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Manifestantes levam “montanha de dinheiro” em protesto contra Moraes em Brasília
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Ato na Esplanada simboliza repúdio a privilégios e faz menção direta ao contrato milionário entre escritório da família do ministro e instituição bancária

A Esplanada dos Ministérios foi palco de um ato performático que chamou a atenção de quem passava pelo centro do poder na capital federal. Manifestantes se reuniram em frente ao Congresso Nacional e nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF) empilhando caixas repletas de cédulas cenográficas de dinheiro, simulando uma verdadeira “montanha” de notas. Com a inscrição em destaque “Chega de Intocáveis”, a estrutura foi o ponto central de um protesto focado em críticas diretas à atuação do Judiciário e ao ministro Alexandre de Moraes.

A encenação das pilhas de notas não foi por acaso: tratou-se de uma referência explícita às recentes revelações sobre o contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, pertencente à esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes. O valor vultoso do acordo advocatício tornou-se o principal combustível da manifestação, alimentando discursos contra o que os organizadores classificam como um sistema de blindagem política e privilégios injustificáveis.

Organizado por grupos críticos à atuação recente do STF, o protesto utilizou bandeiras, faixas e alto-falantes para exigir maior transparência e accountability das autoridades da Corte. Além do tom sarcástico conferido pela réplica das pilhas de dinheiro, líderes do ato discursaram pedindo a apuração rigorosa de eventuais conflitos de interesse envolvendo o magistrado e cobrando medidas efetivas do Senado Federal em relação a pedidos de impeachment.

O clima na Esplanada permaneceu tenso, mas sem registro de confrontos graves, sob acompanhamento das forças de segurança da Polícia Militar do Distrito Federal. O protesto reacende o debate público sobre os limites éticos nas relações privadas de familiares de integrantes dos tribunais superiores e promete manter a pressão popular sobre o Congresso nas próximas semanas.

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