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Análise de EXPECTATIVA do FED E COPOM- por Bruna Centeno economista, sócia e advisor Blue3 Investimentos

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A semana abriu bastante intensa com esse alívio generalizado na parte dos ativos de risco com a questão da solução entre Washington e Teherã.

Curva de juros no Brasil precificando queda em todos os vencimentos sem exceção no momento que a bolsa abriu em forte alta e agora operando de forma moderada mas ainda num tom mais positivo. Essa semana é importante porque esse alívio generalizado ele marca uma das semanas mais aguardadas que é exatamente essa precificação de juros em relação ao super quarta de Brasil e Estados Unidos.

 

Então nós tivemos várias idas e vindas em relação à expectativa para juros em relação a Brasil começando a falar um pouquinho aqui de Brasil. Apesar da curva de juros ter aberto essa semana por conta desse alívio global em queda não existe ali nenhum horizonte de que o mercado já passava a precificar mais chances de corte do que a casa de 0,25. Então olhando a curva de juros é esperado ali um ajuste de 0,25 um pouco diferente do que o mercado esperava duas semanas atrás seria uma possível manutenção até pela revisão que nós vimos em relação ao boletim Focus que bateu 375 em termos de projeção.

 

Mas mesmo com a curva de ir fechando ali em queda em todos os vencimentos ainda é aguardado esse corte de 0,25 para a quarta feira. Alguns dos pontos que marcam essa decisão apesar ali do prêmio em cima dos preços de petróleo ter diminuído é porque isso não acontece de forma instantânea. Então esse risco que nós vimos ali em cima de inflação principalmente que pressiona a nossa curva de juros ele não acontece não dilui de forma tão rápida como é esperado.

 

Então esse alívio ele deve ver mais para frente uma vez que o mercado já havia precificado a persistência desse choque geopolítico e a gente tem visto ali grandes ajustes nos preços das commodities principalmente a parte energética. Isso tudo vai respingar ainda no nosso índice então consequentemente a gente deve ver algumas variações. Então esse desfecho diplomático ele não altera a princípio as projeções para a reunião agora de quarta feira.

 

Então existe ainda esse ambiente na pressão da ponta de juros. Lembrando que o mercado agora está repercutindo o fato da inflação do mês de maio ter vindo acima da expectativa com alguns grupos ali extremamente importantes que têm essa capacidade de repasso de inflação sendo pressionados com a parte energética de alimentação apesar do leve alívio que nós vimos na ponta de serviços.

Em relação a FED também é esperado assim como já havia sendo precificado a manutenção da taxa básica de juros no intervalo de 3 6 3 7 5 lembrando que é um cenário bem parecido com o Brasil,  que quando a gente observa os dados de inflação a gente ainda segue esse platô de alta de uma inflação bem próxima a taxa de juros lá fora.

E quando a gente olha o FED principalmente a gente ainda observa o FED nesse compasso de espera ou modo de espera como a gente vê ali os principais economistas analistas observando as últimas trajetórias que é exatamente ver se essa inflação evolui no sentido de queda porque a atividade econômica ela ainda vem se mostrando bastante resiliente.

 

Então o consenso de manutenção para Estados Unidos corte de 0,25 para o Brasil. Lembrando que deve vir um tom um pouco mais calmo já capturando esse alívio que nós tivemos em relação aos ativos de risco. Mas nada que altere a reunião dessa semana em termos de perspectiva.

 

ADPESP cobra regulamentação imediata de lei que viabiliza promoções de policiais civis em São Paulo

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Entidade alerta para risco de atraso nas promoções previstas para julho e pede publicação
de decreto até 1º de julho

A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP) encaminhou ofício ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, solicitando a publicação imediata do decreto que regulamenta a Lei nº 18.443/2026. Segundo a entidade, a medida é indispensável para garantir a realização das promoções dos policiais civis previstas para julho deste ano.

No documento, assinado pelo presidente da ADPESP, Orlando Miranda Ferreira, a associação destaca que a legislação, sancionada em abril deste ano, condiciona o processo de promoções à edição de regulamentação específica pelo Poder Executivo.

De acordo com a ADPESP, o decreto já teria percorrido as instâncias administrativas necessárias, incluindo a Delegacia-Geral de Polícia, a Secretaria da Segurança Pública e demais órgãos estaduais competentes, estando apto para deliberação e publicação.

A entidade ressalta que a publicação até o dia 1º de julho representa um prazo essencial para a abertura e o processamento das promoções. Segundo o ofício, eventual postergação pode prejudicar diretamente os policiais civis, que ficariam sujeitos aos efeitos de uma demora administrativa sobre a qual não possuem qualquer responsabilidade.

Além dos impactos funcionais, a associação também aponta possíveis reflexos institucionais. No entendimento da ADPESP, a ausência da regulamentação às vésperas do ciclo promocional pode gerar insatisfação entre os profissionais da Polícia Civil e criar desgaste desnecessário para o governo estadual.

“A pronta publicação evidenciará capacidade de entrega, respeito à lei e coerência com a política pública anunciada”, afirma a entidade no documento encaminhado ao governador.
Ao final do ofício, a ADPESP reforça sua disposição para colaborar tecnicamente com o Estado na implementação da Lei nº 18.443/2026 e solicita a comunicação formal das providências adotadas pelo governo.

O que está em jogo

A Lei nº 18.443, sancionada em 2 de abril de 2026, prevê alterações relacionadas à carreira dos policiais civis paulistas. Contudo, dispositivos da norma determinam que o processo de promoções depende de regulamentação por decreto estadual.
Diante da proximidade das promoções previstas para julho, a ADPESP defende que a publicação do decreto ocorra de forma imediata para assegurar segurança jurídica, eficiência administrativa e o cumprimento da legislação vigente.

 

Hospital de Base amplia atendimento oftalmológico com novos equipamentos de R$ 1,4 milhão

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Tecnologia permite mais precisão em cirurgias, amplia tratamentos realizados em ambulatório e fortalece assistência especializada no SUS
Por Giovanna Inoue
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), referência em oftalmologia de alta complexidade no Centro-Oeste, recebeu quatro novos equipamentos para exames e procedimentos oftalmológicos, em um investimento de R$ 1,4 milhão destinado pelo Ministério da Saúde por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A modernização vai ampliar a capacidade assistencial de um serviço que realiza, em média, 330 cirurgias por mês pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de garantir mais precisão e segurança aos pacientes.
Entre os equipamentos entregues está um microscópio cirúrgico oftalmológico de última geração, utilizado em procedimentos de alta complexidade, como cirurgias de catarata, glaucoma, córnea e retina. O aparelho começou a ser utilizado neste mês e representa um avanço tecnológico em relação aos equipamentos já existentes na unidade.
Segundo o cirurgião oftalmológico do HBDF, Carlos José, a nova tecnologia proporciona melhor visualização das estruturas oculares, favorecendo a precisão dos procedimentos.
“Nas cirurgias oftalmológicas trabalhamos em um campo milimétrico. Ter uma imagem mais clara e nítida permite que o profissional realize os procedimentos com maior segurança e destreza. Além disso, o equipamento possui sistema de vídeo com gravação, que também contribuirá para a capacitação e o aprendizado das equipes”, explica.
Mais tratamentos e menos necessidade de centro cirúrgico
Além do microscópio, o Hospital de Base, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), recebeu um fotocoagulador a laser, equipamento utilizado no tratamento de diversas doenças da retina. O aparelho é o primeiro do tipo na unidade e permite que parte dos procedimentos seja realizada em ambiente ambulatorial, dispensando a ocupação de salas cirúrgicas.
A chefe da Oftalmologia do HBDF, Stefânia Diniz, destaca que a novidade beneficia tanto os pacientes quanto o serviço de saúde.
“O laser torna o tratamento mais acessível porque o paciente não precisa ser encaminhado para uma sala de cirurgia. Conseguimos aumentar a quantidade de procedimentos realizados, reduzir custos e oferecer mais comodidade ao usuário”, afirma.
Desde a implantação, o equipamento já foi utilizado em cerca de 40 procedimentos.
Também foram incorporados ao parque tecnológico da unidade um vitreófago com facoemulsificador, empregado em cirurgias de retina para tratar sangramentos, inflamações, infecções e descolamentos, e um biômetro óptico, utilizado para medições oculares essenciais no planejamento cirúrgico.
Criado pelo Governo Federal, o PAC busca impulsionar o crescimento sustentável do país por meio da expansão e modernização da infraestrutura pública, incluindo investimentos destinados ao fortalecimento da rede assistencial do SUS.
Serviço
O Hospital de Base é referência em oftalmologia de alta complexidade no Distrito Federal. O atendimento é realizado pelo SUS para pacientes encaminhados pela rede pública, por meio da regulação da Secretaria de Saúde, além de usuários atendidos em situações de urgência e emergência oftalmológica.

Artes marciais promovem inclusão, disciplina e desenvolvimento para pessoas com e sem deficiência no Distrito Federal

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Projeto Artes Marciais – Tatame de Todos, do Instituto Olga Kos, oferece oficinas gratuitas de Karatê e Taekwondo para 200 participantes em Sobradinho, da APAE e CEE 01

Muito mais do que ensinar técnicas de defesa pessoal, as artes marciais podem contribuir para o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social de crianças, jovens e adultos. Com esse propósito, o Instituto Olga Kos realiza no Distrito Federal o projeto Artes Marciais – Tatame de Todos, iniciativa que oferece oficinas gratuitas de Karatê e Taekwondo para pessoas com e sem deficiência.

O projeto atende 200 participantes, entre crianças, adolescentes e adultos a partir de seis anos de idade, incluindo pessoas com deficiência intelectual e física e moradores de regiões em situação de vulnerabilidade social. As atividades são realizadas na APAE e no CEE 01 de Sobradinho, em um ambiente preparado para acolher e estimular o desenvolvimento de cada participante.

As aulas acontecem semanalmente e utilizam as artes marciais como ferramenta de inclusão, socialização e fortalecimento da autoestima. Ao longo das atividades, os alunos desenvolvem disciplina, concentração, coordenação motora, respeito ao próximo, autocontrole e senso de pertencimento.

Um dos diferenciais do projeto é o acompanhamento individualizado dos participantes, valorizando cada avanço técnico e pessoal. A metodologia busca respeitar as características e os limites de cada aluno, promovendo oportunidades de crescimento e celebração das conquistas alcançadas ao longo da jornada.

O Artes Marciais – Tatame de Todos integra o conjunto de projetos esportivos e culturais desenvolvidos pelo Instituto Olga Kos no Distrito Federal. A organização atua há anos na promoção da inclusão social por meio do esporte, da cultura e da educação, criando oportunidades para que pessoas com e sem deficiência convivam, aprendam e cresçam juntas.

Sobre o Instituto Olga Kos DF

É uma instituição sem fins lucrativos e referência na inclusão de pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social, que está norteando a elaboração de políticas públicas e ampliando práticas inclusivas através de projetos nas áreas de esporte, artes e de pesquisas. O objetivo é levar adiante o objetivo de tornar o país mais inclusivo por meio de oportunidades que quebram barreiras sociais. Os projetos desenvolvidos são aprovados em leis de incentivo fiscal e atendem crianças, jovens, adultos e idosos.
Mais informações : www.olgadf.org.br.

Vinícola Brasília leva rótulos do Cerrado e experiências enoturísticas para a Expovitis Brasil 2026

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Além de participar da principal feira do setor no Centro-Oeste, vinícola abrirá as portas para visitas guiadas durante os três dias do evento

A Vinícola Brasília estará entre os destaques da Expovitis Brasil 2026 – Feira Nacional de Viticultura, Enologia e Enoturismo, que acontece entre os dias 25 e 27 de junho, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF. Considerado um dos principais encontros do setor vitivinícola brasileiro, o evento reunirá produtores, especialistas, empresários e apreciadores do vinho para uma programação voltada à degustação, negócios, conhecimento e experiências ligadas ao enoturismo.

Durante os três dias da feira, o público poderá conhecer, degustar e adquirir alguns dos principais rótulos produzidos pela Vinícola Brasília, resultado da técnica da dupla poda, que possibilita a produção de vinhos de inverno no Cerrado brasileiro. Entre os destaques estão os rótulos: o Cobogó Sauvignon Blanc (Medalha Rosso na Itália Wine Hunter 2025), o Alvorada Malbec (Medalha de ouro no Vinalies na França 2026)  e o Monumental Syrah (Medalha gran ouro no Vinalies na França 2026). Os vinhos estarão disponíveis para degustação e venda no estande da marca, permitindo aos visitantes descobrir os sabores que têm colocado o Distrito Federal em evidência no cenário vitivinícola nacional.

Além da participação na Expovitis, a Vinícola Brasília abrirá suas portas para visitas guiadas na sexta-feira, sábado e domingo. A proposta é oferecer uma experiência completa aos visitantes que desejam conhecer de perto os vinhedos, a estrutura de produção e os processos que dão origem aos vinhos elaborados na região. As visitas acontecem na sexta-feira, às 13h; no sábados, às 10h e 15h; e no domingo, às 10h e 14h, com duração aproximada de 1h30. Durante o percurso, os participantes conhecem a história da vinícola, o processo de produção dos vinhos de inverno e as particularidades do terroir do Cerrado.

A participação na feira reforça o papel da Vinícola Brasília na consolidação do Distrito Federal como um importante polo produtor de vinhos finos. Nos últimos anos, os rótulos produzidos no Cerrado têm conquistado reconhecimento nacional e internacional, impulsionando também o crescimento do enoturismo e atraindo visitantes interessados em vivenciar a cultura do vinho fora dos tradicionais roteiros do Sul do país.

“A Expovitis é mais uma oportunidade importante para mostrarmos ao público a evolução da vitivinicultura no Cerrado e a qualidade dos vinhos produzidos no Distrito Federal. Levaremos alguns dos nossos principais rótulos para degustação e também estaremos recebendo visitantes na vinícola durante os três dias do evento. Queremos que as pessoas conheçam não apenas os vinhos, mas toda a história, a dedicação e a inovação que existem por trás da produção no Cerrado brasileiro”, destaca Isabela Bonatto, sócia da Vinícola Brasília.

A Expovitis Brasil chega à sua terceira edição reunindo vinícolas de diversas regiões do país. Além das degustações, a programação inclui palestras, masterclasses, rodadas de negócios, atrações culturais e experiências gastronômicas, fortalecendo o intercâmbio entre produtores, especialistas e consumidores.

 

Corretores armados: uma ideia sem precedente e sem propósito

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Daniel Claudino

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, em junho de 2026, projeto de lei que autoriza o porte de arma de fogo para corretores de imóveis no exercício da profissão. A justificativa: a atividade seria itinerante e exporia o profissional a “locais ermos com pessoas desconhecidas.” Vinte anos atuando no mercado imobiliário brasileiro e internacional me autorizam a dizer, com toda a clareza: essa justificativa é uma ficção.

Imóveis em locais ermos, inseguros ou inacessíveis simplesmente não se comercializam. Não existe produto sem acesso, sem infraestrutura, sem condição mínima de visita. E quando, por acaso, existe algum risco real em determinado endereço, a resposta correta é do poder público, não do corretor transformado em segurança armado de si mesmo. Privatizar a segurança individual de uma categoria profissional é admitir, em alto e bom som, a falência do Estado nessa função. Se o argumento prosperar, por qual razão o entregador de aplicativo, o técnico de campo, o assistente social que visita comunidades, o agente de saúde, não mereceriam o mesmo direito? A lógica do projeto não tem fundo.

Pesquisei precedentes mundo afora. Não existe, em nenhum mercado imobiliário desenvolvido, lei que conceda porte funcional a corretores como categoria profissional reconhecida. Nem no Reino Unido, nem na Austrália, nem no Canadá, onde vivo e onde o acesso a armas curtas está progressivamente sendo restringido pela legislação federal. Nem mesmo nos Estados Unidos, onde a cultura armamentista é constitucional e onde tragédias em escolas e shoppings compõem um doloroso inventário histórico, a NAR (National Association of Realtors), associação que representa mais de um milhão de profissionais, jamais endossou o porte como política de categoria. Pelo contrário: autoridades policiais americanas desaconselham ativamente o porte por corretores, argumentando que um atacante treinado pode usar a arma do próprio profissional contra ele.

Há ainda um ângulo que nenhum defensor do projeto parece ter considerado: o impacto sobre o próprio negócio. A corretagem de imóveis é, antes de tudo, uma relação de confiança. O cliente que visita um imóvel está num momento de vulnerabilidade, tomando uma das decisões mais importantes da vida. A possibilidade de o profissional que o atende estar armado, sem formação específica para isso, num país onde o debate sobre armas divide famílias e comunidades, pode gerar desconforto suficiente para afastar clientes. Não é necessário que o corretor porte a arma para que o dano ocorra. Basta que o cliente saiba que ele pode. O mercado imobiliário não precisa desse ruído.

O Brasil, com este projeto, estaria criando um precedente inédito no mundo. E o faria não por necessidade demonstrada, não por evidência de risco específico da categoria, mas para satisfazer um imaginário armamentista que encontrou, desta vez, o corretor de imóveis como veículo conveniente. É uma ideia pueril, disfarçada de política pública.

Daniel Claudino é especialista em mercado imobiliário

O tempo da vítima e a justiça: ampliação do prazo para denúncia de violência doméstica reforça proteção às mulheres

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Amaury Andrade, advogado criminalista, analisa a Lei nº 15.438/2026, que amplia o prazo para representação em casos de violência doméstica e busca adequar o sistema penal à realidade das vítimas

A sanção da Lei nº 15.438/2026 ampliou de seis para doze meses o prazo para que vítimas de violência doméstica possam apresentar representação criminal contra o agressor, alterando também o marco inicial da contagem para o momento em que a vítima identifica a autoria do crime.

A mudança é vista como um avanço no enfrentamento à violência de gênero ao reconhecer que a denúncia nem sempre ocorre de forma imediata, especialmente em contextos marcados por dependência emocional, financeira e vínculos com o agressor.

Segundo o advogado criminalista Amaury Andrade, a legislação corrige uma distorção histórica do sistema penal.

“A vítima nem sempre consegue denunciar de imediato. Muitas estão presas em ciclos de medo, dependência e tentativa de reconciliação”, afirma.

Dados do Ministério das Mulheres mostram a dimensão do problema: em 2025, o Ligue 180 registrou mais de 155 mil denúncias de violência contra mulheres, com cerca de 70% dos casos ocorrendo dentro do ambiente doméstico. O país também registrou aproximadamente 1.568 casos de feminicídio no mesmo período.

Para o especialista, o novo prazo reforça a ideia de que o tempo da vítima não é o mesmo do processo penal.

“Muitas mulheres só conseguem buscar ajuda depois de apoio psicológico ou acolhimento familiar. O sistema precisa considerar essa realidade”, diz Amaury.

A nova lei não altera garantias do acusado nem o devido processo legal, segundo o especialista, mas apenas amplia o prazo para exercício do direito de representação.

“O Estado não está enfraquecendo o sistema penal, está tornando-o mais compatível com a realidade da violência doméstica”, concluiu.

58,4% das pessoas usam IA com alta frequência, mas mais da metade não identifica vídeos gerados pela tecnologia, revela pesquisa do Projeto Brief

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Estudo mapeia hábitos de uso da população e revela uma “crise de autenticidade” impulsionada por um choque geracional na detecção de conteúdos sintéticos

São Paulo  — A Inteligência Artificial já faz parte da rotina dos brasileiros e vem se consolidando como uma das principais ferramentas de apoio para tarefas do dia a dia, aprendizado e busca por informações. À medida que a tecnologia avança, cresce também a necessidade de que as pessoas saibam usá-la com senso crítico e sejam capazes de distinguir conteúdos reais daqueles produzidos artificialmente. É o que revela uma pesquisa realizada pelo Projeto Brief com 2.483 pessoas em todo o país.

 

O levantamento mostra que 58,4% dos entrevistados utilizam ferramentas de IA com alta frequência, sendo que 36,4% recorrem a elas várias vezes ao dia. Entre os usos mais comuns estão tirar dúvidas do cotidiano (56,8%), estudar e pesquisar (54%) e criar imagens ou vídeos (44%), evidenciando que a tecnologia já ocupa um espaço relevante e majoritariamente positivo na vida dos brasileiros. Esse entusiasmo se reflete nas emoções: 42% dos entrevistados dizem estar muito animados com o avanço da IA, e outros 26,2% se declaram esperançosos.

 

Apesar dessa familiaridade crescente, a pesquisa identificou um desafio importante: a capacidade de reconhecer conteúdos criados por IA ainda é limitada. Em um experimento realizado durante o estudo, os participantes foram expostos a vídeos originais e a uma versão gerada por Inteligência Artificial do presidente Lula. Apenas 39,5% conseguiram identificar corretamente o vídeo criado por IA, enquanto 37,7% acreditaram que o conteúdo era original e 22,8% não souberam dizer.

 

Para Carol Luck, antropóloga especialista em comportamento digital e coordenadora do Projeto Brief, o resultado acende um alerta que vai além da tecnologia em si. “A questão central é qual uso se faz dela. Vivemos um momento em que criar um vídeo falso e convincente de qualquer pessoa, inclusive de figuras públicas e políticos, está ao alcance de qualquer um com urgente, sobretudo em ano de eleição”, afirma.

 

O estudo revela ainda que a desconfiança também recai sobre conteúdos verdadeiros: quando os participantes assistiram a um vídeo autêntico, 33,9% acreditaram que ele havia sido criado por Inteligência Artificial. O impacto eleitoral percebido desse tipo de conteúdo sintético alcançou média de 7,1 em uma escala de 0 a 10 — e 88,3% dos entrevistados apoiam a criação de limites legais para o uso de IA na política, nos mesmos moldes das regras já existentes para propaganda eleitoral. Sobre quem deveria fiscalizar esse uso, 52,1% apontam o TSE como instituição responsável.

 

Segundo Ricardo Borges Martins, cientista político e coordenador-geral do Projeto Brief, esse cenário exige uma mudança de postura coletiva em relação à tecnologia. “As críticas à IA são legítimas e até saudáveis — o próprio estudo mostra que ela já corrói nossa capacidade de confiar no que vemos. Mas, como as redes sociais, é uma realidade da qual não vamos escapar. O desafio é fazer as duas coisas ao mesmo tempo: regular com seriedade e nos apropriarmos criticamente dessas ferramentas, para que suas potencialidades sirvam ao interesse público, e não apenas a quem as controla.”

 

A pesquisa também identificou diferenças significativas entre as faixas etárias. Jovens entre 18 e 29 anos apresentaram melhor desempenho na identificação do vídeo gerado por IA, com taxa de acerto de 58,2%. Ao mesmo tempo, esse grupo demonstrou níveis elevados de desconfiança: 39% classificaram o vídeo original como falso. Para Carol Luck, esse comportamento revela uma geração que já incorporou o questionamento como parte do consumo digital. “Os jovens desenvolveram uma espécie de senso crítico em relação ao que consomem online. Eles reconhecem os padrões da IA com mais facilidade, mas também enxergam o conteúdo verdadeiro com mais ceticismo, o que mostra como o ambiente digital está mudando a relação das pessoas com a informação”, explica.

 

Entre as pessoas com 61 anos ou mais, a vulnerabilidade é ainda maior: apenas 20,9% conseguiram identificar corretamente o conteúdo criado por IA, enquanto 47% acreditaram que o vídeo criado por computador era verdadeiro. Segundo Luck, isso reflete uma transformação tecnológica que tornou obsoletos os antigos critérios de verificação. “Por muito tempo, identificar uma manipulação digital dependia de perceber falhas visíveis, um movimento estranho, uma voz fora de sincronia. Esses sinais estão desaparecendo. A sofisticação da tecnologia avançou mais rápido do que a capacidade das pessoas de acompanhá-la, e é justamente essa lacuna que precisa ser endereçada”, afirma.

 

O ambiente de desconfiança se estende além dos vídeos. A pesquisa mostra que 43,2% dos entrevistados reagiriam com raiva ao descobrir que um vídeo político foi feito com IA sem qualquer aviso — e 71,6% reconhecem viver em algum grau de câmara de eco nas redes sociais. A confiança na mídia está praticamente dividida ao meio: 50,9% afirmam confiar e 48,5% não confiam.

 

Os dados reforçam que o avanço da Inteligência Artificial não representa uma ameaça em si, mas um convite para que a sociedade desenvolva senso crítico, fortaleça instituições e se aproprie da tecnologia, antes que ela fique concentrada nas mãos de quem a usa para manipular.

 

Sobre a pesquisa

O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 29 de abril de 2026, com 2.483 participantes recrutados via redes sociais em todas as regiões do Brasil. O estudo analisou hábitos de uso de Inteligência Artificial, comportamento digital e a capacidade dos entrevistados de identificar conteúdos audiovisuais produzidos por IA.

Mais informações e acesso aos dados completos da pesquisa: Link

Sobre Projeto Brief

O Projeto Brief, iniciativa da Quid, é uma plataforma de comunicação política com foco em dados e campanhas mobilizadoras. Sua missão é fortalecer a compreensão sobre temas políticos relevantes e oferecer ferramentas de comunicação que apoiem a construção de discursos mais estratégicos e eficazes, tanto no ambiente digital quanto fora dele.

De iniciante a apaixonado pelo esporte: corrida de rua impulsiona nova geração de atletas e movimenta eventos como o BOP Games

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Com cerca de 15 milhões de praticantes e um mercado que movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano

Há pouco mais de um ano, Alex Duarte encarava seus primeiros três quilômetros de corrida como um desafio pessoal. Hoje, já acumula mais de 20 provas disputadas, percorre trajetos de até 15 quilômetros e faz parte de um movimento que transformou a corrida de rua em um dos maiores fenômenos esportivos do país. O crescimento da modalidade ajuda a explicar o sucesso de eventos como o BOP Games, que desembarca nos dias 4 e 5 de julho na Arena Mané Garrincha reunindo milhares de atletas e entusiastas do esporte. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 15 milhões de corredores ativos, enquanto o mercado movimenta aproximadamente R$1,1 bilhão por ano.

A história de Alex ajuda a explicar por que a corrida de rua se tornou um dos maiores fenômenos esportivos do Brasil. Dados da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (ABRACEO) mostram que o número de provas oficiais saltou de 2.827 para 5.241 entre 2024 e 2025, um crescimento de 85% em apenas um ano.

O avanço também aparece no número de praticantes. Atualmente, cerca de 15 milhões de brasileiros participam regularmente da modalidade, transformando parques, ruas e espaços públicos em pontos de encontro para quem busca qualidade de vida, saúde e novas conexões. “Comecei correndo três quilômetros sem imaginar que chegaria até aqui. A corrida mudou minha rotina, minha saúde e até meu círculo de amizades. Hoje, faço questão de participar das provas e viver esse ambiente que só cresce”, conta Alex.

É nesse cenário que eventos como o BOP Games ganham cada vez mais relevância. Marcado para os dias 4 e 5 de julho, na Arena Mané Garrincha, o festival reúne milhares de atletas e entusiastas em uma programação que vai muito além das competições tradicionais. A proposta é criar experiências esportivas para diferentes perfis de público, acompanhando uma tendência nacional que coloca o esporte no centro do entretenimento e do bem-estar.

Para Yan Rokas, organizador do evento, o crescimento das corridas de rua reflete uma mudança cultural que beneficia todo o ecossistema esportivo.

“A corrida se tornou uma porta de entrada para muitas pessoas que antes não praticavam nenhuma atividade física. Quando alguém começa a correr, normalmente passa a se interessar por outras modalidades, por hábitos mais saudáveis e por experiências ligadas ao esporte. O BOP Games acompanha exatamente esse movimento”, afirma.

Com mais de 30 modalidades esportivas, atrações culturais, experiências para toda a família e entrada gratuita, o BOP Games chega à sua segunda edição em Brasília em um momento em que o esporte vive uma das fases mais vibrantes dos últimos anos. E histórias como a de Alex Duarte mostram que essa transformação está acontecendo não apenas nas grandes competições, mas também na vida de milhares de brasileiros que encontraram na corrida uma nova paixão.

 

SERVIÇO:

BOP Games Brasília 2026
Arena Mané Garrincha (Eixo Monumental – SRPN – Asa Norte, Brasília – DF)Acesso: Entrada dos Arcos Olímpicos
Data: 4 e 5 de julho de 2026
Horário: 8h às 20h
Atividades: competições esportivas, gastronomia, feira fitness, espaço kids, oficinas esportivas, aulões, treinos e atrações musicais
Ingressos/inscrições: bopgames.com.br/brasilia-2026
Mais informações: @bop.games

Cardiologista alerta: emoções da Copa do Mundo podem ter impactos no coração

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Senior man suffering from chest pain sitting on sofa at home, possibly indicating a heart attack.

 

Especialista alerta que momentos de grande euforia ou frustração podem desencadear a Síndrome do Coração Partido, que provoca sintomas semelhantes aos de um infarto

Uma classificação dramática, um gol nos minutos finais, uma disputa de pênaltis ou até mesmo uma eliminação inesperada. A Copa do Mundo costuma provocar emoções intensas nos torcedores, sejam elas de alegria ou de tristeza. O que pouca gente sabe é que a chamada Síndrome do Coração Partido não está associada apenas a emoções negativas. Conhecida pelos médicos como Síndrome de Takotsubo, ela também pode ser desencadeada por momentos de felicidade extrema, provocando sintomas semelhantes aos de um infarto.

Descrita pela primeira vez no Japão na década de 1990, a Síndrome de Takotsubo ocorre quando uma descarga intensa de hormônios, principalmente adrenalina, provoca alterações temporárias no funcionamento do músculo cardíaco, que passa a se contrair de forma anormal.

“Apesar do nome, não estamos falando apenas de tristeza ou sofrimento. Para o organismo, o mais importante não é se a emoção é positiva ou negativa, mas a intensidade da resposta que ela provoca. Por isso, tanto uma vitória emocionante quanto uma eliminação inesperada podem atuar como gatilhos da síndrome”, explica o cardiologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Gustavo Lenci.

Em uma pesquisa realizada durante a Copa da Alemanha de 2025, cientistas da Universidade de Bielefeld observaram alterações significativas nos sinais vitais de torcedores ao longo das partidas. Em momentos de maior tensão e logo após os gols, alguns participantes apresentaram aumento de até 36% na frequência cardíaca.

Os sinais da Síndrome de Takotsubo costumam incluir dor no peito, falta de ar, suor frio, palpitações e mal-estar, sintomas frequentemente confundidos com um infarto. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, provocando mais de 1.100 óbitos por dia — o equivalente a uma morte a cada 90 segundos.

A Síndrome de Takotsubo é mais comum em mulheres após a menopausa e também pode ocorrer com maior frequência em pessoas com histórico de ansiedade ou depressão. Pessoas com hipertensão e outros fatores de risco cardiovasculares, como diabetes, obesidade e colesterol elevado, devem redobrar os cuidados durante períodos de maior tensão emocional e manter o tratamento médico em dia.

“Na maioria dos casos, os pacientes se recuperam após tratamento e acompanhamento médico. Ainda assim, a síndrome não deve ser subestimada. Existem situações em que pode causar complicações graves, como insuficiência cardíaca, arritmias, choque cardiogênico e, em casos mais raros, até levar à morte. Por isso, qualquer pessoa que apresente dor no peito, falta de ar ou mal-estar durante ou após uma situação de forte emoção deve procurar atendimento médico imediatamente”, afirma Lenci.

Sinais que exigem atenção

  • Dor ou pressão no peito;
  • Falta de ar;
  • Suor frio;
  • Palpitações;
  • Tontura;
  • Sensação de desmaio;
  • Mal-estar súbito após uma emoção intensa.

 

Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia, cirurgia robótica e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).

 

Sobre o Hospital Universitário Cajuru

O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS e com a certificação de qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA) nível 3. Está orientado pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.