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Maria Elisa Costa, filha do urbanista Lúcio Costa, morre em Brasília aos 91 anos
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Arquiteta e urbanista dedicou grande parte da trajetória à preservação do patrimônio arquitetônico e urbanístico da capital federal

Brasília se despede de uma de suas grandes defensoras. A arquiteta e urbanista Maria Elisa Costa morreu aos 91 anos, nesta terça-feira (25/8), no Distrito Federal. Filha de Lúcio Costa, responsável pelo projeto urbanístico de Brasília, ela construiu uma trajetória própria marcada pela arquitetura, pelo urbanismo e, principalmente, pela defesa da preservação da capital federal.

Nascida no Rio de Janeiro, em 1934, Maria Elisa seguiu os caminhos profissionais do pai e se formou em Arquitetura em 1958. No ano seguinte, chegou a Brasília, quando a cidade ainda vivia os primeiros anos de sua construção, e passou a atuar na área de urbanismo da Novacap.

Ao longo da carreira, ocupou posições importantes ligadas à preservação do patrimônio histórico e urbanístico. Maria Elisa integrou conselhos e comissões voltados à proteção de Brasília, presidiu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entre 2003 e 2004, e também dirigiu a Associação Casa de Lúcio Costa, responsável por preservar e divulgar o legado do pai.

Sua relação com Brasília, no entanto, começou ainda antes da inauguração da cidade. Segundo relatos de arquitetos e pesquisadores, Maria Elisa teve participação importante nos bastidores da apresentação do projeto que daria origem ao Plano Piloto, acompanhando de perto o trabalho do pai e, posteriormente, tornando-se uma das principais vozes na defesa da concepção original da capital.

Após a morte de Lúcio Costa, em 1998, Maria Elisa intensificou sua atuação em defesa da memória e da identidade urbanística de Brasília. Ao longo das décadas, participou de debates sobre o crescimento da cidade e defendeu que a preservação do patrimônio não significava impedir transformações, mas garantir o respeito aos princípios que orientaram a criação da capital.

A morte da arquiteta provocou manifestações de pesar. O Distrito Federal decretou três dias de luto oficial em homenagem a Maria Elisa Costa, reconhecendo sua contribuição para a preservação de Brasília, cidade reconhecida mundialmente por seu conjunto arquitetônico e urbanístico.

Maria Elisa Costa deixa como legado uma vida dedicada à arquitetura, à memória e à proteção de Brasília. Mais do que filha do criador do Plano Piloto, tornou-se uma personagem fundamental na história da capital, ajudando a manter viva a identidade de uma das cidades mais importantes do urbanismo moderno brasileiro.

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