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Contra tudo e contra (quase) todos: apesar de proibição legal, mineradora em Goiás continua lucrando com exportação de amianto no Brasil

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Proibida em mais de 60 países, a fibra cancerígena foi banida pelo STF há sete anos, mas segue sendo explorada graças a manobras legislativas. Com uma única empresa instalada, Brasil ainda é o terceiro maior exportador de amianto no mundo

Os deputados estaduais de Goiás aprovaram uma nova lei adiando para 2029 o prazo para encerramento das atividades de extração de amianto. Não é a primeira vez em que a indústria de amianto ganha uma nova chance no Planalto Central: a norma de âmbito estadual recicla outra manobra da política goiana que, desde 2019, dá respaldo ao descumprimento da decisão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF), que já baniu a exploração de todos os tipos de amianto no Brasil há mais de sete anos. De lá para cá, movimentos sociais, especialistas e entidades unidos contra a fibra cancerígena travam uma briga judicial para provar a inconstitucionalidade da lei estadual que deu brecha para que o amianto continuasse sendo explorado.

 

O solo goiano abriga a mina Cana Brava, a única área de extração de amianto em operação em todo continente americano. Sob comando da SAMA Minerações, de Minaçu, no norte do estado, partem toneladas da fibra natural cuja proibição é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2006. Embora a lei de Goiás permita apenas a exportação, a extração do amianto em solo brasileiro ativa uma cadeia de distribuição que expõe milhares de pessoas ao risco, desde os trabalhadores da mineradora, logística de transporte terrestre até os portos que despacham a matéria-prima para o resto do mundo, principalmente Ásia. Apesar de escasso em informações, o site da empresa exibe resultados econômicos expressivos: a SAMA concentra 15% do mercado global de amianto crisotila, minério responsável pelo adoecimento e morte de cerca de 100 mil pessoas por ano em todo mundo.

 

Depois de mais de 30 anos de articulação entre especialistas e organizações que alertam para os riscos que a exploração do amianto impõe à saúde, em 2017 o STF aprovou o banimento completo do produto no país. Mas a lei se mostrou ineficaz: em 2019 a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) burlou a ordem federal e aprovou a lei estadual Lei nº 20.514, de autoria do Deputado Rubens Marques (União Brasil),  para liberar a exportação “enquanto houver capacidade de extração de lavra ou disponibilidade do minério”. Uma ação de inconstitucionalidade tramita até hoje no STF, que deveria ter apreciado a matéria no último 14 de agosto, mas a suprema corte retirou o item da pauta sem nenhuma explicação. No dia seguinte, a Alego aprovou uma lei protocolada no mesmo dia pelo próprio governo do estado: a lei 22.932 estabelece o generoso prazo de cinco anos para o fim da exploração da fibra em Goiás e, consequentemente, no Brasil. Ambas as leis estaduais foram sancionadas pelo governador Ronaldo Caiado, do União Brasil. O processo ADI 6200 deveria ingressar novamente na pauta do STF em outubro, para discutir a suspensão imediata da atividade econômica, mas foi novamente destacado em 22 de outubro de 2024, ocasião em que o governador Caiado se reuniu com o relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes. O fechamento da mina em Minaçu foi o tema da reunião de despacho, segundo vídeo publicado pelo próprio governador goiano em seu perfil pessoal em uma rede social.

 

A justificativa que ampara essas decisões políticas é o impacto socioeconômico do fim das atividades mineradoras na cidade de Minaçu, que, segundo a Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea) mantém cerca de 300 postos de trabalho na região de 30 mil habitantes. “A identidade local está muito ligada à instalação da empresa que está ali há décadas, oferecendo emprego, mas também obras de infraestrutura que são reconhecidas pela população, que acaba defendendo a permanência da exploração mineral”, avalia a engenheira civil e fundadora da Abrea, Fernanda Giannasi.

 

Para o deputado Nilto Tatto (PT-SP), o argumento econômico não se sustenta, visto que a OMS reconhece o risco cancerígeno do amianto desde 1976. “Esse é um debate permanente no setor da mineração. É um bem finito. Como que aquela atividade econômica é trabalhada na perspectiva de transição do emprego? Não se justifica. Esse debate vem há muito tempo e a questão de se buscar uma alternativa é permanente.” rebate. Em sintonia, Giannasi lembra que outra mina de amianto foi desativada na Bahia em 1967, quando passou-se a explorar o norte de Goiás. A extração em solo baiano foi encerrada por esgotamento da lavra, que já era bastante profunda, e não por imposição de leis restritivas. “Na Bahia existe essa experiência, que é muito difícil. Não houve planejamento socioeconômico para interrupção das atividades, gerando um imenso passivo socioambiental aos baianos. Até hoje estamos atuando com rastreamento da saúde da população, que continua exposta”, relata Giannasi.

 

Fim programado

A lei mais recente aprovada em Goiás estabelece o encerramento da extração em Minaçu até 2029 e determina que “a empresa concessionária de lavra” apresente em um prazo de 90 dias o “plano estratégico de fechamento de mina para minimizar os impactos econômicos, sociais e ambientais decorrentes do encerramento das atividades de mineração”. O documento ainda menciona que “os recursos necessários à implementação de todas as etapas do plano de encerramento das atividades da mina correrão por conta do fundo financeiro” determinado no decreto da lei de 2019. Esse decreto não menciona o valor que seria aportado pelo estado para suprimento das despesas, mas antecipa que “caso o fundo financeiro alcance valores superiores aos gastos totais para o fechamento da mina, a diferença será incorporada ao patrimônio da concessionária”.

 

A reportagem procurou a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) de Goiás para confirmar se a SAMA Minerações já apresentou o Plano Estratégico de encerramento das atividades e explicar de que maneira o governo do estado vai definir o fundo para cobrir as despesas com a paralisação das atividades, conforme determina a lei estadual. A assessoria de imprensa não soube prestar essas informações e alegou que apenas um técnico de licenciamento tem domínio sobre o processo e que esse profissional estaria incomunicável, em trabalho de campo. Segundo a assessoria de imprensa da SEMAD, seriam necessários alguns dias para prestar as informações solicitadas.

 

Quem atua pelo banimento da fibra realça o questionamento sobre os termos em que se dará o fim das atividades de extração do amianto em Goiás. “Não tá claro pra gente como vai ser essa paralisação. Qual é o material estocado? Como vai ser o descomissionamento da área? Quantos anos vai levar? Quanto investimento?”, indaga a fundadora da entidade. “É de uma complexidade tamanha… pra realizar tudo aquilo vai levar décadas. E quem vai pagar isso? É o estado de Goiás? Quais são os acertos, os ajustes? A empresa vai ter um plano financeiro para arcar com isso? Quem promoveu a degradação foram eles! Ou essa lei foi só uma justificativa para ganhar mais cinco anos”, problematiza a fundadora da Abrea.

 

Risco camuflado

Na contramão das manobras do legislativo goiano, em 2023 o deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), propôs ao Congresso Federal um projeto de lei que versa sobre o processo de “desamiantagem” e “dispõe sobre as atividades ou operações de manutenção, demolição, remoção, transporte de resíduos e destinação final de materiais ou produtos contendo amianto”. A intenção era avançar para além do banimento absoluto do minério substituindo instalações antigas que contivessem a fibra. “São dois debates: um, de como a legislação põe fim à exploração e outro, de como retira o amianto que já está no ambiente. É uma tarefa ainda mais difícil que proibir”, comenta o parlamentar.

 

Desde que foi protocolado em Brasília, o projeto permanece parado na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, atualmente presidida pelo deputado Rafael Prudente (MDB-DF). “É uma tática: deixar tudo parado”, analisa Tatto. “Temos uma dificuldade muito grande quando trata desses temas e isso tem a ver com a própria composição do Congresso. A gente não consegue que o presidente designe um relator adequado. Pode até designar alguém do centrão que se articula fortemente com lobby da mineração. Tudo que mexe com interesses relacionados com a mineração é difícil”, explica. “Eles não deixam os projetos passarem e ainda propõem outros para atrapalhar”.

 

Na perspectiva do deputado Nilto Tatto (PT-SP), as políticas públicas devem ser pensadas de forma a incluir as mineradoras na responsabilização e compensação pelos danos causados ao meio ambiente e à saúde pública ao longo de décadas de rentabilidade que foi conquistada a partir da extração de um recurso coletivo. “A responsabilidade socioambiental dos empreendimentos é um debate que a gente vem fazendo. Se se chegou à conclusão de que a empresa pode operar, ela também tem que prever de arcar com as consequências. Recursos do subsolo são propriedade da União, do povo brasileiro. É concessão. Se o empreendedor ganhou dinheiro com aquilo, não pode ficar eximido dos impactos”, argumenta.

 

Vexame na vitrine global

A falta de firmeza do Brasil para fazer valer a decisão da Suprema Corte é motivo de constrangimentos diante da comunidade internacional. Para Nilto Tatto (PT-SP), é preciso que o governo deposite mais energia no assunto, promova ação interministerial e seja coerente com os documentos dos quais é signatário. “O governo federal deveria agir mais; envolver ministérios do Meio Ambiente e Saúde, Minas e Energia, Indústria e Comércio, com atuação mais firme para fazer valer a decisão geral e superar o argumento da própria empresa, que é o de gerar emprego. Isso é ruim pra imagem do Brasil”.

 

Fernanda Giannasi corrobora com a análise do parlamentar e classifica a ação exportadora do produto ameaçador à saúde como uma espécie de racismo ambiental praticado com países como a Índia. “O Brasil barra no problema do próprio Supremo, que acaba se comportando de uma maneira vexatória diante do resto do mundo. “o que não pode aqui exporta para os demais”, sentencia. Além do problema de transferência da contaminação, Giannasi alerta para a vantagem comercial que a SAMA Minerações obteve diante da guerra da Ucrânia, suprindo o fornecimento para a Índia. “O Brasil e outros grandes concorrentes globais, como Cazaquistão, Rússia e China – onde a resistência social é frágil e praticamente nula – acabaram se valendo do banimento no resto do mundo e, no caso do Brasil, até da guerra, para se beneficiar comercialmente”.

 

Carga perigosa

Os riscos da exploração do amianto são conhecidos desde a década de 1950. Os graves prejuízos à saúde humana – principalmente dos trabalhadores das minas – resultaram no banimento do amianto na maior parte do mundo. Estima-se que 125 milhões de pessoas permaneçam expostas às partículas que são aspiradas e causam diversas doenças respiratórias e variados tipos de câncer. A exploração do mineral também traz graves prejuízos à natureza, com resíduos que contaminam solo, água e ar.

 

Decisão americana deve impulsionar a luta no Brasil

Os Estados Unidos anunciaram no dia 18 de março a proibição do último tipo de amianto ainda utilizado por algumas indústrias do país. Isso ocorre meio século depois de o governo norte-americano iniciar a luta contra a utilização desse mineral altamente cancerígeno. Acredita-se que esse fator deve impulsionar a discussão do tema de maneira resolutiva no Brasil.

 

Documentário “Não respire”

O documentário “Não Respire – Contém Amianto investiga como a indústria do produto trabalha para vender a imagem de que o tipo de amianto usado no bilionário mercado brasileiro de telhas, chamado de “crisotila”, não é tão ruim assim.  Ele pode ser visto aqui a título de conhecimento: https://reporterbrasil.org.br/documentarios/naorespire/

Confira também a publicação do Ministério da Saúde e do INCA (Instituto Nacional do Câncer): Amianto, câncer e outras doenças: você conhece os riscos?

 

 

Artigo escrito por Ester Athanásio, jornalista, mestre em comunicação e doutoranda em políticas públicas pela Universidade Federal do Paraná, especialista em comunicação de causas socioambientais, para o projeto – #foraamianto – que atua pelo banimento da fibra no Brasil, liderado pela jornalista Elaine Bento, especialista em marketing estratégico, mídias digitais e neurociências e comportamento humano.

Ciesp: acordo Mercosul-UE impulsionará a indústria

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“O acordo entre o Mercosul e a União Europeia, cuja conclusão foi anunciada nesta sexta-feira (6/12), representa um marco significativo para a indústria brasileira, oferecendo uma série de oportunidades para fortalecer a presença de nosso país no comércio internacional e aumentar sua competitividade global”, avalia Rafael Cervone, presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Dentre os principais benefícios, destaca-se a diversificação das exportações, pois o acesso preferencial (tarifas favorecidas, liberdade alfandegária, protecionismo) do Brasil ao mercado mundial aumenta de 8% para 37%. “Com a abertura do mercado europeu, o acordo proporciona uma inserção internacional alinhada com a agenda de crescimento inclusivo e sustentável, o que é essencial para garantir ganhos econômicos e sociais de longo prazo”, observa Cervone. Isso reforça a competitividade global do Brasil.

Um dos aspectos mais vantajosos é o impacto direto nas exportações industriais. Com a redução das barreiras tarifárias, cerca de 97% das exportações brasileiras do setor para o bloco europeu terão tarifa zero. Trata-se de algo que proporcionará um impulso considerável à indústria nacional, estimulando a exportação de bens de maior valor agregado para um mercado altamente competitivo, com um PIB per capita de US$ 40,8 mil.

“A abertura do mercado europeu, que representa uma das economias mais robustas do mundo, permitirá ao Brasil fortalecer sua presença nas cadeias globais de valor”, salienta o presidente do Ciesp, acrescentando que o acordo permitirá ao Brasil diversificar sua pauta de exportações. “Com isso, nosso país reduz a dependência de poucos mercados, aumentando sua resiliência econômica frente a crises e volatilidades globais. Isso é crucial para garantir maior estabilidade e sustentabilidade no crescimento econômico do Brasil, ao mesmo tempo em que fortalece a competitividade de nossa indústria”, conclui.

Cleuza Brandão emociona o público com arte e inclusão no Brasília + TI

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Uma noite repleta de emoção, arte e diversidade marcou o encerramento do painel “Empreendedorismo Feminino” no Brasília + TI, evento realizado nesta quinta-feira, 28, na capital federal. Sob a direção e produção da talentosa dramaturga Cleuza Brandão, as apresentações culturais foram o ponto alto da noite, unindo inclusão, inovação e sensibilidade de forma inesquecível.

 

Cleuza Brandão, que é Diretora de Cultura do Conselho da Mulher Empresária (CME) da ACDF e uma das mentoras do Observatório do Empreendedorismo Feminino, trouxe ao evento um espetáculo único. Pela primeira vez, o Grupo Cyber Vogue e o Street Cadeirante performaram juntos, criando uma apresentação simbólica que representou a conexão entre máquinas e humanos.

 

O show começou com o Cyber Vogue, formado por coletivos de pessoas trans e drag queens, que apresentou uma performance futurista com figurinos inspirados em robôs. A apresentação, marcada por coreografias ousadas e cheias de energia, emocionou o público com sua mensagem de inovação e inclusão. Ao final, os artistas interagiram com a plateia e distribuíram alfajores como lembrança, criando um momento de afeto e conexão.

 

Na sequência, o Street Cadeirante trouxe a força da dança inclusiva ao palco, destacando a superação e a potência da arte como ferramenta de transformação. Em um momento emocionante, os dois grupos se uniram em uma coreografia conjunta, representando o equilíbrio entre tecnologia e humanidade, máquinas e pessoas, arrancando aplausos calorosos do público.

 

Cleuza Brandão subiu ao palco para se apresentar como diretora do Observatório do Empreendedorismo Feminino e celebrou o sucesso do encerramento. “Unir arte, tecnologia e inclusão em um evento dessa magnitude é um privilégio. Ver os aplausos e as emoções compartilhadas mostra o quanto essa mensagem é poderosa e necessária”, destacou.

 

A direção artística das apresentações foi assinada por Eloisa Cunha, enquanto a equipe de produção contou com a expertise de Eliane Moreira. Juntas, sob a coordenação de Cleuza, entregaram uma experiência marcante, provando que cultura e tecnologia podem caminhar lado a lado.

 

Com a força de sua visão inovadora e compromisso com a inclusão, Cleuza Brandão reafirma sua posição como uma das grandes responsáveis por transformar a arte em uma ferramenta de empoderamento e transformação social. O Brasília + TI encerrou em grande estilo, deixando uma mensagem de esperança e inspiração para todos os presentes.

Acordo Mercosul-UE é vantajoso para o setor têxtil e de confecção e a indústria brasileira

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A conclusão do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, anunciada nesta sexta-feira (6/12), será essencial para a indústria têxtil e de confecção e para a economia brasileira. O tratado elimina tarifas para 97% dos bens manufaturados entre os dois blocos, oferecendo oportunidades de aumento de investimentos, exportações, criação de empregos, fomento da produção e aporte tecnológico. Assim, contribuirá para impulsionar o crescimento sustentável e elevar o Brasil ao patamar de renda alta.

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), representante de mais de 25 mil empresas, que geram 1,3 milhão de empregos diretos, foi uma das pioneiras nas negociações, defendendo parâmetros mercadológicos equilibrados, numa diplomacia econômica muito bem-sucedida com a European Apparel and Textile Confederation (Euratex). A entidade acredita que o acordo será vital para facilitar o comércio, serviços e investimentos, além de aumentar a cooperação entre empresas dos dois blocos. Trata-se de uma oportunidade histórica.

O tratado oferece acesso ao mercado consumidor da União Europeia, o segundo maior do mundo, com 500 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22 trilhões, o que abre grande potencial para o crescimento das exportações. A Abit estima que o aumento do comércio pode criar até 300 mil empregos formais nos próximos 10 anos. Também haverá avanços no intercâmbio tecnológico, dado o alto nível de inovação nos dois blocos.

Os benefícios estendem-se a diversos setores, oferecendo a possibilidade de convergência de normas comerciais, facilitando o comércio e promovendo segurança jurídica. O Brasil pode explorar um diferencial competitivo importante: a bioeconomia, a geração de energia limpa e a contribuição para a redução das emissões de gases de efeito estufa. O aumento da competitividade global do nosso país também melhora sua capacidade de enfrentar a concorrência de importados no mercado interno.

O acordo, em sua essência, é aderente às metas de fomento, sustentabilidade e modernização industrial. Com a sua implementação, os países dos dois blocos têm muito a ganhar.

Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit)

ABRINT Nordeste recebe 4.500 visitantes e arrecada mais de 5 toneladas de alimentos para projeto social de Fortaleza 

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Encontro reuniu fabricantes de equipamentos, distribuidores, prestadores de serviços, empresas parceiras, consultores e especialistas, superando as expectativas em relação à movimentação de público e batendo recorde na arrecadação de alimentos. Próxima edição, programada para os dias 27 e 28 de novembro de 2025, também será sediada em Fortaleza.

 

Com o crescimento dos provedores regionais e ampliação da tecnologia para fomento de uma internet mais rápida e que atenda às necessidades dos usuários, a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (ABRINT) comemora o sucesso da sua terceira edição do ABRINT Nordeste. O evento, que aconteceu entre os dias 5 e 6 de dezembro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, reuniu fabricantes de equipamentos, distribuidores, prestadores de serviços, empresas parceiras, consultores e especialistas. Somado a feira de negócio, que reuniu mais de 60 expositores, a programação das plenárias principal e técnica, além das salas de workshop ajudaram a entender melhor a força e a importância dos provedores de internet da região.
De acordo com André Felipe Rodrigues, diretor de Eventos da ABRINT, a edição 2024 do ABRINT Nordeste superou a expectativa de esperada para os dois dias. “Foram quase 4.500 inscritos. Ano a ano, o evento vem ocupando a sua representatividade no segmento regional, munindo o público com informações técnicas relevantes, tanto que já temos data para a edição 2025 do ABRINT Nordeste, que será realizado nos dias 27 e 28 de novembro, aqui mesmo em Fortaleza”, enfatiza. Assim como já é de costume, os eventos realizados pela ABRINT também desempenham um papel social a partir da arrecadação de alimentos. Nesta edição, 5,5 toneladas de alimentos não perecíveis foram arrecadadas e serão destinadas à Associação Beneficente João Cavalcanti Neto, também conhecido por Projeto Joãozinho, sediado em Fortaleza.
Primeiro dia destacou conteúdos sobre a faixa 6 GHz
Na abertura da feira, o presidente da ABRINT, Mauricélio Oliveira Júnior, fez questão de destacar os temas em evidência na atualidade e que interferem diretamente no crescimento e fornecimento de uma conexão de qualidade. “A revolução dos pequenos provedores brasileiros promoveu muito mais que inclusão digital. Levamos acesso à educação, cultura, saúde, oportunidades de trabalho e, acima de tudo, levamos esperança. Não custa lembrar que conectividade significativa se constrói com banda larga de qualidade e com ampla capacidade de dados. Para isso, é imperativo que olhemos com muita atenção para a disponibilidade de espectro para o WiFi”, declarou.
No painel “WiFi em 6 GHz: o caminho para conectividade significativa”, Vicente Aquino, conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) destacou a possibilidade de levar o acesso à internet para os segmentos mais desassistidos. “Hoje, 60% dos serviços de banda larga fixa são fornecidos pelos provedores regionais. Com a exploração da faixa 6 GHz, a intenção é levar esse potencial adiante e, certamente esse é um desafio que vai contar com a participação dos agentes regionais”, pontuou. Já Martha Suarez, presidente da Dynamic Spectrum Alliance (DSA), trouxe dados de países que já operam na frequência de 6GHz, evidenciando a importância de oferecer um WiFi de qualidade.
Aníbal Diniz, consultor da Associação NEO mostrou, a partir de dados de pesquisa, que o Brasil apresenta o mercado de banda larga fixa mais competitivo do mundo, com 437 Prestadoras de Pequeno Porte (PPP), por milhão de habitantes. “Dependendo do número de habitantes da cidade, 85% do market share são dos pequenos provedores, o que mostra o protagonismo e importância dos provedores regionais para um fornecimento de uma conexão de qualidade. Por isso, defendemos que a utilização da faixa de 6 GHz seja usada, em sua totalidade, para subsidiar o fornecimento do serviço de conexão WiFi”, destacou.
A programação do primeiro dia de evento seguiu com a apresentação do painel “Educação conectada: os provedores na linha de frente”, conduzido por Eri Santana, Conselheira da Abrint, Erich Rodrigues, CEO do Grupo Interjato e Fernanda Prado, do Instituto Escola Conectada. Entre um painel e outro, o público presente teve acesso a palestras com nomes de relevância do setor, que traziam embasamento para desafios corriqueiros na gestão dos provedores regionais. Passaram pelo palco principal do evento Nando Garcia (CEO da Cogni-MGR), que discutiu sobre “As empresas de sucesso orientadas para o resultado”; Marlos Melek (Juiz Federal do Trabalho), que trouxe a apresentação “Onde as empresas mais erram?” e, fechando a programação, Alfredo Soares (Fundador da Fundou a XTECH COMMERCE e especialista em vendas), com a palestra “Bora vender: a melhor estratégia é atitude”.

 

Segundo dia foi marcado por discussões sobre compartilhamento de postes e regularização dos PPPs
No segundo dia do evento, as discussões contemplaram um eixo de governança a favor da legalização dos PPPs. “A relevância do tema está relacionada diretamente com a possibilidade de acesso a programas que impulsionam o desenvolvimento dos agentes. A partir dos dados atualizados juntos a Anatel, os provedores passam a existir, de fato e direito. Para isso, as associações possuem canais que ajudam a capacitar os provedores, tornando-os ainda mais competitivos”, disse Helton Dorl, Vice-Presidente da Redetelesul, durante painel.
O compartilhamento de postes também ocupou lugar de destaque nas plenárias do ABRINT Nordeste. “Usar o poste é um direito e não um favor. Nosso papel é conseguir um ponto de equilíbrio que seja sustentável para os dois setores, tanto para a Anatel, que regulariza, quanto para as empresas, que precisam desse equipamento para seguir com o fornecimento dos seus serviços. Seguir com o diálogo institucional é imprescindível para preservar os interlocutores”, pontuou Wanderson Moreira Brito, gerente regional da Anatel.
Ao logo do dia, o público também conferiu outras plenárias, com temas ligados a legislação, crédito para investimento e conectividade. O palco da ABRINT Nordeste também recebeu a palestra de Luis Justo, CEO da Rock World, responsável por projetos icônicos como The Town e Rock in Rio. Paralelo a toda programação principal, o público que buscou conteúdos focados em jornada do cliente e assuntos mais técnicos também contou com um espaço próprio, assim como aqueles que vieram para aprender mais sobre o mercado dos provedores, com os workshops focados na fidelização e gestão de reclamações.
Sobre a ABRINT
A Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (ABRINT) tem atuação nacional e representa provedores regionais de internet em discussões junto ao governo, órgãos reguladores e entidades afins. Provedores são majoritariamente empresas de pequeno e médio portes. Segundo a Anatel, há pelo menos um provedor em operação em todas as cidades do país e mais de 50% do mercado nacional de fibra óptica até os domicílios brasileiros vêm dos pequenos provedores. Para mais informações, acesse: Link

 

Entidades da Advocacia repudiam resolução do CNJ que limita sustentações orais  

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A AASP – Associação dos Advogados se uniu às entidades Abracrim – Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas, AATSP – Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo, CESA – Centro de Estudos das Sociedades de Advogados, IASP – Instituto dos Advogados de São Paulo, MDA – Movimento de Defesa da Advocacia, Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo e SINSA – Sindicato das Sociedade de Advogados dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, para assinar uma nota contrária à Resolução CNJ 591, que estabelece requisitos para o julgamento de processos em ambiente virtual.

Prevista para entrar em vigor a partir 3 de fevereiro de 2025, a norma autoriza o Poder Judiciário a adotar sessões na modalidade on-line sem interação em tempo real, com sustentações orais gravadas e critérios restritos para pedidos de destaque.

O documento classifica a Resolução como um retrocesso na garantia do exercício da Advocacia, além de ser um ataque direto a pilares fundamentais do direito de defesa e da ampla defesa.

AASP EM AÇÃO – A AASP atua de forma ininterrupta e firme em prol da Advocacia e da sociedade brasileira. Acreditamos que as pessoas profissionais devem se dedicar ao que fazem de melhor: Advogar. Atuamos em defesa dos direitos e dos interesses da classe, em todo o território nacional, além de termos o compromisso de esclarecer, provocar o debate e cobrar o Poder Público sobre decisões que beneficiem toda a sociedade civil. Para saber mais sobre nossa atuação, acompanhe nosso Portal AASP e nossas mídias sociais. AASP: potencializando e facilitando o exercício da Advocacia.

Curso gratuito sobre Reforma Tributária para empreendedores está com inscrições abertas

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Treinamento é da Omie, plataforma de gestão (ERP) na nuvem, e fornece 15 horas de conteúdo online

A partir de hoje, empreendedores têm um novo recurso para se preparar para a Reforma Tributária. A Omie, plataforma de gestão (ERP) na nuvem, lança um curso gratuito e inédito às pequenas e médias empresas (PMEs) que permite aos empresários entender as novas regras e  as mudanças previstas nos próximos anos.

“A Reforma transformará os cenários econômico e empresarial, com desafios para os pequenos e médios negócios que precisarão contar com o apoio dos contadores”, afirma Kaleu Florio, coordenador pedagógico da Omie.Academy, plataforma de educação e comunidade para empreendedores e contadores da Omie.

Com 15 horas de conteúdo online, o curso “Reforma Tributária para PMEs” é ministrado por Felipe Beraldi, economista e gerente de Indicadores e Estudos Econômicos da Omie, que aborda os principais aspectos da nova lei e detalhes das mudanças previstas para os diferentes regimes tributários. Karine Manes, coordenadora de Sucesso do Contador da Omie, e Wagner Xavier, arquiteto de Soluções e Negócios da scale-up, sugerem estratégias e ferramentas de adequações e destacam o papel do contador como parceiro estratégico dos empresários.

Para acessar o conteúdo completo do curso e obter o certificado, é necessário se inscrever gratuitamente na Omie.Academy pelo link.

Sobre a Omie

Fundada em 2013 por Marcelo Lombardo e Rafael Olmos, a Omie tem o propósito de destravar o crescimento de todos os tipos de negócios, oferecendo um sistema de gestão inovador, completo e ilimitado, ancorada em quatro grandes pilares: Gestão, por meio do software; Educação, por meio da Omie.Academy; Finanças, por meio das funcionalidades de um banco digital, além de linhas de crédito e soluções para apoio à gestão de PMEs, como o Itaú Meu Negócio gestão by Omie; e Comunidade, por meio de um ecossistema que conecta clientes, fornecedores e prestadores de serviços. Líder do segmento, a empresa conta com mais de 24 mil escritórios contábeis parceiros, mais de 160 mil clientes, aproximadamente 1.600 colaboradores e mais de 130 unidades de franquias no país.

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Ciesp apoia ação de inconstitucionalidade da CNI contra novas obrigações tributárias

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O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) apoia a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra os artigos 43 e 44 da Lei 14.973/2024, que criam a Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária.

“Entendemos que esses dispositivos violam prerrogativas fundamentais, princípios referentes a impostos e direitos de micro e pequenas empresas, além de aumentarem a burocracia e os custos para o nosso setor em geral”, pondera Rafael Cervone, presidente do Ciesp e primeiro vice da Fiesp.

“Compartilhamos a visão da CNI de que a lei fere os princípios da simplicidade tributária, da proporcionalidade e da razoabilidade e de que as novas exigências impõem um dever excessivo e inadequado às empresas”, ressalta Cervone, afirmando: “A burocracia criada é desnecessária e acaba aumentando os custos para as indústrias com a conformidade legal”. É desrespeitada, ainda, a prerrogativa constitucional de petição e acesso ao Judiciário, devido às dificuldades excessivas para contestar a norma.

Para o presidente do Ciesp também é grave o fato de ser atropelado o direito das pequenas e microempresas a um tratamento diferenciado, incluindo um modelo tributário mais simples. “As novas obrigações colocam em risco essas condições essenciais para o segmento, submetendo-o a um regime mais rígido e oneroso”, alerta, concluindo: “Esperamos que o STF, guardião da Constituição, corrija todos os equívocos da nova lei”.

Premiações reconhecem órgãos e entidades do DF por excelência em transparência, controle e inovação

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Cerca de 500 pessoas presentes, 97 órgãos e entidades, 3 prêmios e lançamento de totens itinerantes marcaram o evento durante a Semana da CGDF de Combate à Corrupção
 
Na quarta-feira, 4/12, órgãos e entidades do Governo do Distrito Federal (GDF) foram reconhecidos pela inovação na gestão pública, transparência e por seguirem recomendações de auditorias em 2024. A cerimônia aconteceu no segundo dia da Semana da Controladoria-Geral do DF de Combate à Corrupção, no auditório da Câmara Legislativa do DF (CLDF), reunindo cerca de 500 pessoas. Três prêmios foram entregues aos órgãos públicos: em seu primeiro ano, o Prêmio IPÊ – Inovação em Transparência; o tradicional Prêmio ITA (Índice de Transparência); e, por fim, o Prêmio Alto Nível.
“O trabalho diário dos órgãos deve ser capaz de transformar a relação entre governo e sociedade, modificar reclamações em elogios e mostrar que o governo é transparente. É, acima de tudo, um trabalho colaborativo entre todo o GDF”, afirmou Daniel Lima, controlador-geral do DF, presente na mesa de abertura, que também teve a participação da deputada Paula Belmonte, presidente da Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle da CLDF, e do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman.
Na oportunidade, também houve o lançamento do Projeto Participe Aqui, que disponibilizará totens itinerantes para registros de manifestações de ouvidoria à população do DF.
O projeto é fruto da parceria entre a CGDF e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, que visa aproximar a população do governo por meio de totens itinerantes para manifestações de ouvidoria. Com isso, o GDF amplia os canais de comunicação entre o governo e os cidadãos, permitindo o registro de demandas e sugestões em locais estratégicos do Distrito Federal.
1º Prêmio Ipê: Inovação em Transparência
A CGDF entrega, pela primeira vez, o Prêmio Ipê de Inovação em Transparência, instituído pelo Conselho de Transparência e Controle Social (CTCS). Os órgãos puderam participar do prêmio por meio de chamamento público, no qual houve a adesão de 20 projetos. A partir disso, a comissão de avaliação composta exclusivamente pela sociedade civil, guiada pelos critérios de inovação, transparência, controle social e replicabilidade, elegeram os três principais projetos.
As iniciativas inovadoras incluem projetos de transparência, desenvolvidos e implementados no âmbito dos órgãos e entidades do Governo do Distrito Federal, que promovam a divulgação de informações públicas que não se encontram no rol mínimo exigido pela Lei de Acesso à Informação ou a melhoria da qualidade dos dados e informações já disponibilizados.
Conheça os vencedores:
  • Secretaria de Estado de Saúde (SES) – com o projeto Saúde Aberta-DF: Conjunto de Dados Abertos da Saúde no DF. O Infosaúde centralizou dados de saúde pública desde 2020, promovendo uma gestão eficiente e baseada em evidências;
  • Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) – com o projeto Sistema Distrital de Informações Ambientais – SISDIA, uma plataforma que integra tecnologia geoespacial para o gerenciamento e disponibilização de informações ambientais no Distrito Federal;
  • Secretaria Estados de Economia (SEEC) – com o projeto da Plataforma Eletrônica Parcerias GDF MROSC, que facilita e acompanha as parcerias entre o governo e as Organizações da Sociedade Civil (OSCs).
Prêmio ITA: 93% dos órgãos e entidades do GDF alcançam 100%
O Prêmio ITA (Índice de Transparência) tradicionalmente avaliava a publicação de informações públicas nos sites oficiais do GDF, conforme os requisitos da Lei de Acesso à Informação (LAI). Em sua 9ª edição, buscando avançar na eficiência do Índice, atualmente são considerados também os atendimentos realizados via site Participa DF, captando dados de transparência passiva.
Com o novo critério, 90 dos 97 órgãos analisados alcançaram 100% de transparência ativa e passiva, ou seja, 93% dos órgãos do DF chegaram a esse patamar.
Prêmio Alto Nível: reconhecendo os órgãos que atendem de forma exemplar às recomendações das auditorias internas
Voltado ao reconhecimento de órgãos que atendem às recomendações de auditorias internas realizadas pela CGDF, o Prêmio Alto Nível divide-se nas categorias ouro, prata e bronze. Neste segundo ano foram premiados 52 órgãos do GDF. Importante destacar que só são objeto de avaliação neste Prêmio aqueles órgãos que foram auditados e receberam alguma recomendação por parte da CGDF. O critério de avaliação inclui a complexidade das demandas cumpridas e o monitoramento das recomendações até sua implementação.

PL da Inteligência Artificial passa na Comissão do Senado; Coalizão Direitos nas Redes comenta

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São Paulo –  Na manhã desta quinta-feira (05), a Comissão Temporária de Inteligência Artificial (CTIA) do Senado aprovou o texto do Projeto de Lei 2.338/2023, que regulamenta a Inteligência Artificial e estabelece direitos a pessoas eventualmente afetadas pela tecnologia no país. O PL, proposto pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), segue agora para o plenário, com votação marcada para a próxima terça-feira (10).

Caso seja aprovado, o texto cria o Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial (SIA), que será responsável pela fiscalização da IA no Brasil, e o sistema vai ser coordenado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), além de garantir minimamente a proteção de direitos fundamentais enquanto estimula a inovação responsável. A Coalizão Direitos na Rede, que reúne mais de 50 organizações da sociedade civil que lutam por direitos no ambiente digital, avalia a aprovação do PL na Comissão do Senado.
“Finalmente, tivemos o texto aprovado, depois de tantas prorrogações, e isso representa uma marcante vitória para a sociedade civil porque agora temos um projeto que garante direitos e medidas de governança. Como já pontuamos outras vezes, tivemos alguns retrocessos nos textos ao longo dos novos relatórios que foram apresentados, em que seguimos na luta pela melhoria, mas, é uma vitória muito grande que ele tenha sido aprovado para seguir o curso do processo legislativo”, analisa Paula Guedes, integrante do Grupo de Trabalho Inteligência Artificial da Coalizão Direitos na Rede.
Para André Fernandes, diretor do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife e integrante da Coalizão Direitos na Rede, “o relatório fez mais um movimento de redução das competências da autoridade central para que, em incidentes de segurança, o envio das informações seja feito para as autoridades setoriais. Antes, tinha autoridades, e agora está tudo autoridade setorial. Então, o relator fez mais um aceno nesse sentido ao fortalecimento das entidades regulatórias setoriais em detrimento de um poder centralizador. Isso, obviamente, pode ser lido como um esvaziamento da competência dessa autoridade coordenadora, que fica cada vez mais fraca a cada texto que se apresenta”.