O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin autorizou a investigação do ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do governador de Alagoas, Renan Filho, por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Renan e o filho são acusados de recebimento de dinheiro para aprovar uma medida provisória de interesse da Odebrecht
A norma em debate no Congresso, MP 677/2015, afetaria contratos de energia no Nordeste e era de extrema importância para a Braskem S/A, controlada pelo grupo Odebrecht. Renan teria se reunido com representantes da empresa e pedido uma contribuição eleitoral ao filho, então candidato ao governo de Alagoas. O delator da Odebrecht, Cláudio Melo Filho disse que, no seu entender, “a ausência de pagamento impediria a solução da questão”.
O pedido de Renan foi encaminhado a João Antônio Pacífico Ferreira, que autorizou a doação oficial de 1,2 milhão de reais ao PMDB – dos quais 800.000 reais foram transferidos para a campanha de Renanzinho. Depois do repasse, a MP 677 foi convertida na Lei 13.182/15, enquanto Renan presidia o Senado, o que, para a Odebrecht, referendou o pagamento.
Fonte: Veja


