© 2022 Pandora News Todos os direitos reservados - by BLU Internet
Boas Festas: Detran-DF registra 314 infrações no fim de semana
Como evitar que a política estrague a ceia de Natal: influenciador político cria regras após briga com o irmão
|
Com o Natal se aproximando, a expectativa de reunir a família para celebrar é grande, mas a tensão política que marcou os últimos anos no Brasil ainda ameaça muitas reuniões familiares. Nilton Oliveira, influenciador político de 40 anos, natural de Vitória, Espírito Santo, e atualmente residente em Lisboa, Portugal, compartilha regras práticas para evitar que discussões políticas arruínem a harmonia da ceia de Natal. Conhecido por abordar temas políticos de maneira educativa e descontraída, Nilton também usa sua própria história familiar como exemplo para ilustrar os desafios dessa convivência.
Suas dicas não surgem apenas de observações teóricas. Nilton revela que já passou por uma situação dolorosa em sua própria família: “Nunca tive um problema durante uma ceia de Natal, mas acho que podemos trabalhar essa história usando algo que já falei em outras ocasiões: o fato de eu e meu irmão não nos falarmos mais por conta de discussões políticas. Eu tinha uma tradição de montar a árvore de Natal da minha casa com os filhos dele, meus sobrinhos, e essa tradição foi interrompida porque ele me proibiu de vê-los por conta das nossas divergências políticas”, desabafa.
A experiência levou Nilton a estabelecer regras claras para manter o clima de paz durante as reuniões de fim de ano. Segundo ele, o primeiro passo é combinar, de antemão, que temas polêmicos, como política e religião, estão fora de pauta. “O foco deve estar no reencontro e na celebração. Uma conversa franca antes do evento pode poupar momentos constrangedores e garantir um ambiente mais acolhedor para todos.”
Outra recomendação é moderar o consumo de álcool. “O Natal não é uma competição de quem bebe mais. O excesso pode exacerbar emoções e transformar desentendimentos pequenos em grandes problemas”, alerta. Ele sugere que anfitriões equilibrem o cardápio de bebidas, oferecendo opções não alcoólicas para todos os convidados.
Para situações em que conversas indesejadas ainda surgem, Nilton sugere preparar frases prontas que possam redirecionar o rumo da discussão sem gerar desconforto. “Algo simples, como ‘Vamos aproveitar o Natal e deixar esse papo para outro dia?’, pode ser suficiente para mudar o foco da conversa.” Ele acredita que a comunicação gentil é uma ferramenta eficaz para manter a harmonia.
Além disso, ele sugere que, caso a situação saia de controle, é importante saber reconhecer o momento de se afastar. “Levantar, ir até a cozinha ou ao quintal para respirar pode evitar que a tensão aumente. Você não precisa concordar com tudo ou tentar convencer alguém em um momento de celebração.”
Por fim, Nilton reforça o verdadeiro espírito do Natal. “Lembre-se de que essas ocasiões são raras. Em vez de focar no que nos separa, devemos valorizar o que nos une: o amor, o respeito e a gratidão pela presença uns dos outros.”
Projeto SC Rural 2: Missão do Banco Mundial visita propriedades e maricultores
O Projeto SC Rural 2 avança na etapa de revisão técnica, nesta semana os representantes do Banco Mundial realizaram a Missão 3, com visitas de campo em Penha, Joinville, Massaranduba e Itajaí. O Governo do Estado trabalha para viabilizar o financiamento de US$ 120 milhões com o Banco Mundial, com a contrapartida de US$ 30 milhões, para colocar em prática esse projeto que busca promover aumento de renda, competitividade e enfrentamento aos eventos extremos, por meio da inovação tecnológica e na prestação dos serviços públicos.
O SC Rural 2 foi proposto pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) em conjunto com a Epagri, Cidasc, Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca (SAQ), com o apoio da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF), Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) e Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan).
A Missão 3 iniciou o roteiro em Penha com saída ao mar, passando pelos cultivos de algas e mariscos para ampliar as informações sobre o trabalho dos maricultores na região, com conversa com pescadores artesanais na Univali. Em Joinville a comitiva pode conhecer mais sobre o Programa “Águas para Sempre” – da Companhia Águas do município. Também visitaram propriedade rural em Pirabeiraba, que recebe pagamento por serviços ambientais e o Centro de Vocação Tecnológica. Em Massaranduba estiveram na Cooperativa de Agricultores Familiares – Cooperbam e em Itajaí visitaram a Estação Experimental.
Esta é a fase de análise operacional, de planejamento das ações com avaliação das questões ambientais, sociais e financeiras propostas pelo projeto. “Estamos trabalhando de forma conjunta para que o SC Rural 2 se torne realidade a partir das necessidades dos produtores. Nas visitas a campo podemos perceber as necessidades dos beneficiários e bons exemplos de iniciativas que transformaram a realidade das pessoas”, avalia o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária em exercício, Paulo Arruda.
A economista Agrícola Sênior do Banco Mundial Marie Paviot, destaca que com essa missão buscam encaminhar os detalhes do que será feito e critérios de seleção dos beneficiários. “Com essa e outras visitas já realizadas temos uma visão mais completa das várias realidades do estado inteiro. Isso nos auxilia nas discussões que ainda temos com as equipes, para definir os apoios específicos para os grupos de beneficiários que o projeto vai ter”, afirma a economista.
O Projeto
Esse programa dará sequência aos já executados: Microbacias 1, Microbacias 2 e SC Rural 1. Será desenvolvido por meio de ações estratégicas, durante seis anos, com apoio direto aos agricultores e pescadores. Está dividido em eixos: no de infraestrutura, por exemplo, o objetivo é ampliar a cobertura de sinal de internet e oferta de serviços digitais, melhoria da energia elétrica, recuperação e melhorias das estradas rurais.
No eixo empreendedorismo e inovação, o propósito é fomentar a inclusão social, aumento de renda e estimular os empreendimentos nos espaços rural e pesqueiro. Na área ambiental, é meta o fortalecimento dos recursos hídricos, adoção de sistemas de produção de baixo impacto ambiental e a adequação ambiental. Também contempla o componente de bens e serviços públicos para dar suporte estratégico para as ações de apoio direto.
As etapas
O Programa SC Rural 2 foi aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) em março deste ano. Após essa etapa iniciou a tramitação de operacionalização dos recursos com o Banco Mundial e com o Estado, por meio das Missões 1,2 e 3. Foi aprovado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina em setembro. A próxima etapa é a negociação das minutas contratuais entre os governos estadual e federal, após o projeto segue para o Senado. A expectativa é que a assinatura do contrato ocorra em junho de 2025.
Crédito fotos: Divulgação
Advogado revela como evitar fraudes e proteger seu patrimônio ao investir em centros regionais com o visto EB-5
Segundo Daniel Toledo, especialista em Direito Internacional, é essencial que o investidor escolha cuidadosamente os profissionais com quem vai trabalhar
O visto EB-5 é uma excelente oportunidade para quem deseja obter o Green Card por meio de investimentos nos Estados Unidos, mas é preciso cautela. Um dos principais erros cometidos por quem busca esse tipo de visto é confiar cegamente em indicações de advogados feitas por centros regionais. Esses centros, que deveriam apenas oferecer as oportunidades de investimento, muitas vezes recomendam advogados que têm vínculos diretos com eles, o que gera um grave conflito de interesses.
O EB-5 é um programa de imigração dos Estados Unidos que permite a obtenção do Green Card por meio de investimentos no país. Existem duas modalidades principais: o EB-5 indireto, que requer um investimento mínimo de 900 mil dólares em um projeto por meio de um centro regional, e o EB-5 direto, que exige um aporte de 1.050.000 dólares em um negócio próprio, com a condição de gerar ao menos dez empregos em tempo integral nos EUA.
De acordo com Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, fundador da Toledo e Associados, escritório de advocacia internacional com unidades no Brasil e nos Estados Unidos, essa prática pode ser prejudicial. “Ao trabalhar com um profissional indicado pelo centro, o investidor corre o risco de não ter seus interesses defendidos corretamente, tendo em vista que ele pode priorizar os interesses do centro”, alerta.
Esse tipo de recomendação é uma violação das regras que regem a relação entre o investidor e o centro regional. “É fundamental que o imigrante busque um profissional independente, que não tenha relação com o centro, para garantir que seus direitos sejam protegidos de forma adequada”, afirma.
Atenção aos contratos
Toledo afirma que outro ponto crítico no processo de aplicação para o visto EB-5 é a leitura dos contratos. “Muitos investidores, ansiosos por iniciar o processo e confiando nos advogados indicados pelos centros regionais, acabam assinando documentos sem entender todas as suas cláusulas. É comum que sejam apresentados dois tipos de contratos: um de empréstimo e outro de participação societária”, revela.
Esses contratos são, muitas vezes, assinados ao mesmo tempo, sem que o investidor perceba as implicações de cada um. Para o especialista, isso pode gerar graves problemas, especialmente se o projeto no qual o investidor está envolvido não for bem-sucedido. “Em casos onde o centro regional não consegue vender cotas suficientes para iniciar o empreendimento, por exemplo, o investidor pode ser responsabilizado por despesas adicionais, mesmo que o projeto não tenha sequer começado”, declara.
Além disso, alguns contratos de “equity” incluem cláusulas que eximem o centro regional de qualquer obrigação de reembolsar o dinheiro investido, resultando em grandes perdas financeiras para o investidor.
O risco de confiar cegamente em centros regionais
Muitos desses centros prometem grandes retornos e facilidade no processo de obtenção do visto EB-5, mas, na prática, não cumprem o que foi acordado. “Recentemente, estive em uma reunião com um brasileiro que teve o advogado recomendado por um centro regional. No entanto, esse profissional era o advogado do próprio centro. Isso resultou em uma série de problemas no processo, muitos deles relacionados a conflitos de interesse”, relata.
Para evitar esse tipo de fraude, é essencial que o investidor escolha cuidadosamente os profissionais com quem vai trabalhar. O ideal é contar com advogados que tenham experiência no processo de obtenção do visto EB-5 e que sejam independentes dos centros regionais. “Isso garante que os interesses do investidor serão defendidos de forma adequada durante todo o processo”, alerta.
Toledo acredita que investir em um centro regional não é apenas uma questão de colocar dinheiro em um projeto. “É preciso garantir que o planejamento seja viável, que o centro regional tenha uma boa reputação e que o investidor tenha a segurança de que seus direitos serão respeitados. Caso contrário, o risco de perder o investimento e ainda não conseguir o visto é muito alto”, finaliza.
Sobre Daniel Toledo
Daniel Toledo é advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Para mais informações, acesse o site. Toledo também possui um canal no YouTube com mais 300 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford – Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR.
Sobre a Toledo e Advogados Associados
O escritório Toledo e Advogados Associados é especializado em direito internacional, imigração, investimentos e negócios internacionais. Atua há mais de 20 anos com foco na orientação de indivíduos e empresas em seus processos. Cada caso é analisado em detalhes, e elaborado de forma eficaz, através de um time de profissionais especializados. Para melhor atender aos clientes, a empresa disponibiliza unidades em São Paulo, Santos e Houston. A equipe é composta por advogados, parceiros internacionais, economistas e contadores no Brasil, Estados Unidos e Portugal que ajudam a alcançar o objetivo dos clientes atendidos. Para mais informações, acesse o site ou entre em contato por e-mail contato@toledoeassociados.com.
Acordo UE-Mercosul: crescimento econômico ou ameaça a setores específicos? Entenda os prós e contras
Blocos econômicos selam tratado após 25 anos de negociações
De forma histórica, o Mercosul e a União Europeia selaram, nesta sexta-feira (6), um acordo entre os dois blocos econômicos. Após 25 anos de negociações, o tratado promete facilitar o comércio entre 718 milhões de pessoas, conectando dois mercados com um PIB combinado de US$ 22 trilhões. No caso do Brasil, o acordo tem potencial para elevar o PIB nacional em 0,5% ao ano, conforme projeções do Ipea.
Os tratados de livre comércio podem ser acordos bilaterais, como entre Brasil e Estados Unidos ou França e Angola, ou negociações no âmbito de blocos econômicos, como o Mercosul e a União Europeia. Mas quais as consequências da negociação, tendo em vista países que apresentaram ser contra o acordo, como a França e a Polônia?
De acordo com Marcelo Godke, sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Internacional Empresarial, tratados costumam gerar duas grandes consequências. “Primeiramente, a redução de impostos de importação e outras barreiras não tarifárias permite que produtos de países mais competitivos entrem no mercado, o que pode ocasionar perda de empregos em setores menos competitivos”. Contudo – ele acrescenta – em áreas onde um país apresenta maior competitividade, esses acordos possibilitam acesso a mercados antes inviáveis, favorecendo a exportação e reduzindo custos, o que aumenta a competitividade.
“Embora possam existir impactos negativos pontuais, como perdas de emprego em determinados setores, a liberalização comercial frequentemente resulta em crescimento econômico global. No entanto, setores com forte influência política, como o agrícola na França, podem gerar resistência a esses acordos, dificultando negociações em bloco. É por isso que os Estados Unidos, por exemplo, preferem negociações bilaterais, que geralmente oferecem maior êxito”, explica Godke.
A negociação entre blocos é mais complexa e frequentemente resulta em acordos abaixo do esperado. “A França, como membro da União Europeia, pode, em tese, barrar avanços em negociações cruciais entre blocos, mesmo quando o potencial benefício é enorme, abrangendo mais de 700 milhões de pessoas e trilhões de PIB”. O advogado acredita que, apesar de setores específicos poderem ser prejudicados, os benefícios gerais tendem a superar as perdas.
“Acordos de livre comércio negociados bilateralmente são geralmente mais eficazes e rápidos de implementar do que os realizados entre blocos, que podem levar décadas para serem assinados e colocados em prática. Penso que esse acordo é importantíssimo. Ele levou muito tempo, deu muito trabalho para ser concretizado, era preciso ver esses acordos efetivamente assinados e implementados”, conclui.
Fonte:
Marcelo Godke – sócio do Godke Advogados, especialista em Direito Societário, Mercado de Capitais e Governança Corporativa. Sua atuação engloba também falência, recuperação judicial e arbitragem. Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), mestre pela Universiteit Leiden e pela Columbia Law School e doutor pela Universidade de São Paulo (USP). Foi professor no Insper, CEU Law School e, atualmente, é docente da Faculdade Belavista.
Patrocinado pelo BRB, Gabriel Bortoleto conquista título inédito na Fórmula 2
Gabriel Bortoleto, patrocinado pelo Banco BRB, confirmou seu favoritismo e garantiu o título da Fórmula 2, a porta de entrada para a elite do automobilismo mundial. Aos 20 anos, o jovem talento brasileiro viveu uma temporada histórica ao conquistar o campeonato neste domingo (8), durante a etapa final em Abu Dhabi.
O piloto já tem vaga assegurada na equipe Sauber para disputar a F1 em 2025, consolidando-se como uma das grandes promessas do esporte.
Na última etapa da temporada, a corrida de hoje, Gabriel chegou em 2º lugar.
“Performance, agilidade, garra, superação e persistência são valores que nós, do Banco BRB, compartilhamos com Gabriel Bortoleto. A vitória histórica do piloto traz o Brasil de volta ao protagonismo no automobilismo internacional. Nosso objetivo é nos conectar com os fãs brasileiros do esporte e levar o universo das corridas a um público cada vez maior”, afirmou Paulo Henrique Costa, presidente do BRB.
Após a vitória, Bortoleto destacou a importância do apoio do Banco ao longo da temporada. “Conquistar esse título é um momento inesquecível para mim e para toda a equipe. O carro esteve impecável, e quero agradecer ao BRB pelo suporte essencial em cada etapa. Essa parceria não é apenas sobre patrocínio; é uma demonstração de confiança e incentivo que me motivou a dar o meu melhor em cada curva e disputa. Agora é hora de celebrar e começar a pensar nos desafios que vêm pela frente. O trabalho não para”, afirmou o piloto.
O patrocínio ao campeão da Fórmula 2 reflete a estratégia do BRB de expansão, consolidação e fortalecimento de sua marca, destacando-se como a empresa brasileira de maior visibilidade no automobilismo. Atualmente, o Banco está presente em competições como a Stock Car, Rally dos Sertões, F4, TCR, Turismo Nacional, Fórmula 3 e, agora, também na Fórmula 1.
Gabriel Bortoleto é destaque no automobilismo brasileiro e conta com vitórias marcantes na F3, como no Bahrein e na Austrália, que foram determinantes para construir sua sólida liderança. Além disso, subiu ao pódio como segundo colocado na Áustria, Inglaterra e Hungria, consolidando seu talento e consistência.
A Fórmula 2, considerada a segunda categoria mais importante no caminho para a Fórmula 1, é uma plataforma essencial para jovens talentos como Bortoleto, oferecendo uma vitrine de alto nível para pilotos em ascensão que buscam alcançar a elite do automobilismo mundial.
Cai ditador da Síria, Bashar Al-Assad, amigo de Lula
O Palácio Presidencial de Bashar al-Assad, em Damasco, tomado pela população após a queda do regime. Uma ditadura com 53 anos e garantida pela Rússia e o Irã caiu em menos de 10 dias. Resta agora saber o que acontecerá com a Síria.
Amigo de ditadores, o ex-presidente Lula homenageou em 2010 o ditador sírio Bashar Al-Assad com grande colar da Ordem do Cruzeiro do Sul, a mais alta condecoração brasileira, em junho de 2010, durante a visita do sírio a Brasília, em retribuição a uma visita quelhe fez o brasileiro em 2003.
Antes da condecoração de Assad em Brasília, Lula fez questão de visitar o ditador em Damasco, logo após tomar posse na presidência da República, quando estabeleceu uma política externa míope, determinada pelo então aspone de assuntos internacionais, Marco Aurélio “Top Top” Garcia, fazendo o presidente brasileiro visitar e bajular ditadores repudiados em todo o mundo.
O ditador da Síria, Bashar Hafez al-Assad, fugiu do país. O regime ditatorial, que permaneceu no poder por 53 anos como uma dinastia, chegou ao fim. Ditaduras ao redor do mundo estão começando a sucumbir, e a Venezuela será a próxima.
Aumento do ICMS para compras internacionais: o que está em jogo?
Especialista analisa como a mudança pode influenciar preços, comportamento do consumidor e estratégias das empresas importadoras
O aumento do ICMS sobre importações de e-commerces internacionais, de 17% para 25%, definido 47ª Reunião Ordinária do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) e que vai valer a partir de abril de 2025, promete alterar significativamente a dinâmica do mercado brasileiro. Segundo André Felix Ricotta de Oliveira, professor doutor em Direito Tributário e presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB/Pinheiros, a medida impactará diretamente o preço final dos produtos, já que o ICMS é um tributo indireto, cujo ônus é integralmente repassado ao consumidor.
Embora o ajuste possa incentivar o consumo de produtos nacionais, André destaca que esse benefício só será concreto caso os similares brasileiros apresentem preços competitivos e qualidade equivalente aos importados. “Se o nacional não atender a essas condições, é improvável que a demanda migre de forma significativa para o mercado interno”, afirma.
Do ponto de vista das empresas que atuam com importações, a medida deve impulsionar estratégias que busquem estados com benefícios fiscais, o que pode redistribuir a arrecadação entre as unidades federativas. “O impacto nas receitas estaduais ainda é incerto. Sem dados que justifiquem o aumento da alíquota, há o risco de redução na arrecadação, caso a demanda caia ou as importações sejam direcionadas para estados com incentivos fiscais”, explica o tributarista.
Além disso, o especialista alerta que o aumento não deve ser suficiente para desencorajar o consumidor a optar por produtos essenciais ou com preços mais competitivos no exterior, mesmo com a nova tributação.
Fonte: André Felix Ricotta de Oliveira, professor doutor em Direito Tributário, sócio da Felix Ricotta Advocacia, coordenador do curso Tributação sobre o Consumo do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET) e presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB/Pinheiros.
Perse: Transparência para Garantir Justiça ao Setor de Eventos
Ricardo Dias
Presidente da Abrafesta – Associação Brasileira de Eventos
Criado para socorrer empresas afetadas pela pandemia, o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) enfrenta um momento crítico devido a falhas em sua implementação que beneficiaram empresas fora do setor-alvo, após a divulgação dos dados pela Receita Federal. Esses problemas precisam ser corrigidos para assegurar que os recursos sejam aplicados de forma justa e eficiente.
Entre os casos mais polêmicos está o iFood que mais recebeu o benefício fiscal num valor de R$ 336 milhões entre janeiro e agosto de 2024 e que não faz parte do setor de eventos. Enquanto isso, setores genuinamente prejudicados pela pandemia, como buffets e locadoras de equipamentos, foram excluídos do programa e, representam importante atividade econômica na produção dos eventos no Brasil – a verdadeira graxa e chão de fábrica de eventos, invisíveis e excluídos do PERSE.
Empresas como o iFood, que cresceram durante o período de isolamento social, desvia recursos de quem mais precisa, desvalorizando segmentos que realmente dependem do apoio governamental para se recuperar. Destacamos ainda que a plataforma Airbnb também se beneficiou, ao nosso ver, de forma indevida do programa, obtendo uma renúncia fiscal superior a 80 milhões de reais, configurando-se como um verdadeiro exemplo de paraíso fiscal no Brasil.
Embora o PERSE seja essencial para o setor de eventos, gerando empregos e movimentando a economia, ajustes urgentes são necessários. A exclusão de setores diretamente ligados aos eventos, como buffets e locadoras, é uma falha que precisa ser corrigida. Além disso, a utilização indevida por empresas que não pertencem ao setor-alvo enfraquece a credibilidade do programa e prejudica sua capacidade de cumprir seu propósito.
Reconhecido como um dos maiores geradores de empregos no Brasil, o setor de eventos registrou um crescimento expressivo de 46,6% no último ano, segundo dados do IBGE e do Ministério da Previdência. Apenas em outubro de 2023, o segmento foi responsável pela criação de mais de 4 mil novas vagas de trabalho, demonstrando sua relevância para a recuperação econômica do país.
Além disso, defendemos a devolução dos valores indevidamente usufruídos por empresas que escapam ao objetivo principal pela qual o PERSE foi criado, ou seja: O Setor de Eventos! Esta medida é essencial para garantir a eficácia e a longevidade do programa. Essa medida possibilitaria o melhor aproveitamento do limite de R$15 bilhõesestipulado para o programa até 2026, assegurando que os benefícios cheguem às empresas que realmente sofreram os maiores impactos da pandemia e representam o setor.
A correção dos valores permitiria uma redistribuição mais justa e eficiente dos recursos, prolongando a duração do programa e fortalecendo sua credibilidade. Além disso, a medida reafirma o compromisso do governo com a justiça tributária e a equidade, garantindo que os objetivos iniciais do PERSE — apoiar empresas diretamente afetadas pela crise — sejam plenamente cumpridos, contribuindo para a recuperação sustentável do setor de eventos.
Portanto, é imperativo que o governo priorize uma gestão mais criteriosa do PERSE, assegurando que seus benefícios sejam direcionados de forma justa e realmente voltado para o setor de eventos, uma vez que, este foi o objetivo pelo qual o programa foi criado. O setor de eventos, pilar econômico e social no Brasil, precisa de um programa eficiente para consolidar sua recuperação e continuar contribuindo para o desenvolvimento do país.
É fundamental garantir justiça social e tributária, com a implementação de incentivos robustos para o setor de eventos e turismo como um todo. O PERSE deve ser defendido como um direito legítimo das atividades econômicas que foram profundamente impactadas pela pandemia de Covid-19, assegurando a recuperação e sustentabilidade a longo prazo do Setor de Eventos. Esta é nossa defesa e a luta pela nossa força na economia brasileira.
Contra tudo e contra (quase) todos: apesar de proibição legal, mineradora em Goiás continua lucrando com exportação de amianto no Brasil
Proibida em mais de 60 países, a fibra cancerígena foi banida pelo STF há sete anos, mas segue sendo explorada graças a manobras legislativas. Com uma única empresa instalada, Brasil ainda é o terceiro maior exportador de amianto no mundo
Os deputados estaduais de Goiás aprovaram uma nova lei adiando para 2029 o prazo para encerramento das atividades de extração de amianto. Não é a primeira vez em que a indústria de amianto ganha uma nova chance no Planalto Central: a norma de âmbito estadual recicla outra manobra da política goiana que, desde 2019, dá respaldo ao descumprimento da decisão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF), que já baniu a exploração de todos os tipos de amianto no Brasil há mais de sete anos. De lá para cá, movimentos sociais, especialistas e entidades unidos contra a fibra cancerígena travam uma briga judicial para provar a inconstitucionalidade da lei estadual que deu brecha para que o amianto continuasse sendo explorado.
O solo goiano abriga a mina Cana Brava, a única área de extração de amianto em operação em todo continente americano. Sob comando da SAMA Minerações, de Minaçu, no norte do estado, partem toneladas da fibra natural cuja proibição é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2006. Embora a lei de Goiás permita apenas a exportação, a extração do amianto em solo brasileiro ativa uma cadeia de distribuição que expõe milhares de pessoas ao risco, desde os trabalhadores da mineradora, logística de transporte terrestre até os portos que despacham a matéria-prima para o resto do mundo, principalmente Ásia. Apesar de escasso em informações, o site da empresa exibe resultados econômicos expressivos: a SAMA concentra 15% do mercado global de amianto crisotila, minério responsável pelo adoecimento e morte de cerca de 100 mil pessoas por ano em todo mundo.
Depois de mais de 30 anos de articulação entre especialistas e organizações que alertam para os riscos que a exploração do amianto impõe à saúde, em 2017 o STF aprovou o banimento completo do produto no país. Mas a lei se mostrou ineficaz: em 2019 a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) burlou a ordem federal e aprovou a lei estadual Lei nº 20.514, de autoria do Deputado Rubens Marques (União Brasil), para liberar a exportação “enquanto houver capacidade de extração de lavra ou disponibilidade do minério”. Uma ação de inconstitucionalidade tramita até hoje no STF, que deveria ter apreciado a matéria no último 14 de agosto, mas a suprema corte retirou o item da pauta sem nenhuma explicação. No dia seguinte, a Alego aprovou uma lei protocolada no mesmo dia pelo próprio governo do estado: a lei 22.932 estabelece o generoso prazo de cinco anos para o fim da exploração da fibra em Goiás e, consequentemente, no Brasil. Ambas as leis estaduais foram sancionadas pelo governador Ronaldo Caiado, do União Brasil. O processo ADI 6200 deveria ingressar novamente na pauta do STF em outubro, para discutir a suspensão imediata da atividade econômica, mas foi novamente destacado em 22 de outubro de 2024, ocasião em que o governador Caiado se reuniu com o relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes. O fechamento da mina em Minaçu foi o tema da reunião de despacho, segundo vídeo publicado pelo próprio governador goiano em seu perfil pessoal em uma rede social.
A justificativa que ampara essas decisões políticas é o impacto socioeconômico do fim das atividades mineradoras na cidade de Minaçu, que, segundo a Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea) mantém cerca de 300 postos de trabalho na região de 30 mil habitantes. “A identidade local está muito ligada à instalação da empresa que está ali há décadas, oferecendo emprego, mas também obras de infraestrutura que são reconhecidas pela população, que acaba defendendo a permanência da exploração mineral”, avalia a engenheira civil e fundadora da Abrea, Fernanda Giannasi.
Para o deputado Nilto Tatto (PT-SP), o argumento econômico não se sustenta, visto que a OMS reconhece o risco cancerígeno do amianto desde 1976. “Esse é um debate permanente no setor da mineração. É um bem finito. Como que aquela atividade econômica é trabalhada na perspectiva de transição do emprego? Não se justifica. Esse debate vem há muito tempo e a questão de se buscar uma alternativa é permanente.” rebate. Em sintonia, Giannasi lembra que outra mina de amianto foi desativada na Bahia em 1967, quando passou-se a explorar o norte de Goiás. A extração em solo baiano foi encerrada por esgotamento da lavra, que já era bastante profunda, e não por imposição de leis restritivas. “Na Bahia existe essa experiência, que é muito difícil. Não houve planejamento socioeconômico para interrupção das atividades, gerando um imenso passivo socioambiental aos baianos. Até hoje estamos atuando com rastreamento da saúde da população, que continua exposta”, relata Giannasi.
Fim programado
A lei mais recente aprovada em Goiás estabelece o encerramento da extração em Minaçu até 2029 e determina que “a empresa concessionária de lavra” apresente em um prazo de 90 dias o “plano estratégico de fechamento de mina para minimizar os impactos econômicos, sociais e ambientais decorrentes do encerramento das atividades de mineração”. O documento ainda menciona que “os recursos necessários à implementação de todas as etapas do plano de encerramento das atividades da mina correrão por conta do fundo financeiro” determinado no decreto da lei de 2019. Esse decreto não menciona o valor que seria aportado pelo estado para suprimento das despesas, mas antecipa que “caso o fundo financeiro alcance valores superiores aos gastos totais para o fechamento da mina, a diferença será incorporada ao patrimônio da concessionária”.
A reportagem procurou a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) de Goiás para confirmar se a SAMA Minerações já apresentou o Plano Estratégico de encerramento das atividades e explicar de que maneira o governo do estado vai definir o fundo para cobrir as despesas com a paralisação das atividades, conforme determina a lei estadual. A assessoria de imprensa não soube prestar essas informações e alegou que apenas um técnico de licenciamento tem domínio sobre o processo e que esse profissional estaria incomunicável, em trabalho de campo. Segundo a assessoria de imprensa da SEMAD, seriam necessários alguns dias para prestar as informações solicitadas.
Quem atua pelo banimento da fibra realça o questionamento sobre os termos em que se dará o fim das atividades de extração do amianto em Goiás. “Não tá claro pra gente como vai ser essa paralisação. Qual é o material estocado? Como vai ser o descomissionamento da área? Quantos anos vai levar? Quanto investimento?”, indaga a fundadora da entidade. “É de uma complexidade tamanha… pra realizar tudo aquilo vai levar décadas. E quem vai pagar isso? É o estado de Goiás? Quais são os acertos, os ajustes? A empresa vai ter um plano financeiro para arcar com isso? Quem promoveu a degradação foram eles! Ou essa lei foi só uma justificativa para ganhar mais cinco anos”, problematiza a fundadora da Abrea.
Risco camuflado
Na contramão das manobras do legislativo goiano, em 2023 o deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), propôs ao Congresso Federal um projeto de lei que versa sobre o processo de “desamiantagem” e “dispõe sobre as atividades ou operações de manutenção, demolição, remoção, transporte de resíduos e destinação final de materiais ou produtos contendo amianto”. A intenção era avançar para além do banimento absoluto do minério substituindo instalações antigas que contivessem a fibra. “São dois debates: um, de como a legislação põe fim à exploração e outro, de como retira o amianto que já está no ambiente. É uma tarefa ainda mais difícil que proibir”, comenta o parlamentar.
Desde que foi protocolado em Brasília, o projeto permanece parado na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, atualmente presidida pelo deputado Rafael Prudente (MDB-DF). “É uma tática: deixar tudo parado”, analisa Tatto. “Temos uma dificuldade muito grande quando trata desses temas e isso tem a ver com a própria composição do Congresso. A gente não consegue que o presidente designe um relator adequado. Pode até designar alguém do centrão que se articula fortemente com lobby da mineração. Tudo que mexe com interesses relacionados com a mineração é difícil”, explica. “Eles não deixam os projetos passarem e ainda propõem outros para atrapalhar”.
Na perspectiva do deputado Nilto Tatto (PT-SP), as políticas públicas devem ser pensadas de forma a incluir as mineradoras na responsabilização e compensação pelos danos causados ao meio ambiente e à saúde pública ao longo de décadas de rentabilidade que foi conquistada a partir da extração de um recurso coletivo. “A responsabilidade socioambiental dos empreendimentos é um debate que a gente vem fazendo. Se se chegou à conclusão de que a empresa pode operar, ela também tem que prever de arcar com as consequências. Recursos do subsolo são propriedade da União, do povo brasileiro. É concessão. Se o empreendedor ganhou dinheiro com aquilo, não pode ficar eximido dos impactos”, argumenta.
Vexame na vitrine global
A falta de firmeza do Brasil para fazer valer a decisão da Suprema Corte é motivo de constrangimentos diante da comunidade internacional. Para Nilto Tatto (PT-SP), é preciso que o governo deposite mais energia no assunto, promova ação interministerial e seja coerente com os documentos dos quais é signatário. “O governo federal deveria agir mais; envolver ministérios do Meio Ambiente e Saúde, Minas e Energia, Indústria e Comércio, com atuação mais firme para fazer valer a decisão geral e superar o argumento da própria empresa, que é o de gerar emprego. Isso é ruim pra imagem do Brasil”.
Fernanda Giannasi corrobora com a análise do parlamentar e classifica a ação exportadora do produto ameaçador à saúde como uma espécie de racismo ambiental praticado com países como a Índia. “O Brasil barra no problema do próprio Supremo, que acaba se comportando de uma maneira vexatória diante do resto do mundo. “o que não pode aqui exporta para os demais”, sentencia. Além do problema de transferência da contaminação, Giannasi alerta para a vantagem comercial que a SAMA Minerações obteve diante da guerra da Ucrânia, suprindo o fornecimento para a Índia. “O Brasil e outros grandes concorrentes globais, como Cazaquistão, Rússia e China – onde a resistência social é frágil e praticamente nula – acabaram se valendo do banimento no resto do mundo e, no caso do Brasil, até da guerra, para se beneficiar comercialmente”.
Carga perigosa
Os riscos da exploração do amianto são conhecidos desde a década de 1950. Os graves prejuízos à saúde humana – principalmente dos trabalhadores das minas – resultaram no banimento do amianto na maior parte do mundo. Estima-se que 125 milhões de pessoas permaneçam expostas às partículas que são aspiradas e causam diversas doenças respiratórias e variados tipos de câncer. A exploração do mineral também traz graves prejuízos à natureza, com resíduos que contaminam solo, água e ar.
Decisão americana deve impulsionar a luta no Brasil
Os Estados Unidos anunciaram no dia 18 de março a proibição do último tipo de amianto ainda utilizado por algumas indústrias do país. Isso ocorre meio século depois de o governo norte-americano iniciar a luta contra a utilização desse mineral altamente cancerígeno. Acredita-se que esse fator deve impulsionar a discussão do tema de maneira resolutiva no Brasil.
Documentário “Não respire”
O documentário “Não Respire – Contém Amianto” investiga como a indústria do produto trabalha para vender a imagem de que o tipo de amianto usado no bilionário mercado brasileiro de telhas, chamado de “crisotila”, não é tão ruim assim. Ele pode ser visto aqui a título de conhecimento: https://reporterbrasil.org.br/documentarios/naorespire/
Confira também a publicação do Ministério da Saúde e do INCA (Instituto Nacional do Câncer): Amianto, câncer e outras doenças: você conhece os riscos?
Artigo escrito por Ester Athanásio, jornalista, mestre em comunicação e doutoranda em políticas públicas pela Universidade Federal do Paraná, especialista em comunicação de causas socioambientais, para o projeto – #foraamianto – que atua pelo banimento da fibra no Brasil, liderado pela jornalista Elaine Bento, especialista em marketing estratégico, mídias digitais e neurociências e comportamento humano.






![Marcelo-Godke---Godke-Advogados-[2]](https://www.pandoranews.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Marcelo-Godke-Godke-Advogados-2-696x1044.jpg)





