 2009, juristas brasileiros protestaram em face da perseguição religiosa e o encarceramento de 36 bahá’ís no Irã, sem acusação formal. Se algo assim ocorresse no Brasil, legiões de ativistas e de associações de direitos humanos se levantariam imediatamente. É de dar dó quando pensamos nos nossos ociosos e entediados defensores de direitos humanos. Que marasmo; eles devem se contentar em denunciar as repetidas violações que ocorrem em ditaduras distantes como China, Venezuela, Cuba, Irã e Coreia do Norte. Não há registro recente de perseguições políticas ou religiosas no Brasil.

Felizmente, vivemos em um Estado Democrático de Direito. Nossas instituições preservam fielmente as garantias consagradas na Constituição de 1988. Assim, podemos dormir em paz. Acordaremos em segurança porque estamos em uma democracia. Conforme a Constituição, temos liberdade de expressão. Temos o direito de associação e de reunião pacífica. “Ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer senão em virtude da lei.” “Não há crime sem prévia cominação legal.” Os nossos magistrados são guardiões do devido processo legal; são discretos; falam apenas nos autos; não se intrometem em assuntos políticos; são imparciais; respeitam o princípio do juiz natural; levam a jurisprudência da Corte a sério, não atuam casuisticamente e sob nenhuma hipótese violariam a liberdade de expressão do cidadão. Jamais veríamos nossos ministros antecipando os seus julgamentos ou votos diante da televisão aberta.

No livro mencionado, a rainha determina a execução de Alice por decapitação.  Nesse trágico momento, a menina desperta do sono ao ouvir a voz da irmã. Já experimentei algo parecido. Em uma bela manhã do século passado, eu sonhava que a minha cidade estava sofrendo um ataque aéreo. Enquanto o bombardeio prosseguia, escutava as explosões das bombas. Era 02 de setembro, dia do aniversário da cidade, e o que eu estava ouvindo, na realidade, era a salva comemorativa de tiros. No momento de maior temor ouvi a voz de minha mãe: “acorda, hoje você deve ir ao desfile na avenida.” Que alívio! Como é bom acordar de um pesadelo.

Mesmo vivendo em um país tropical e edílico como o nosso, não podemos ficar totalmente descuidados. Repentinamente, a paz pode ser substituída pelo conflito, pela guerra ou por alguma forma de totalitarismo. O excesso de regulamentação legal pode pavimentar o caminho para a erosão das nossas liberdades de pensar ou de dizer alguma coisa. A propósito disso, vale lembrar Thomas Jefferson para quem “o preço da liberdade é a sua eterna vigilância.” Precisamos permanecer despertos!


[1] Aldir Guedes Soriano –  escritor, advogado e jurista com destacada atuação em direitos humanos e liberdade religiosa. Possui publicações relevantes sobre direito constitucional e liberdades individuais. Fo i o primeiro presidente da Academia Venceslauense de Letras – AVL.

Artigo – A CEGUEIRA IDEOLÓGICA

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Por Cecéu*

A sociedade brasileira vive uma divisão política que parece cada vez mais profunda, marcada por uma polarização entre esquerda e direita que transforma o debate público em um campo de batalhas ideológicas. Essa divisão se manifesta de maneira preocupante: os que se alinham à esquerda frequentemente defendem cegamente os desmandos de governos de orientação progressista, enquanto os que estão à direita fazem o mesmo em relação às gestões conservadoras. Essa postura de defesa intransigente, alimentada por uma cegueira ideológica, cria um cenário onde as críticas racionais e a busca por soluções equilibradas ficam em segundo plano.

Esse panorama é, de certo modo, um “mundo dos sonhos” para os políticos, independentemente de sua orientação ideológica. Ao fomentar a polarização e se beneficiarem do fervor ideológico de seus eleitores, conseguem evitar a responsabilização por seus erros e decisões controversas. Afinal, quando a fidelidade ao “time” político é mais importante do que a análise crítica de ações governamentais, os governantes podem agir sem medo de perder o apoio de suas bases.

Nesse contexto, os eleitores acabam aprisionados em uma dinâmica de “nós contra eles”, onde não conseguem enxergar alternativas fora da dualidade esquerda-direita. A política, que deveria ser o espaço para o diálogo, a construção de consensos e a busca pelo bem comum, torna-se um jogo de interesses no qual o eleitor é reduzido a um espectador fiel e acrítico.

O desafio para a sociedade brasileira é romper esse ciclo. É preciso superar o maniqueísmo político e recuperar a capacidade de diálogo e reflexão crítica, independentemente de preferências ideológicas. Só assim será possível construir um futuro em que os governantes sejam efetivamente cobrados por suas ações, e os interesses da população prevaleçam sobre os interesses dos partidos e das figuras públicas. Enquanto a cegueira ideológica persistir, a democracia seguirá refém dessa polarização, para a alegria dos políticos que se beneficiam dela.

*Celivaldo Elói (Cecéu) é advogado

Com medo de perder, Randolfe tenta mudar regra eleitoral para barrar vitória da direita em 2026

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Com medo de não ser reeleito em 2026, o líder do governo Lula no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) apresentou um projeto de lei para mudar a forma de se votar para senador, num claro ataque orquestrado para influenciar as próximas eleições. Recentemente ele retirou a proposta para reapresentar na reforma eleitoral em 2025.

A esdrúxula proposta foi interpretada como uma estratégia para aumentar a chance de ele se reeleger em 2026, quando dois terços do Senado serão renovados — e de barrar o avanço da direita no parlamento. Caso a mudança venha a ser aprovada na reforma eleitoral em 2025, os eleitores passariam a votar em apenas um senador, e não em dois, como funciona hoje. Seriam eleitos o primeiro e o segundo colocados na votação como ocorre atualmente, mas com uma sutil diferença no resultado.

Randolfe receia que dois candidatos de direita recebam mais votos do que ele. No caso de apenas um voto por eleitor, o eleitorado de direita se concentraria em apenas um senador, dando mais chance para o líder do governo Lula, que se apresentaria como principal candidato de esquerda, o que não será tarefa fácil, uma vez que o eleitor (até mesmo aquele que fez o “L”) já está de saco cheio com o desgoverno de Lula que rapidamente afunda o país. O projeto de Randolfe dá ares de desespero à situação da esquerda no Congresso.

O projeto era visto como forma de beneficiar a esquerda. Nas eleições de 2026, haverá a substituição de 54 dos 81 senadores. Ou seja, cada eleitor poderá escolher dois candidatos. Pela proposta de Randolfe, haveria somente um voto por pessoa. Desta forma, a distribuição dos votos seria diluída e um nome que aglutinasse apoio da esquerda teria mais chance de obter uma vaga.

As eleições municipais mostraram prevalência do voto de direita e de centro, o que trouxe desespero absoluto ao lulismo, por motivos óbvios.

 

Bets pedem ao Ministério da Fazenda prorrogação do prazo para certificação de integração entre operadores e provedores de jogos

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Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) argumenta que há inércia e seletividade das certificadoras autorizadas pelo governo no processo de certificação de jogos-on-line

 

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) enviou um ofício à Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, no dia 24 (terça-feira), solicitando extensão do prazo, por 30 dias, para a oferta de jogos on-line de provedores certificados. Conforme estabelecido pela Portaria 300/2024, essa certificação é obrigatória para que jogos como os de slot, crash etc. continuem sendo ofertados pelos sites de apostas no Brasil a partir do início da vigência do mercado regulado, no dia 1º de janeiro.

 

A ANJL não está solicitando a prorrogação do início do mercado regulado de apostas on-line no Brasil, mas apenas do prazo para o cumprimento da exigência de certificação da integração entre os provedores dos jogos on-line e os sistemas das bets. O pedido se deve ao atraso, por parte das seis certificadoras autorizadas pela Fazenda (veja a lista aqui), na certificação dessa integração entre jogos e operadores. As casas de apostas que procuraram a ANJL relatam que tem havido “inércia ou seletividade” das empresas certificadoras, que têm respondido que não possuem data para certificar a referida integração.

 

“Nesse contexto, a situação, além de gerar uma injustificada reserva de mercado aos operadores “escolhidos” pelas certificadoras, não parece fazer sentido lógico ou jurídico. Isto porque teremos (i) operadores certificados; e (ii) provedores de jogos e jogos certificados, sem a possibilidade de oferta dos jogos porque a integração entre operadores e provedores não ocorre por inércia ou seletividade das certificadoras”, afirmou o presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, no ofício.

 

Além da prorrogação do prazo, a ANJL pede à SPA que intime as certificadoras para que apresentem informações que possibilitem a análise dessa injustificada seletividade de operadores, trazendo as informações de seus respectivos processos de integração com os provedores de jogos.

Sobre a ANJL

Lançada em março de 2023, a Associação Nacional de Jogos e Loterias defende os interesses de seus associados, do setor e do jogo responsável e íntegro, sempre pautados pelo incentivo ao esporte, pela segurança das apostas e pela contribuição ao desenvolvimento econômico do país. Entre os associados estão Big Brazil, PagBet, BetNacional, Mr. Jack, Parimatch, BetFast, Aposta Ganha, Liderança Capitalização, ZRO Bank, Propane, PAAG, Clear Sale, BetBox tv, StarsPay, 1xBet, PG Soft, Jogalimpo, Oddfair, Responsa, Lucky Gaming, Zona de Jogo e OIG.

 

Governadores pedem revogação do decreto que engessa a polícia

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Segundo o Antagonista, os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Cláudio Castro (PL-RJ), Romeu Zema (Novo-MG) e Ratinho Júnior (PSD-PR) criticaram o decreto do presidente Lula sobre o uso da força policial e pediram sua revogação.

O decreto, publicado no Diário Oficial de terça-feira, 24, determina que os agentes só podem recorrer a métodos mais agressivos “quando alternativas menos drásticas forem insuficientes”.Também proíbe o uso de armas de fogo contra pessoas desarmadas em fuga ou veículos que desrespeitem bloqueios policiais.

Em nota conjunta, eles afirmam que a medida do governo petista “beneficia facções criminosas e pune agentes que arriscam suas vidas pela sociedade”.

“O decreto representa uma interferência indevida na gestão da segurança estadual, restringindo as atribuições das polícias locais”, diz o comunicado assinado por quatro governadores do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud).

Em publicação nas redes sociais, Zema afirmou:

“Diga-me quem tu proteges, que te direi quem tu és! O decreto do Governo Federal publicado no período de festas, coloca os policiais em risco e tenta tirar dos estados o recurso dos fundos penitenciário e de segurança. O cuidado deveria ser pra quem nos protege, não pra bandidos.”

 

CONFRA DE FIM DE ANO DO BLOCO DOS RAPARIGUEIROS 2024

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* É hora de celebrar! **

 

A Diretoria do Bloco dos Raparigueiros tem o prazer de convidar seus foliões para a tradicional confraternização de fim de ano. Celebre conosco a chegada de um novo ano com muita folia e já entrando no clima do Carnaval 2025.

Há 26 anos, o Bloco dos Raparigueiros reúne seus foliões para uma festa inesquecível, o evento contará com a presença da Batucada dos Raparigueiros, DNA SALVADOR e Banda Imagem.

A festa acontecerá no dia 31 de dezembro com início às 12h e encerramento previsto para às 18h.

O cardápio completo do almoço contará com grelhados e mais de 100 kg de pernil assado.

 

Não perca essa festa!

SERVIÇO:

Confra Fim de ano do Bloco dos Raparigueiros

Data: 31/12 (terça)

Horário: 12h às 18h

Atrações: Batucada dos Raparigueiros , DNA SALVADOR e Banda Imagem

Almoço individual: R$ 20,00

Local: SIBS Quadra 03  Bl. B- Edifício Banshop ( Bar do Beto) – Núcleo Bandeirante

Entrada franca

Censura livre

Informações: 99997-4205/ 98135-7020 / 9 9908-0004

Facebook/insta@ blocodosraparigueiros

www.raparigueiros.com.br

 

 

Planejamento financeiro para 2025: 7 dicas para começar o ano com o pé direito

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Janeiro costuma ser um mês desafiador para as finanças dos brasileiros, com contas acumuladas e despesas do início do ano. Para Guy Peixoto, empreendedor serial e autor de “101 Princípios Essenciais do Empreendedorismo”, um bom planejamento financeiro é a chave para superar esses desafios e alcançar as metas de 2025.

Com Janeiro é tradicionalmente um mês desafiador para as finanças dos brasileiros. Contas como IPVA, IPTU, material escolar e faturas acumuladas do período de festas podem comprometer o orçamento e dificultar o início do ano com equilíbrio financeiro. Para Guy Peixoto, empreendedor serial e autor de “101 Princípios Essenciais do Empreendedorismo”, um bom planejamento financeiro para 2025 é a chave para enfrentar esses desafios e alcançar metas ao longo do ano. Confira as sete dicas essenciais do especialista para organizar suas finanças e começar 2025 de forma estratégica:

 

  1. Conheça suas finanças

O primeiro passo para um planejamento eficaz é ter clareza sobre sua situação financeira. “Liste todas as suas fontes de renda e todas as despesas fixas e variáveis”, orienta Guy. Saber exatamente quanto entra e quanto sai é essencial para identificar possíveis ajustes e evitar surpresas.

 

  1. Priorize as dívidas

Janeiro é um mês em que as contas acumuladas podem pesar. Guy recomenda priorizar o pagamento de dívidas para evitar juros e multas. “Organize suas pendências por ordem de urgência e renegocie condições de pagamento, se necessário”, sugere.

 

  1. Crie um orçamento mensal realista

Defina um teto para os seus gastos mensais, considerando suas despesas fixas, variáveis e imprevistos. “Um orçamento realista deve prever um equilíbrio entre pagar contas, guardar dinheiro e ainda ter espaço para despesas pontuais”, explica o especialista.

 

  1. Prepare-se para os gastos de janeiro com antecedência

Contas como IPVA, IPTU e material escolar não são surpresas, então é importante planejar-se para elas desde o ano anterior. “Comece a poupar pequenas quantias mensalmente para essas despesas já em novembro ou dezembro. Assim, o impacto em janeiro será menor”, aconselha Guy.

 

  1. Estabeleça metas financeiras claras para 2025

Ter objetivos bem definidos é fundamental para manter o foco ao longo do ano. “Estabeleça metas como criar uma reserva de emergência, investir em um curso ou até mesmo uma viagem. Isso dará sentido aos seus esforços financeiros”, afirma Guy.

 

  1. Reserve um fundo de emergência

Imprevistos acontecem, e ter uma reserva financeira pode evitar endividamentos. Guy recomenda guardar ao menos 10% da sua renda mensal em uma conta separada. “Esse fundo deve ser utilizado apenas para situações emergenciais, como despesas médicas ou consertos inesperados”, alerta.

 

  1. Comece a investir

Mesmo com um orçamento apertado, é possível investir. “Comece com opções de baixo risco, como Tesouro Direto ou fundos de renda fixa, que permitem aportes pequenos e são ideais para iniciantes. O importante é começar e criar o hábito”, explica o especialista.

Guy Peixoto reforça que o planejamento financeiro é um processo contínuo, que exige disciplina e adaptação às mudanças. “Encarar suas finanças com responsabilidade e estratégia é o primeiro passo para transformar seus sonhos em realidade. Não deixe para amanhã o que pode começar hoje”, conclui.